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Projeto TomaBioTec aposta em soluções biológicas e digitais para a cultura do tomate de indústria

O projeto TomaBioTec arrancou em janeiro com o objetivo de desenvolver e validar soluções inovadoras que contribuam para uma produção de tomate de indústria mais sustentável, eficiente e alinhada com os desafios atuais do setor agroalimentar, através da integração de biotecnologia e tecnologias digitais.

TomaBioTec Logo

A iniciativa visa avaliar, em condições reais de campo, a eficácia e a eficiência de uma biosolução com propriedades bioprotetoras e/ou bioestimulantes, desenvolvida pelo InnovPlantProtect (InPP), que poderá contribuir para melhorar a qualidade e a produtividade da cultura do tomate de indústria.

Os ensaios decorrem no Alentejo e na Extremadura espanhola e combinam métodos agronómicos tradicionais com tecnologias avançadas, como drones, sensores multiespectrais e modelos de inteligência artificial. Esta abordagem permite uma monitorização detalhada da saúde da cultura, da presença de pragas e doenças e do impacto do bioproduto ao longo de todo o ciclo produtivo.

O projeto “TomaBioTec: Novas soluções biológicas e digitais para a proteção e fertilização da cultura do tomate” é liderado pelo InPP, em colaboração com o Centro Tecnológico Nacional Agroalimentario Extremadura (CTAEX) e o Grupo Cordeiro, e foi selecionado como um dos vencedores da 7.ª edição do Programa Promove, da Fundação “la Caixa”, em parceria com o Banco BPI e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), na categoria de projetos-piloto inovadores.

Este projeto reforça a aposta em soluções biológicas e digitais como motores de uma agricultura mais sustentável, competitiva e baseada em evidência científica, com impacto direto para produtores e indústria.

Mais informações sobre o projeto aqui.

InPP marca presença no XVI Congresso Nacional do Milho

O InnovPlantProtect (InPP) esteve presente no XVI Congresso Nacional do Milho, que integrou também o 2.º Encontro das Culturas Cerealíferas, organizado pela ANPROMIS, em colaboração com a ANPOC e a AOP. O evento decorreu nos dias 11 e 12 de fevereiro, no CNEMA, em Santarém, reunindo especialistas nacionais e internacionais para debater os principais desafios do setor.

António Saraiva, Diretor Executivo do InPP, participou no painel “Produção de Cereais: Que desafios técnicos se nos colocam?”, onde destacou o papel determinante da investigação na resposta aos desafios emergentes da produção cerealífera, num contexto de crescente pressão demográfica, ambiental e económica.

“É com orgulho que hoje, ao fim de sete anos, temos 28 investigadores a trabalhar a tempo inteiro nesta temática, dos quais 12 doutorados, com experiência em culturas como o arroz, que tem sido central no nosso trabalho”, afirmou, sublinhando o caráter multifuncional e internacional das equipas do InPP.

O responsável salientou ainda que o trabalho desenvolvido vai além do arroz, abrangendo também o milho, através de projetos em curso e novos grupos operacionais focados em problemas emergentes da cultura. Entre as iniciativas em destaque está uma candidatura ao Horizonte Europa centrada no desenvolvimento de variedades melhoradas e mais resilientes.

Para António Saraiva, a antecipação é chave para o sucesso: “Estes desafios não podem esperar muito tempo para serem discutidos ou resolvidos. Quanto mais cedo anteciparmos as questões, mais fáceis, eficazes e económicas serão as soluções.”

Num debate que assinalou também os 40 anos de integração de Portugal na Europa e o papel da Política Agrícola Comum na coesão da União Europeia, ficou clara uma mensagem transversal: “A alteração climática é a maior ameaça que temos.”

O InPP reafirma assim o seu compromisso com a inovação, a ciência e o desenvolvimento de soluções sustentáveis para o futuro das culturas cerealíferas.

11 de Fevereiro: As muitas vidas das mulheres na ciência

Há dias em que a ciência começa muito antes de se entrar no laboratório ou no campo. Começa ainda de madrugada, quando o despertador toca demasiado cedo. Quando se revê mentalmente a lista do dia: uma experiência que não pode falhar, uma ida ao campo que depende do tempo, um relatório por fechar, uma reunião marcada à hora errada. Pelo meio, alguém para acordar, alguém para deixar, alguém para ligar. E, mesmo assim, a ciência avança.

No InnovPlantProtect, são hoje 15 mulheres que dão rosto à ciência e à inovação que aqui se desenvolvem. Mulheres que representam compromisso, exigência, resiliência, superação, qualidade, talento, excelência e criatividade. Mas são apenas parte de um todo maior. Há muitas mais — e cada uma traz consigo uma história que não cabe num currículo, num pedido de patente, nem num artigo.

Hoje, 11 de fevereiro, assinala-se o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, uma iniciativa da UNESCO que sublinha a importância do papel feminino na produção de conhecimento científico e tecnológico e a necessidade de continuar a promover a igualdade no acesso às carreiras científicas e de inovação. Portugal apresenta números encorajadores: as mulheres representam quase 50% dos investigadores no país. Um dado relevante, que reflete décadas de progresso. Mas os números não mostram o que acontece entre eles.

Porque a ciência, para muitas mulheres, é feita de equilíbrios frágeis.

Há mulheres com vidas familiares intensas, outras com percursos mais solitários, outras ainda que constroem redes de apoio fora dos modelos tradicionais, com esforço e criatividade. Há escolhas e decisões difíceis, circunstâncias inesperadas, pausas forçadas, mudanças de ritmo, fases diferentes da vida. Todas legítimas. Muitas invisíveis quando se olha apenas para o resultado final de um projeto, de um artigo, de uma biosolução desenvolvida — mas todas influenciam os caminhos da ciência.

Uma das nossas investigadoras — chamemos-lhe apenas isso — contou um dia que terminou um ensaio no campo já perto do pôr do sol. O telefone tocou enquanto guardava o material. Era a escola. Um atraso. Nada de extraordinário. Tudo de sempre. Chegou a casa exausta, com terra ainda nas botas, abriu o computador depois de jantar e voltou aos dados, porque a experiência não podia esperar.
“Não foi um dia heróico”, disse. “Foi só um dia normal.”

É talvez aí que reside o mais impressionante.

Na área da proteção de culturas, o trabalho é exigente, técnico e, muitas vezes, imprevisível. Faz-se no laboratório e no campo, entre protocolos rigorosos e decisões tomadas em condições reais. Requer persistência, capacidade de adaptação, atenção ao detalhe e uma visão integrada dos problemas. Características que tantas mulheres trazem consigo — não por natureza, mas por experiência, por percurso, por tudo o que aprenderam a gerir em simultâneo.

Cada história pessoal molda profundamente a forma como se faz ciência. As dúvidas, os desafios, as pausas forçadas, as mudanças de ritmo, os recomeços. Nada disso fica à porta do laboratório. Tudo isso entra, silenciosamente, na forma como se observa, se questiona e se constrói conhecimento.

Celebrar o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência é reconhecer essa realidade inteira. É agradecer às mulheres que continuam a fazer ciência apesar das dificuldades — e, muitas vezes, precisamente por causa delas. É lembrar que a inovação nasce também destas vidas vividas em pleno, com imperfeição, esforço e coragem.

Hoje celebramo-las. Não apenas pelo que produzem, mas por tudo o que são. Na ciência, no campo, no laboratório — e na vida que acontece entre tudo isso.

EVENTOS

O InPP participará no Encontro Ciência’23

O Ciência 2023 – Encontro com a Ciência e Tecnologia em Portugal está de volta!

Entre os dias 5 e 7 de julho, Aveiro vai acolher o Encontro Ciência, que decorre no Campus Universitário de Santiago da Universidade de Aveiro, sob o mote “Ciência e Oceano para além do horizonte”.

No dia 5, o InnovPlantProtect (InPP) estará presente no Ciencia2023pt, com a participação de Pedro Fevereiro, diretor executivo, na sessão “Inovação, sustentabilidade e segurança alimentar: qual o posicionamento e o roadmap dos CoLABs do sector Agro?”, que decorre no anfiteatro 23.1.7, entre as 11h15 e as 12h45.

A sessão junta os laboratórios colaborativos (CoLABs) da área da Agricultura – o InPP, o FeedInov CoLab, o Food4Sustainability, o SmartFarmCoLAB e o CoLAB VINES&WINES -, para debater quais os percursos tecnológicos e estratégicos que os CoLABs têm definido para dar respostas às necessidades e exigências do setor agrícola.

A Sessão será estruturada tendo um “Keynote speaker” internacional, seguida de uma mesa-redonda moderada por um(a) jornalista, com a presença dos 5 CoLabs e abertura da discussão ao público assistente. Dos resultados esperados releva-se a identificação das inovações em progresso e o entendimento e eventual ajuste das linhas estratégicas desenvolvidas e a desenvolver, bem como uma maior eficiência na interação entre os Colabs da área da Agricultura.

Não perca esta conversa e inscreva-se já!

Mais informações e inscrições aqui.

CTAEX visita InPP

Esta quarta-feira, dia 28 de junho, recebemos no InPP a visita do Centro Tecnológico Nacional Agroalimentario Extremadura (CTAEX).

O diretor executivo do InPP, Pedro Fevereiro, e os diretores de cada um dos departamentos, deram a conhecer o nosso laboratório colaborativo (CoLAB), a investigação científica, inovação e projetos desenvolvidos nos seus departamentos, bem como as instalações e equipamentos tecnológicos do CoLAB.

No passado dia 8 de maio, o InPP também visitou as instalações do CTAEX), localizado em Badajoz. 

As visitas foram um passo importante para identificar, fortalecer e estabelecer futuras oportunidades para colaborações e parcerias entre as duas instituições.

Um agradecimento especial ao CTAEX pela visita.

Ana Cláudia Silva, gestora de projeto no CTAEX, Pedro Fevereiro, diretor executivo do InPP, Antonio Sánchez e Enrique Flores, também gestores de projeto no CTAEX (da esquerda para a direita)

Apresentação de resultados de projeto “la Caixa” ocorre a nível ibérico

A diretora do departamento de Monitorização e Diagnóstico de Pragas e Doenças do InnovPlantProtect (InPP), iLaria Marengo esteve em Ponte de Sor, em Portugal, e em Alcúescar, em Espanha, nos dias 26 e 27 de junho, para apresentar os resultados alcançados pelo projeto “IA aplicada a um sistema de previsão e deteção precoce de Phytophthora cinnamomi em ecossistemas de montado/ dehesa”.

Nas duas sessões, que contaram com produtores de cortiça locais e técnicos florestais, houve ainda espaço para falar acerca do papel da tecnologia digital e da inteligência artificial na saúde das plantas e para debater quais as principais preocupações e desafios dos proprietários e técnicos de campo no que diz respeito à utilização da tecnologia na sanidade vegetal.

Este projeto, iniciado em Maio de 2021, utilizou a inteligência artificial como uma aliada no combate à doença da tinta, causada pelo microrganismo Phytophthora cinnamomi que vive no solo e que ataca as raízes das árvores. Por meio da análise de imagens de drones aliada à inteligência artificial, o projeto conseguiu mapear árvores saudáveis e não saudáveis e fornecer aos agricultores informações valiosas para implementar uma gestão preventiva nos campos agrícolas.

As duas sessões foram organizadas pelo InPP, em parceria com a Associação Agro-Florestal da Região de Ponte de Sor (AFLOSOR) e o Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura (Cicytex), ambos parceiros do projeto, juntamente com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I. P. (INIAV) e a Associação de Criadores de Porco Alentejano (ACPA).

O projeto, liderado pelo Departamento de Monitorização e Diagnóstico de Pragas e Doenças do InPP, foi um dos vencedores da 3ª edição do Programa Promove 2020 da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o Banco BPI e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).