No passado dia 13 de maio, a equipa do projeto AI4Leafhopper apresentou a nova aplicação iCountPests, uma solução inovadora que recorre à Inteligência Artificial (IA) para detetar e contar cigarrinhas-verdes em armadilhas cromotrópicas — de forma rápida, precisa e em tempo real.
Desenvolvida como uma aplicação móvel intuitiva, a iCountPests foi pensada para facilitar a monitorização de diversas pragas agrícolas. Com uma interface simples e acessível, permite ao utilizador registar a evolução das pragas nas suas culturas através da submissão de fotografias das armadilhas instaladas no campo.
A aplicação utiliza modelos avançados de visão computacional para a deteção automática e contagem de insetos, entregando resultados em cerca de um minuto — um processo muito mais rápido e prático face à contagem manual tradicional.
Na sua primeira versão, a app conta já com um modelo de deteção da cigarrinha-verde (Jacobiasca lybica), atingindo uma precisão média de aproximadamente 90%. Em breve, serão adicionadas funcionalidades para identificar outras pragas relevantes, como a traça-dos-cachos (Cryptoblabes gnidiella) e a traça-da-uva (Lobesia botrana).
Além da contagem automática, a iCountPests permite acompanhar a evolução das populações de pragas ao longo do tempo, facilitando a identificação de tendências e o planeamento de intervenções mais eficazes.
Este projeto resulta do trabalho conjunto de uma equipa multidisciplinar, que alia competências em ecologia, entomologia, inteligência artificial, visão computacional, deteção remota e desenvolvimento de software, com o objetivo de tornar a monitorização de pragas mais simples, precisa e acessível.
Durante a sessão de apresentação, foi possível ouvir as opiniões e sugestões dos futuros utilizadores da aplicação. Estes contributos são fundamentais para continuarmos a melhorar a ferramenta e assegurarmos que responde, de forma prática, às necessidades reais dos agricultores e técnicos do setor. Queremos desenvolver soluções que evoluam com a agricultura!
A inovação está no centro de tudo o que fazemos e o nosso lema é claro: “Inovar juntos, proteger melhor.”
Se deseja saber mais sobre a iCountPests, contacte-nos através do email: 📩 apps@iplantprotect.pt
O diretor executivo do InnovPlantProtect (InPP), António Saraiva, participou na conferência “Que desafios se colocam ao setor agroflorestal nacional para a próxima década?”, que decorreu na Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) do Instituto Politécnico de Coimbra, na passada terça-feira, 22 de abril.
No evento, que reuniu mais de 150 participantes e foi organizado por 17 Centros de Competências nacionais, foram debatidos temas como inovação, sustentabilidade, conservação do solo, monitorização do montado e gestão eficiente da agropecuária.
António Saraiva integrou o painel de comentadores, que teve como orador Pedro Santos, Diretor-geral da CONSULAI, e moderação de Maria Custódia Correia, Coordenadora da Rede AKIS Portugal. A sessão de abertura contou com a presença do Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, que anunciou a publicação da Portaria de 21 de abril para abertura da Bolsa de Iniciativas para a constituição de Grupos Operacionais (GO).
Esta iniciativa disponibiliza um total de 11 milhões de euros para os novos GO, com um máximo de 350 mil euros por projeto e financiamento elegível de 100%.
Os GO são considerados estruturas cruciais para a transferência de conhecimento e o fortalecimento do AKIS (Sistema de Conhecimento e Inovação na Agricultura).
Um agradecimento especial aos 17 Centros de Competências pela oportunidade de participar neste encontro produtivo!
Beyond strategy: The secret ingredient of innovation
On the path to success, organizations define strategies, plan each step, and invest in crucial resources such as the sale of services and products, project applications, the development of solid business plans, and the protection of intellectual property. However, there is an often-neglected element that is fundamental to the flourishing of innovation: serendipity. But what exactly is this mysterious force, and why is it so vital to advancing agriculture and so many other areas?
When chance opens doors: The power of unplanned discovery
Serendipity lies in the art of finding something valuable when looking for something else. It’s the unintentional discoveries that arise from unexpected situations. Throughout history, some of the most transformative innovations have not been the result of a rigorous plan, but rather of a fortuitous encounter with the unknown. Although deliberate research and methodical experimentation are pillars of scientific and technological progress, openness to the unexpected proves to be a powerful catalyst. When researchers cultivate this openness, they often come across revelations that have the potential to revolutionize entire industries, transform technologies, and expand our understanding of the world around us.
A close look at the “error”: The genesis of an innovative biofungicide
Today, we unveil the surprising and inspiring story of Maria Miguel, a talented researcher from the InPP’s New Biopesticides Department, whose insight transformed a fortuitous event into a discovery of inestimable value: a broad-spectrum biofungicide capable of combating Botrytis cinerea, the relentless fungus responsible for the devastating gray mold disease in tomato plants. This pathology represents one of the greatest phytosanitary challenges in tomato cultivation, especially when grown in greenhouses, causing significant losses to producers if not controlled in a timely manner.
From discard to discovery: An investigator’s insight
The journey of this discovery began in a scenario familiar to any researcher: the observation of Petri dishes, used to grow cell or microorganism cultures. In Maria Miguel’s Petri dishes, colonies of the fungus Botrytis cinerea were growing, intentionally introduced there for study. However, something else caught her attention: one of the plates was contaminated by mold, and curiously, a clear zone surrounded this intruder. Instead of discarding the plate and ignoring it as mere contamination, Maria Miguel decided to investigate the reason behind that clear area. Her curiosity revealed that the mold had a surprising ability to inhibit the growth of Botrytis cinerea in its vicinity.
“Sometimes we look at something and think it’s a mistake. The truth is that within a failure, there can be something good,” shares the researcher. The emotion and enthusiasm of a researcher when realizing that what at first seemed like an obstacle, a negative result, can actually be an opportunity, is contagious. For Maria Miguel, this “error” transformed into a serendipitous discovery with enormous potential.
Maria Miguel, a researcher at the InPP’s Department of New Biopesticides, transformed an unexpected event into a groundbreaking discovery: a broad-spectrum biofungicide to combat gray mold in tomato plants.
Beyond chance: The active ingredients of scientific discovery
As the story of this biofungicide demonstrates, the world of science is full of examples of discoveries that arose from the unexpected. One of the most famous cases is the discovery of penicillin by Alexander Fleming in 1928. While observing Petri dishes, Fleming noticed that a mold was producing a substance that eliminated Staphylococcus aureus bacteria around it. He identified the mold as Penicillium notatum and named his revolutionary antibiotic penicillin. Penicillin ended up becoming an extremely important drug for fighting infections.
However, chance is not the only protagonist of these important revelations. “Sometimes we have to follow our intuition and be able to prove that we are right or wrong,” explains Maria Miguel. In addition to intuition, a generous dose of curiosity, an open mind to accept unexpected results, a solid scientific knowledge, and the ability to see and advance to further investigations on surprising results play a crucial role in the alchemy of discovery.
The ecosystem of discovery: Fostering an environment conducive to innovation
There are other ingredients that contribute to the recipe for scientific success:
Creativity: The ability to generate new perspectives, concepts, questions, or solutions, and the willingness to explore existing ideas under a new light.
Flexibility: The courage to venture into unknown territories without fear of failure, thus increasing the odds of serendipitous encounters.
But no discovery flourishes in isolation. At InPP, the strong team spirit and culture of collaboration transcend departmental boundaries. Maria Miguel’s discovery is a testament to this synergy, as she herself acknowledges: “My colleagues opened doors so that I could do my research.”
To foster innovation, organizations need to cultivate an environment that stimulates open discussions and connects people from diverse areas of knowledge and life experiences, without judgment; that encourages curiosity and receptiveness to new experiences; and that promotes a relentless pursuit of improving scientific knowledge, the fertile ground where serendipity can germinate.
Sowing the future: The impact of a discovery and the path of research
Although Maria Miguel is about to embark on a new journey, driven by a prestigious Marie Skłodowska-Curie doctoral fellowship – a program that supports the career of researchers and promotes excellence and innovation in research – her legacy at InPP is already flourishing. Her innovative discovery is opening new and promising doors for future research in the area of crop protection, demonstrating how, at times, it is in the unexpected that the potential to transform our world lies.
O InnovPlantProtect (InPP) informa que António Saraiva, engenheiro agrónomo, de 62 anos, assume hoje, o cargo de diretor executivo do laboratório colaborativo (CoLAB) sediado em Elvas, sucedendo a Pedro Fevereiro, que ocupou o cargo durante cinco anos. António Saraiva toma posse num momento caracterizado pelo crescimento das atividades do CoLAB elvense e marca uma nova fase no desenvolvimento e consolidação do InPP.
António Saraiva tem uma sólida experiência como gestor de conhecidas empresas do negócio agrícola dos setores privado e público, tendo sido diretor-geral da Syngenta em Portugal e em Espanha, assumiu responsabilidades para a Ibéria, com uma liderança assinalada em diversas áreas como sustentabilidade, logística, coordenação de recursos humanos, planeamento estratégico e desenvolvimento de projetos em vários setores. O novo CEO do CoLAB vai liderar uma equipa de 44 colaboradores e está focado em consolidar e desenvolver o percurso de liderança do InPP no setor agrícola nacional.
Com experiência nacional e internacional, António Saraiva, licenciado em Agronomia pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, exerceu funções na Syngenta Crop Protection em Portugal e Espanha, tendo ocupado a função de diretor de Sustentabilidade para África, Médio Oriente e Turquia, durante 3 anos. António somou a responsabilidade da presidência da Associação Nacional da Indústria para a Proteção das Plantas – ANIPLA (atual CropLife Portugal) durante oito anos, de 2001 a 2009. Entre 2012 e 2018 foi presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias. Neste período foi também presidente da direção da Associação dos Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira.
Mais recentemente, António Saraiva foi Diretor Executivo da Portugal Nuts – Associação para a Promoção de Frutos Secos. “É com um enorme sentido de responsabilidade e grande motivação que entro nesta fase deste ambicioso projeto. Acompanhei a sua evolução com bastante interesse e é com imenso agrado que vejo o progresso alcançado com a sua implementação e com o trabalho desenvolvido pelo Pedro Fevereiro e pelos demais profissionais deste CoLAB.”, refere António Saraiva.
Para Pedro Fevereiro, “este é um momento apropriado para entregar a liderança do InPP ao António. O InPP fecha um ciclo estratégico de inovação, sustentabilidade, parcerias de sucesso,foco na proximidade com os clientes e parceiros e numa cultura organizacional interna forte que permanecem a essência do CoLAB. Estou certo que a experiência do António enquanto líder de sucesso e o forte alinhamento com a cultura e valores do InPP serão impulsionadores de um novo ciclo de crescimento do CoLAB. Ainda ficarei algum tempo ligado ao InPP, mas sinto que este é o momento certo para iniciar um novo capítulo na organização e também na minha vida.”
Durante o mês de dezembro, Pedro Fevereiro e António Saraiva vão levar a cabo uma fase de transição, conjunta, que se considera importante e saudável para a organização.
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