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InPP participa na reunião de arranque do projeto europeu SENTRY

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O InnovPlantProtect (InPP), representado por Ricardo Ramiro, Diretor de Ciência de Dados e Bioinformática, participou na reunião de arranque (Kick-Off Meeting) do projeto europeu SENTRY – Precision Agriculture Solution for Plant Pathogen Surveillance and Risk Assessment, que decorreu entre os dias 23 e 25 de junho de 2026, em Limassol, Chipre.

Financiado pelo Programa Horizonte Europa, o SENTRY arrancou oficialmente a 1 de junho de 2026 e reúne 21 parceiros de sete países europeus, entre os quais seis entidades portuguesas, refletindo o forte contributo nacional para o desenvolvimento de soluções inovadoras na área da saúde vegetal.

Durante três dias de trabalho, representantes das entidades parceiras reuniram-se para alinhar os objetivos científicos e técnicos do projeto, definir a metodologia de implementação e estabelecer o plano de atividades para os próximos 48 meses. A reunião permitiu ainda promover a colaboração entre os diferentes parceiros e preparar as primeiras ações de investigação, desenvolvimento e demonstração.

O SENTRY pretende desenvolver uma nova geração de soluções para a vigilância, deteção precoce, prevenção e gestão sustentável de doenças das plantas. Para tal, o projeto combinará tecnologias avançadas de deteção molecular, sensores ambientais, inteligência artificial, modelos preditivos e ferramentas de apoio à decisão, permitindo identificar precocemente o risco de ocorrência de doenças e apoiar intervenções mais eficazes.

Para além da monitorização e avaliação do risco, o projeto irá desenvolver e validar soluções inovadoras para o controlo de agentes fitopatogénicos ao longo de toda a cadeia de valor agroalimentar, desde a produção agrícola até ao armazenamento e distribuição dos produtos, contribuindo para reduzir perdas, diminuir a utilização de produtos fitofarmacêuticos e reforçar a segurança alimentar.

O InPP integra este consórcio multidisciplinar, contribuindo com a sua experiência em proteção das plantas, inovação agrícola e transferência de conhecimento para o setor agroalimentar. A participação do InPP reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento de soluções científicas e tecnológicas que promovam uma agricultura mais sustentável, resiliente e preparada para responder aos desafios das alterações climáticas.

Ao longo dos próximos quatro anos, o SENTRY irá gerar conhecimento, desenvolver tecnologias inovadoras e demonstrar novas abordagens para a gestão integrada de doenças das plantas, contribuindo para reforçar a competitividade e a sustentabilidade da agricultura europeia.

Saiba mais sobre o projeto SENTRY na página dedicada disponível no website do InPP.

InPP participa na Assembleia Geral dos 24 meses do projeto VINNY, reforçando o compromisso com a inovação sustentável na viticultura

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O InnovPlantProtect (InPP) marcou presença na Assembleia Geral dos 24 meses do projeto europeu VINNY, que decorreu nos dias 23 e 24 de junho em Viena e Klosterneuburg, na Áustria. A instituição foi representada por Cristina Azevedo, diretora da Área de Biosoluções, e por Tiago Amaro, investigador da subárea de Proteção de Plantas.

A reunião reuniu os parceiros do consórcio com o objetivo de avaliar o progresso alcançado ao longo dos primeiros dois anos do projeto, analisar os resultados obtidos e definir as próximas etapas para o desenvolvimento de soluções inovadoras que promovam uma viticultura mais sustentável, resiliente e competitiva.

Durante os primeiros 2 anos de implementação do VINNY, foram alcançados importantes marcos científicos e tecnológicos. Entre os principais destaques encontram-se a validação, em condições controladas, de compostos bioativos derivados da videira e de biofertilizantes de origem biológica, o desenvolvimento de novas tecnologias e metodologias de aplicação e o arranque dos ensaios em condições reais de campo, permitindo avaliar o desempenho das soluções em contexto produtivo.

A participação do InPP nesta Assembleia Geral constituiu também uma oportunidade para reforçar a colaboração com os restantes parceiros europeus, promover a partilha de conhecimento e discutir os desafios técnicos e científicos associados ao desenvolvimento de biosoluções inovadoras para o setor vitivinícola.

O segundo dia do encontro incluiu uma visita técnica às instalações da HBLA und BA für Wein- und Obstbau Klosterneuburg, onde os participantes acompanharam os ensaios em vinha e em estufa atualmente em curso. A visita permitiu conhecer de perto as atividades experimentais desenvolvidas pelos parceiros e promover a troca de experiências relativamente às diferentes abordagens de validação das soluções em ambiente real.

A Assembleia Geral terminou com o alinhamento das atividades previstas para a próxima fase do projeto, reforçando o compromisso do consórcio em acelerar a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis e de biosoluções seguras, eficazes e ambientalmente responsáveis para responder aos desafios atuais e futuros da viticultura europeia.

A participação do InPP neste encontro reflete o seu compromisso contínuo com a investigação, a inovação e a transferência de conhecimento, contribuindo ativamente para o desenvolvimento de biosoluções seguras, eficazes e amigas do ambiente que promovam uma agricultura mais sustentável e resiliente.

O projeto VINNY reúne um consórcio internacional de entidades de investigação, universidades, empresas e organizações do setor agrícola, que trabalham em conjunto no desenvolvimento de estratégias inovadoras para reduzir a dependência de produtos convencionais de proteção das culturas e potenciar a utilização de biosoluções na produção vitivinícola.

InPP apresenta resultados do SP6 – Agricultura na sessão final do projeto Algae Vertical

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O InPP participou na reunião final do projeto Algae Vertical, realizada no Instituto Superior de Agronomia, onde foram apresentados os principais resultados e foi feito um balanço daquela que foi a maior iniciativa dedicada às algas integrada no Pacto da Bioeconomia Azul.

Na qualidade de líder do subprojeto SP6 – Agricultura, o InPP apresentou os principais resultados alcançados no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor agrícola baseadas em biomassa de algas, em colaboração com diversos parceiros do consórcio. A apresentação esteve a cargo de Cristina Azevedo, diretora da área de Biosoluções do InPP.

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Cinco soluções inovadoras para a agricultura

Ao longo de quatro anos de trabalho colaborativo, o SP6 – Agricultura permitiu o desenvolvimento de cinco soluções baseadas em algas, destinadas a responder a desafios concretos do setor agrícola:

  • Dois bioestimulantes
  • Dois bioprotectores para o controlo de doenças das plantas
  • Um modulador da microbiota do solo para promoção da saúde do solo

Estas soluções foram concebidas para aplicação em várias culturas agrícolas relevantes para o setor, contribuindo para práticas de produção mais sustentáveis, eficientes e resilientes.

Um marco para o InPP e para o setor das algas

A participação na sessão final do Algae Vertical representa um momento particularmente significativo para o InPP, enquanto entidade líder do SP6 – Agricultura e parceira ativa numa iniciativa que reuniu 37 entidades e mobilizou um investimento de 44 milhões de euros.

O projeto demonstrou o potencial das algas como recurso estratégico para o desenvolvimento de novas biosoluções agrícolas, reforçando a ligação entre investigação, inovação e aplicação industrial.

“Mais do que o encerramento de um projeto, este momento representa um reconhecimento da capacidade de coordenação científica e tecnológica do nosso CoLAB em projetos de grande escala, bem como do nosso compromisso com o desenvolvimento de biosoluções inovadoras para a agricultura.”, sublinha António Saraiva, diretor executivo do InPP.

O diretor executivo assinala ainda o resultado de quatro anos de colaboração intensa entre parceiros científicos e empresariais, que criaram “bases sólidas para futuras oportunidades de valorização das algas na agricultura.”

Portugal reforça posição no setor das algas

O projeto Algae Vertical demonstrou a capacidade nacional para desenvolver tecnologias, processos e aplicações inovadoras em torno das algas, abrangendo áreas como a alimentação humana, aquicultura, agricultura, nutracêuticos e cosmecêuticos, e posicionando Portugal como um dos países com maior capacidade de desenvolvimento tecnológico neste domínio.

O InPP felicita todos os parceiros envolvidos pelo trabalho realizado ao longo destes quatro anos e pelos resultados alcançados, que contribuem para reforçar a competitividade e a sustentabilidade da bioeconomia azul em Portugal.

EVENTOS

Associados visitam novas instalações do InnovPlantProtect

Os associados do InnovPlantProtect (InPP) tiveram hoje, 5 de abril, a oportunidade de visitar as novas instalações do laboratório colaborativo (CoLAB), no Polo de Elvas do INIAV, onde a equipa de 39 elementos já se encontra a trabalhar, embora se proceda ainda à montagem de alguns equipamentos laboratoriais.

Na visita estiveram presentes Isabel Rocha, vice-reitora da Universidade NOVA de Lisboa, José Pereira Palha, presidente da Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (Anpoc), José Rato Nunes, em representação do Instituto Politécnico de Portalegre, Pedro Monteiro, presidente da Casa do Arroz, Tiago Pinto, secretário-geral da Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis), José Maria Rasquilha, vice-presidente da Anpoc e presidente da Cersul, Pedro Viterbo, gerente da Fertiprado, Domingos dos Santos, presidente da Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (Fnop), Felisbela Torres de Campos, Diretora de Regulamentação e Sustentabilidade Empresarial para Portugal da Syngenta Crop Protection, Maria do Rosário Félix, em representação da Universidade de Évora, Margarida Oliveira, vice-diretora do ITQB NOVA e coordenadora do grupo de trabalho do InPP e Benvindo Maçãs, diretor Polo de Elvas do INIAV, que foram acompanhados pelo diretor executivo do CoLAB, Pedro Fevereiro.

InnovPlantProtect na Ovibeja 2022

O InnovPlantProtect (InPP) estará presente na 38ª Ovibeja, que se realiza de 21 a 25 de abril, com um stand próprio e um programa de atividades a divulgar oportunamente. No sábado, 23 de abril, às 15h, o InPP organiza um colóquio subordinado ao tema “Proteger as culturas para alimentar o mundo: dos micro-organismos do solo às técnicas de monitorização das pragas e doenças”.

Nesta conferência participam o diretor executivo do InPP, Pedro Fevereiro, que apresentará o CoLAB, iLaria Marengo, diretora do departamento de Monitorização e Diagnóstico, que falará sobre sensorização remota aplicada à proteção das culturas, e Ricardo Ramiro, diretor do departamento de Gestão de Dados e Análise de Risco, que abordará o tema do microbioma do solo.

Pedro Fevereiro participa também no seminário que a ACOS – Associação de Agricultores do Sul organiza no dia 23 às 11h30, intitulado “Como alimentar o planeta?”, o tema da Ovibeja 2022, e no colóquio “A agenda verde europeia. Sustentabilidade da agricultura e soberania alimentar”, que se realiza na sexta-feira, 22 de abril, às 16h. O certame decorre no Parque de Feiras e Exposições Manuel de Castro e Brito, em Beja.

Plantas geneticamente modificadas para uma agricultura mais sustentável

O diretor executivo do InnovPlantProtect, Pedro Fevereiro, participa no próximo “MED às 4as”, a 6 de abril, uma mesa-redonda organizada pelo MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, com o tema “O uso de plantas geneticamente modificadas para uma agricultura mais sustentável”.

A sessão decorre presencialmente na Sala de Conferências do Pólo da Mitra – Universidade de Évora, entre as 14h e 15h, mas também é possível assistir via Zoom.

O uso de variedades geneticamente modificadas é uma possível solução para atingir os objetivos estratégicos do Pacto Ecológico Europeu, no âmbito da estratégia “Do Prado ao Prato” e da Estratégia de Biodiversidade para 2030. No entanto, é ainda limitado e permanece sob a legislação europeia que não contempla as novas técnicas genómicas (NTG). O desenvolvimento de uma legislação específica que permita o desenvolvimento e utilização de plantas sujeitas a estas NTG seria particularmente oportuno para o cumprimento dos objetivos do Pacto Ecológico Europeu, dizem os organizadores.

Saiba mais e conheça o painel de oradores aqui.