Notícias e Eventos

plant blanco

NOTÍCIAS

O InPP participou no Fórum Nacional de Clubes Ciência Viva na Escola, que teve lugar no dia 27 de março, integrando a Mostra de Ciência e Tecnologia com um stand dedicado à proteção das plantas.

Neste espaço, foram apresentados diversos materiais demonstrativos, incluindo placas de Petri com fungos e bactérias, plantas, algas e exemplos de produtos formulados, com o objetivo de despertar o interesse e a curiosidade dos visitantes para a importância da saúde das plantas e da investigação científica nesta área.

Ao longo do dia, a Gestora de Comunicação, Inês Ferreira, e o Gestor de Inovação, Paulo Madeira, dinamizaram o contacto com o público visitante, explicando de que forma a investigação em proteção das plantas contribui para melhorar a proteção das culturas e promover uma agricultura mais resiliente e sustentável.

O Fórum Nacional de Clubes Ciência Viva na Escola decorreu no CNEMA, em Santarém, reunindo escolas, centros Ciência Viva, universidades, centros de investigação e diversas outras entidades, num encontro dedicado à ciência, tecnologia e inovação.

O InPP agradece a todos os visitantes que passaram pelo seu stand, destacando a importância destes momentos de partilha para promover o conhecimento científico junto da comunidade.

No dia 26 de março, o InPP participou numa sessão promovida pela Agência Nacional de Inovação (ANI), em Lisboa, que contou com a presença de uma comitiva da República Checa ligada ao setor das biotecnologias.

Em representação do InPP estiveram Cristina Azevedo, Diretora de Biosoluções, e Paulo Madeira, Gestor de Inovação, que apresentou a instituição e as suas principais áreas de atuação e competências.

A iniciativa teve como principal objetivo identificar oportunidades de cooperação entre entidades portuguesas e checas, nomeadamente nas áreas de transferência de tecnologia, codesenvolvimento, ensaios pré-clínicos e diagnósticos, coinvestimento e internacionalização da inovação.

A sessão contou com a participação de representantes de entidades relevantes da República Checa, incluindo Petra Kinzlova, CEO da Prague.bio, Katarina Psenakova, Head of Biology da PharmTheon, bem como representantes da Embaixada da República Checa e da Academia das Ciências da República Checa.

Este encontro contribuiu para reforçar o posicionamento do InPP na promoção de parcerias internacionais e no desenvolvimento de soluções inovadoras, evidenciando o compromisso contínuo da instituição em fortalecer redes de colaboração científica e tecnológica e em contribuir para o crescimento e internacionalização da inovação.

O InPP marcou presença no Encontro com orizicultores e técnicos(as) em Portugal, promovido pela EDAF, que decorreu no dia 5 de março, no Pólo de Inovação de Salvaterra de Magos, em Santarém.

A Diretora de Biosoluções do InPP, Cristina Azevedo, integrou o painel de oradores convidados, tendo apresentado a comunicação intitulada “A problemática da Pyricularia na cultura do arroz”. A apresentação incidiu sobre os principais desafios fitossanitários associados a esta doença, que continua a constituir uma das maiores ameaças à produção de arroz a nível mundial e também em Portugal.

WhatsApp Image 2026 03 06 at 14.28.18

O encontro reuniu produtores, técnicos e especialistas da fileira do arroz, proporcionando um espaço de partilha de conhecimento e debate sobre soluções atuais e em desenvolvimento para o controlo da piriculariose. Foram igualmente abordados outros temas relevantes para a sustentabilidade e produtividade da cultura, nomeadamente a gestão da fertilização.

A participação do InPP neste tipo de iniciativas reforça o compromisso da instituição com a inovação, a transferência de conhecimento e o desenvolvimento de soluções sustentáveis para a agricultura nacional.

O InPP agradece à EDAF e ao COTArroz o convite e a organização deste importante encontro, esperando que esta colaboração continue a fortalecer-se no futuro.

EVENTOS

O projeto “Educar para conhecer, proteger e monitorizar os castanheiros através da tecnologia IoT”, cofinanciado pelo Fundo Ambiental, foi apresentado na semana passada a alunos do 12º ano do Agrupamento de Escolas do Sabugal.

Cerca de 50 estudantes de Biologia, Tecnologia e Turismo passaram parte da manhã e a tarde do dia 4 de novembro com a equipa do InnovPlantProtect (InPP), a fim de compreenderem a importância de proteger as árvores, e em particular os castanheiros, património natural local. O projeto, liderado pelo InPP, é dirigido pela Câmara Municipal do Sabugal (CMS).

O dia foi uma experiência de Educação 4.0, em que disciplinas tradicionais como a Biologia e a Ecologia foram integradas com uma descrição e explicação da aplicação da tecnologia da “Internet das Coisas” (IoT, do inglês Internet of Things) à monitorização das árvores. Por acaso, a apresentação coincidiu com a Cimeira do Clima COP 26, relacionando-se na perfeição com os principais temas em discussão em Glasgow, Escócia.

Na parte da tarde, os alunos foram levados até um souto utilizado como área de estudo pela equipa do InPP e da CMS. Foi lá que puderam ver e perceber de forma direta como funcionam os sensores de IoT. A visita ao souto foi uma oportunidade para participarem em exercícios práticos e aprenderem a medir alguns parâmetros físicos das árvores, como a altura, diâmetro e largura da copa através de métodos tradicionais, ao mesmo tempo que puderam ver em ação ferramentas mais modernas.

Com o conhecimento aprofundado das linhagens e raças existentes no país, o CoLAB de Elvas pode assim delinear estratégias de combate mais eficientes e direcionadas.

O InnovPlantProtect (InPP) está a analisar amostras de ferrugem amarela colhidas em campos de trigo de Portugal. A identificação efetuada no InPP é executada através de técnicas de PCR e análise de fragmentos de DNA com recurso ao SeqStudio, que permite determinar a linhagem do fungo examinando marcadores moleculares.

A reação em cadeia da polimerase, ou PCR na sigla inglesa, é uma técnica que permite copiar uma região específica do DNA, in vitro. O SeqStudio é um equipamento de sequenciação que também permite medir o comprimento dos fragmentos, a partir do qual é possível correlacionar o tamanho dos diferentes marcadores moleculares com uma determinada linhagem.

A ferrugem amarela é uma doença causada pelo fungo Puccinia striiformis f. sp. tritici, que afeta o trigo e outros cereais um pouco por todo o mundo, pondo em causa o futuro e a estabilidade das culturas cerealíferas. Este agente patogénico é biologicamente muito dinâmico, adaptando-se rapidamente às alterações climáticas e às variedades de cereais resistentes que vão sendo introduzidas no mercado.


A. Ferrugem amarela em trigo; B. Marcadores moleculares amplificados por PCR num gel de agarose; C. Análise de fragmentos para determinar o tamanho dos marcadores e estabelecer a linhagem do fungo

Até ao momento, foi identificada a linhagem PstS10, a mais prevalente na Europa. A PstS10 tem vindo a mostrar-se muito agressiva, afetando variedades de trigo até então resistentes à ferrugem amarela.A raça desta linhagem foi determinada pelo RustWatch, na Dinamarca, como sendo Benchmark. O InPP enviou amostras para este projeto europeu de combate às ferrugens do trigo, que, entre muitas outras vertentes, envolve também a genotipagem e identificação das linhagens e raças do fungo causador da ferrugem amarela.

Com o conhecimento aprofundado das linhagens e raças presentes em Portugal, o InPP pode assim delinear estratégias de combate mais eficientes e direcionadas, através do melhoramento de variedades de trigo resistentes à ferrugem amarela, e do desenvolvimento de agentes de controlo bioinspirados.

O projeto do InnovPlantProtect para combater esta doença foi iniciado em março de 2020.

Nenhum produto existente atualmente no mercado é capaz de eliminar a Xylella fastidiosa, garantem responsáveis da comissão para o orçamento regional da Apúlia, Sul de Itália. A bactéria continua a afetar gravemente os olivais na principal região italiana produtora de azeite.

“Os dois produtos comercializados nas últimas semanas como tratamento contra a secagem das árvores, e úteis por trazerem as plantas de volta à sua glória original, são uma mistura de sabões naturais ou adjuvantes”, afirmou o diretor do observatório fitossanitário da Apúlia, Salvatore Infantino, numa audiência pública, citado pelo OliveOilTimes. Os responsáveis da comissão para o orçamento regional desta zona do Sul de Itália, que forma o “calcanhar” da “bota”, garantem que não existem atualmente no mercado produtos capazes de eliminar a bactéria Xylella fastidiosa das árvores infetadas, nomeadamente das oliveiras.

Esta bactéria é o agente patogénico mais ativo a afetar oliveiras na principal região produtora de azeite em Itália. Para Salvatore Infantino, o desenvolvimento de um produto capaz de combatê-la continua a ser um objetivo importante para muitos daqueles que se esforçam para reduzir a devastação provocada pela Xylella fastidiosa.

As entidades públicas não devem cometer os erros do passado, dando crédito a teorias não científicas que já causaram tantos prejuízos e com as quais tanto tempo foi perdido.

Fabiano Amati, presidente da comissão para o orçamento regional da Apúlia

A Xylella fastidiosa foi detetada pela primeira vez na União Europeia precisamente na Apúlia, em outubro de 2013, tendo sido responsável por um surto que, em 2015, já tinha infetado um milhão de oliveiras só nesta região italiana. “Atualmente, as boas práticas agrícolas e a erradicação são as únicas armas que temos contra a Xylella, para ganhar tempo enquanto esperamos por um tratamento verdadeiramente eficaz”, garante Salvatore Infantino.

Olival infestado com Xylella fastidiosa, Apúlia, Itália, 2019.

Imagem: WIKI/ Sjor