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Há dias em que a ciência começa muito antes de se entrar no laboratório ou no campo. Começa ainda de madrugada, quando o despertador toca demasiado cedo. Quando se revê mentalmente a lista do dia: uma experiência que não pode falhar, uma ida ao campo que depende do tempo, um relatório por fechar, uma reunião marcada à hora errada. Pelo meio, alguém para acordar, alguém para deixar, alguém para ligar. E, mesmo assim, a ciência avança.

No InnovPlantProtect, são hoje 15 mulheres que dão rosto à ciência e à inovação que aqui se desenvolvem. Mulheres que representam compromisso, exigência, resiliência, superação, qualidade, talento, excelência e criatividade. Mas são apenas parte de um todo maior. Há muitas mais — e cada uma traz consigo uma história que não cabe num currículo, num pedido de patente, nem num artigo.

Hoje, 11 de fevereiro, assinala-se o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, uma iniciativa da UNESCO que sublinha a importância do papel feminino na produção de conhecimento científico e tecnológico e a necessidade de continuar a promover a igualdade no acesso às carreiras científicas e de inovação. Portugal apresenta números encorajadores: as mulheres representam quase 50% dos investigadores no país. Um dado relevante, que reflete décadas de progresso. Mas os números não mostram o que acontece entre eles.

Porque a ciência, para muitas mulheres, é feita de equilíbrios frágeis.

Há mulheres com vidas familiares intensas, outras com percursos mais solitários, outras ainda que constroem redes de apoio fora dos modelos tradicionais, com esforço e criatividade. Há escolhas e decisões difíceis, circunstâncias inesperadas, pausas forçadas, mudanças de ritmo, fases diferentes da vida. Todas legítimas. Muitas invisíveis quando se olha apenas para o resultado final de um projeto, de um artigo, de uma biosolução desenvolvida — mas todas influenciam os caminhos da ciência.

Uma das nossas investigadoras — chamemos-lhe apenas isso — contou um dia que terminou um ensaio no campo já perto do pôr do sol. O telefone tocou enquanto guardava o material. Era a escola. Um atraso. Nada de extraordinário. Tudo de sempre. Chegou a casa exausta, com terra ainda nas botas, abriu o computador depois de jantar e voltou aos dados, porque a experiência não podia esperar.
“Não foi um dia heróico”, disse. “Foi só um dia normal.”

É talvez aí que reside o mais impressionante.

Na área da proteção de culturas, o trabalho é exigente, técnico e, muitas vezes, imprevisível. Faz-se no laboratório e no campo, entre protocolos rigorosos e decisões tomadas em condições reais. Requer persistência, capacidade de adaptação, atenção ao detalhe e uma visão integrada dos problemas. Características que tantas mulheres trazem consigo — não por natureza, mas por experiência, por percurso, por tudo o que aprenderam a gerir em simultâneo.

Cada história pessoal molda profundamente a forma como se faz ciência. As dúvidas, os desafios, as pausas forçadas, as mudanças de ritmo, os recomeços. Nada disso fica à porta do laboratório. Tudo isso entra, silenciosamente, na forma como se observa, se questiona e se constrói conhecimento.

Celebrar o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência é reconhecer essa realidade inteira. É agradecer às mulheres que continuam a fazer ciência apesar das dificuldades — e, muitas vezes, precisamente por causa delas. É lembrar que a inovação nasce também destas vidas vividas em pleno, com imperfeição, esforço e coragem.

Hoje celebramo-las. Não apenas pelo que produzem, mas por tudo o que são. Na ciência, no campo, no laboratório — e na vida que acontece entre tudo isso.

O InnovPlantProtect (InPP), Laboratório Colaborativo especializado em soluções biológicas e digitais para a proteção de culturas, alinhadas com os desafios emergentes da agricultura, irá lançar no próximo dia 24 de janeiro o seu novo website institucional, numa data simbólica em que assinala 7 anos de atividade ao serviço do setor agrícola.

Este lançamento integra uma fase de evolução e consolidação institucional do InPP, reforçando a sua estratégia de proximidade ao setor, a clareza na comunicação das suas competências e a afirmação enquanto parceiro estratégico para empresas, produtores, associações e entidades públicas.

Uma plataforma ainda mais clara, atualizada e orientada para o setor

Com uma estrutura renovada e uma experiência de navegação mais intuitiva, o novo website apresenta:

  • uma área de Serviços e Produtos totalmente reorganizada, que facilita o acesso a serviços especializados, capacidades laboratoriais e soluções biológicas e digitais desenvolvidas pelo InPP, bem como a um catálogo atualizado de serviços e biosoluções;
  • conteúdos institucionais mais completos, que reforçam a transparência, o rigor científico e a missão do CoLAB;
  • uma apresentação mais clara das competências científicas e áreas de investigação, evidenciando o impacto do trabalho desenvolvido pelas equipas multidisciplinares do InPP.

Nova imagem, mesma missão — mas reforçada

O lançamento do website é acompanhado pela implementação da nova identidade visual do InnovPlantProtect, que reflete a maturidade alcançada pelo CoLAB e a sua ambição futura.

A nova imagem — acompanhada pelo slogan “Inovar juntos. Proteger melhor.” — traduz o compromisso contínuo do InPP em:

  • Desenvolver de soluções biológicas e digitais de nova geração;
  • Impulsionar uma agricultura mais segura, inovadora e produtiva;
  • Reforçar a colaboração e parceria com o setor agrícola e o ecossistema de inovação.

Uma nova fase para o InPP

A renovação digital e visual integra-se numa estratégia mais ampla de maturidade e consolidação, através da qual o InPP pretende reforçar o seu papel como parceiro científico e tecnológico para o setor agrícola na investigação aplicada e no desenvolvimento de soluções para a proteção de culturas.

Segundo António Saraiva, diretor executivo do InPP: “Este novo website não é apenas uma renovação digital — é um reflexo da ambição que temos para o nosso futuro e de como queremos comunicar com o setor. Queremos que cada visitante perceba o propósito que nos move: criar soluções inovadoras que protegem as culturas, impulsionam a produtividade e contribuem para sistemas agrícolas mais sustentáveis. O InPP está a entrar numa nova fase, com uma identidade mais clara, acessível e alinhada com as necessidades reais da agricultura e um compromisso renovado com o impacto real no terreno.”

Disponível a partir de 24 de janeiro

O novo website do InnovPlantProtect ficará disponível a partir de 24 de janeiro em: https://iplantprotect.pt/

O início de um novo ano marca também um novo ciclo para o InnovPlantProtect. Em 2026, o InPP entra numa fase de evolução e consolidação, com várias novidades que reforçam o seu posicionamento enquanto parceiro estratégico para a transformação inteligente da agricultura.

Ao longo dos próximos meses, serão apresentadas iniciativas, conteúdos e ferramentas que refletem o trabalho desenvolvido pelas nossas equipas nas áreas da investigação aplicada, soluções biológicas, serviços especializados e inovação digital.

O primeiro passo desta nova fase será apresentado no próximo dia 24 de janeiro, data em que o InnovPlantProtect assinala 7 anos de atividade ao serviço do setor agrícola.

Até lá, continuamos a preparar um conjunto de novidades que traduzem a nossa missão de impulsionar uma agricultura mais segura, inovadora e produtiva.

Fique atento. O que aí vem é apenas o começo.

EVENTOS

Como se está a inovar na monitorização, diagnóstico e gestão de pragas e doenças das plantas? Que plataformas de apoio à decisão estão a ser utilizadas a nível nacional? E quais as armadilhas inteligentes que estão a ser aplicadas no campo?

Estas são algumas das perguntas às quais se pretende dar resposta no webinar “Inovação nos modelos de previsão de pragas e doenças”, promovido pelo Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional (COTHN), que decorre já no próximo dia 19 de julho, a partir das 14h, e onde serão abordados estes e muitos outros temas!

A diretora do Departamento de Monitorização e Diagnóstico do InPP, iLaria Marengo será uma das oradoras do webinar que apresentará a plataforma para a Monitorização Xylella, que está a ser desenvolvida pela nossa equipa no âmbito do projeto SNM_XylellaVt – Sistema Nacional de Monitorização de Insetos Vetores da Xylella fastidiosa, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A participação na sessão é livre, mas é necessária inscrição prévia aqui.

Consulte o programa completo na imagem abaixo

O webinar será realizado no âmbito do projeto CALL4EARTH, promovido pelo COTHN, e financiado pelo PDR2020.

A Agenda Mobilizadora Insectera continua a um bom ritmo e o eixo InFrass, liderado pelo InnovPlantProtect (InPP), não é exceção!

É já no dia 24 de julho, pelas 11h00, que vai decorrer o webinar New BioIndustry: “Valorização agronómica de fertilizante orgânico de inseto” que junta o InPP, academia, empresas produtoras de insetos e autoridades governamentais para debater o desenvolvimento e utilização de fertilizantes orgânicos gerados a partir de insetos que permitirão gerar novas linhas de produtos e processos inovadores.

A diretora do Departamento de Proteção de Culturas Específicas no InPP, Sandra Correia será uma das oradoras do webinar que apresentará o eixo InFrass, liderado pelo InPP.

A participação na sessão é livre, mas é necessária inscrição prévia.

Descubra como estamos a contribuir para melhorar a saúde das plantas e do solo!

Consulte o programa completo e inscreva-se aqui.

O InnovPlantProtect (InPP) e os nossos parceiros Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo (APOSOLO) e a Reynolds Wine Growers estão em destaque em dois episódios produzidos no âmbito da série “Agricultura: Passado, Presente e Futuro”, promovida pelo projeto Futuragri, liderado pela INOVA+.

O primeiro episódio da série “Agricultura: Passado, Presente e Futuro”, que conta com a participação de Pedro Fevereiro, diretor executivo do InPP, e de Gabriela Cruz, presidente da Direção da APOSOLO, dá a conhecer as soluções biológicas e digitais que têm sido desenvolvidas pelo laboratório colaborativo e as novas tecnologias que têm sido utilizadas para proteger as culturas das pragas e das doenças.

Já o segundo episódio, no qual participaram Nuno Faria, investigador do departamento de monitorização e diagnóstico de pragas e doenças no InPP, e Nélson Martins, responsável pela Viticultura e Enologia da empresa Reynolds Wine Growers, apresenta o que a equipa de investigadores do InPP tem feito para combater a cigarrinha-verde, ou cicadela, uma das principais pragas que está a afetar as vinhas no Alentejo.

Assista já aos vídeos completos do primeiro episódio e do segundo episódio no Youtube do projeto aqui.

O Futuragri é um projeto financiado pela União Europeia (UE) e liderado pela INOVA+, que tem como objetivo informar e esclarecer a população nacional sobre a Política Agrícola Comum (PAC), e assumir um papel fundamental no panorama agrícola na UE e, particularmente, em Portugal.