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CCDR Alentejo visita o InPP para conhecer de perto a atividade do CoLAB

O InnovPlantProtect (InPP) recebeu, esta quarta-feira, a visita da Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo), Helena Cavaco, numa oportunidade para apresentar a missão, as infraestruturas e o trabalho que o CoLAB desenvolve em prol da inovação e da competitividade do setor agroalimentar.

A visita teve início com uma apresentação institucional conduzida pelo Diretor Executivo do InPP, António Saraiva, onde foram apresentados o modelo colaborativo do CoLAB, as suas principais áreas de atuação e o contributo que tem vindo a dar para aproximar a ciência das necessidades das empresas e dos produtores agrícolas.

Seguiu-se um percurso pelas instalações de investigação e experimentação do InPP, incluindo os laboratórios, as câmaras climáticas e a estufa, permitindo dar a conhecer algumas das capacidades técnico-científicas da organização e os projetos atualmente em desenvolvimento em colaboração com empresas, produtores e restantes parceiros do ecossistema de inovação.

Sediado em Elvas, no Alto Alentejo, o InPP afirma-se como um exemplo de como é possível desenvolver investigação e desenvolvimento (I&D) de excelência, atrair investimento e gerar inovação a partir de um território do interior de baixa densidade. A proximidade às empresas, aos produtores e ao território constitui um dos principais fatores diferenciadores do CoLAB, permitindo desenvolver soluções com aplicação prática que respondem aos desafios da agricultura e contribuem para um setor mais resiliente, sustentável e competitivo.

A visita constituiu também uma oportunidade para refletir sobre o papel que centros de inovação sediados no interior desempenham na dinamização do tecido económico regional, na atração e retenção de talento qualificado, na valorização do conhecimento e no reforço da competitividade das cadeias de valor agroalimentares, gerando impacto económico e social na região e no país.

O InPP agradece à Vice-Presidente da CCDR Alentejo a visita, o interesse demonstrado e a oportunidade de partilhar a visão e o trabalho que tem vindo a desenvolver ao serviço da inovação, da transferência de conhecimento e da competitividade do setor agroalimentar.

Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira

InnovPlantProtect reforça proximidade com os media através de um Press Kit dedicado

O InnovPlantProtect disponibiliza uma nova página de Press Kit, criada para facilitar o acesso da comunicação social a informação institucional e promover uma comunicação mais próxima, rigorosa e acessível sobre os desafios e a inovação na agricultura.

Num contexto em que temas como as alterações climáticas, as pragas e doenças emergentes, as biosoluções ou a agricultura digital assumem uma importância crescente, o InPP pretende contribuir para que o debate público seja sustentado por conhecimento científico sólido e informação baseada na evidência.

A nova área reúne diversos recursos destinados a jornalistas e profissionais da comunicação, incluindo uma apresentação institucional do InnovPlantProtect, materiais de identidade visual, informação sobre a organização e os contactos da equipa de comunicação.

Para além destes recursos, o InnovPlantProtect disponibiliza a sua equipa multidisciplinar para colaborar com os órgãos de comunicação social através de entrevistas, comentários especializados e esclarecimentos sobre temas relacionados com a proteção de culturas, inovação agrícola, soluções biológicas e digitais e investigação aplicada.

Esta iniciativa reforça o compromisso do InPP com uma comunicação científica clara e acessível, aproximando o conhecimento desenvolvido no laboratório colaborativo da sociedade e contribuindo para uma maior literacia sobre os desafios e oportunidades da agricultura.

Consulte o Press Kit do InnovPlantProtect aqui.

InnovPlantProtect apresenta novo vídeo institucional e reforça a sua estratégia de comunicação

O InnovPlantProtect (InPP) acaba de lançar o seu novo vídeo institucional, uma peça que reflete a identidade do CoLAB, a sua missão e a visão que orienta o desenvolvimento de soluções biológicas e digitais para uma agricultura mais sustentável, resiliente e preparada para responder aos desafios atuais e do futuro.

Mais do que uma apresentação institucional, o vídeo destaca as pessoas que fazem parte do InPP, a cultura de colaboração que caracteriza a organização e o compromisso diário com a inovação, a transferência de conhecimento e a criação de valor para o setor agroalimentar.

Enquanto CoLAB, o InPP promove a aproximação entre ciência e indústria, reunindo empresas, instituições científicas e outros parceiros em torno do desenvolvimento de soluções inovadoras que respondam às necessidades reais da agricultura. O novo vídeo traduz esse posicionamento e evidencia a forma como o conhecimento científico é transformado em soluções com impacto para a competitividade, a sustentabilidade e a digitalização do setor.

Este lançamento integra a estratégia de reforço da comunicação institucional do InPP, iniciada no início deste ano com a renovação do website. O novo vídeo representa mais um passo na afirmação da identidade da organização e na forma como comunica com empresas, parceiros, clientes, investidores e instituições, e toda a comunidade ligada ao setor agrícola e agroalimentar.

Assista ao vídeo já disponível no canal de YouTube do InnovPlantProtect aqui e descobra a história, os valores e a visão que impulsionam o trabalho desenvolvido pelo InPP.

EVENTOS

Projeto ValorCannBio em destaque no Público

“Ao desenvolver biopesticidas de base biológica de subprodutos provenientes da indústria [da produção de canábis] em franca expansão a nível nacional, e nomeadamente no Alentejo, o projeto ValorCannBio contribuirá para as metas estabelecidas pela Comissão Europeia na Estratégia do Prado ao Prato e da Biodiversidade, da redução de 50% do uso de pesticidas de síntese química até 2030”, realçou Cristina Azevedo, diretora do Departamento de Novos Biopesticidas do InnovPlantProtect (InPP), ao Jornal Público.

O projeto “ValorCannBio- Valorização de subprodutos da canábis medicinal como biopesticida para o olival”, liderado pelo InPP e apresentado no passado dia 25 de setembro para assinalar o Dia Nacional da Sustentabilidade, está hoje em destaque no Público, num artigo intitulado “Cientistas em Portugal querem usar resíduos de cannabis para fazer pesticidas ecológicos”.

O ValorCannBio é um dos projetos vencedores da 6.ª edição do Programa Promove da Fundação “la Caixa” e visa transformar resíduos da produção de canábis medicinal em pesticidas biológicos, sustentáveis e capazes de controlar as principais doenças das oliveiras.

A iniciativa conta ainda com a parceria do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa NOVA FCT e das empresas GreenBePharma e AGR by De Prado.

Saiba mais no artigo em destaque no Público, disponível aqui.

InPP lidera consórcio para desenvolver biopesticidas sustentáveis provenientes de extratos de canábis

No Dia Nacional da Sustentabilidade é anunciado o projeto “ValorCannBio- Valorização de subprodutos da canábis medicinal como biopesticida para o olival”, liderado pelo InnovPlantProtect (InPP) em parceria com o Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa |
NOVA FCT e as empresas GreenBePharma (GBP) – produção de canábis medicinal e AGR Global – cultivo e produção de olival (Grupo De Prado), um dos vencedores da 6.ª edição do Programa Promove da Fundação ”la Caixa”, em colaboração com o BPI e Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), na categoria de projetos-piloto inovadores. O projeto permitirá explorar os subprodutos da produção de canábis medicinal como biopesticidas sustentáveis e eficazes para controlar as principais doenças do olival.

O InPP assinala o Dia Nacional da Sustentabilidade com a apresentação pública do projeto ValorCannBio que procura contribuir para a Sustentabilidade através do desenvolvimento de biopesticidas sustentáveis para controlar duas das mais importantes doenças do olival, uma cultura de extrema importância económica e social no Alentejo: a Gafa e a Tuberculose. A Gafa é considerada prioritária, por causar perdas de produção que podem atingir os 100 por cento a que correspondem mais de 50 milhões de euros, a redução da qualidade do azeite e estar a levar ao desaparecimento do património genético das variedades de olival tradicional como a galega, altamente suscetível à doença. A tuberculose, é uma doença do olival que se espalha pela quase totalidade dos olivais e que reduz a qualidade do azeite.

Para contribuir para o controlo das duas doenças que afetam o olival, a equipa de investigadores envolvida no projeto desenvolverá um biopesticida a partir de folhas da planta de canábis, consideradas excedentes do processo de produção de canábis medicinal em Portugal, que legalmente têm de ser destruídas. Este processo vai permitir atender às necessidades dos olivicultores, mas também abrir uma nova cadeia de valor associada à utilização de um subproduto da indústria da produção desta planta com fins medicinais.

“As soluções existentes no mercado para combater a Gafa e a Tuberculose não são eficazes e recaem em grupos dos pesticidas de síntese química, com impactos negativos no meio ambiente, e que estão a ser descontinuados, pelo que é premente encontrar alternativas. Por outro lado, as empresas de canábis podem vir a escoar os excedentes da biomassa para uma futura indústria produtora de biopesticidas, evitando os altos custos de destruição e apostando numa economia circular. Este projeto visa a integração dos conceitos de agricultura sustentável, aliados à química verde, para obtenção de produtos mais amigos do ambiente”, explica Ana Rita Duarte, investigadora do LAQV da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa |NOVA FCT.

Já para Cristina Azevedo, diretora do departamento de Novos Biopesticidas do laboratório colaborativo InPP, sediado em Elvas, “ao desenvolver biopesticidas de base biológica de subprodutos provenientes da uma indústria em franca expansão a nível nacional, e nomeadamente no Alentejo, o ValorCannBio contribuirá para as metas estabelecidas pela Comissão Europeia na Estratégia do Prado ao Prato e da Biodiversidade, da redução de 50 por cento do uso de pesticidas de síntese química até 2050”.

A diretora de departamento do InPP assegura ainda que “todos os impactos do ValorCannBio serão inicialmente sentidos no concelho de Elvas onde o projeto se vai desenvolver. No entanto, é expectável que estes se alarguem a toda a região de produção do olival, de Trás-os-Montes ao Algarve, onde as quebras de produção devido à Gafa e à Tuberculose estão em crescendo”.

O projeto que é hoje apresentado, é atribuído a uma equipa já distinguida por vários projetos nacionais e internacionais.

O programa Promove pretende que as entidades utilizem os seus apoios, concedidos a fundo perdido, para passar da teoria à prática: perceber a viabilidade dos conceitos científicos em desenvolvimento, assim como explorar oportunidades de negócio ou preparar pedidos de patente. Neste caso em concreto, a equipa pretende avaliar junto do mercado qual o potencial comercial desta nova solução.

Para mais informações sobre o ValorCannBio aceda à webpage do projeto aqui.

InnovPlantProtect promove as “Plant Biotech talks”

O InnovPlantProtect (InPP) promove as “Plant Biotech talks”, nas quais estarão presentes especialistas de renome internacional nas áreas da Biotecnologia Vegetal aplicada e da Biotecnologia da cultura de cereais que partilharão a evolução destas áreas, bem como as novas técnicas genómicas que têm sido aplicadas à produção e proteção da cultura do arroz. O evento ocorrerá já na próxima terça-feira, dia 24 de setembro, no auditório do INIAV, em Elvas.

As “Plant Biotech talks” arrancam pelas 10h00 com a sessão intitulada “Plant biotechnology, 1980-2024. From Round-up Ready soy to Genome Editing and beyond” que terá como orador Paul Christou, Professor e diretor do Laboratório de Biotecnologia Vegetal Aplicada na Instituição Catalã de Pesquisa e Estudos Avançados (ICREA) da Universidade de Lleida, na Catalunha, em Espanha, que revelará o percurso e evolução da área da Biotecnologia de Plantas. O ponto de partida será a primeira cultura comercial vendida pela Empresa Multinacional Monsanto, a Roundup Ready Soybean, desenvolvida pelo investigador através de tecnologia de transformação genética.

A segunda sessão intitulada “Communicating science through art and archaeology” terá lugar pelas 11h00 com a oradora Teresa Capell, Professora e diretora no Departamento de Produção Vegetal e Ciências Florestais na ICREA, que explorará como a ciência pode ser comunicada através da arte, uma vez que a junção de arte e ciência pode ser benéfica, não só para a ciência em si como para toda a sociedade. Esta prática tem-se tornado uma das favoritas para a transmissão de ciência ao público.

Xin Huang, investigadora no Departamento de Agricultura e Engenharia Florestal na ICREA, será a oradora da terceira sessão intitulada “Knocking our rice blast susceptibility genes through Genome Editing”, que decorrerá a partir das 12h00. Nesta sessão a oradora convidada falará sobre os genes responsáveis pela suscetibilidade das plantas a pragas e agentes patogénicos, em particular, ao fungo Magnaporthe oryzae, que causa uma importante doença que afeta a planta do arroz, a piriculariose. As tecnologias de edição genómica que permitem, de uma forma muito especifica e controlada, alterar genes na planta, tornando-a mais tolerante aos agentes patogénicos serão outros tópicos abordados nesta sessão.

A participação no evento é gratuita, e não está sujeita a inscrição.