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InnovPlantProtect colabora com a Frusoal na investigação de uma praga emergente dos citrinos

O InnovPlantProtect (InPP) é parceiro científico da Frusoal num projeto de investigação dedicado ao estudo do inseto Scirtothrips aurantii, conhecido como tripes-dos-citrinos, uma praga emergente que ameaça a citricultura algarvia. Integrado no Programa Operacional dos Citrinos da organização de produtores, o projeto procura aprofundar o conhecimento sobre a biologia e a dinâmica populacional desta espécie, contribuindo para melhorar a monitorização e apoiar estratégias de proteção das culturas.

A equipa do InnovPlantProtect esteve presente na inauguração do Laboratório Frusoal InovCitrus, uma iniciativa idealizada e instalada pela Frusoal para reforçar a investigação e o desenvolvimento orientados para as necessidades dos seus produtores de citrinos.

O InPP participa na componente de investigação do Programa Operacional dos Citrinos da Frusoal, colaborando no primeiro projeto científico desenvolvido neste contexto: «Determinação da Fenologia e Ciclo de Vida dos Tripes em Pomares de Citrinos do Algarve», com duração prevista de três anos, entre 2026 e 2028.

Conhecer melhor a praga para apoiar a proteção dos citrinos

Originário da África do Sul, Scirtothrips aurantii é uma praga de quarentena na União Europeia e representa um desafio crescente para a citricultura algarvia. A escassez de conhecimento científico sobre esta espécie nas condições de produção europeias torna necessário aprofundar o estudo do seu desenvolvimento e comportamento nos pomares.

O projeto vai acompanhar a dinâmica populacional da praga em pomares de laranja, tangerina, limão e lima, considerando fatores como a fenologia das culturas, as condições edafoclimáticas, as infestantes presentes e os usos do solo nas áreas adjacentes.

A informação recolhida deverá contribuir para uma melhor compreensão da evolução da praga nas diferentes culturas e condições de produção, criando uma base de conhecimento que possa apoiar a definição de estratégias de proteção mais eficazes e sustentáveis.

Ciência aplicada em parceria com o setor agrícola

A colaboração com a Frusoal demonstra a importância de aproximar a investigação científica dos desafios concretos da produção agrícola. Neste projeto, o conhecimento especializado do InnovPlantProtect contribui para investigar um problema fitossanitário relevante para os produtores, num trabalho desenvolvido em articulação com a equipa técnica da Frusoal e com o apoio do Centro de Experimentação Agrária de Tavira, da CCDR Algarve.

Na inauguração do laboratório estiveram presentes Ilaria Marengo, diretora da subárea de Monitorização Inteligente de Pragas e Doenças do InPP, e os investigadores Nuno Faria e Hadi Sheikhnejad, da mesma subárea.

A participação neste projeto reflete a capacidade do InnovPlantProtect para colaborar com empresas e outras organizações no desenvolvimento de investigação aplicada e na procura de respostas para desafios relacionados com a proteção das culturas.

O InPP disponibiliza competências científicas e técnico-científicas na área da monitorização de pragas e doenças, podendo colaborar com entidades do setor agrícola na identificação de necessidades e no desenvolvimento de abordagens ajustadas aos seus desafios fitossanitários.

Ao aproximar ciência e produção, o InnovPlantProtect contribui para uma agricultura mais segura, inovadora e produtiva.

InnovPlantProtect lidera projeto transfronteiriço BioProACE que procura bactérias locais para desenvolver biosoluções de proteção do amendoal

Aprovado no âmbito do Programa Promove – Projetos-Piloto 2026, o BioProACE vai explorar bactérias autóctones da região EUROACE para desenvolver uma solução biológica contra o cancro da amendoeira.

O InnovPlantProtect (InPP) vai liderar o BioProACE – Bioprospeção de bactérias autóctones da região EUROACE para soluções inovadoras na agricultura, um dos 20 projetos-piloto inovadores aprovado na 8.ª edição do Programa Promove – O Futuro do Interior, que apoiou 55 iniciativas para valorizar o Interior do país.

Com uma duração de três anos, o projeto pretende explorar a biodiversidade microbiana do Alentejo, da região Centro e da Extremadura espanhola para identificar bactérias com potencial para controlar Diaporthe amygdali, o fungo responsável pelo cancro da amendoeira.

Esta doença pode comprometer a saúde das árvores e a produção de amêndoa, representando um desafio fitossanitário para os produtores. Perante a necessidade de desenvolver alternativas mais sustentáveis à proteção convencional das culturas, o BioProACE propõe investigar o potencial de bactérias naturalmente presentes nos solos e associadas às plantas da região.

Uma coleção de bactérias para descobrir novas soluções

Um dos principais resultados previstos é a criação de uma bacterioteca de bactérias autóctones da região EUROACE, que reunirá pelo menos 1.000 isolados bacterianos distintos. Esta coleção constituirá uma base de investigação para identificar microrganismos com propriedades úteis à proteção das culturas.

A partir desta coleção, a equipa irá selecionar e avaliar bactérias com capacidade para inibir D. amygdali. Os candidatos mais promissores serão estudados em plantas, utilizados no desenvolvimento de formulações e, nas fases seguintes, testados em condições reais de campo.

O projeto inclui também o desenvolvimento de métodos de diagnóstico que permitam detetar e quantificar a infeção pelo fungo, contribuindo para uma avaliação mais rigorosa da doença e da eficácia das soluções em estudo.

Embora o foco inicial seja o cancro da amendoeira, a bacterioteca poderá continuar a ser explorada após o fim do projeto, abrindo caminho à investigação de novas aplicações agrícolas.

Ciência e colaboração transfronteiriça

Liderado pelo InnovPlantProtect, o BioProACE reúne entidades científicas e parceiros do setor agrícola de Portugal e Espanha: o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), o Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura (CICYTEX), a De Prado Portugal, a De Prado Cervantes e a Associação para a Promoção de Frutos Secos (Portugal Nuts).

Esta colaboração permitirá articular o conhecimento científico com a realidade dos produtores, desde a recolha de amostras até aos ensaios de campo em amendoais dos dois lados da fronteira.

Ao explorar recursos biológicos locais e desenvolver conhecimento científico aplicado, o BioProACE pretende contribuir para uma agricultura mais sustentável e para a valorização dos recursos e das capacidades de inovação da região EUROACE.

Financiamento

O BioProACE é um dos projetos-piloto aprovados na 8.ª edição do Programa Promove – O Futuro do Interior, promovido pela Fundação “la Caixa”, em colaboração com o Banco BPI e em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

O projeto representa um investimento total de 208.765,93 euros, contando com um apoio aprovado de 149.992,12 euros.

Saiba mais sobre o BioProACE aqui.

InnovPlantProtect e INIAV promovem sessão sobre pecuária extensiva e bem-estar animal em Elvas

O InnovPlantProtect (InPP) e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) promovem, no próximo dia 27 de outubro, entre as 14h30 e as 17h30, uma sessão dedicada à pecuária extensiva e ao bem-estar animal, no Auditório do INIAV, no Pólo de Elvas.

Intitulada “Pecuária extensiva e bem-estar animal: da avaliação de extensividade à biossegurança e desempenho reprodutivo“, a iniciativa pretende promover a partilha de conhecimento e experiências sobre a realidade das explorações pecuárias do Alentejo, aproximando o conhecimento científico dos desafios atuais enfrentados pelos profissionais no terreno.

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Dirigida sobretudo a produtores pecuários, cooperativas, associações e outros agentes ligados ao setor, a sessão abordará diferentes dimensões da pecuária extensiva e da gestão das explorações extensivas, incluindo a avaliação da extensividade dos sistemas de produção, a biossegurança, o bem-estar animal e os cuidados relacionados com a reprodução.

Mais do que transmitir conhecimento técnico, esta iniciativa pretende proporcionar um espaço de reflexão e diálogo entre especialistas e profissionais do setor, que permita identificar boas práticas, conhecer ferramentas e explorar perspetivas com potencial de aplicação no dia a dia das explorações pecuárias da região.

PROGRAMA

14h15 — Receção dos participantes

14h30 — Sessão de abertura | Inês Ferreira – InnovPlantProtect e Nuno Simões – INIAV

14h45 — Pastoreio extensivo e avaliação da extensividade | José Pedro Fragoso de Almeida – Universidade Politécnica de Castelo Branco

15h15 — Avaliação do nível de extensividade de explorações pecuárias no Alentejo | Noémia Farinha – Universidade Politécnica de Portalegre

15h45 — Coffee break

16h00 — Biosseguranca em explorações extensivas: importância e capacidade de execução | Miguel Parreira –Universidade Politécnica de Portalegre

16h30 — Prevenir mais, tratar menos, produzir melhor: eficiência reprodutiva e saúde do vitelo em bovinos de carne em regime extensivo | Miguel Minas – Universidade Politécnica de Portalegre

17h00 — Mesa-redonda e debate: desafios da pecuária extensiva e novas medidas de apoio – Moderação: Nuno Simões – INIAV

17h30 — Encerramento

Para conhecer melhor os intervenientes e os seus percursos profissionais e científicos, poderá consultar as notas biográficas dos oradores aqui.

Informações e inscrições

  • Data: 27 de outubro de 2026
  • Horário: 14h30–17h30 (receção dos participantes a partir das 14h15)
  • Local: Auditório do INIAV – Pólo de Elvas
  • Participação: gratuita, mediante inscrição.

Inscreva-se aqui.

A sessão realiza-se no âmbito do projeto BioLivingLABs, financiado pelo COMPETE 2030, que visa promover a demonstração, experimentação e adoção de soluções inovadoras no setor agrícola através do envolvimento direto de produtores, técnicos e outros atores do território.

EVENTOS

4.º aniversário do InnovPlantProtect: Dia Aberto para mostrar como se luta contra pragas e doenças agrícolas

A primeira edição do Dia Aberto do InnovPlantProtect (InPP) aconteceu esta terça-feira, dia 24 de janeiro, data em que se celebrou o 4.º aniversário da instituição, das 14h30 às 18h, com uma tarde de atividades destinadas a todas as idades, como palestras e visitas aos laboratórios. O Dia Aberto pretendeu dar a conhecer o InPP e a inovação científico-tecnológica desenvolvida pelos investigadores no laboratório colaborativo (CoLAB).

O Dia Aberto contou com a presença do vereador da Câmara Municipal de Elvas (C.M. Elvas), Hermenegildo Rodrigues, que esteve em representação do Presidente da C.M. Elvas.

Hermenegildo Rodrigues, começou a sua intervenção reconhecendo as mais valias que o InPP traz para a região de Elvas “como projeção em termos daquilo que é o conhecimento científico e também, como uma região essencialmente agrícola, potenciar os nossos agricultores na defesa daquilo que é um mundo em constante adaptação e mudança, quer pelas exigências ambientais, quer pela eficiência que cada vez mais é exigida aos nossos agricultores”. [O InPP] “é indescutívelmente uma mais-valia para a região, para os agricultores e também uma projeção de Elvas numa área que nós tanto ambicionamos e desejamos, e até, como forma de coesão territorial, de forma a descentralizar aquilo que é o conhecimento para uma área tão carenciada nessa vertente”, reforça.

O vereador da C.M. Elvas terminou a sua intervenção com um agradecimento “em nome do munícipio e de todos os Elvenses”, e com o “desejo de que este ano de 2023 reforce os objetivos e as estratégias delineadas pelo CoLAB”, reiterando o apoio do Município ao CoLAB.

Durante a tarde realizou-se a palestra intitulada “O solo agrícola e a sua saúde”, que teve como orador o diretor do departamento de Gestão de Dados e Análise de Risco, Ricardo Ramiro, na qual se explorou o conceito de saúde do solo, os fatores que a influenciam, bem como os efeitos dos microrganismos do solo nas plantas e nas culturas agrícolas, como é o caso do fungo do solo Rosellinia necatrix, responsável pela doença da podridão branca da raíz em pereiras e outras espécies de plantas, e na qual o InPP tem estado a trabalhar para combater.

Nesta palestra foi ainda possível ficar a conhecer o sequenciador da Oxford Nanopore Minion, uma ferramenta chave para a análise do microbioma na agricultura e que está a ser utilizado no projeto “AlViGen: Criação de polo no ALentejo para a VIgilância GENómica de doenças na agricultura“, liderado pelo InPP, em parceria com a Universidade de Évora (UÉ), e financiado pela Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

De seguida as diretoras dos departamentos de Novos Biopesticidas e de Proteção de Culturas Específicas, Cristina Azevedo e Sandra Correia, respetivamente, foram as oradoras da palestra “Como se fazem biopesticidas?”. A palestra pretendeu dar a conhecer o que são biopesticidas, quais as vantagens e desvantagens destes em comparação com os pesticidas de síntese química, bem como os tipos de biopesticidas existentes.

No final da tarde, os visitantes deste Dia Aberto visitaram os laboratórios do InPP, tendo sido esta visita orientada pelos investigadores do CoLAB.

Durante a visita, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pela equipa, de interagir e de conversar com os investigadores.

InPP celebra 4.º aniversário abrindo as portas à população

O InnovPlantProtect (InPP) abre as portas ao público a 24 de janeiro, num Dia Aberto organizado pela primeira vez, que permitirá conhecer a instituição por dentro, o trabalho desenvolvido pelos investigadores e a inovação criada no CoLAB.

A primeira edição do Dia Aberto do InnovPlantProtect (InPP) acontece a 24 de janeiro, data em que celebra o seu 4.º aniversário, das 14h30 às 18h, para uma tarde repleta de atividades destinadas a todas as idades. O Dia Aberto pretende dar a conhecer o InPP e a inovação científico-tecnológica desenvolvida no laboratório colaborativo (CoLAB). É uma oportunidade única para descobrir a instituição por dentro, conhecer os laboratórios e o trabalho desenvolvido pelos investigadores, conversar com a nossa equipa e saber um pouco mais sobre a carreira científica.

Neste emblemático evento realizam-se duas palestras, uma que tem como tema a saúde do solo agrícola, e outra que pretende mostrar aos visitantes como se cria um biopesticida, um produto amigo do ambiente, sem impactos na saúde humana, e eficaz na luta contra pragas e doenças das plantas. Será possível visitar os laboratórios, estando planeadas três visitas, orientadas por investigadores do CoLAB.

As inscrições já estão abertas e podem ser efetuadas através do preenchimento do formulário disponível aqui, até às 12h do dia 23 de janeiro. As visitas aos laboratórios estão limitadas aos primeiros 15 inscritos. O InPP não poderá aceitar inscrições no dia do evento.

Equipa do InPP submete o segundo pedido provisório de patente

Investigadores do InnovPlantProtect (InPP) submeteram no dia 21 de dezembro de 2022, o segundo pedido provisório de patente para a proteção industrial de extratos naturais derivados de folhas, em combinação com um biopolímero sustentável com origem na carapaça de animais marinhos ou fungos, que podem contribuir para o controlo do fungo responsável pela piriculariose.

A piriculariose é uma doença causada pelo fungo Magnaporthe oryzae, que afeta o arroz em todo o mundo, incluindo Portugal. O arroz é uma das principais culturas agrícolas responsável por alimentar mais de 3,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo e de fornecer 20% de todas as calorias consumidas pela população mundial, no entanto, até cerca de 30% desta produção é perdida devido ao ataque de Magnaporthe oryzae.

Embora existam algumas soluções no mercado que têm sido utilizadas no combate a este fungo, estes fungicidas químicos são mais tóxicos e não são específicos para o Magnaporthe oryzae. Neste sentido, a utilização de compostos naturais de origem biológica com atividade relevante capaz de inibir a germinação e o desenvolvimento deste fungo, como aqueles que foram explorados pela equipa do InPP e que iniciaram agora o processo de patenteação, podem ser uma alternativa ao uso de fungicidas químicos e permitir o desenvolvimento de mais e melhores práticas de agricultura sustentável.

“Estamos entusiasmados com os resultados obtidos e com o potencial demonstrado por estes extratos vegetais no controlo desta doença que afeta o arroz. As vantagens deste tipo de extratos comparativamente aos compostos sintéticos tornam-nos opções promissoras e diferenciadoras para a proteção de diversas culturas agrícolas”, afirma Sandra Correia, Diretora do Departamento de Proteção de Culturas Específicas do InPP.

Exemplar de planta de arroz com a doença piriculariose, causada pelo fungo Magnaporthe oryzae