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O InnovPlantProtect (InPP) tem o prazer de anunciar a publicação do pedido internacional de patente (PCT) relativo a uma estirpe de Bacillus velezensis com aplicação como bioestimulante para plantas. Esta inovação representa um marco significativo na investigação que desenvolvemos, com impacto direto na agricultura sustentável e na resiliência das culturas perante os desafios climáticos e ambientais.

Uma solução natural e eficaz

O bioestimulante desenvolvido pela nossa equipa foi cuidadosamente estudado e testado em diferentes culturas hortícolas, como tomate e alface, e em cereais, como o arroz. Os resultados obtidos demonstram o potencial desta tecnologia:

  • Maior desenvolvimento nas fases iniciais das culturas, promovendo arranques mais vigorosos e saudáveis.
  • Aumento da produtividade, evidenciado por uma maior biomassa fresca em alface e uma maior produção de frutos em tomate.
  • Respostas moleculares comprovadas, com análises que confirmam a ativação de genes associados às respostas da planta a diferentes tipos de stress abiótico.

Estes resultados reforçam a eficácia da estirpe de Bacillus velezensis como uma ferramenta de bioestimulação natural, capaz de potenciar o desempenho das culturas e contribuir para uma agricultura mais sustentável.

Do laboratório para o campo

Esta patente é mais um passo no compromisso do InPP em desenvolver soluções biotecnológicas inovadoras, sustentáveis e com aplicabilidade industrial. O objetivo é claro: apoiar os agricultores e empresas do setor a enfrentarem os desafios da produtividade, da qualidade e da resiliência das culturas, numa era em que a agricultura precisa de respostas sustentáveis e de alto impacto.

Procuramos parcerias estratégicas

Estamos atualmente à procura de novas parcerias com empresas e entidades do setor agrícola para levar esta tecnologia do laboratório para o campo. Acreditamos que a colaboração é a chave para transformar inovação científica em soluções práticas que beneficiem toda a cadeia de valor agrícola.

Se tem interesse em conhecer melhor esta tecnologia ou em explorar oportunidades de colaboração, fale connosco. Juntos podemos impulsionar uma agricultura mais produtiva, resiliente e sustentável.

Inovar juntos. Proteger melhor.

Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira (Fotos da esquerda para a direita: Sandra Caeiro e Rui Figueiras, investigadores do Departamento de Proteção de Culturas Específicas e Inês Mexia, investigadora do Departamento de Formulações e Desenvolvimento de Processos

“Estamos aqui para ouvir os problemas do setor e encontrar soluções em conjunto”. A afirmação é de António Saraiva, diretor executivo do InnovPlantProtect (InPP), que marcou presença na oitava edição do Congresso Nacional do Azeite, realizado em Campo Maior e destacado na edição de julho da Revista Voz do Campo.

Na entrevista, António Saraiva destacou a importância da olivicultura, uma das culturas mais representativas do Mediterrâneo, e apontou alguns dos grandes desafios que o setor enfrenta atualmente:

  • Escassez crescente de soluções fitossanitárias: muitas ferramentas desaparecem e nem sempre surgem alternativas eficazes.
  • O longo caminho entre a investigação e a aplicação no campo: o processo de levar uma solução científica até aos agricultores pode demorar cerca de 10 anos.
  • Impactos das alterações climáticas e pragas emergentes, que dificultam ainda mais a atividade agrícola.

Face a estes desafios, o InPP está comprometido em desenvolver novas soluções inovadoras, que sejam amigas do ambiente e sustentáveis para os agricultores. O CoLAB procura agentes como substâncias ativas e microrganismos, capazes de controlar doenças e de potenciar biostimulantes, além de apostar em tecnologias digitais que permitam aos produtores detetar precocemente problemas nas culturas e aumentar a eficácia das intervenções.

Outro ponto sublinhado pelo diretor executivo é a necessidade de acelerar a transferência de conhecimento para o campo, através de parcerias e acordos comerciais que assegurem que as inovações cheguem efetivamente aos agricultores.

“Estamos aqui para ouvir os problemas do setor e encontrar soluções em conjunto. Queremos estar próximos dos agricultores, associações e empresas, porque só assim conseguimos desenvolver ferramentas eficazes e sustentáveis”, reforça António Saraiva.

A entrevista completa está disponível na edição de julho da Revista Voz do Campo, já nas bancas, e na imagem abaixo.

Chama-se PROSPER e é um novo projeto europeu que pretende transformar a agricultura europeia através da valorização de leguminosas “órfãs” — culturas resistentes, pouco exploradas, mas com grande potencial para enfrentar os desafios do clima e da alimentação no futuro.

O consórcio, com um financiamento total de cerca de 5 milhões de euros, reúne 27 parceiros de 13 países da Europa e da Tunísia, incluindo universidades, centros de investigação, empresas e organizações sem fins lucrativos do setor agrícola. Entre eles estão países do Mediterrâneo (Itália, Espanha, Grécia, Portugal e França), da Europa Central (Alemanha, Bélgica, Polónia, Bulgária e Roménia), do Norte da Europa (Dinamarca, Suécia e Finlândia).

O objetivo do PROSPER é testar e validar novas estratégias de diversificação agrícola, adaptadas a diferentes climas e contextos sociais e económicos, promovendo práticas mais sustentáveis, inovadoras e ajustadas às necessidades das diferentes realidades agrícolas.

O InPP, parceiro do PROSPER, será responsável por analisar:

  • Saúde dos solos e impacto ambiental
  • Eficiência energética e gestão de resíduos
  • Qualidade nutricional das culturas
  • Valorização justa ao longo da cadeia de produção

Para isso, a equipa do InPP utilizará tecnologias avançadas, como sensores em tempo real e análise geoespacial, que ajudarão a estudar a saúde dos solos, o sequestro de carbono capturado pelas culturas, a gestão da água, a biodiversidade, entre outros.

O PROSPER é cocriado com os principais atores do setor agrícola, garantindo que as soluções desenvolvidas não ficam no papel: serão práticas, úteis e transformadoras.

O projeto arranca já em setembro de 2025. Estamos prontos para embarcar nesta jornada em direção a uma agricultura mais verde, justa e resiliente.

Fique atento às próximas novidades!

EVENTOS

No passada terça-feira, dia 14 de Fevereiro, teve lugar a sessão de lançamento da Agenda Mobilizadora InsectERA – a ERA dos insetos, da qual o InnovPlantProtect (InPP) faz parte, no Centro de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém.

A agenda InsectERA, um consórcio de 42 entidades nacionais, com produtores de insetos, uma consultora de inovação tecnológica, laboratórios colaborativos (CoLABs) e empresas, liderado pela empresa Ingredient Odyssey SA (responsável pela criação da marca EntoGreen®), a que equivale um investimento total de 43 milhões de euros, e que pretende fomentar a economia circular e alavancar o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras à base de insetos para o mercado.

A ideia é devolver subprodutos da agroindústria à cadeia de valor, sob a forma de soluções nutricionais para pessoas, animais e plantas, e de novas soluções industriais, da cosmética aos bioplásticos, bem como para o setor da biorremediação, através da criação de soluções de valorização de resíduos orgânicos.

Pedro Fevereiro, diretor executivo do InPP, esteve presente nesta sessão de lançamento, que juntou cerca de 120 pessoas e que contou com uma explicação sumária dos objetivos e estratégia de implementação do projeto, focando os desafios de tornar uma visão a longo prazo numa realidade até 2025, sendo, como explicado várias vezes, “uma maratona em sprint” na qual todos os parceiros irão acompanhar e contribuir para o sucesso.

A sessão de lançamento contou com a abertura por parte do Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Ricardo Gonçalves, que referiu como a sua cidade se deverá tornar a capital do setor bioindustrial dos insetos, gerando-se um conjunto de ferramentas que contribuirão para que Santarém detenha um ecossistema que fomente o desenvolvimento deste setor alavancando-o de Portugal para o Mundo.

A Diretora Geral de Alimentação e Veterinária, Susana Pombo, encerrou a sessão focando os desafios atuais da sociedade que tornam esta Agenda Mobilizadora premente e uma enorme oportunidade de futuro para o nosso país, permitindo que desenvolvimentos técnicos e científicos sejam alavancados de forma acelerada e coordenada envolvendo de forma estreita a cooperação entre entidades legais, centros de I&D e empresas.

O consórcio envolve três produtores de insetos em Portugal (EntoGreen, Thunderfoods e The Cricket Farm Company), a consultora de inovação tecnológica INOVA+, os laboratórios colaborativos B2E CoLab, Colab4Food, FeedInov CoLab e InnovPlantProtect e as empresas Auchan, Mendes Gonçalves, Agromais, Silvex, Mesosystems, Sorga, Savinor, Nutrifarms, PetMaxi, Sensetest, Solfarcos, entre outras.

Saiba mais informações sobre a Agenda Mobilizadora aqui.

Pedro Fevereiro, diretor executivo do InPP, marcou presença na sessão de lançamento, entregando a placa comemorativa alusiva ao início deste projeto, no qual o InPP participa

Pedro Fevereiro, diretor executivo do InnovPlantProtect (InPP), participou no Simpósio “Semente & Biotecnologia: da inovação à sustentabilidade”, promovido pelo Centro de Informação de Biotecnologia (CiB) e pela Anseme, que teve lugar no passado dia 27 de Janeiro, em Coimbra.

O diretor executivo moderou a mesa redonda “O papel das Novas Técnicas Genómicas (NTG) no melhoramento de plantas”, que contou com a participação de Paula Cruz Garcia da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), Priscila Jacobitz da CropLife Europe, Ana Barradas da Fertiprado e António Sevinate Pinto da Anseme.

O evento pretendeu alertar para a importância do setor das sementes e das NTG, ainda não regulamentadas na União Europeia, bem como discutir aspetos relacionados com a dependência alimentar e as relações de concorrência com outras regiões do globo em que estas tecnologias são já uma realidade.

Este foi mais um passo para a inovação e sustentabilidade na área da biotecnologia.

Na passada quinta-feira, dia 26 de Janeiro, os investigadores do InnovPlantProtect (InPP) estiveram na Escola Superior Agrária de Elvas do Instituto Politécnico de Portalegre para realizar o workshop “Agricultura, Biodiversidade, Economia Circular” que pretendeu fazer a ponte entre a investigação e a comunidade escolar.

O workshop, que teve como público-alvo os alunos do Ensino Secundário da Escola D. Sancho II, em Elvas, e do Ensino Superior da Escola Superior Agrária de Elvas, e professores, pretendeu despertar os alunos para a importância da biodiversidade e da economia circular na agricultura e para os vários fatores que podem contribuir de forma positiva para a agricultura, tornando-a uma atividade cada vez mais sustentável, com consequências ao nível da produção e do seu impacto no ecossistema.

No workshop decorreram três palestras que tiveram como oradores investigadores do InPP. A diretora de departamento iLaria Marengo e a investigadora Maysa Toledo foram as oradoras da primeira palestra que teve como tema “Pode a biodiversidade e a economia circular tornar a agricultura mais sustentável”.

A segunda palestra “Insectos: Bons, maus e como identificá-los” teve como oradores os investigadores Nuno Faria e Hadi Sheikhnejad. Ricardo Ramiro, diretor de departamento, ficou responsável pela terceira palestra que teve como tema “Microbioma: o que é e para que serve na agricultura”. A moderação do workshop esteve a cargo de Ana Cordeiro, professora da Escola Superior Agrária de Elvas, e de Paula Grilo, professora da Escola Secundária D. Sancho II.

“Este workshop permitiu-nos perceber o que é a agricultura e tocou em vários assuntos que interessam aos futuros agronómos. Para muitos hoje em dia, a ideia de estudar agricultura é ‘cavar a terra’ e, num cenário de alterações climáticas, a grande missão dos agrónomos é assegurar alimento para a população, e o workshop está feito de uma forma fantástica que aborda a parte dos insetos, das pragas agrícolas e permite perceber as soluções biológicas que podemos ter na agricultura para assegurar alimento e proteger os ecossistemas”, afirmou Henrique Canha, aluno da Escola Superior Agrária de Elvas.

“Este é um tema que está na ordem do dia e como vimos tivemos um feedback extremamente positivo por parte dos alunos”, destacou Ana Cordeiro, professora da Escola Superior Agrária de Elvas. “A parceria com o InPP é fundamental. Iniciamos esta parceria com o estágio de uma aluna e já iremos ter mais dois alunos a colaborar no CoLAB e está a ser fantástico. (…) É de facto uma excelente simbiose”, sublinhou.

Programa do workshop “Agricultura, Biodiversidade, Economia Circular”, que decorreu no dia 26 de janeiro, pelas 14 h, na Escola Superior Agrária de Elvas