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O InnovPlantProtect (InPP) viu recentemente aprovada uma candidatura apresentada ao aviso COMPETE2030-2024-6 – Ações Coletivas – Transferência do conhecimento científico e tecnológico – BioLivingLABS – Bioeconomia ao serviço da sustentabilidade dos territórios do interior, liderada pelo MORE CoLAB – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, Associação, em parceria com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e o AQUAVALOR.

O BioLivingLABS visa promover a valorização económica dos resultados de investigação e desenvolvimento (I&D) obtidos por várias instituições do Norte, Centro e Alentejo. Para isso, criará uma rede de demonstração experimental, os chamados Living Labs, nos polos de inovação de Mirandela, Douro, Covilhã e Elvas. Além disso, serão desenvolvidas ações de demonstração, workshops, um catálogo de inovação do interior e formação sobre proteção de propriedade intelectual com o objetivo de incentivar a incorporação de soluções inovadoras nos setores empresariais dessas regiões.

Com início previsto para outubro, e com uma duração de 24 meses, o projeto conta com um investimento total elegível superior a 740 mil euros, financiado pelo COMPETE2030 – Programa Temático Inovação e Transição Digital. Para o InPP, este projeto é uma oportunidade estratégica para reforçar a sua missão como centro de valorização e transferência de tecnologia, impulsionando a aplicação prática do conhecimento científico para promover o desenvolvimento sustentável.

Esta iniciativa confirma o compromisso do InPP com a inovação aberta e sustentável, integrando ciência, tecnologia e desenvolvimento regional para responder aos desafios e potencialidades do interior do país.

No dia 18 de setembro, o diretor executivo do InnovPlantProtect (InPP), António Saraiva, a diretora do Departamento de Novos Biopesticidas, Cristina Azevedo, e o investigador Luís Grilo marcaram presença no Dia Aberto “Os Cereais do Baixo Mondego”, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro), na Unidade Experimental do Bico da Barca, em Montemor-o-Velho.

O evento destacou as mais recentes inovações do Polo de Inovação de Coimbra, desde novas tecnologias aplicadas ao milho e ao arroz, até estratégias de fertilização, proteção e uso de bioestimulantes nestas culturas-chave do Baixo Mondego.

A nossa equipa acompanhou ainda ensaios com biofungicidas, incluindo o produto I21, desenvolvido com o nosso laboratório colaborativo, no combate à piriculariose em duas variedades de arroz, que está a ser patenteado.

Em entrevista à Revista Voz do Campo, Cristina Azevedo partilhou o trabalho que temos vindo a desenvolver na área das biosoluções.

(Re)veja a entrevista aqui.

Créditos de imagens: InnovPlantProtect e Revista Voz do Campo

O milho continua a ser a cultura arvense mais importante em Portugal, com um peso significativo na segurança alimentar e na indústria agroalimentar nacional. Envolvendo milhares de produtores e movimentando dezenas de milhões de euros por ano, a fileira enfrenta hoje desafios cada vez mais complexos no plano fitossanitário.

Entre pragas já conhecidas e doenças emergentes, destacam-se riscos que vão desde a lagarta-do-cartucho até ao Vírus do Nanismo Rugoso do Milho (MRDV), cuja presença tem aumentado em território nacional. Este vírus, transmitido pela cigarrinha do milho, pode comprometer de forma séria a produção, e encontra nas alterações climáticas condições cada vez mais favoráveis à sua disseminação.

No entanto, não é apenas o MRDV que preocupa. Estão a surgir novas ameaças que exigem vigilância, como o coleóptero Diabrotica virgifera ou o vírus MDMV (Maize Dwarf Mosaic Virus), já detetados em países vizinhos, e ainda infestantes tóxicas, como a figueira-do-inferno (Datura stramonium), que além de impactarem a produtividade representam riscos de saúde pública.

Perante esta realidade, a resposta passa por estratégias integradas e sustentáveis, combinando:

  • rotação de culturas e boas práticas agrícolas;
  • uso criterioso de inseticidas, para evitar resistências e impactos ambientais;
  • variedades resistentes ou tolerantes, sempre que disponíveis;
  • investigação e inovação tecnológica, incluindo novas ferramentas digitais de deteção precoce.

Como sublinha o investigador do InnovPlantProtect, Nuno Faria, no artigo intitulado “As principais pragas e doenças emergentes da cultura do milho em Portugal”, disponível na edição de Agosto da Revista Voz do Campo: “O panorama fitossanitário do milho em Portugal exige uma vigilância contínua, investimento em investigação e aplicação de estratégias integradas e sustentáveis, capazes de responder a uma realidade cada vez mais dinâmica e imprevisível.”

Para conhecer em detalhe os principais riscos atuais e medidas de mitigação, leia o artigo completo publicado na edição de agosto da Revista Voz do Campo (págs. 88-89), disponível nas bancas e online.

EVENTOS

O InnovPlantProtect (InPP) participou na segunda edição do Curso de Verão de Biotecnologia de Plantas, promovido pelo Centro de Informação de Biotecnologia (CiB), que aconteceu entre os dias 10 e 13 de julho, na cidade de Coimbra, com o mote a inovação para a sustentabilidade.

O InPP fez-se representar com a presença do diretor executivo do Innovplantprotect, Pedro Fevereiro, e a diretora do departamento de Proteção de Culturas Específicas, Sandra Correia, que estiveram como oradores na sessão teórica intitulada “Cultura de células para a produção de metabolitos”, que decorreu na manhã do dia 11 de julho, e no dia 12 de julho, penúltimo dia do evento, arrancou com a intervenção do diretor executivo focada no tema “O setor da biotecnologia verde em Portugal”.

O objetivo deste Curso de Verão, que conta também com o apoio do Centro de Ecologia Funcional (CEF) do Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra (UC), é divulgar as diferentes áreas da biotecnologia de plantas e o impacto que as ferramentas biotecnológicas podem ter na mitigação dos efeitos das alterações climáticas, bem como na produção de alimentos, com vista a assegurar a segurança alimentar.

Saiba mais na página do evento.

©CiB – Centro de Informação de Biotecnologia

A Comissão Nacional de Acompanhamento (CNA) do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) deslocou-se ao território do Alto Alentejo, no passado dia 4 de julho, para fazer um ponto de situação sobre a implementação dos projetos financiados pelo PRR na região e auscultar os diversos beneficiários finais sobre as suas preocupações, dificuldades e sugestões.

A reunião no InnovPlantProtect (InPP), seguida de uma visita guiada às instalações, visou o acompanhamento do projeto Missão Interface, financiado pelo PRR, destinado a garantir o financiamento público de base para o laboratório colaborativo (CoLAB), bem como dos projetos “+Valorcer – Valorizamos a organização da produção de cereais” e “SNM_XylellaVt – Sistema Nacional de Monitorização de Insetos Vetores da Xylella fastidiosa“, liderados pelo InPP, e dos projetos Pacto de Bioeconomia Azul e InsectERA, nos quais o CoLAB é parceiro.

A par disto também foi possível apresentar ao Presidente da CNA, Pedro Dominguinhos, a investigação científica e a inovação desenvolvida pelos cinco departamentos ao longo dos quatro anos de existência do CoLAB, alinhar estratégias para futuras candidaturas ao PRR, bem como evidenciar as mais-valias que o InPP está a trazer ao nível da fixação de postos de trabalho na região.

A comitiva teve ainda a possibilidade de conversar com alguns dos nossos investigadores sobre a sua carreira, o seu percurso académico e científico por várias universidades nacionais e estrangeiras, e ficar a conhecer o que os levou a mudarem-se para a cidade de Elvas.

Para além deste projeto, foram abordadas outras candidaturas já apresentadas ao PRR, com relevância para o território e que ainda aguardam aprovação, e adiantada a intenção de submissão de outras que se encontram em fase de elaboração.

O diretor executivo do InPP, Pedro Fevereiro, bem como os diretores de departamento, Cristina Azevedo, Sandra Correia, Ricardo Ramiro, iLaria Marengo e David Learmonth, receberam a comitiva.

No dia 5, o InnovPlantProtect (InPP) esteve presente no Ciência 2023 – Encontro com a Ciência e Tecnologia em Portugal, que contou com a participação de Pedro Fevereiro, diretor executivo do InPP, na sessão “Inovação, sustentabilidade e segurança alimentar: qual o posicionamento e o roadmap dos CoLABs do sector Agro?”, que decorreu pela primeira vez na cidade de Aveiro.

A sessão reuniu os laboratórios colaborativos (CoLABs) da área da Agricultura – o InPP, o FeedInov CoLab, o Food4Sustainability, o SmartFarmCoLAB e o CoLAB VINES&WINES -, para juntos debaterem quais os percursos tecnológicos e estratégicos que os CoLABs têm definido para dar respostas às necessidades e exigências do setor agrícola.

A Sessão foi estruturada tendo um “Keynote speaker” internacional, seguida de uma mesa-redonda moderada por um(a) jornalista, com a presença dos 5 CoLabs e abertura da discussão ao público assistente. Dos resultados esperados relevou-se a identificação das inovações em progresso e o entendimento e eventual ajuste das linhas estratégicas desenvolvidas e a desenvolver, bem como uma maior eficiência na interação entre os Colabs da área da Agricultura.

A iniciativa, que reuniu peritos e investigadores de diferentes áreas científicas, contou com a participação do Primeiro Ministro, António Costa, e com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, do ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, e da ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes. O Encontro foi encerrado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A edição de 2023 do Encontro Ciência decorreu entre os dias 5 e 7 de julho, em Aveiro, no Campus Universitário de Santiago da Universidade de Aveiro, e foi dedicada ao tema “Ciência e o Oceano Para Além do Horizonte”, sendo focado no oceano e águas.

O Encontro Ciência é o maior evento anual na área da ciência e da tecnologia em Portugal, promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) em colaboração com a Agência Nacional de Cultura Científica e Tecnológica – Ciência Viva e, este ano, também com a Universidade de Aveiro. A iniciativa conta ainda com o apoio institucional da Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.

As instituições de I&D nacionais, nomeadamente unidades de I&D FCT, CoLABs, Laboratórios Associados e Laboratórios de Estado, todos os anos participam ativamente no programa científico do Encontro Ciência, através da participação nas múltiplas sessões temáticas paralelas, demonstrações de atividades de I&D e de pósteres dos estudantes de doutoramento.

Mais informações sobre a iniciativa aqui.