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InnovPlantProtect lidera projeto transfronteiriço BioProACE que procura bactérias locais para desenvolver biosoluções de proteção do amendoal

Aprovado no âmbito do Programa Promove – Projetos-Piloto 2026, o BioProACE vai explorar bactérias autóctones da região EUROACE para desenvolver uma solução biológica contra o cancro da amendoeira.

O InnovPlantProtect (InPP) vai liderar o BioProACE – Bioprospeção de bactérias autóctones da região EUROACE para soluções inovadoras na agricultura, um dos 20 projetos-piloto inovadores aprovado na 8.ª edição do Programa Promove – O Futuro do Interior, que apoiou 55 iniciativas para valorizar o Interior do país.

Com uma duração de três anos, o projeto pretende explorar a biodiversidade microbiana do Alentejo, da região Centro e da Extremadura espanhola para identificar bactérias com potencial para controlar Diaporthe amygdali, o fungo responsável pelo cancro da amendoeira.

Esta doença pode comprometer a saúde das árvores e a produção de amêndoa, representando um desafio fitossanitário para os produtores. Perante a necessidade de desenvolver alternativas mais sustentáveis à proteção convencional das culturas, o BioProACE propõe investigar o potencial de bactérias naturalmente presentes nos solos e associadas às plantas da região.

Uma coleção de bactérias para descobrir novas soluções

Um dos principais resultados previstos é a criação de uma bacterioteca de bactérias autóctones da região EUROACE, que reunirá pelo menos 1.000 isolados bacterianos distintos. Esta coleção constituirá uma base de investigação para identificar microrganismos com propriedades úteis à proteção das culturas.

A partir desta coleção, a equipa irá selecionar e avaliar bactérias com capacidade para inibir D. amygdali. Os candidatos mais promissores serão estudados em plantas, utilizados no desenvolvimento de formulações e, nas fases seguintes, testados em condições reais de campo.

O projeto inclui também o desenvolvimento de métodos de diagnóstico que permitam detetar e quantificar a infeção pelo fungo, contribuindo para uma avaliação mais rigorosa da doença e da eficácia das soluções em estudo.

Embora o foco inicial seja o cancro da amendoeira, a bacterioteca poderá continuar a ser explorada após o fim do projeto, abrindo caminho à investigação de novas aplicações agrícolas.

Ciência e colaboração transfronteiriça

Liderado pelo InnovPlantProtect, o BioProACE reúne entidades científicas e parceiros do setor agrícola de Portugal e Espanha: o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), o Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura (CICYTEX), a De Prado Portugal, a De Prado Cervantes e a Associação para a Promoção de Frutos Secos (Portugal Nuts).

Esta colaboração permitirá articular o conhecimento científico com a realidade dos produtores, desde a recolha de amostras até aos ensaios de campo em amendoais dos dois lados da fronteira.

Ao explorar recursos biológicos locais e desenvolver conhecimento científico aplicado, o BioProACE pretende contribuir para uma agricultura mais sustentável e para a valorização dos recursos e das capacidades de inovação da região EUROACE.

Financing

O BioProACE é um dos projetos-piloto aprovados na 8.ª edição do Programa Promove – O Futuro do Interior, promovido pela Fundação “la Caixa”, em colaboração com o Banco BPI e em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

O projeto representa um investimento total de 208.765,93 euros, contando com um apoio aprovado de 149.992,12 euros.

Saiba mais sobre o BioProACE here.

InnovPlantProtect e INIAV promovem sessão sobre pecuária extensiva e bem-estar animal em Elvas

O InnovPlantProtect (InPP) e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) promovem, no próximo dia 27 de outubro, entre as 14h30 e as 17h30, uma sessão dedicada à pecuária extensiva e ao bem-estar animal, no Auditório do INIAV, no Pólo de Elvas.

Intitulada “Pecuária extensiva e bem-estar animal: da avaliação de extensividade à biossegurança e desempenho reprodutivo“, a iniciativa pretende promover a partilha de conhecimento e experiências sobre a realidade das explorações pecuárias do Alentejo, aproximando o conhecimento científico dos desafios atuais enfrentados pelos profissionais no terreno.

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Dirigida sobretudo a produtores pecuários, cooperativas, associações e outros agentes ligados ao setor, a sessão abordará diferentes dimensões da pecuária extensiva e da gestão das explorações extensivas, incluindo a avaliação da extensividade dos sistemas de produção, a biossegurança, o bem-estar animal e os cuidados relacionados com a reprodução.

Mais do que transmitir conhecimento técnico, esta iniciativa pretende proporcionar um espaço de reflexão e diálogo entre especialistas e profissionais do setor, que permita identificar boas práticas, conhecer ferramentas e explorar perspetivas com potencial de aplicação no dia a dia das explorações pecuárias da região.

PROGRAMA

14h15 — Receção dos participantes

14h30 — Sessão de abertura

14h45 — Pastoreio extensivo e avaliação da extensividade | José Pedro Fragoso de Almeida

15h15 — Avaliação do nível de extensividade de explorações pecuárias no Alentejo | Noémia Farinha

15h45 — Coffee break

16h00 — Biosseguranca em explorações extensivas: importância e capacidade de execução | Miguel Parreira

16h30 — Prevenir mais, tratar menos, produzir melhor: eficiência reprodutiva e saúde do vitelo em bovinos de carne em regime extensivo | Miguel Minas

17h00 — Mesa-redonda e debate: desafios da pecuária extensiva e novas medidas de apoio

17h30 — Encerramento

Para conhecer melhor os intervenientes e os seus percursos profissionais e científicos, poderá consultar as notas biográficas dos oradores here.

Informações e inscrições

  • Data: 27 de outubro de 2026
  • Horário: 14h30–17h30 (receção dos participantes a partir das 14h15)
  • Local: Auditório do INIAV – Pólo de Elvas
  • Participação: gratuita, mediante inscrição.

Inscreva-se here.

A sessão realiza-se no âmbito do projeto BioLivingLABs, financiado pelo COMPETE 2030, que visa promover a demonstração, experimentação e adoção de soluções inovadoras no setor agrícola através do envolvimento direto de produtores, técnicos e outros atores do território.

Árvores maiores, mais bolotas, mas também maior vulnerabilidade?

Um estudo do InnovPlantProtect revela uma relação complexa entre a dimensão das árvores, o seu estado sanitário e a produção de bolotas — com implicações para a monitorização e gestão dos ecossistemas de carvalhos mediterrânicos. 

À partida, uma árvore maior parece ser uma boa notícia. 

Uma árvore mais desenvolvida pode ter um papel importante na regeneração natural dos ecossistemas, através da produção de bolotas. Mas será que ser maior significa também uma maior capacidade para resistir ao declínio?

Os resultados de um novo estudo sugerem que a resposta não é assim tão simples. 

Investigadores do InnovPlantProtect e de outras instituições portuguesas e espanholas analisaram a saúde e a reprodução de carvalhos mediterrânicos, procurando compreender de que forma o tamanho das árvores e o seu estado sanitário se relacionam com a capacidade de produzir bolotas.

Nem todas as árvores estão igualmente expostas 

Os carvalhos mediterrânicos, como o sobreiro, a azinheira e o carvalho-negral, desempenham um papel importante nos ecossistemas de montado e dehesa da Península Ibérica. Estes sistemas enfrentam, contudo, diferentes pressões ambientais, que podem comprometer a saúde e a capacidade de regeneração das árvores. 

Para compreender melhor quais os fatores associados ao declínio e à maior vulnerabilidade das árvores, a equipa analisou dados de monitorização recolhidos em oito locais de Portugal e Espanha, abrangendo cerca de 350 hectares e mais de 2.000 árvores. 

Os resultados mostram que os sinais associados à presença de agentes bióticos estão entre os fatores mais fortemente relacionados com a desfoliação. A presença de ramos mortos, de insetos conhecidos como capricórnios, da família Cerambycidae, e de podridão do tronco esteve associada a níveis mais elevados de perda de folhagem. 

Mas a dimensão das árvores também revelou uma relação importante com o seu estado sanitário. Árvores com maior diâmetro do tronco apresentaram maior probabilidade de níveis elevados de desfoliação.

Ou seja, a dimensão de uma árvore pode dizer-nos mais sobre a sua condição do que simplesmente o seu tamanho. 

Mas há um outro lado da história. 

Se as árvores de maior dimensão podem apresentar maior vulnerabilidade, será que essa dimensão traz também alguma vantagem? 

A resposta está na reprodução. 

A análise da produção de bolotas revelou uma relação positiva entre a altura das árvores e a sua capacidade de produção: árvores mais altas tendem a produzir mais bolotas. 

Mas, mais uma vez, a história muda quando olhamos para o estado sanitário. 

No caso do sobreiro, as árvores localizadas em zonas com pior estado sanitário produziram significativamente menos bolotas. Na azinheira, apesar da elevada variabilidade observada, não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas na produção entre árvores localizadas em condições sanitárias favoráveis e desfavoráveis. 

Os resultados mostram, assim, que crescer, manter a saúde e reproduzir não são processos independentes. A relação entre estas dimensões varia entre espécies e pode depender das condições a que as árvores estão sujeitas. 

“Frequentemente, presume-se que árvores maiores e mais velhas sejam um indicador de um montado saudável e resiliente. No entanto, o nosso estudo revela que o porte da árvore é, na verdade, uma faca de dois gumes. Embora as árvores de grande porte tenham capacidade para produzir um maior número de bolotas, o seu tamanho também pode estar associado a uma maior vulnerabilidade a determinados fatores bióticos, como é o caso das pragas, como os capricórnios (Cerambyx spp.), uma vez que o volume do tronco é maior, conferindo mais alimento e mais espaço para essa praga se desenvolver.”, explica Maysa Toledo, estudante de doutoramento do InnovPlantProtect.

“A presença de pragas danifica severamente as copas e levam espécies como o sobreiro a interromper a reprodução, para reservar energia para a própria sobrevivência.”, acrescenta.

O que muda na forma como devemos olhar para uma árvore? 

Uma árvore de maior dimensão pode representar um recurso importante para a regeneração, devido ao seu maior potencial de produção de bolotas. Ao mesmo tempo, algumas das características associadas a árvores maiores e mais maduras podem estar relacionadas com uma maior vulnerabilidade a determinados agentes bióticos e ao declínio. 

Proteger árvores com elevado potencial reprodutivo pode, por isso, significar também dar particular atenção ao seu estado sanitário.

A monitorização assume aqui um papel fundamental. A identificação atempada de sinais associados ao declínio pode contribuir para acompanhar de forma mais direcionada as árvores com maior valor estrutural e reprodutivo e apoiar decisões de gestão mais informadas. 

No entanto, os investigadores alertam também para uma questão importante: produzir mais bolotas não significa necessariamente garantir a regeneração do ecossistema. 

A sobrevivência e o estabelecimento de novas árvores dependem de outros fatores, incluindo a disponibilidade de água, a predação, o pastoreio, as características do solo e as condições microclimáticas. 

Para os responsáveis por estes ecossistemas, como explica Maysa Toledo, “a lição fundamental é que não podemos depender apenas da elevada produção de sementes. Para garantir a próxima geração de carvalhos, é importante proteger ativamente as árvores mais antigas contra fatores de stress biótico e, simultaneamente, preservar as condições necessárias à sobrevivência e ao crescimento das bolotas”.

Monitorizar hoje para compreender amanhã 

Mais do que identificar uma única causa para o declínio, este trabalho mostra a importância de compreender o ecossistema como um sistema interligado, onde a dimensão das árvores, a sua saúde e a capacidade reprodutiva podem estar simultaneamente relacionadas.

Neste contexto, os autores defendem a importância de perceber como estas relações evoluem ao longo do tempo, através de uma monitorização plurianual, capaz de acompanhar a evolução do estado sanitário e da reprodução das árvores e de aprofundar o conhecimento sobre a interação entre fatores ambientais e bióticos.

Esta perspetiva pode contribuir para estratégias de gestão e conservação florestal mais direcionadas, ajudando a identificar e proteger árvores particularmente relevantes para a manutenção e regeneração dos ecossistemas de carvalhos mediterrânicos.

Artigo científico

Título: Drivers of tree health and reproduction in mediterranean oaks: Trade-offs between tree size, biotic stress, and acorn production

Revista: Forest Ecology and Management, Volume 620, 2026, 124166

Autores: Maysa Hernandes Ricardo Toledo, Ilaria Marengo, Neftalí Sillero, Nuno Faria e Mario Campos Cunha

DOI: 10.1016/j.foreco.2026.124166

O estudo foi desenvolvido com base em dados de iniciativas de monitorização de ecossistemas de carvalhos mediterrânicos em Portugal e Espanha, incluindo o projeto MoniTREEng – Monitorização da saúde, produtividade e regeneração natural dos Quercus sp. e o projeto “IA aplicada a um sistema de alerta e deteção precoce de Phytophthora cinnamomi em montado/dehesa”, financiado pela Fundação “la Caixa”, em colaboração com o Banco BPI e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

EVENTS

InPP took part in Field Day organized by Fertiprado

On March 18th, InnovPlantProtect (InPP) took part in the Ucanorte XXI Field Day, organized by our associate Fertiprado.

The morning kicked off with an auditorium session featuring InPP. António Saraiva, executive director of CoLAB, introduced InPP and the different innovative solutions and technologies that are being developed to protect crops. Ricardo Ramiro, director of the Data Management and Risk Analysis department, was another speaker who presented the services that can be of use to corn silage producers.

Samira Andrade, a researcher at Fertiprado, shared the promising results of her collaboration with the InPP team on seed coating.

Many thanks to Fertiprado for the invitation and the opportunity to strengthen our partnership!

Image credits: Fertiprado

Photos from left to right: António Saraiva, executive director of InPP; Ricardo Ramiro, director of the Data Management and Risk Analysis department and Samira Andrade, Fertiprado researcher collaborating with CoLAB.

ValorCannBio: The Sustainable Future of Cannabis-Born Olive Groves

InPP is the leader of a project that aims to develop sustainable and effective biopesticides to control two of the most important diseases of the olive grove, gafa and tuberculosis. This biopesticide, obtained from the plant biomass left over from the production of cannabis for medicinal purposes, will innovate and boost sustainability in this booming industry in Portugal. With an investment of 150,000 euros from the “la Caixa” Foundation, ValorCannBio promises to revolutionize the sector, positioning it as an important player in the circular economy and in reducing waste.

You have to travel to the heart of the Mediterranean, one of the regions most vulnerable to climate change, to get to the olive grove, an ancient crop and economic engine, and understand the uphill battle it faces. Gafa and tuberculosis, two of the most important olive diseases, threaten the production of olive oil, one of Portugal's most valuable export products, especially in the Alentejo, where 75% of national production is concentrated.

Gafa, caused by the fungus Colletotrichum sp., can decimate up to 80% of production, representing losses of more than 50 million euros and threatening traditional Portuguese varieties such as Galega. Tuberculosis, caused by the bacterium Pseudomonas savastanoi pv. savastanoi (Pss), compromises the quality of olive oil, and current copper-based control methods are ineffective and harmful to the environment.

Left photo: Olive grove, agricultural crop in focus of the ValorCannBio project; Center photo: Olive infected with the fungus Colletotrichum, The bacterium, which causes gafa, one of the most important diseases of the olive grove; Photo on the right: Olive tree infected with the bacterium Pseudomonas savastanoi, which causes tuberculosis, one of the most important diseases of the olive grove.

Cannabis: A New Hope for the Olive Grove

In a promising turnaround, the production of medical cannabis (with the scientific name Cannabis sativa) flourishes in Portugal, including in the Alentejo, with the country on its way to becoming one of the world's largest producers. However, the flower, rich in valuable compounds such as THC and CBD, is the only part of the plant that is used, while the remaining biomass legally has to be incinerated, a process with high economic and environmental costs.

What if this biomass, with its more than 500 chemical compounds, some of which have proven antibacterial and antifungal properties that are already known and others that have yet to be discovered, could be transformed into a solution to the challenges facing the olive grove? This is where the ValorCannBio: Valorization of medicinal cannabis by-products as a biopesticide for olive groves, a beacon of innovation and sustainability.

ValorCannBio: Science and Sustainability in Action

Led by InPP, in partnership with NOVA FCT's Associated Laboratory for Green Chemistry (LAQV requimte) and the companies GreenBePharma (GBP) and AGR Global, ValorCannBio is transforming surplus biomass from medical cannabis into effective and sustainable biopesticides against Gafa and Tuberculosis.

This is the first time that InPP has joined projects related to innovation and sustainability in the cannabis production industry and it wants to play a decisive role in the value chain. “Our team of researchers is developing sustainable biofungicides and biobactericides, using new extraction methods with environmentally friendly solvents. We are creating solutions that increase the efficiency and sustainability of this industry,” says Tatiana Gil, an InPP researcher involved in the project.

But the team of researchers isn't stopping there. “We are still unraveling the secrets of endophytic cannabis bacteria, microorganisms that live in symbiosis with the plant, as biological control agents,” he adds.

And how do you turn a cannabis leaf into a shield for the olive grove? Tatiana Gil explains the process step by step: “First, we test the effectiveness of the extracts in the laboratory, like detectives looking for clues. Then we formulate the biopesticide and assess its impact in a greenhouse, in a controlled environment. Finally, we take the solution to the field for the final test.”.

Tatiana Gil, InnovPlantProtect researcher, analyzes samples of cannabis leaf extracts as part of the ValorCannBio project.

An Impact that extends across the Territory

Cristina Azevedo, InPP researcher and project leader, anticipates the impact of ValorCannBio: “All of these impacts will be felt in the municipality of Elvas, where the project will take place, but it is expected that they will extend to the entire olive-growing region from Trás-os-Montes to the Algarve, where production losses due to gafa and tuberculosis are increasing, and eventually to Mediterranean countries where these diseases are equally prevalent.”.

ValorCannBio not only aims to offer a sustainable alternative to chemical pesticides, but also opens up a new way of valorizing the remaining biomass of the cannabis plant that is not used for medicinal purposes, transforming it from a waste product into a valuable resource.

“We want to create a parallel and complementary industry to the production of medicinal cannabis, involving the production of biopesticides,” reveals Cristina Azevedo, “which will pave the way for other innovations,” she adds.

A Sustainable Future for the Olive Grove

The ValorCannBio project is an example of how innovation and sustainability can go hand in hand, offering solutions to the challenges of modern agriculture. By harnessing the potential of medicinal cannabis, ValorCannBio is helping to build a greener, more prosperous future for olive groves and the planet.

With the support of the “la Caixa” Foundation, in partnership with Banco BPI and the Foundation for Science and Technology (FCT), ValorCannBio, which began in October 2024, promises to be a success story until November 2027.

Citizen Science Project in Alentejo: Help researchers detect the pest that worries farmers

By the end of spring, the National Vector Insect Monitoring System project team will be working on the Xylella fastidiosa (SNM_XylellaVt), funded by the PRR, challenges citizens to keep an eye on plant foams: by detecting foams on plants, recording the data in the app and filling in the online form, it helps them to create an up-to-date map of the temporal and spatial distribution of the appearance of the juvenile stage of 4 species of leafhoppers in Portugal, which, once adult, are responsible for carrying the quarantine bacterium Xylella fastidiosa from one plant to another.

The presence of the bacteria has already been detected in Portugal Xylella fastidiosa in four species of leafhoppers in mainland Portugal, but little is known about the current temporal and spatial distribution of these insects in our country. With this in mind, the project team SNM_XylellaVt, challenges citizens to be on the lookout for foams, located mainly on the stems of plants, in their daily lives, on vacation in Portugal, or when walking in natural spaces, olive groves, vineyards, pastures, orchards or in the montado. Foams are signs of the presence of these insect species that are vectors for the transmission of the bacteria Xylella fastidiosa.

Left and center photos: Examples of foams found in plants; Right photo: foam leafhopper, an insect that transmits the bacteria. Xylella fastidiosa

“With the help of all citizens, we will be able to understand the population dynamics of insect vectors and their relationship with plants, which could help us plan measures to combat Xylella fastidiosa, preventing the spread of this bacterium. This is very relevant given that we don't have a direct curative treatment for this bacterium, which makes its control extremely difficult,” explains Ilaria Marengo, a partner in the SNM_XylellaVt project and researcher at InPP. “Destroying infected plants and controlling insect vectors are currently the main measures to prevent the spread of the bacterium,” she adds.

Everyone can contribute to the “Help us save your plants!” campaign that is currently underway: all you have to do is, when you spot the leafhopper foams, take photos of the foams, located on the stems of the plants, and of the plant where you found them, record the data in the ODK Collect 2024 application available for your cell phone (see image below), record the date and geographical location - if possible with GPS coordinates - or alternatively, submit this data using a online form on the project platform. Once you have submitted your data, you will be able to view it on the available map aqui.

Steps on how to install and use the ODK Collect 2024 application on your cell phone or tablet. To install, go to the guide on the DGAV website here.

The “Help us save your plants!” campaign is being developed as part of the SNM_XylellaVt project, which is currently underway. SNM_XylellaVt, led by the Centro Regional Coordination and Development Commission (CCDR CENTRO), and in which InPP is a partner, aims to contain the disease to the areas identified so far and to stop it spreading to the rest of Portugal. To this end, it is creating a network for monitoring the X. fastidiosa and its vector insect(s), in particular the foam leafhoppers, with the scientific name Philaenus spumarius, Philaenus tesselatus, Neophilaenus lineatus e Cicadella viridis, This will enable the development of new tools, such as risk forecasting models that will allow the National Agricultural Warning Service (SNAA) to warn in real time about the economic attack levels (NEA) for these insects, and prevent the spread of infection to crops that are relevant to national agriculture.

In 2019, the bacterium Xylella fastidiosa was first detected in Portugal, in the metropolitan area of Porto, and has since been detected in other areas of mainland Portugal. This bacterium attacks a wide range of plants, posing a risk to agricultural and forestry crops of significant economic importance.

For more information on the bacteria Xylella fastidiosa access the website of the Directorate-General for Food and Veterinary (DGAV) here.