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Projeto AlViGen reforça a vigilância genómica de doenças agrícolas no Alentejo

Workshop final destacou três anos de investigação dedicados à deteção precoce de patógenos em culturas como o trigo e o olival.

O projeto AlViGen chegou à sua reta final, concluindo três anos de investigação focados na vigilância genómica de doenças agrícolas. Os resultados agora apresentados prometem reforçar a capacidade de resposta do setor agrícola do Alentejo face a ameaças fitossanitárias emergentes.

No dia 23 de outubro, decorreu o workshop final do projeto, reunindo investigadores, produtores e técnicos para partilhar resultados e refletir sobre o futuro da vigilância genómica na agricultura portuguesa.

Um polo pioneiro de vigilância genómica

Durante o AlViGen, foi criado o primeiro polo de vigilância genómica do Alentejo, uma infraestrutura com capacidade para detetar precocemente doenças em culturas estratégicas como o trigo e o olival. Este avanço marca um passo decisivo rumo a uma agricultura mais precisa, sustentável e baseada em ciência.

Resultados e contributos científicos

Com recurso a ferramentas moleculares inovadoras, a equipa do projeto conseguiu:

  • Identificar fungos patogénicos antes de surgirem sintomas visíveis nas plantas;
  • Caracterizar estirpes de ferrugem amarela, relacionando-as geneticamente com outras conhecidas a nível global;
  • Detetar genes de resistência no trigo às estirpes atualmente presentes em Portugal;
  • Desenvolver métodos de diagnóstico capazes de distinguir as diferentes espécies do fungo causador da gafa no olival.

Durante o workshop, foi ainda sublinhado o potencial da análise da comunidade de fungos transportada pelo ar como ferramenta de alerta precoce para múltiplos patógenos, permitindo uma gestão mais eficaz e preventiva das doenças das culturas.

Da investigação à aplicação prática

O evento terminou com um debate sobre como transformar os resultados do AlViGen num serviço de deteção e aviso acessível ao setor agrícola. A iniciativa reflete o compromisso conjunto entre ciência, inovação e produção, com vista a proteger a agricultura nacional dos desafios do futuro.

Parcerias e agradecimentos

O InnovPlantProtect agradece a todos os parceiros e financiadores do projeto:
Universidade de Évora, John Innes Centre, INIAV, De Prado, CERSUL, Fundação Eugénio de Almeida, Herdade Torre das Figueiras, Almojanda, Herdade do Malheiro, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), Fundação “la Caixa”, Banco BPI e Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira

InPP esteve em Itália para reunião de arranque do projeto europeu PROSPER

O InPP participou na reunião de arranque do projeto europeu PROSPER, realizada nos dias 2 e 3 de outubro, em Pavia, Itália. Estiveram presentes a diretora do Departamento de Monitorização e Diagnóstico, Ilaria Marengo, e o gestor de projeto, Bruno Orrico.

O principal objetivo do PROSPER é transformar a agricultura europeia, valorizando leguminosas “órfãs” altamente resilientes — culturas esquecidas, mas cheias de potencial para enfrentar os desafios climáticos e alimentares do futuro.

O projeto promove práticas sustentáveis, inovadoras e adaptadas a diferentes realidades agrícolas.

Durante os dois dias, 27 parceiros de 13 países reuniram-se para apresentações, discussões profundas e conversas estratégicas sobre os próximos passos do projeto.

Estamos entusiasmados com o que vem a seguir, certos de que esta jornada será mais do que uma colaboração — será uma verdadeira cooperação dentro de uma equipa excecional.

Junte-se a nós e fique a par de todas as novidades do Projeto PROSPER!

InPP integra o projeto BioLivingLABS, dedicado à sustentabilidade dos territórios do interior

O InnovPlantProtect (InPP) marcou presença na reunião de lançamento do projeto BioLivingLABS – Bioeconomia ao Serviço da Sustentabilidade dos Territórios do Interior, que teve lugar no dia 1 de outubro, na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB).

Financiado pelo COMPETE 2023, o projeto BioLivingLABS, liderado pelo MORE CoLAB – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, conta com a parceria do InPP, do IPCB, do AQUAVALOR e do Instituto Politécnico de Bragança (IPB).

Este projeto tem como missão valorizar os territórios de baixa densidade do Norte, Centro e Sul do país, demonstrando e potenciando economicamente o trabalho desenvolvido pelos parceiros — através da criação, demonstração e aplicação de produtos, processos e serviços resultantes da investigação conjunta.

Serão criados quatro laboratórios vivos (Living Labs) nos polos de inovação de Mirandela, Douro, Covilhã e Elvas, que pretendem promover:

  • a transferência de conhecimento;
  • a demonstração tecnológica;
  • o roadmapping estratégico e
  • a proteção da propriedade intelectual.

O BioLivingLABS reforça a ligação entre academia, empresas e sociedade, impulsionando a inovação e a sustentabilidade.

Impacto esperado:
Ao longo de 24 meses, e com os Living Labs dedicados a setores como olival e azeite, vinha e vinho, frutas e cereais, leguminosas, entre outros, o projeto contribuirá para:

  • aumentar a competitividade regional;
  • promover práticas sustentáveis e
  • responder aos desafios ambientais, sociais e económicos dos territórios do interior.

Mais novidades acerca deste novo projeto em breve.

EVENTOS

‘Um dia com… Pedro Fevereiro’ para falar de Inovação na proteção de plantas

O CEO do InnovPlantProtect (InPP) é o convidado da próxima sessão de ‘Um Dia Com…’, que se realizará no dia 30 de novembro, às 10:30, em formato online. Pedro Fevereiro irá falar da atividade do laboratório colaborativo que dirige em Elvas para inovar a proteção de Plantas.

Esta é uma iniciativa do CEBAl-Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo, uma das entidades fundadoras do InPP, com o apoio do MED-Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento.

O acesso à palestra é livre. Mais informações aqui.

Investigadores do InPP semeiam trigo para testar resposta à ferrugem amarela

O Departamento de Proteção de Culturas Específicas do InnovPlantProtect iniciou esta manhã o trabalho de campo, com a sementeira de 350 linhas de trigo para pão. O objetivo deste ensaio é testar a resposta do trigo à ferrugem amarela, uma doença que ameaça o futuro e a estabilidade das culturas cerealíferas portuguesas.

Esta é uma luta contra um agente patogénico biologicamente dinâmico, que, se não for travada atempadamente, pode provocar danos socias e económicos avultados.

Por se encontrar numa zona de alto risco às alterações climáticas, Portugal e toda a bacia mediterrânica sofrem já dos impactos de pragas e doenças vegetais mais agressivas e mais difíceis de combater. É o caso do fungo que produz a ferrugem amarela do trigo, cuja evolução originou raças adaptadas a temperaturas mais elevadas.

Saiba mais sobre esta doença, o seu ciclo de vida, processo de transmissão, controlo, prevenção e o potencial da inovação científica num trabalho dos investigadores do InPP Paula Rodrigues Oblessuc, Miguel Teixeira, Pedro Rosa e Annalisa Somma publicado na revista Vida Rural.

Webinar | ETP debate edição do genoma na estratégia ‘Farm to Fork’

A Edição do Genoma e o seu contributo para o cumprimento da Estratégia da Comissão Europeia ‘Farm to Fork’ vai estar em análise no seminário online que a European Technology Plataform realiza amanhã entre as 12:00 e as 13:45. Sob o tema ‘Genome editing: A ‘precision breeding to fork’ strategy’, este evento contará com a intervenção de vários especialistas internacionais nesta área.

A participação exige registo.