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Milho em Portugal: desafios fitossanitários e novas ameaças emergentes

O milho continua a ser a cultura arvense mais importante em Portugal, com um peso significativo na segurança alimentar e na indústria agroalimentar nacional. Envolvendo milhares de produtores e movimentando dezenas de milhões de euros por ano, a fileira enfrenta hoje desafios cada vez mais complexos no plano fitossanitário.

Entre pragas já conhecidas e doenças emergentes, destacam-se riscos que vão desde a lagarta-do-cartucho até ao Vírus do Nanismo Rugoso do Milho (MRDV), cuja presença tem aumentado em território nacional. Este vírus, transmitido pela cigarrinha do milho, pode comprometer de forma séria a produção, e encontra nas alterações climáticas condições cada vez mais favoráveis à sua disseminação.

No entanto, não é apenas o MRDV que preocupa. Estão a surgir novas ameaças que exigem vigilância, como o coleóptero Diabrotica virgifera ou o vírus MDMV (Maize Dwarf Mosaic Virus), já detetados em países vizinhos, e ainda infestantes tóxicas, como a figueira-do-inferno (Datura stramonium), que além de impactarem a produtividade representam riscos de saúde pública.

Perante esta realidade, a resposta passa por estratégias integradas e sustentáveis, combinando:

  • rotação de culturas e boas práticas agrícolas;
  • uso criterioso de inseticidas, para evitar resistências e impactos ambientais;
  • variedades resistentes ou tolerantes, sempre que disponíveis;
  • investigação e inovação tecnológica, incluindo novas ferramentas digitais de deteção precoce.

Como sublinha o investigador do InnovPlantProtect, Nuno Faria, no artigo intitulado “As principais pragas e doenças emergentes da cultura do milho em Portugal”, disponível na edição de Agosto da Revista Voz do Campo: “O panorama fitossanitário do milho em Portugal exige uma vigilância contínua, investimento em investigação e aplicação de estratégias integradas e sustentáveis, capazes de responder a uma realidade cada vez mais dinâmica e imprevisível.”

Para conhecer em detalhe os principais riscos atuais e medidas de mitigação, leia o artigo completo publicado na edição de agosto da Revista Voz do Campo (págs. 88-89), disponível nas bancas e online.

InPP dá mais um passo na proteção intelectual do seu bioestimulante para a agricultura

O InnovPlantProtect (InPP) tem o prazer de anunciar a publicação do pedido internacional de patente (PCT) relativo a uma estirpe de Bacillus velezensis com aplicação como bioestimulante para plantas. Esta inovação representa um marco significativo na investigação que desenvolvemos, com impacto direto na agricultura sustentável e na resiliência das culturas perante os desafios climáticos e ambientais.

Uma solução natural e eficaz

O bioestimulante desenvolvido pela nossa equipa foi cuidadosamente estudado e testado em diferentes culturas hortícolas, como tomate e alface, e em cereais, como o arroz. Os resultados obtidos demonstram o potencial desta tecnologia:

  • Maior desenvolvimento nas fases iniciais das culturas, promovendo arranques mais vigorosos e saudáveis.
  • Aumento da produtividade, evidenciado por uma maior biomassa fresca em alface e uma maior produção de frutos em tomate.
  • Respostas moleculares comprovadas, com análises que confirmam a ativação de genes associados às respostas da planta a diferentes tipos de stress abiótico.

Estes resultados reforçam a eficácia da estirpe de Bacillus velezensis como uma ferramenta de bioestimulação natural, capaz de potenciar o desempenho das culturas e contribuir para uma agricultura mais sustentável.

Do laboratório para o campo

Esta patente é mais um passo no compromisso do InPP em desenvolver soluções biotecnológicas inovadoras, sustentáveis e com aplicabilidade industrial. O objetivo é claro: apoiar os agricultores e empresas do setor a enfrentarem os desafios da produtividade, da qualidade e da resiliência das culturas, numa era em que a agricultura precisa de respostas sustentáveis e de alto impacto.

Procuramos parcerias estratégicas

Estamos atualmente à procura de novas parcerias com empresas e entidades do setor agrícola para levar esta tecnologia do laboratório para o campo. Acreditamos que a colaboração é a chave para transformar inovação científica em soluções práticas que beneficiem toda a cadeia de valor agrícola.

Se tem interesse em conhecer melhor esta tecnologia ou em explorar oportunidades de colaboração, fale connosco. Juntos podemos impulsionar uma agricultura mais produtiva, resiliente e sustentável.

Inovar juntos. Proteger melhor.

Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira (Fotos da esquerda para a direita: Sandra Caeiro e Rui Figueiras, investigadores do Departamento de Proteção de Culturas Específicas e Inês Mexia, investigadora do Departamento de Formulações e Desenvolvimento de Processos

“Estamos aqui para ouvir os problemas do setor”: InPP em foco na Revista Voz do Campo

“Estamos aqui para ouvir os problemas do setor e encontrar soluções em conjunto”. A afirmação é de António Saraiva, diretor executivo do InnovPlantProtect (InPP), que marcou presença na oitava edição do Congresso Nacional do Azeite, realizado em Campo Maior e destacado na edição de julho da Revista Voz do Campo.

Na entrevista, António Saraiva destacou a importância da olivicultura, uma das culturas mais representativas do Mediterrâneo, e apontou alguns dos grandes desafios que o setor enfrenta atualmente:

  • Escassez crescente de soluções fitossanitárias: muitas ferramentas desaparecem e nem sempre surgem alternativas eficazes.
  • O longo caminho entre a investigação e a aplicação no campo: o processo de levar uma solução científica até aos agricultores pode demorar cerca de 10 anos.
  • Impactos das alterações climáticas e pragas emergentes, que dificultam ainda mais a atividade agrícola.

Face a estes desafios, o InPP está comprometido em desenvolver novas soluções inovadoras, que sejam amigas do ambiente e sustentáveis para os agricultores. O CoLAB procura agentes como substâncias ativas e microrganismos, capazes de controlar doenças e de potenciar biostimulantes, além de apostar em tecnologias digitais que permitam aos produtores detetar precocemente problemas nas culturas e aumentar a eficácia das intervenções.

Outro ponto sublinhado pelo diretor executivo é a necessidade de acelerar a transferência de conhecimento para o campo, através de parcerias e acordos comerciais que assegurem que as inovações cheguem efetivamente aos agricultores.

“Estamos aqui para ouvir os problemas do setor e encontrar soluções em conjunto. Queremos estar próximos dos agricultores, associações e empresas, porque só assim conseguimos desenvolver ferramentas eficazes e sustentáveis”, reforça António Saraiva.

A entrevista completa está disponível na edição de julho da Revista Voz do Campo, já nas bancas, e na imagem abaixo.

EVENTOS

EFSA visita InnovPlantProtect

Esta quarta-feira, dia 10 de abril, o InnovPlantProtect (InPP) recebeu a visita de membros da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA).

A visita à cidade elvense pretendeu fazer um ponto de situação sobre a implementação do projeto XVectors.pt, em execução no InPP e financiado pela EFSA.

O projeto visa estudar a biologia dos insetos vetores da bactéria Xylella fastidiosa em Portugal, como é o caso das cigarrinhas-das-espumas, um dos principais insetos vetores da bactéria, que desempenha um papel fundamental na propagação desta na Europa.

O diretor executivo do InPP, Pedro Fevereiro, a diretora do departamento de Monitorização e Diagnóstico de Pragas e Doenças, Ilaria Marengo, e os investigadores Nuno Faria e Hadi Sheikhnejad, receberam a equipa e deram a conhecer o desenvolvimento do projeto XVectorspt.

Durante a visita houve ainda a oportunidade de conhecer as instalações e equipamentos tecnológicos do #CoLAB e conversar com alguns dos/as nossos/as investigadores/as.

Um agradecimento especial à EFSA pela visita!

Mais informações sobre o projeto aqui.

Créditos das imagens: ©️InnovPlantProtect – Inês Ferreira

O SP6 do projeto Algae Vertical estará num ecrã próximo de si!

Este fim de semana o subprojecto SP6 – Agricultura do projeto Algae Vertical, liderado pelo InnovPlantProtect (InPP), estará em destaque em mais um episódio da série TECH3 na RTP 3.

O novo episódio da série documental Algae Vertical, será emitido no sábado, dia 6 de abril, às 18h50, com repetição ao domingo às 15h50, e será dedicado exclusivamente à agricultura e mostrará propostas de soluções agrícolas sustentáveis baseadas em biofertilizantes e biopesticidas criados a partir da biomassa de algas.

A equipa do InPP, como não poderia deixar de ser, estará em grande destaque neste episódio. Excelente trabalho dos investigadores Miguel Claro, Cláudia Rato da Silva, Sandra Caeiro, Francisca Rodrigues e João Colaço, e das diretoras de departamento Cristina Azevedo e Sandra Correia.

O programa ficará também disponível na RTP Play e no canal de YouTube do Algae Vertical.

Não perca!

O Vertical Algas é cofinanciado pelo Next Generation EU, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sendo a maior iniciativa da Agenda Pacto da Bioeconomia Azul.

Nota: A programação da RTP3 poderá alterar sem aviso prévio.

InPP modera workshop sobre propriedade intelectual e desenvolvimento de novas variedades de plantas

O Centro de Informação de Biotecnologia (CiB) promove o workshop “Propriedade intelectual & desenvolvimento de novas variedades de plantas” no dia 8 de abril, entre as 10h e as 12h30, no ITQB NOVA, em Oeiras.

O wokshop pretende divulgar informação relacionada com os direitos de obtentor e as patentes em plantas e terá quatro oradores convidados que irão analisar e debater questões como as limitações da legislação atual, a proposta de regulamentação das Novas Técnicas Genómicas e de que forma esta afetará os direitos de obtentor e a obtenção de novas variedades de plantas.

O painel de especialistas integra Paula Garcia, Subdiretora geral da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), Inês Cristóvão Silva, Chefe do Departamento de Patentes e Modelos de Utilidade do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Ana Barradas, Diretora do Departamento de Investigação e Desenvolvimento da Fertiprado, e Jorge Canhoto, investigador, Professor da Universidade de Coimbra e Presidente do CiB.

A moderação estará a cargo do diretor executivo do InPP, Pedro Fevereiro.

A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição.

Consulte o programa completo na imagem abaixo.

Mais informações e inscrições no website do CiB aqui.