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NOTÍCIAS

O início de um novo ano marca também um novo ciclo para o InnovPlantProtect. Em 2026, o InPP entra numa fase de evolução e consolidação, com várias novidades que reforçam o seu posicionamento enquanto parceiro estratégico para a transformação inteligente da agricultura.

Ao longo dos próximos meses, serão apresentadas iniciativas, conteúdos e ferramentas que refletem o trabalho desenvolvido pelas nossas equipas nas áreas da investigação aplicada, soluções biológicas, serviços especializados e inovação digital.

O primeiro passo desta nova fase será apresentado no próximo dia 24 de janeiro, data em que o InnovPlantProtect assinala 7 anos de atividade ao serviço do setor agrícola.

Até lá, continuamos a preparar um conjunto de novidades que traduzem a nossa missão de impulsionar uma agricultura mais segura, inovadora e produtiva.

Fique atento. O que aí vem é apenas o começo.

O InnovPlantProtect (InPP) marcou presença na conferência “Construir valor em conjunto”, organizada pelo nosso associado FNOP – Associação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas.

O diretor executivo do InPP, António Saraiva, moderou o painel “Sustentabilidade que gera valor: O papel do ESG no futuro do setor”, que contou com as intervenções de Catarina Pinto Correia (VdA), Cristina Câmara (APED), Filipa Saldanha (Crédito Agrícola), Joana Oom de Sousa (Sovena) e Rui Veríssimo Baptista (Companhia das Lezírias).

A sessão de abertura esteve a cargo de Domingos dos Santos, presidente da FNOP e membro do Conselho de Administração do CoLAB.

O encontro reuniu organizações de produtores, agricultores, empresas, especialistas e decisores políticos para discutir os desafios atuais e perspetivar o futuro do setor hortofrutícola nacional.

Com a participação de especialistas nacionais e internacionais, a conferência foi um espaço privilegiado de partilha de experiências e reflexão estratégica, com enfoque na organização da produção e no papel das políticas públicas na promoção de um crescimento sustentável.

Parabéns à FNOP pela iniciativa e pela capacidade de reunir um painel de oradores de excelência, tornando esta conferência um marco relevante e atual para o setor.

Créditos das imagens: Revista Voz do Campo

EventoFNOP

Na viticultura, cada pequena decisão tem impacto: no solo, na saúde das plantas e na qualidade das uvas que estão na base do vinho que chega à nossa mesa. Já o futuro da viticultura pode depender de uma única biosolução. Ou de cem. No VINNY, um projeto europeu ambicioso, do qual o InPP faz parte, investigadores de dez países procuram bioativos capazes de travar as doenças da vinha — e, ao mesmo tempo, reduzir a dependência de agroquímicos de síntese. O que está em jogo não é apenas ciência: é a sustentabilidade desta fileira.

O objetivo do projeto VINNY é simples, mas transformador: desenvolver e implementar soluções eficazes, sustentáveis e adaptáveis às necessidades dos viticultores de vários países europeus, criando biopesticidas e biofertilizantes amigos do ambiente, aliados a tecnologias avançadas de nanoencapsulamento, para reduzir a dependência de químicos convencionais e promover um ecossistema mais saudável e uma viticultura circular.

E no centro desta missão, está uma peça essencial da engrenagem: o trabalho diário dos investigadores que procuram respostas invisíveis ao olho humano — como é o caso de Tiago Amaro, investigador do InPP.

Créditos das imagens: Projeto VINNY

À Procura dos Guardiões da Videira

O caminho para estas novas biosoluções começa no campo, com a videira. O trabalho inicial do Tiago Amaro, arrancou em setembro de 2024 e foca-se em identificar e isolar microrganismos naturalmente presentes nas próprias videiras, em amostras recebidas dos parceiros em Portugal, Espanha, Áustria e Dinamarca.

De uvas, varas ou fragmentos lenhosos, chegam ao laboratório pequenos mundos microscópicos que podem conter as armas naturais necessárias para combater três importantes ameaças para a vinha, com impacto direto na rentabilidade da exploração agrícola:
• A podridão cinzenta (Botrytis cinerea) e o mofo azul (Penicillium expansum): Fungos que causam doenças de pós-colheita, afetando, no caso das uvas para vinho, a qualidade do vinho e inviabilizando por completo a comercialização das uvas de mesa.
• Os tumores da videira: Causados pela bactéria Allorhizobium vitis, esta doença afeta a planta em campo, provocando a queda das folhas e a diminuição da produção de uva.

Tiago Amaro, investigador do InnovPlantProtect, a identificar e isolar bactérias, no âmbito do projeto VINNY. Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira

Após o isolamento dos microrganismos, o Tiago dedica-se à criação de bibliotecas de bactérias. O que é uma ‘Biblioteca de Bactérias’? No contexto da investigação, uma biblioteca de bactérias é uma coleção organizada e catalogada de bactérias isoladas de diferentes fontes. Permite aos cientistas testar cada estirpe de bactérias contra patógenos específicos, constituindo um vasto catálogo de potenciais ‘super-heróis’ biológicos para a proteção vegetal.

Este rastreio rigoroso, que já deu origem à análise de mais de 190 bactérias desta biblioteca, é a primeira linha de defesa. A equipa seleciona as melhores candidatas com potencial para serem usadas como agentes de controlo biológico contra as doenças em estudo.

O Poder da Colaboração Europeia

E se a solução para proteger as vinhas portuguesas estiver escondida numa uva dinamarquesa? Ou numa bactéria isolada em Espanha? Um dos aspetos mais empolgantes do projeto é a sua dimensão verdadeiramente colaborativa, onde investigadores de dez países estão a trabalhar em paralelo, partilhando respostas, desafios e microrganismos em busca de biosoluções eficazes para toda a Europa.

Todas as soluções encontradas vão ser partilhadas, todas as soluções vão ser testadas por todos os parceiros e vai ser possível construir uma ‘biblioteca de soluções’ contra as várias doenças da vinha“, enfatiza o investigador Tiago Amaro.

A partilha de bactérias e de extratos de diferentes ecossistemas (Portugal, Espanha, Dinamarca e Áustria) é crucial. Uma bactéria eficaz na Dinamarca pode ser a chave para proteger as vinhas portuguesas, e vice-versa. Este intercâmbio de soluções biológicas, um dos pilares inovadores do projeto, permite explorar a biodiversidade microbiana para além das fronteiras nacionais. O InPP tem o papel fundamental de testar, em uvas, as soluções descobertas tanto pela nossa equipa como pelos restantes parceiros nacionais e europeus.

Esta diversidade de testes é uma aposta no futuro: microrganismos que não se revelem eficazes contra as doenças da vinha podem ser a solução para patologias de outras culturas.

Foto da esquerda: Tiago Amaro, investigador do InPP, a observar uma folha de videira, cultura alvo do projeto VINNY, Foto da direita: Plantas de videira em vaso na estufa do InPP, preparadas para testar as soluções encontradas pelos vários parceiros do VINNY. Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira

O Verdadeiro Teste: Do Laboratório ao Campo

Após a seleção em laboratório, o próximo passo – a formulação das bactérias mais promissoras – será realizada em Portugal e Espanha, na Universidade do Minho e na Universidade Politécnica da Catalunha. Mas, é na fase de testes em campo, que reside o maior desafio da ciência da proteção das plantas, porque mesmo resultados brilhantes em laboratório podem falhar no terreno. A formulação é o processo que transforma uma bactéria em produto — estável, aplicável e compatível com as necessidades do agricultor.

O Tiago Amaro sublinha a resiliência necessária:

  • A Incerteza do Campo: Muitas vezes, soluções promissoras em laboratório ou em estufa não apresentam a mesma eficácia quando aplicadas no campo, devido às variáveis ambientais (clima, solo, etc.).
  • O Fator Tempo: Doenças como a Allorhizobium vitis podem demorar a desenvolver-se, ou a infeção pode ser pouco relevante em certos anos, o que dificulta a obtenção de conclusões robustas.
  • O Ciclo Agrícola: É necessário testar a formulação em campo durante três a cinco anos consecutivos, registando todas as variações observadas. Com apenas uma colheita por ano, este processo exige paciência e persistência.

No total, desde a descoberta de uma bactéria promissora até à criação de um produto formulado, comprovadamente eficaz e pronto para o mercado, podem passar cerca de 10 anos — um verdadeiro teste à resiliência de qualquer cientista.

Soluções personalizadas: a nova exigência da agricultura moderna

O desafio final é garantir que os ensaios sejam relevantes para a realidade do produtor. A tendência atual no setor agrícola é a procura por soluções personalizadas, adaptadas às condições específicas das explorações: “Para cada campo e para cada agricultor, tem de haver uma solução”, projeta o investigador.

Esta abordagem personalizada exige mais ciência, mais rigor e mais conhecimento local — exatamente o que o VINNY procura construir.

Uma Europa unida pela ciência e pela vinha

O InPP integra este consórcio, composto por 19 parceiros de dez países, e liderado pela Universidade do Minho e financiado pelo programa Horizonte Europa.

Juntos, procuram responder a uma pergunta que poderá moldar o futuro da viticultura europeia: Será possível encontrar biosoluções eficazes para todos os países parceiros?

A resposta ainda está a ser escrita — nos laboratórios, nas vinhas experimentais, nos campos de diferentes climas e geografias.
E é feita de pequenas descobertas, muitas frustrações e um enorme compromisso com a ciência.

Porque proteger a vinha do futuro não é apenas uma ambição técnica.
É um compromisso cultural, económico e ambiental.
E o VINNY está a ajudar a desenhar esse futuro — um microrganismo de cada vez.

EVENTOS

É com grande satisfação que anunciamos a recente visita e sessão de partilha de conhecimento com o nosso associado António Villalobos, Agronomic Solutions Manager na Bayer Crop Science Portugal.

Durante o encontro, António Villalobos apresentou uma visão abrangente sobre a transformação radical que o setor da proteção de culturas está a atravessar, destacando dois vetores de inovação cruciais para a Agricultura Sustentável do futuro: o crescimento das Soluções Biológicas e o avanço das Ferramentas Digitais.

Tendências e Mensagens-Chave

A apresentação sublinhou o novo paradigma que orienta a estratégia agrícola, impulsionado pela necessidade de maior sustentabilidade e eficiência:

  • Liderança Europeia na Redução de Insumos: A Europa tem sido a vanguarda na forte redução de ingredientes ativos de proteção convencionais disponíveis, o que exige um compromisso inadiável com a inovação constante na busca por alternativas mais seguras e eficazes.
  • A Ascensão do Biológico: O futuro da proteção de culturas passa inegavelmente pelas soluções biológicas. Espera-se que estes compostos – que incluem biopesticidas, bioestimulantes e biofertilizantes – representem cerca de 20% do mercado global de Proteção de Culturas até 2030.
    • Funções dos Compostos Biológicos: Estes produtos são utilizados como agentes de biocontrolo (contra pragas e doenças), bioestimulantes (melhorando a tolerância ao stress e a nutrição) e biofertilizantes (aumentando a eficiência da absorção de nutrientes).
  • O Papel Essencial das Ferramentas Digitais: As tecnologias digitais são pilares para a gestão agrícola moderna e precisa. Exemplos incluem previsão de riscos (meteorologia, pragas), cálculo e gestão de resíduos e otimização da gestão hídrica.
  • Mudança de Paradigma: De Produtos a Soluções Integradas: O setor assiste a uma evolução no portefólio das empresas, que está a migrar de uma oferta de “produtos” isolados para Soluções Integradas. Estas soluções combinam estrategicamente sementes de qualidade, produtos de síntese convencionais (em doses otimizadas e reduzidas), compostos biológicos e ferramentas digitais para um controlo de pragas e doenças mais robusto, eficiente e em linha com os objetivos de sustentabilidade.

Reconhecimento

Um agradecimento especial a António Villalobos e à Bayer Crop Science pela colaboração contínua e pela inspiradora partilha de conhecimento num domínio que se revela fundamental para a competitividade e sustentabilidade da agricultura nacional.

Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira

O InnovPlantProtect (InPP) teve o prazer de receber, no dia 12 de novembro, investigadores do iBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, para uma sessão dedicada à valorização de subprodutos da produção de vinho como biopesticidas sustentáveis.

A sessão contou com a participação de Naiara Fernández, Cientista Sénior e Líder da Plataforma Tecnológica do iBET, e de João Baixinho, Doutorando na mesma plataforma. Os investigadores partilharam a missão e as principais linhas de investigação do centro, dando especial ênfase ao desenvolvimento de novos biopesticidas com elevado potencial de aplicação agrícola.

Inovação e Bioeconomia Circular

O foco da apresentação esteve na exploração dos subprodutos da vinicultura, transformando resíduos em soluções de alto valor acrescentado para a proteção das culturas.

  • Potenciais Biopesticidas: Os compostos em estudo demonstraram propriedades promissoras, sendo capazes de inibir microrganismos causadores de doenças nas culturas e de exercer um eficaz controlo sobre ácaros, representando uma alternativa sustentável aos fitofármacos convencionais.

  • O Projeto Tec4Green: Foi destacado o papel do projeto Tec4Green, uma agenda mobilizadora cofinanciada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Este projeto ambicioso reúne 18 parceiros estratégicos com o objetivo de desenvolver uma nova geração de produtos para a proteção e nutrição de culturas, alinhados com os princípios da bioeconomia circular e da sustentabilidade.

Agradecimento

O InPP agradece ao iBET pela visita e pela inspiradora partilha de conhecimento numa área crucial para o futuro da proteção de culturas e para o avanço da agricultura sustentável em Portugal.

Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira

O InnovPlantProtect (InPP) teve a honra de receber, no dia 15 de outubro, a equipa da Hubel Verde, o nosso mais recente associado. A visita proporcionou uma sessão de partilha sobre as soluções inovadoras que a empresa disponibiliza para a gestão e proteção das culturas agrícolas.

Durante o encontro, João Caço, Diretor Executivo da Hubel Verde, e Margarida Mota, Coordenadora de Inovação, apresentaram a empresa, a sua missão e o vasto portefólio de soluções inovadoras e sustentáveis. Estas soluções são concebidas para responder de forma eficaz às diversas necessidades e realidades do terreno na agricultura portuguesa.

Destaque na Tecnologia e Eficiência

A apresentação focou-se em tecnologias que visam aumentar a eficiência e a sustentabilidade no setor:

  • Nebulizadores Eletrostáticos de Baixo Volume: Foi dada especial atenção a esta tecnologia de ponta, que permite uma aplicação mais precisa, económica e eficiente dos produtos de proteção de culturas, minimizando desperdícios e impacto ambiental.
  • Serviços e Soluções Integradas: A Hubel Verde destacou o seu know-how em serviços e soluções integradas que abrangem diversas vertentes da gestão de culturas. Estas abordagens holísticas são cruciais para assegurar o maior êxito e rentabilidade da atividade agrícola.

Reconhecimento e Colaboração

O InPP agradece à Hubel Verde pela visita e pela valiosa partilha de conhecimento e tecnologias. A sua experiência é fundamental para o desenvolvimento e modernização da área da proteção de culturas e da agricultura em Portugal.

Créditos de imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira