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Árvores maiores, mais bolotas, mas também maior vulnerabilidade?

Um estudo do InnovPlantProtect revela uma relação complexa entre a dimensão das árvores, o seu estado sanitário e a produção de bolotas — com implicações para a monitorização e gestão dos ecossistemas de carvalhos mediterrânicos. 

À partida, uma árvore maior parece ser uma boa notícia. 

Uma árvore mais desenvolvida pode ter um papel importante na regeneração natural dos ecossistemas, através da produção de bolotas. Mas será que ser maior significa também uma maior capacidade para resistir ao declínio?

Os resultados de um novo estudo sugerem que a resposta não é assim tão simples. 

Investigadores do InnovPlantProtect e de outras instituições portuguesas e espanholas analisaram a saúde e a reprodução de carvalhos mediterrânicos, procurando compreender de que forma o tamanho das árvores e o seu estado sanitário se relacionam com a capacidade de produzir bolotas.

Nem todas as árvores estão igualmente expostas 

Os carvalhos mediterrânicos, como o sobreiro, a azinheira e o carvalho-negral, desempenham um papel importante nos ecossistemas de montado e dehesa da Península Ibérica. Estes sistemas enfrentam, contudo, diferentes pressões ambientais, que podem comprometer a saúde e a capacidade de regeneração das árvores. 

Para compreender melhor quais os fatores associados ao declínio e à maior vulnerabilidade das árvores, a equipa analisou dados de monitorização recolhidos em oito locais de Portugal e Espanha, abrangendo cerca de 350 hectares e mais de 2.000 árvores. 

Os resultados mostram que os sinais associados à presença de agentes bióticos estão entre os fatores mais fortemente relacionados com a desfoliação. A presença de ramos mortos, de insetos conhecidos como capricórnios, da família Cerambycidae, e de podridão do tronco esteve associada a níveis mais elevados de perda de folhagem. 

Mas a dimensão das árvores também revelou uma relação importante com o seu estado sanitário. Árvores com maior diâmetro do tronco apresentaram maior probabilidade de níveis elevados de desfoliação.

Ou seja, a dimensão de uma árvore pode dizer-nos mais sobre a sua condição do que simplesmente o seu tamanho. 

Mas há um outro lado da história. 

Se as árvores de maior dimensão podem apresentar maior vulnerabilidade, será que essa dimensão traz também alguma vantagem? 

A resposta está na reprodução. 

A análise da produção de bolotas revelou uma relação positiva entre a altura das árvores e a sua capacidade de produção: árvores mais altas tendem a produzir mais bolotas. 

Mas, mais uma vez, a história muda quando olhamos para o estado sanitário. 

No caso do sobreiro, as árvores localizadas em zonas com pior estado sanitário produziram significativamente menos bolotas. Na azinheira, apesar da elevada variabilidade observada, não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas na produção entre árvores localizadas em condições sanitárias favoráveis e desfavoráveis. 

Os resultados mostram, assim, que crescer, manter a saúde e reproduzir não são processos independentes. A relação entre estas dimensões varia entre espécies e pode depender das condições a que as árvores estão sujeitas. 

“Frequentemente, presume-se que árvores maiores e mais velhas sejam um indicador de um montado saudável e resiliente. No entanto, o nosso estudo revela que o porte da árvore é, na verdade, uma faca de dois gumes. Embora as árvores de grande porte tenham capacidade para produzir um maior número de bolotas, o seu tamanho também pode estar associado a uma maior vulnerabilidade a determinados fatores bióticos, como é o caso das pragas, como os capricórnios (Cerambyx spp.), uma vez que o volume do tronco é maior, conferindo mais alimento e mais espaço para essa praga se desenvolver.”, explica Maysa Toledo, estudante de doutoramento do InnovPlantProtect.

“A presença de pragas danifica severamente as copas e levam espécies como o sobreiro a interromper a reprodução, para reservar energia para a própria sobrevivência.”, acrescenta.

O que muda na forma como devemos olhar para uma árvore? 

Uma árvore de maior dimensão pode representar um recurso importante para a regeneração, devido ao seu maior potencial de produção de bolotas. Ao mesmo tempo, algumas das características associadas a árvores maiores e mais maduras podem estar relacionadas com uma maior vulnerabilidade a determinados agentes bióticos e ao declínio. 

Proteger árvores com elevado potencial reprodutivo pode, por isso, significar também dar particular atenção ao seu estado sanitário.

A monitorização assume aqui um papel fundamental. A identificação atempada de sinais associados ao declínio pode contribuir para acompanhar de forma mais direcionada as árvores com maior valor estrutural e reprodutivo e apoiar decisões de gestão mais informadas. 

No entanto, os investigadores alertam também para uma questão importante: produzir mais bolotas não significa necessariamente garantir a regeneração do ecossistema. 

A sobrevivência e o estabelecimento de novas árvores dependem de outros fatores, incluindo a disponibilidade de água, a predação, o pastoreio, as características do solo e as condições microclimáticas. 

Para os responsáveis por estes ecossistemas, como explica Maysa Toledo, “a lição fundamental é que não podemos depender apenas da elevada produção de sementes. Para garantir a próxima geração de carvalhos, é importante proteger ativamente as árvores mais antigas contra fatores de stress biótico e, simultaneamente, preservar as condições necessárias à sobrevivência e ao crescimento das bolotas”.

Monitorizar hoje para compreender amanhã 

Mais do que identificar uma única causa para o declínio, este trabalho mostra a importância de compreender o ecossistema como um sistema interligado, onde a dimensão das árvores, a sua saúde e a capacidade reprodutiva podem estar simultaneamente relacionadas.

Neste contexto, os autores defendem a importância de perceber como estas relações evoluem ao longo do tempo, através de uma monitorização plurianual, capaz de acompanhar a evolução do estado sanitário e da reprodução das árvores e de aprofundar o conhecimento sobre a interação entre fatores ambientais e bióticos.

Esta perspetiva pode contribuir para estratégias de gestão e conservação florestal mais direcionadas, ajudando a identificar e proteger árvores particularmente relevantes para a manutenção e regeneração dos ecossistemas de carvalhos mediterrânicos.

Artigo científico

Título: Drivers of tree health and reproduction in mediterranean oaks: Trade-offs between tree size, biotic stress, and acorn production

Revista: Forest Ecology and Management, Volume 620, 2026, 124166

Autores: Maysa Hernandes Ricardo Toledo, Ilaria Marengo, Neftalí Sillero, Nuno Faria e Mario Campos Cunha

DOI: 10.1016/j.foreco.2026.124166

O estudo foi desenvolvido com base em dados de iniciativas de monitorização de ecossistemas de carvalhos mediterrânicos em Portugal e Espanha, incluindo o projeto MoniTREEng – Monitorização da saúde, produtividade e regeneração natural dos Quercus sp. e o projeto “IA aplicada a um sistema de alerta e deteção precoce de Phytophthora cinnamomi em montado/dehesa”, financiado pela Fundação “la Caixa”, em colaboração com o Banco BPI e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

InPP participa no Dia de Campo InovMilho’26 com intervenção sobre o vírus do nanismo no milho

A participação do investigador Nuno Faria, da subárea de Monitorização Inteligente de Pragas e Doenças, centrou-se nos desafios associados ao vírus do nanismo e no trabalho desenvolvido pelo InPP para compreender a sua ocorrência, acompanhar os seus vetores e contribuir para estratégias de proteção mais eficazes.

O InnovPlantProtect (InPP) esteve presente no Dia de Campo InovMilho’26, organizado pela ANPROMIS, que decorreu no passado dia 2 de setembro, na Estação Experimental António Teixeira (INIAV), em Coruche.

O investigador do InPP Nuno Faria, da subárea de Monitorização Inteligente de Pragas e Doenças, participou como orador na sessão “Produção de milho em Portugal: que condicionantes e oportunidades se nos colocam?”, com uma intervenção dedicada ao tema “Vírus do nanismo: como minimizar os seus impactos?”.

Compreender a ocorrência do vírus no território

A ocorrência e dispersão de agentes causadores de doenças na cultura do milho constituem um dos desafios que o InPP procura compreender através da monitorização e análise das populações presentes no território nacional.

Neste âmbito, a equipa está a estudar a prevalência do vírus do nanismo nas populações de milho, acompanhando a sua ocorrência numa área que se estende desde a região de Coimbra até ao Alentejo.

Este trabalho permite recolher informação sobre a distribuição do vírus e contribuir para um conhecimento mais aprofundado da sua presença na cultura do milho em diferentes regiões.

Monitorizar os vetores para antecipar a dispersão

Para além da presença do vírus, a investigação do InPP incide também sobre as dinâmicas populacionais dos seus vetores.

O acompanhamento destas populações ao longo dos anos permitirá identificar tendências e padrões na sua ocorrência. A informação obtida poderá, posteriormente, contribuir para o desenvolvimento de modelos preditivos capazes de apoiar a compreensão da dispersão do vírus no território.

A possibilidade de antecipar onde e quando poderão surgir condições favoráveis à disseminação do vírus poderá contribuir para uma abordagem mais preventiva à proteção da cultura.

Identificar variedades menos suscetíveis

Paralelamente, a equipa do InPP está interessada em identificar variedades de milho menos suscetíveis ao vírus, procurando compreender quais poderão apresentar menor impacto perante a sua presença.

A identificação de materiais vegetais com menor suscetibilidade poderá constituir uma componente importante de futuras estratégias de proteção, complementando outras medidas de monitorização e gestão.

O trabalho desenvolvido pelo InPP nesta área procura, assim, conjugar monitorização, conhecimento epidemiológico e identificação de soluções que possam contribuir para uma gestão mais eficaz dos problemas fitossanitários na cultura do milho.

Um espaço de encontro entre ciência e setor produtivo

O Dia de Campo InovMilho’26 reuniu cerca de 260 participantes de todo o país, proporcionando um espaço de encontro e partilha entre a comunidade científica e académica, o setor produtivo e as empresas ligadas à fileira do milho.

Ao longo da iniciativa foram apresentadas técnicas, tecnologias e trabalhos de investigação relacionados com os desafios e oportunidades da cultura do milho em Portugal, promovendo a transferência de conhecimento e a criação de sinergias entre diferentes intervenientes do setor.

A participação do InPP nesta iniciativa permitiu dar a conhecer o trabalho que está a ser desenvolvido na área da monitorização inteligente de pragas e doenças, reforçando a importância da investigação aplicada para responder aos desafios fitossanitários que se colocam à agricultura nacional.

O InPP agradece à sua associada ANPROMIS o convite para participar no Dia de Campo InovMilho’26 e a oportunidade de partilhar o trabalho desenvolvido nesta área.

Veja o vídeo institucional do Dia de Campo InovMilho’26, disponibilizado pela ANPROMIS aqui.

Investigadores do InPP partilham conhecimento sobre o futuro da proteção de plantas em Summer School internacional

Dois investigadores do InnovPlantProtect participaram como oradores na International Summer School 2026, em Berlim, onde apresentaram diferentes perspetivas sobre o desenvolvimento de biossoluções e formulações para uma proteção das culturas mais segura e sustentável.

Os investigadorees do InnovPlantProtect (InPP), Tiago Amaro e Alexandra Machado, participaram, enquanto oradores, na International Summer School 2026 – “Soft Multiphase Materials for Next Generation Bio-pesticides: From Lab to Field”, que decorreu em Berlim, no âmbito da rede doutoral europeia BIOMAC-BP.

Realizada no Seminaris CampusHotel Berlin, a iniciativa reuniu investigadores e especialistas de diferentes áreas em torno do desenvolvimento de novas soluções para a proteção das culturas, promovendo a partilha de conhecimento e a colaboração entre diferentes disciplinas científicas.

Duas perspetivas sobre o futuro da proteção das culturas

Durante a manhã de 18 de setembro, Tiago Amaro, investigador da subárea de Proteção de Plantas do InPP, apresentou a sessão “Beyond Synthetic Pesticides: Next-Generation Biosolutions for Crop Protection”.

A apresentação abordou o potencial das biossoluções de nova geração enquanto alternativas aos pesticidas sintéticos, refletindo sobre novas abordagens para responder aos desafios atuais da proteção das culturas.

Também Alexandra Machado, investigadora da subárea de Agroformulações, participou como oradora, com a apresentação “Great Bioactives are Worthless Without Great Formulations”.

A intervenção destacou a importância das formulações no desenvolvimento de soluções baseadas em compostos bioativos. Para que um bioativo promissor possa traduzir-se numa solução eficaz e com potencial de aplicação no campo, a formulação desempenha um papel determinante, contribuindo para o seu desempenho, estabilidade e aplicabilidade.

As duas intervenções evidenciaram, assim, a complementaridade entre diferentes áreas de investigação e diferentes etapas no desenvolvimento de soluções para a proteção das culturas: desde a identificação e desenvolvimento de novas biossoluções até à sua formulação para uma aplicação eficaz.

Ciência que se partilha além-fronteiras

A participação de Tiago Amaro e Alexandra Machado enquanto oradores nesta Summer School internacional permitiu ao InPP reforçar a sua presença em redes científicas europeias e contribuir para a discussão em torno do futuro da proteção de plantas.

Mais do que uma oportunidade de partilha de conhecimento, estes momentos permitem criar novas ligações, promover a colaboração científica e aproximar diferentes áreas de investigação, contribuindo para o desenvolvimento de soluções mais seguras, eficazes e sustentáveis para a agricultura.

É também através da circulação do conhecimento — entre investigadores, instituições e áreas científicas — que a investigação pode continuar a transformar-se em inovação com aplicação no campo.

Inovar juntos. Proteger melhor.

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EVENTOS

Isolar e caracterizar o fungo que ataca o arroz português

Equipa do InnovPlantProtect que procura solução para a piriculariose esteve no Dia Aberto da Cultura do Arroz no Baixo Mondego. As amostras de arroz infetado colhidas depois já estão a ser analisadas no laboratório.

Cristina Azevedo, Tiago Amaro e Pedro Rosa são investigadores do InnovPlantProtect (InPP) e trabalham no desenvolvimento de biopesticidas contra a piriculariose do arroz, uma das doenças mais comuns neste cereal em todo o mundo e também em Portugal. Em resultado da oportunidade de marcarem presença no Dia Aberto da Cultura do Arroz no Baixo Mondego, organizado pela DRAP Centro, a 14 de setembro, efetuaram posteriormente duas saídas de campo para recolher amostras de arroz infetado.

A equipa efetuou as colheitas na zona do Mondego em Montemor-o-Velho, com o apoio de António Jordão, da DRAP Centro, e na zona do Tejo em Salvaterra de Magos, com o apoio de Lourenço Palha, do COTArroz, após um contacto iniciado pela investigadora do INIAV Ana Sofia Almeida. O objetivo destas recolhas é isolar e caracterizar geneticamente os isolados (culturas de microrganismos) de Magnaporthe oryzae, fungo causador da doença, presentes hoje em Portugal.

O Dia Aberto mostrou “o excelente trabalho desenvolvido pela equipa do INIAV no programa de melhoramento do arroz nacional e pela Lusosem, em vários ensaios de campo”, sublinha Cristina Azevedo, diretora do Departamento de Novos Biopesticidas do InPP.

No laboratório, os investigadores estão agora a tentar isolar os fungos das amostras de arroz recolhidas em campo; o passo seguinte será caraterizá-los do ponto de vista genético e da infetividade – a capacidade de um agente patogénico invadir um organismo e provocar nele uma infeção –, de modo a conhecermos a atual diversidade genética do Magnaporthe oryzae em Portugal.

No ano de 2021 está a verificar-se uma maior incididência da piriculariose do arroz em Portugal, principalmente no Baixo Mondego, devido designadamente a um menor número de horas de luz solar (mais dias de céu menos aberto), entre outras condições climáticas, explica António Jordão, da DRAP Centro.

InPP no encontro da fileira do arroz na Agroglobal

O Encontro do Arroz Europeu realiza-se a 7 de setembro a partir das 10h, no Auditório da Companhia das Lezírias da feira Agroglobal 2021. O diretor do InnovPlantProtect fala às 12h sobre a contribuição do CoLAB de Elvas no controlo da piriculariose.

Sob o mote “Fileira do Arroz Europeu mais Sustentável”, a ANIA – Associação Nacional dos Industriais de Arroz e a Casa do Arroz – Associação Interprofissional do Arroz organizam na próxima 3ª feira, 7 de setembro, o encontro da fileira do arroz na Agroglobal 2021. Às 12h fala Pedro Fevereiro, diretor executivo do InnovPlantProtect, sobre a contribuição do CoLAB de Elvas para o controlo da piriculariose, uma das doenças que mais afeta este cereal.

A referida feira agrícola, onde o InnovPlantProtect vai estar presente com stand e programação próprios, decorre até dia 9, em Valada do Ribatejo (Cartaxo, Santarém).

O Encontro do Arroz Europeu tem início às 10h, no Auditório da Companhia das Lezírias, com a apresentação do projeto de promoção do arroz europeu “Sustainable European Rice – Don’t Think Twice”. Às 11h, sobem ao palco o INIAV e o COTARROZ: em destaque estará o Programa Nacional de Melhoramento Genético do Arroz. O Trace-rice – Projeto Europeu de Inovação para a Rastreabilidade e Valorização do Arroz será apresentado às 11h30.

O evento é encerrado às 12h30 com uma degustação de arroz.

Imagem de destaque: Donald Groth, Louisiana State University AgCenter, Bugwood.org

O InnovPlantProtect na Agroglobal 2021

O laboratório colaborativo (CoLAB) InnovPlantProtect (InPP) está presente na Agroglobal 2021, com stand próprio, e um conjunto de atividades e iniciativas destinadas a dar a conhecer o CoLAB, e os serviços e produtos de base biológica que já oferece e pode oferecer às diferentes fileiras, para a proteção de culturas contra pragas e doenças (ver detalhes mais abaixo).

A Agroglobal 2021 realiza-se a 7, 8 e 9 de setembro, das 9h30 às 18h, em Valada do Ribatejo (Cartaxo, Santarém). É considerada a grande feira do setor agrícola, nomeadamente no que toca à Inovação & Desenvolvimento. O InPP encontra-se no Stand 119:


A programação do InPP conta com:

  1. Demos e apresentações curtas e interativas por parte de cada Departamento do InPP, com tempo para diálogo com os visitantes
  2. Café com CoLABs: conversa informal com o InPP, Food4Sustainability, FeedInov CoLAB, SFCOLAB, MORE e Colab4Food (com o apoio da Delta Cafés)
  3. InPP ComVida… – flash happenings com parceiros e associados convidados (ver abaixo)
  4. Sabores de Elvas em Valada: sorteio de ameixas d’Elvas entre os visitantes (com o apoio da elvense Artesanal Frutas)
  5. entre outras surpresas…

PROGRAMA InPP (em atualização):

EM DESTAQUE A 7/9, TERÇA-FEIRA:

Às 12h: Participação do InPP no Encontro do Arroz Europeu, no Auditório da Companhia das Lezírias, com a intervenção do CEO Pedro Fevereiro “A contribuição do CoLAB InnovPlantProtect no controlo da piriculariose”

  • Xylella fastidiosa: inimigo público n.º 1. Conheça o XfSTOP – Uma estratégia de combate a ser desenvolvida pelo InPP
  • Quer conhecer um agente de controlo biológico?
  • InPP ComVida… GREEN-IT Bioresources4Sustainability – presença institucional
  • Castanheiros, educação e Internet of Things: porque andamos a colocar sensores em árvores?
  • Combate ao declínio do montado: descubra o que os nossos serviços de deteção remota e alerta precoce baseados em IA podem fazer pela sua produção
  • Pragas e doenças geolocalizadas, para uma gestão, planeamento e visualização online otimizadas/ ímpares, logo após a recolha de amostras


EM DESTAQUE A 8/9, QUARTA-FEIRA:

  • Às 10h: O ataque de doenças está a causar prejuízos? Identificamos o agente patogénico e sugerimos formas de controlo biológico. Quer um produto desenvolvido só para si? Fazemos também!
  • Xylella fastidiosa: inimigo público n.º 1. Conheça o XfSTOP – Uma estratégia de combate a ser desenvolvida pelo InPP
  • Castanheiros, educação e Internet of Things: porque andamos a colocar sensores em árvores?
  • Cigarrinha na vinha: o que podemos oferecer para a deteção remota, monitorização e diagnóstico in field de pragas e doenças
  • Modelos de Risco: o clima ao serviço da agricultura:
    “As nuvens que andam no ar / Arrastadas pelo vento / Vão buscar a água ao mar / P’ra regar em qualquer tempo” *
    Os agentes patogénicos há muito aprenderam a mesma música e rapidamente respondem à metereologia. Desenvolvemos e validamos modelos e aplicações informáticas de previsão do risco de diferentes doenças baseados em dados climáticos

  • O microbioma: a importância de desvendar os segredos do ecossistema microbiano que habita solos e plantas

A partir das 14h30: InPP ComVida… CEPAAL: prova de azeites – porque só a azeitona sã permite obter azeite de qualidade e sem defeitos

Às 16h: Café com CoLABs: conversa informal com o InPP, Food4Sustainability, FeedInov CoLAB, SFCOLAB, MORE e Colab4Food – o que é um CoLAB, o que nos une e o que nos distingue

Às 17h30, InPP ComVida… CEPAAL: cerminónia de assinatura de protocolo de parceria entre o InPP e o Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo

*moda de cante alentejano tradicional

EM DESTAQUE A 9/9, QUINTA-FEIRA:

A partir das 10h: InPP ComVida… GREEN-IT: a fenotipagem e a fitossanidade/ proteção de cuturas + demonstração de equipamentos de fenotipagem em campo

  • Quer conhecer um agente de controlo biológico?
  • Às 11h30: Apresentação do projeto ‘DIMAP: A digital ecosystem for integrated disease management in pear orchards‘ (SmartAgriHubs), que visa agregar um consórcio para avaliar a integração de metodologias para a deteção de doenças na pera Rocha
  • Desenvolvemos modelos de predição genómica baseados em aprendizagem de máquina, que podem acelerar a obtenção de variedades mais resistentes a doenças ou com maior rendimento
  • Sabia que os biopesticidas inovadores e sustentáveis só são eficazes graças a formulações especificamente concebidas? O InPP tem um departamento inteiro dedicado a esta disciplina – veja o que podemos oferecer-lhe
  • Experimente ao vivo e a cores: hidrogéis inteligentes à base de polímeros naturais para facilitar a aplicação/ eficácia dos agentes de controlo biológicos

Às 12h: InPP ComVida… AHSA – Associação dos Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos Concelhos de Odemira e Aljezur (sujeito a confirmação)

Às 15h: InPP ComVida… Ambitrevo (sujeito a confirmação)

Às 17h: InPP ComVida… Syngenta

SOBRE O INNOVPLANTPROTECT

O InnovPlantProtect (InPP) é um laboratório colaborativo (CoLAB) dedicado ao desenvolvimento de produtos e serviços de base biológica para a proteção de culturas contra pragas e doenças.

Somos uma associação privada sem fins lucrativos com 12 associados fundadores, incluindo empresas, universidades, um município, um centro de I&D, um instituto nacional de investigação e associacões de produtores.

Com sede no Polo de Elvas do INIAV e 150 m2 de laboratórios, temos uma equipa com 38 recursos humanos altamente qualificados (16 PhD, 17 MSc, 5 licenciados), com as seguintes competências:

  • Biologia Molecular de Plantas, Doenças e Pragas
  • Bioquímica e Microbiologia
  • Biotecnologia e Melhoramento Molecular
  • Bioinformática e Bioestatística
  • Formulações e Nano-/Micro-tecnologia
  • Desenvolvimento de Produtos
  • Sistemas de Informação Geográfica
  • Ciências da Computação e Inteligência Artificial
  • Gestão de Projetos e de Comunicação

A NOSSA MISSÃO: Desenvolver produtos e serviços inovadores bioinspirados para proteger as culturas mediterrânicas

A NOSSA VISÃO: Utilizar os mais modernos conhecimentos científicos para, em colaboração com stakeholders nacionais e internacionais, resolver os problemas colocados à agricultura mediterrânica pelo surgimento de novas pragas e doenças e pela redução da disponibilidade de princípios ativos

OS NOSSOS OBJETIVOS – Produzir:
• Novos biopesticidas para pragas e doenças
• Novas variedades [de plantas] resistentes a pragas e doenças
• Novos métodos de monitorização e diagnóstico
• Novos modelos de análise de risco

O QUE PRODUZIMOS:
Novos biopesticidas (baseados em oligopéptidos/ dsRNA)

  • Produzidos por microrganismos GRAS ou provenientes do fitomicrobioma
  • Formulados com micro/nanopartículas biocompatíveis

Novas variedades de plantas

  • Através de seleção assistida por marcadores moleculares
  • Através da edição de genoma

Sistemas de deteção e alerta precoce

  • Baseados em deteção remota e Inteligência Artificial

Ferramentas de previsão genómica

  • Baseadas em sequenciação e genotipagem de alto débito

Modelos de análise de risco

Formulações agrícolas

COLABORAÇÃO COM EMPRESAS:

1. Contratos de exclusividade
2. Cooperação com financiamento por diferentes programas
3. Serviços
3.1. Laboratoriais
3.1.1. Identificação e diagnóstico molecular de pragas e doenças
3.1.2. Caracterização de matrizes usando FT-NIR
3.1.3. Identificação molecular de variedades vegetais
3.1.4. Desenvolvimento de formulações agrícolas
3.1.5. Micropropagação de plantas elite
3.2. Digitais
3.2.1. Monitorização digital de pragas e doenças
3.2.2. Modelos de previsão de disseminação de pragas e doenças com base em dados de deteção remota e AI
3.2.3. Modelos de risco para pragas e doenças emergentes
3.2.4. Análise de microbiomas
3.2.5. Genómica comparativa
4. Avenças
5. Contratos com startups: triagem da funcionalidade de produtos; avaliação de perfil toxicológico; pré-desenvolvimento

*O InPP é entidade reconhecida SIFIDE (Sistema de Incentivos Fiscais à I&D Empresarial) – ou seja, as empresas que investirem em nós (parte d’) as respetivas despesas de I&D poderão deduzir uma percentagem à coleta do IRC