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No dia 30 de junho, o InnovPlantProtect (InPP) marcou presença no encontro “7 anos de CoLABs: impactos e perspectivas”, que reuniu decisores políticos, especialistas do ecossistema de inovação português, líderes de diferentes setores, representantes de entidades públicas e privadas e os representantes dos 41 Laboratórios Colaborativos (CoLAB), no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

O encontro, organizado pelo Fórum dos Laboratórios Colaborativos (FCoLAB), teve como objetivo refletir sobre o impacto do trabalho desenvolvido pelos diferentes CoLAB’s aos longos dos últimos 7 anos, assim como abordar as perspetivas futuras e identificação de estratégias que permitam potenciar o contributo da investigação científica e da inovação na economia e na sociedade.

Esta iniciativa foi uma oportunidade para dar a conhecer os produtos, serviços e soluções desenvolvidas pelos CoLAB ao longo dos últimos sete anos, evidenciando o seu contributo para a inovação, a competitividade e a sustentabilidade em diversos setores da economia. A aplicação lançada recentemente pelo InPP, a iCountPests, que permite a contagem automática de pragas a partir de imagens de armadilhas, reduzindo o tempo investido na monitorização e permitindo criar um histórico das pragas, esteve também em destaque.

O evento contou com as intervenções do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, do Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, de Manuel Heitor, do IN+ Center for Innovation, Technology and Policy Research e antigo Ministro da Ciência e Inovação, António Grilo, Presidente da ANI, entre outros.

Na sua intervenção, o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, salientou aquele que é o propósito da ciência a nível nacional: “Esperamos que a ciência criada em Portugal gere inovação. Mais do que tecnologia, a inovação é a resposta para os problemas da sociedade. Vocês são o agente de mudança!”.

Durante a sessão, foram também apresentados os principais indicadores de atividade e impacto comprovado dos primeiros sete anos de atividade dos CoLABs, e debatidas perspetivas multissetoriais sobre o seu papel no ecossistema nacional de ciência e inovação, com foco em temas como o impacto socioeconómico, a internacionalização, a competitividade empresarial, a inovação tecnológica e a sustentabilidade.

Os indicadores de atividade e o impacto dos 7 anos de atividade, traduzem-se em:

  • Mais de 260 projetos aprovados
  • Mais de 1300 empregos qualificados criados
  • 19M€ em receita fiscal gerada
  • Mais de 900 interações com empresas
  • 33 pedidos de patente (10 concedidas)
  • 680 artigos científicos publicados

Os dois painéis da tarde contaram com a participação de empresas, parceiros e entidades gestoras, que refletiram sobre o impacto gerado até ao momento e apresentaram propostas para maximizar o contributo dos CoLAB no longo prazo, tanto na economia como na sociedade portuguesa.

Numa altura em que se discutem as opções de financiamento base para os CoLABs, este evento é de capital importância. A área da proteção das culturas, em particular, precisa de mais investimento na inovação. Realizar este evento foi importante para trazer ao debate este assunto que é urgente e de grande importância estratégica.

O InPP esteve também presente na área de exposição, recebendo visitas de peso, incluindo o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, o Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, a Secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, a Presidente da FCT, Madalena Alves, o Presidente da Agência Nacional de Inovação, António Grilo, o Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos e a Diretora Executiva da Ciência Viva, Ana Noronha.

Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira



O InnovPlantProtect (InPP) promoveu, no passado dia 11 de junho, o seminário “Seis anos de inovação: O caminho dos CoLABs para o futuro dos setores agrícola e agroalimentar”, no âmbito da Feira Nacional da Agricultura (FNA), em Santarém.

O evento reuniu, pela primeira vez de forma expressiva, seis Laboratórios Colaborativos (CoLABs) com intervenção direta nos setores agrícola e agroalimentar: InnovPlantProtect, CoLAB4Food, FeedInov CoLAB, Food4Sustainability, MORE CoLAB e SmartFarmCoLAB.

O programa incluiu duas mesas-redondas. Na primeira, dedicada ao tema “Inovação em Ação: Os Resultados e Impactos dos CoLABs na Agricultura e Agroalimentação”, participaram representantes de cada CoLAB, que apresentaram casos de sucesso e projetos desenvolvidos, com destaque para a intervenção do gestor de inovação do InnovPlantProtect, Paulo Madeira, que partilhou os resultados alcançados pelo InPP no desenvolvimento de soluções para uma agricultura mais sustentável.

A segunda mesa-redonda, sob o tema “Parcerias para o Futuro: Como os CoLABs Estão a Impulsionar a Inovação no Setor Agrícola e Agroalimentar”, contou com a participação de empresas e associações parceiras, que evidenciaram a importância da colaboração com os CoLABs. Entre os intervenientes esteve Pedro Viterbo, gerente da Fertiprado, parceiro do InnovPlantProtect, acompanhado por representantes das entidades Sense Test, Associação Portuguesa Dos Industriais De Alimentos Compostos Para Animais (IACA), Building Global Innovators (BGI), DEIFIL Technology e TeroMovigo.

O seminário encerrou com um momento de reflexão conjunta, que contou com intervenções de todos os diretores executivos dos CoLABs presentes, incluindo o diretor executivo do InnovPlantProtect, António Saraiva, que sublinharam a importância da cooperação e da articulação estratégica entre os Laboratórios Colaborativos, reforçando o compromisso coletivo com a inovação e o desenvolvimento sustentável dos setores agrícola e agroalimentar.

Ao longo do seminário, ficou patente a relevância das sinergias entre ciência, inovação e mercado, bem como a necessidade de reforçar o financiamento e garantir condições para a continuidade e o crescimento destes Laboratórios Colaborativos, cujos impactos já são visíveis no ecossistema agrícola e agroalimentar nacional.

Este encontro constituiu um importante momento de partilha de experiências e de reforço do trabalho colaborativo, traçando um caminho conjunto para um futuro mais competitivo, sustentável e inovador para a agricultura e agroalimentar em Portugal.

O InnovPlantProtect (InPP) promove o seminário “Seis anos de inovação: O caminho dos CoLABs para o futuro dos setores agrícola e agroalimentar”, já no próximo dia 11 de junhoa partir das 09h30 e até às 11h00, no palco central no Espaço InsectERA, localizado nos Claustros Centrais no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém.

O seminário pretende apresentar os resultados práticos e o impacto real de seis Laboratórios Colaborativos (CoLABs) em Portugal – InnovPlantProtect, Colab4Food, FeedInov, Food4Sustainability, MORE e SmartFarmCoLAB. Estas infraestruturas de interface são pilares essenciais do Sistema Nacional de Inovação (SNI) e têm um papel crescente e essencial nas dinâmicas de inovação para a agricultura e a agroalimentar.

O evento contará com a participação de elementos das equipas e de parceiros de cada um dos CoLABs, que falarão da sua visão em relação às mais valias destas entidades de interface e inovação, do ponto de vista de quem colabora diretamente com elas.

A iniciativa, que se insere na Feira Nacional da Agricultura (FNA) 2025, que este ano tem como tema “Biosoluções”, e será o palco para explorar as inovações que estão a moldar o futuro do setor, reúne diferentes representantes do ecossistema de inovação, para mostrar o papel dos CoLAB no estímulo à transferência de conhecimento e disponibilização de inovação para a agricultura e a agroalimentar em Portugal, criação de valor e de fixador de recursos humanos altamente qualificados no território nacional.

Conheça o programa completo na imagem abaixo.

As inscrições para o evento são gratuitas, mas obrigatórias devido à capacidade limitada do espaço. Garanta a sua presença preenchendo o formulário disponível aqui.

Contamos com a sua presença para uma manhã de partilha e debate sobre o futuro da inovação nos setores agrícola e agroalimentar!

EVENTOS

Inseto vetor da Xylella é atraído ou repelido por diferentes plantas aromáticas consoante o sexo do adulto e a distância a que se encontra da fonte de óleos essenciais.

Lavandula angustifolia Foto: JLPC/ Wiki

Já se sabia que a nefasta Xylella fastidiosa “gostava” de Lavandula spp.; afinal, foi numa planta de alfazema que a presença da bactéria em Portugal foi confirmada pela primeira vez, em janeiro de 2019. Uma equipa de cientistas concluiu entretanto que os machos do inseto vetor da Xylella na Europa são atraídos, a longa distância, pelos óleos essenciais da alfazema.

“O controlo sustentável dos vetores é uma parte essencial das estratégias de gestão de pragas”, recordam os responsáveis pelo projeto europeu XF-ACTORS. Os resultados do estudo citado podem contribuir para o desenvolvimento de abordagens e ferramentas inovadoras, alternativas ao uso de pesticidas sintéticos, para o controlo do inseto Philaenus spumarius, vetor da Xylella fastidiosa na Europa – essencial para controlar a disseminação da bactéria.

A equipa verificou que o sistema olfativo periférico do P. spumarius capta os compostos orgânicos voláteis presentes nos óleos essenciais do pelargónio (também chamado entre nós gerânio ou sardinheira) Pelargonium graveolens, da Cymbopogon nardus (parente da erva-príncipe), que produz a citronela, e da Lavandula angustifolia (antes officinalis), a alfazema. Mas o efeito desta deteção depende da “dose” e da distância.

A qualquer distância, tanto a alfazema como o pelargónio repeliram as fêmeas. Já os machos foram atraídos pelo gerânio e repelidos pela citronela. A curta distância, tanto a alfazema como a citronela se mostraram repelentes tanto para fêmeas como machos.

Pode consultar o artigo científico original aqui.

In celebration of the International Day of Women and Girls in Science, some of InnovPlantProtect’s women researchers share the reasons they became scientists.

“I became a scientist for the thrill of being able to discover something new every day and a plant scientist in particular with the dream of producing plants resistant to pathogens, avoiding the need for chemical pesticides. A win-win solution to reduce the environmental impacts of agriculture and the production costs to small farmers.”

Cristina Azevedo, PhD researcher, Head of the New Biopesticides Department

“Ever since I was a child, I always felt drawn to nature, particularly at the beach, where I would explore sea life, but also at my grandparents’ vegetable garden, where I loved to play. The fact that my mother is really passionate about nature, particularly about plants and birds, also played a role when I decided to apply for Biology. On top of that, there’s my desire to understand the world around me; being a scientist allows me to ask questions and work towards an answer, and that moment when you discover something new in the lab is still beyond thrilling.”

Cláudia Rato da Silva, PhD researcher, Protection of Specific Crops Department

“I have had a passion for technology and science since childhood, so I decided to pursue my career in a computer science discipline in which Artificial Intelligence is one the great research fields, which could help to solve complex problems of nearly every field. ‘The human brain cannot deal with terabytes but Machine Learning can!’ Hence I was inspired to do research in this field.”

Manisha Sirsat, PhD researcher, Department of Data Management and Risk Analysis

Cláudia Almeida Silva
Cátia Patrício
Ana Cláudia Silva

“When I was younger, I used to ask my parents ‘Why this happens?’ or ‘Why this works the way it does?’ Most of the questions were ‘Why?’ and my parents didn’t know how to answer, so they encouraged me to go look for it. From then on, I didn’t ask my parents anymore. I would search for the answer. That feeling did not disappear as I grew up. So, during my school years, I always searched for the answer to the question ‘Why?’. When I was in 12th grade, I had to choose my college degree and it was very difficult to choose between all the available courses, but I knew that it would be related to science, because 99% of the questions that you ask, Science can answer it. And that was the moment that I decided to become a scientist – to search for the answers to my questions. Science is a part of our life, Science is in everything, with Science you can change the world.”

Cláudia Almeida Silva, MSc researcher, Department of New Formulations and Matrices for the Application of Biopesticides

“I decided to become a scientist when my father got sick, and I knew that I should contribute to science to help answer the questions that still had no answers. This profession showed me that there are many things that we already know but, on the other hand, there is much more that we need to discover and learn. The idea that small discoveries that you can make can lead to the solution of big problems is gratifying to me.”

Cátia Patrício, MSc Researcher, Department of New Biopesticides

“As an undergraduate, I started collaborating in a Nematology laboratory at the University where I was studying. There began my passion for science, and particularly for phytopathology. Since then, I have been gaining more knowledge and working in this topic, and it is a great pleasure for me to be able to keep on following this career at the InnovPlantProtect CoLab, with such a prodigious team of women and men scientists.”

Ana Cláudia Silva, MSc Researcher, Department of New Biopesticides

“I didn’t always want to become a scientist. One thing I did know was that I had been forever fascinated with my surroundings, nature at its finest. And there was this random driving force that made me question things, as though I felt an overwhelming need to pursue all the answers.  Why is everything the way it is? Why is that leaf falling from the tree? Questioning, and an overall endless curiosity, that’s what made me become ‘sort-of-a-scientist’”.

Maria Miguel Pires, MSc Researcher, Department of New Biopesticides

“Since childhood, I have always been fascinated with nature, how plants survive on rainy days, how the dough rises, how the grape juice that I could drink turns into something that I was not allowed to… at the end of the day, how life makes sense! So, I wanted to know more and more, and that curiosity made me pursue life sciences.”

Diana Pimentel, PhD researcher/ Biostatistics Technician, Department of Data Management and Risk Analysis

“Isn’t it fascinating how the tiniest organisms can affect a whole ecosystem? And, even more so, to understand how they work and how we can fight or improve them? This feeling was what made me pursue a scientific career. Science is non-stop challenges but is also non-stop knowledge and progress.”

Jordana Branco, MSc researcher, Department of New Biopesticides

Diana Sousa

“I have always loved nature and helping people, in order to always contribute to a more sustainable world and better health for all people. I confess that I was also fascinated by the investigation, due to CSI. Ahahah And that´s why I became a scientific researcher, always ready to promote a better world.”

Diana Sousa, MSc researcher, Department Protection of Specific Crops

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O XfSTOP visa desenvolver uma solução para proteger o olival contra a bactéria Xylella fastidiosa. O projeto é liderado pelo Departamento de Novos Biopesticidas do InnovPlantProtect – Departamento 1, dirigido pela investigadora Cristina Azevedo.

A equipa está agora a iniciar o trabalho de laboratório, com o objetivo de tentar isolar péptidos (pequenos aminoácidos) inibidores do crescimento do agente patogénico bacteriano Xylella fastidiosa. “Estabelecemos colaboração com investigadores em diferentes países, através dos quais obtivemos DNA genómico de diferentes isolados [estirpes] de Xylella, e estamos em vias de isolar os genes que codificam para as proteínas de virulência contra as quais queremos selecionar os péptidos”, explica Cristina Azevedo.

Isolamento de gene de Xylella fastidiosa (estirpe LM10)

A diretora do Dep. 1 adianta que a equipa está igualmente “a dar início ao isolamento de endófitos [organismos que vivem no interior de um hospedeiro] bacterianos presentes no xilema de variedades de oliveira cultivadas na região do Alentejo (Cobrançosa e Arbequina) e de uma variedade italiana que é resistente à Xylella (Leccino), provenientes da Herdade de Reguengo, pertencente ao INIAV, polo de Elvas”.

O acrónimo do projeto, XfSTOP, representa “Abordagem integrada à gestão da doença para o biocontrolo da Xylella fastidiosa nas oliveiras”. A oliveira tem uma enorme importância económica em Portugal, em particular no Alentejo. O biopesticida a desenvolver utilizará um micro-organismo capaz de coexistir no mesmo ambiente da Xylella, no interior da planta, para que produza um composto biológico capaz de eliminar a bactéria. Este mecanismo será sustentável, amigo do ambiente e não tóxico.

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