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“Estamos aqui para ouvir os problemas do setor e encontrar soluções em conjunto”. A afirmação é de António Saraiva, diretor executivo do InnovPlantProtect (InPP), que marcou presença na oitava edição do Congresso Nacional do Azeite, realizado em Campo Maior e destacado na edição de julho da Revista Voz do Campo.

Na entrevista, António Saraiva destacou a importância da olivicultura, uma das culturas mais representativas do Mediterrâneo, e apontou alguns dos grandes desafios que o setor enfrenta atualmente:

  • Escassez crescente de soluções fitossanitárias: muitas ferramentas desaparecem e nem sempre surgem alternativas eficazes.
  • O longo caminho entre a investigação e a aplicação no campo: o processo de levar uma solução científica até aos agricultores pode demorar cerca de 10 anos.
  • Impactos das alterações climáticas e pragas emergentes, que dificultam ainda mais a atividade agrícola.

Face a estes desafios, o InPP está comprometido em desenvolver novas soluções inovadoras, que sejam amigas do ambiente e sustentáveis para os agricultores. O CoLAB procura agentes como substâncias ativas e microrganismos, capazes de controlar doenças e de potenciar biostimulantes, além de apostar em tecnologias digitais que permitam aos produtores detetar precocemente problemas nas culturas e aumentar a eficácia das intervenções.

Outro ponto sublinhado pelo diretor executivo é a necessidade de acelerar a transferência de conhecimento para o campo, através de parcerias e acordos comerciais que assegurem que as inovações cheguem efetivamente aos agricultores.

“Estamos aqui para ouvir os problemas do setor e encontrar soluções em conjunto. Queremos estar próximos dos agricultores, associações e empresas, porque só assim conseguimos desenvolver ferramentas eficazes e sustentáveis”, reforça António Saraiva.

A entrevista completa está disponível na edição de julho da Revista Voz do Campo, já nas bancas, e na imagem abaixo.

Chama-se PROSPER e é um novo projeto europeu que pretende transformar a agricultura europeia através da valorização de leguminosas “órfãs” — culturas resistentes, pouco exploradas, mas com grande potencial para enfrentar os desafios do clima e da alimentação no futuro.

O consórcio, com um financiamento total de cerca de 5 milhões de euros, reúne 27 parceiros de 13 países da Europa e da Tunísia, incluindo universidades, centros de investigação, empresas e organizações sem fins lucrativos do setor agrícola. Entre eles estão países do Mediterrâneo (Itália, Espanha, Grécia, Portugal e França), da Europa Central (Alemanha, Bélgica, Polónia, Bulgária e Roménia), do Norte da Europa (Dinamarca, Suécia e Finlândia).

O objetivo do PROSPER é testar e validar novas estratégias de diversificação agrícola, adaptadas a diferentes climas e contextos sociais e económicos, promovendo práticas mais sustentáveis, inovadoras e ajustadas às necessidades das diferentes realidades agrícolas.

O InPP, parceiro do PROSPER, será responsável por analisar:

  • Saúde dos solos e impacto ambiental
  • Eficiência energética e gestão de resíduos
  • Qualidade nutricional das culturas
  • Valorização justa ao longo da cadeia de produção

Para isso, a equipa do InPP utilizará tecnologias avançadas, como sensores em tempo real e análise geoespacial, que ajudarão a estudar a saúde dos solos, o sequestro de carbono capturado pelas culturas, a gestão da água, a biodiversidade, entre outros.

O PROSPER é cocriado com os principais atores do setor agrícola, garantindo que as soluções desenvolvidas não ficam no papel: serão práticas, úteis e transformadoras.

O projeto arranca já em setembro de 2025. Estamos prontos para embarcar nesta jornada em direção a uma agricultura mais verde, justa e resiliente.

Fique atento às próximas novidades!

O InnovPlantProtect (InPP) esteve presente no Encontro Ciência 2025 em Lisboa, no Campus da Nova SBE, para participar na sessão paralela “Proteção de Culturas para Uma só Saúde, e Sustentabilidade Alimentar e Ambiental”.

O Encontro Ciência realizou-se de 9 a 11 de julho, no Campus da NOVA SBE, em Carcavelos, e teve como mote “Ciência, Inovação e Sociedade”. O maior encontro de ciência e tecnologia de Portugal foi palco de promoção e discussão do impacto científico, social, cultural e económico da investigação em Portugal, explorando a interseção entre ciência, inovação e sociedade, para inspirar novas ideias e fomentar colaborações transformadoras.

O diretor do Departamento de Gestão de Dados e Análise de Risco, Ricardo Ramiro, e a diretora do Departamento de Novos Biopesticidas, Cristina Azevedo, apresentaram alguns resultados dos seus trabalhos, nesta sessão co-moderada pelo diretor executivo, António Saraiva.

Durante a sessão foram apresentadas duas soluções importantes para o setor agrícola, desenvolvidas pela nossa equipa:

  • iCountPests – uma app inovadora que utiliza IA para detetar e contar pragas com precisão e rapidez, em fotos de armadilhas cromotrópicas.
  • InPP 2 – um biofungicida de largo espectro, capaz de combater a Botrytis cinerea, o fungo responsável pela podridão cinzenta no tomate.

Os CoLAB MORE Colab – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação e Sfcolab – Laboratório Colaborativo para a Inovação Digital na Agricultura, estiveram também presentes na sessão paralela, bem como a GREEN-IT, para discutir como a ciência e a inovação podem enfrentar os desafios das alterações climáticas e promover sistemas agrícolas mais sustentáveis.

EVENTOS

O InnovPlantProtect (InPP) já tem uma câmara walk-in com controlo de temperatura, humidade e exposição à luz com fotoperíodo, para cultivar plantas no âmbito dos seus projetos.

O Departamento de Proteção de Culturas Específicas está a usar este novo equipamento desde 10 de maio, designadamente para cultivar trevo-da-pérsia e trigo, para os projetos PitSTOP, com a Fertiprado, e WhYRust, respetivamente.

A câmara climática walk-in permitirá a realização de experiências em condições controladas, em diferentes culturas, durante todo o ano. “Juntamente com a reforma da estufa, este ambiente de crescimento de plantas é muito importante para ampliar a nossa capacidade de resposta”, explica Paula Oblessuc, diretora daquele departamento.

“A câmara climática walk-in permite a realização de experiências em condições controladas durante todo o ano.

Ou seja, os investigadores do InPP poderão realizar experiências mais detalhadas e trabalhar num maior número de projetos em simultâneo, com uma câmara que “está a manter muito bem as condições estabelecidas”, sublinha Paula Oblessuc. O projeto PitSTOP visa identificar o(s) agente(s) patogénico(s) que está/ão a atacar os prados de trevo-da-pérsia da Fertiprado e propor uma solução de combate à(s) doença(s).

O WhYRust pretende combater a ferrugem amarela do trigo, em particular identificando genes de resistência no cereal, validando um sistema de alerta e desenvolvendo modelos de predição genómica para apoio ao melhoramento de precisão.

O Reitor da Universidade NOVA de Lisboa não sabe se o carinho especial que sente pelos agricultores advém da sua “costela alentejana” e da infância ligada à terra, mas sabe que os agricultores têm um papel crucial na construção de um mundo mais sustentável. Por isso, é com entusiasmo que João Sàágua fala do InnovPlantProtect, um laboratório colaborativo liderado pela NOVA, como um aliado da sustentabilidade na produção agrícola, criado para desenvolver soluções inovadoras para proteger as culturas de pragas e doenças.

Veja o vídeo no nosso canal no YouTube

Texto: Margarida Paredes/ InPP
Fotos e vídeo: Universidade NOVA de Lisboa


A Universidade NOVA de Lisboa (NOVA) é a instituição que mais se empenhou na criação do Laboratório Colaborativo (CoLab) InnovPlantProtect (InPP). Porque é que este projeto é tão importante para a NOVA?
Essencialmente por duas razões. Apesar de ter um ensino e uma investigação de excelência, a Universidade NOVA tem ainda muita margem de crescimento em termos de transferência de conhecimento ou, se quiser, de ligação à sociedade. Aliás, um dos pontos fortes da minha candidatura para Reitor da NOVA era o desejo de aumentar a ligação desta Universidade à sociedade, de uma maneira visível e concreta, e o InnovPlantProtect é um exemplo disso.

A outra razão prende-se com o próprio tema: a agricultura. A sustentabilidade da agricultura e o garante dessa sustentabilidade com base em conhecimento e em tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento do país, em particular, mas também para alcançar os tão importantes ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Digamos que o InPP representa bem a aposta da NOVA na agricultura sustentável. Devo acrescentar que também o entusiasmo com que o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, nos recebeu e apoiou o projeto desde o início redobrou a nossa vontade de realizar este projeto e de o fazer em Elvas.

Este CoLab é “a menina dos seus olhos”? Pergunto porque a NOVA, apesar de integrar onze Laboratórios Colaborativos, liderou apenas dois projetos, entre os quais este.
É verdade, lideramos dois CoLab – este e um outro na área da saúde – e participamos em mais nove, mas o InPP reúne, de facto, todas as condições para ser a “menina dos meus olhos”. Em primeiro lugar, por causa da área de atuação. Contribuir para tornar sustentável a dieta mediterrânica é, para nós, muito importante, porque sabemos que, com isso, estamos a apoiar também o desenvolvimento do país. Em segundo lugar, sendo filho de uma alentejana, considero crucial a contribuição deste projeto para a coesão territorial.

O InPP foi aprovado pela FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia com a nota máxima, após avaliação por uma equipa internacional, e o seu trabalho já está em curso. Neste momento, em que consiste o papel da NOVA neste projeto?
A nossa presença no InPP é permanente. É visível no Conselho de Administração, cuja presidência é assumida pela NOVA, e na Direção – o CEO, Professor Pedro Fevereiro, veio do ITQB NOVA, um Instituto da Universidade. Além disso, ao nível da investigação, temos projetos em conjunto e já submetidos para financiamento. Outro aspeto importante é a dupla filiação, o que permite, durante cinco anos, aos investigadores desta Universidade trabalharem também no CoLab.

“Penso que o impacto mais importante do InPP será a criação de valor económico e social.”


Sendo uma entidade que forma investigadores, e dado que este projeto foi liderado pela unidade de investigação GREEN-IT do Instituto de Tecnologia Química e Biológica da NOVA, em cooperação com outras unidades de investigação da NOVA (CTS FCT NOVA, NOVA LINCS, FCT NOVA e MagiC NOVA IMS), existe algum vínculo entre a NOVA e o InPP em termos de contratação de recursos humanos altamente qualificados?
Existe uma colaboração estratégica e um intercâmbio entre investigadores dos dois lados e também uma colaboração intensa de vários professores da NOVA, dos diversos Centros de investigação que referiu, no InPP. Mas o InPP está a contratar o seu próprio corpo de investigadores, sólido e com elevado perfil internacional, que certamente trabalharão também em projetos que envolverão professores e investigadores da NOVA. Quero salientar que considero este aspeto: progressivamente, a comunidade de Elvas vai-se aumentando com pessoas que trabalham no InPP e que fazem a sua vida e têm a sua família em Elvas.

“Dada a natureza particular deste CoLab, a nossa expectativa é que o financiamento venha da sua capacidade de inovar e até de exportar inovação.”


Que desafios se colocam a um CoLab como o InPP, o único nesta área em Portugal?
Apontaria três desafios fundamentais, o primeiro dos quais é a sustentabilidade financeira. O CoLab tem um financiamento significativo da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, teve um forte apoio da autarquia de Elvas, que foi crucial no lançamento deste laboratório, e um apoio relevante dos vários associados. Mas terá de, em cinco anos, gerar riqueza suficiente para garantir a sua própria sustentabilidade financeira.

Dada a natureza particular deste CoLab, a nossa expectativa é que o financiamento venha da sua capacidade de inovar e até de exportar inovação. Se o InPP conseguir desenvolver produtos (como biopesticidas e plantas resistentes a pragas e doenças) e serviços (como previsão e monitorização de pragas e doenças, entre outros), com qualidade e importância suficientes, pode não só garantir a sua sustentabilidade através da venda desses produtos e serviços como também aumentar a capacidade exportadora de Portugal na área do conhecimento em agricultura sustentável.

Um outro desafio, que penso já estar ganho, é a atração de recursos humanos altamente qualificados. Não sendo Elvas uma grande metrópole, poderia ser difícil atrair para a cidade uma comunidade científica internacional e respetivas famílias, mas acabou por não ser.

“O InPP reúne, de facto, todas as condições para ser a ‘menina dos meus olhos’”.

Em termos de conhecimento fundamental, tem-se financiado muita ciência e avançado muito em tecnologias e ferramentas de base molecular, mas a aplicação ainda é residual. Acredita que o InPP vai reduzir esta lacuna?
Acredito que sim. Uma das formas de reduzir essa lacuna prende-se justamente com um dos grandes desafios dos Laboratórios Colaborativos, que é incrementar a atividade exportadora e a venda de produtos e serviços. Em boa hora o Governo lançou esta iniciativa, aspeto que é mais que justo referir.

Penso que o InPP começou bem nesse aspeto, ao ter como associados-fundadores duas empresas multinacionais – a Bayer e a Syngenta –, para as quais este projeto não é meramente comercial, envolve recursos e conhecimento. Por essa razão, a sua integração neste projeto teve de ser autorizada pelas respetivas empresas-mãe na Alemanha, o que revela o grande empenho destas multinacionais no InPP. Para além disso, contamos também com um impressionante conjunto de agricultores da região, que são nesta área as verdadeiras forças vivas do território, e que estão representados nos Órgãos Sociais do InPP através das suas associações.

O InPP trabalha na proteção de culturas mediterrânicas, mas as empresas multinacionais investem mais em milho, colza, algodão e soja, porque são as culturas que se vendem mais no mundo. Não teme a falta de investimento por parte das empresas?
Sinceramente, não. As culturas mediterrânicas são um nicho cada vez mais valorizado, desde logo o azeite, cuja procura está a aumentar significativamente, mas também a fruta, os legumes e os cereais. A dieta mediterrânica afirma-se como uma dieta saudável, criou para si própria uma importância cimeira graças à preocupação generalizada da população com a alimentação, aos problemas da obesidade e da má nutrição, o que resulta muito do conhecimento da ligação que existe entre alimentação, saúde e bem-estar. Não tenho dúvida nenhuma de que os produtos da dieta mediterrânica vão estar em franca expansão na Europa, nos Estados Unidos e em outros territórios. De novo: boa oportunidade de exportação.

“As culturas mediterrânicas são um nicho cada vez mais valorizado, desde logo o azeite, cuja procura está a aumentar significativamente, mas também a fruta, os legumes e os cereais.”


A legislação atual da União Europeia não favorece o uso das Novas Técnicas Genómicas nas culturas mediterrânicas. Se a UE não estiver preparada para aceitar soluções inovadoras, como as que o InPP está a tentar desenvolver, por exemplo plantas resistentes a pragas e doenças, qual será a alternativa?
Essa é uma das linhas de atividade do InPP, mas não é a única. A União Europeia ainda não tomou uma posição definitiva sobre essa matéria, mas, se a parte de melhoramento especificamente associado às plantas confrontar-se com as dificuldades que referiu, a alternativa é escoar os produtos em muitos outros mercados possíveis fora da UE. Acresce que as técnicas genómicas não são todas iguais, nem respondem todas às mesmas motivações; no caso do InPP, a sustentabilidade e o respeito pelo ambiente são, também aqui, o lema. Em todo o caso, como disse, temos outras linhas de atividade, “os ovos não estão todos nesse cesto”.

Qual vai ser, na sua opinião, o impacto mais importante do InPP?
Penso que será a criação de valor económico e social. O InnovPlantProtect terá um impacto muito importante em Elvas, porque estando a construir uma nova comunidade de investigadores nacionais e estrangeiros vai contribuir para a coesão e desenvolvimento territorial e para o tecido socioeconómico da cidade – ouvi dizer que já há dificuldade em encontrar casas para habitação vagas.

O segundo impacto será visível na atividade agrícola, na medida em que o InPP vai desenvolver produtos e serviços para proteção das culturas, e o terceiro será na exportação, uma vez que, disponibilizados esses produtos e serviços, serão colocados também em mercados externos.

“Dada a natureza particular deste CoLab, a nossa expectativa é que o financiamento venha da sua capacidade de inovar e até de exportar inovação.”

JOÃO SÀÁGUA

Reitor da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA) desde setembro de 2017, exerceu antes o cargo de Vice-Reitor da NOVA para as áreas Académica e Relações Internacionais (entre 2014 e 2017). É Doutor em Filosofia Contemporânea e Professor Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da NOVA (FCSH/NOVA). Leciona na NOVA desde 1980, acumulando uma longa experiência como docente em todos os níveis de ensino: licenciatura, mestrado e doutoramento, em Portugal e no estrangeiro. Para além de uma atividade intensiva de ensino e investigação, exerceu diversos cargos de gestão, nomeadamente na FCSH/NOVA, onde foi Diretor (entre 2005 e 2013) e Presidente do Conselho Científico (entre 2009 e 2013).

Entrevista publicada em primeira mão pela Vida Rural, edição março 2021.

“Sinto-me bastante mais confortável a discutir estas questões hoje em Portugal do que há dez anos”, afirmou hoje, 26 de maio, o diretor executivo do InnovPlantProtect (InPP). A questão em cima da mesa era: “São as novas técnicas genómicas (NTG) uma das ferramentas para atingir as metas da Estratégia do Prado ao Prato?”. Para Pedro Fevereiro, que falava numa das sessões do “workshop de soluções” intitulado “NTG – ferramenta sustentável para enfrentar as alterações climáticas”, organizado pelo Forum for the Future of Agriculture (FFA), existem três tipos de públicos no que toca à perceção sobre as NTG.

Uma parte da sociedade “associa estas tecnologias a um maior impacto na diversidade e nos ecossistemas, e reage quase emotivamente à aplicação das NTG”, defende Fevereiro. Depois, “existe algum público que tem dificuldade em entendê-las e associam-nas à perda da componente tradicional das suas produções.” Há ainda, no seu entender, um outro público, que, uma vez esclarecido sobre as novas técnicas de melhoramento de plantas “tende a comprender que não são mais do um processo natural, em que estamos a ajustar as culturas de que nos alimentamos às necessidades que temos como sociedade global”.

A sessão foi moderada por Cristina Nobre Soares e partilhada com o membro do Parlamento Europeu Álvaro Amaro, o agrónomo Manuel Chaveiro Soares, Rui Barreiras, da Associação Natureza Portugal/ WWF e o orador principal Andreas Weber, diretor do Instituto de Bioquímica Vegetal da[RF1]  Universidade Heinrich Heine, na Alemanha.

Pedro Fevereiro mostrou-se convicto de que “vamos conseguir desenvolver novas tecnologias, baseadas nos conhecimentos que estão a ser acumulados, e que vão possibilitar-nos responder de forma mais eficiente aos desafios que temos pela frente” – como o de alimentar a população e garantir que as produções suportam os impactos climáticos, já presentes nos territórios mediterrânicos.

Assista ao debate na íntegra.