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O InnovPlantProtect (InPP) marcou presença na reunião de lançamento do projeto BioLivingLABS – Bioeconomia ao Serviço da Sustentabilidade dos Territórios do Interior, que teve lugar no dia 1 de outubro, na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB).

Financiado pelo COMPETE 2023, o projeto BioLivingLABS, liderado pelo MORE CoLAB – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, conta com a parceria do InPP, do IPCB, do AQUAVALOR e do Instituto Politécnico de Bragança (IPB).

Este projeto tem como missão valorizar os territórios de baixa densidade do Norte, Centro e Sul do país, demonstrando e potenciando economicamente o trabalho desenvolvido pelos parceiros — através da criação, demonstração e aplicação de produtos, processos e serviços resultantes da investigação conjunta.

Serão criados quatro laboratórios vivos (Living Labs) nos polos de inovação de Mirandela, Douro, Covilhã e Elvas, que pretendem promover:

  • a transferência de conhecimento;
  • a demonstração tecnológica;
  • o roadmapping estratégico e
  • a proteção da propriedade intelectual.

O BioLivingLABS reforça a ligação entre academia, empresas e sociedade, impulsionando a inovação e a sustentabilidade.

Impacto esperado:
Ao longo de 24 meses, e com os Living Labs dedicados a setores como olival e azeite, vinha e vinho, frutas e cereais, leguminosas, entre outros, o projeto contribuirá para:

  • aumentar a competitividade regional;
  • promover práticas sustentáveis e
  • responder aos desafios ambientais, sociais e económicos dos territórios do interior.

Mais novidades acerca deste novo projeto em breve.

No dia 25 de setembro, o InnovPlantProtect (InPP) marcou presença na Exposição Nacional dos Projetos do Pacto da Bioeconomia Azul, que decorreu no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, para a sessão expositiva do projeto Algae Vertical, liderado pela PhytoBloom by Necton.

O InPP, líder do subprojecto 6 – Agricultura, foi representado pela diretora de departamento, Cristina Azevedo, e pelo diretor executivo, António Saraiva, que deram a conhecer algumas das novas biossoluções à base de algas que a nossa equipa e os parceiros estão a desenvolver.

Foram mais de 300 participantes e 80 entidades entre empresas, centros de investigação e decisores políticos. A Conferência de Abertura contou com a presença do Presidente do Conselho Geral e de Supervisão da Inovamar, José Soares dos Santos, e mesas redondas sobre o futuro da economia azul em Portugal.

O Algae Vertical explora o potencial biotecnológico das algas em setores tão diversos como a alimentação, cosmética, farmacêutica, agricultura e energia.

Saiba mais sobre o Projeto Algae Vertical aqui

O InnovPlantProtect (InPP) viu recentemente aprovada uma candidatura apresentada ao aviso COMPETE2030-2024-6 – Ações Coletivas – Transferência do conhecimento científico e tecnológico – BioLivingLABS – Bioeconomia ao serviço da sustentabilidade dos territórios do interior, liderada pelo MORE CoLAB – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, Associação, em parceria com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e o AQUAVALOR.

O BioLivingLABS visa promover a valorização económica dos resultados de investigação e desenvolvimento (I&D) obtidos por várias instituições do Norte, Centro e Alentejo. Para isso, criará uma rede de demonstração experimental, os chamados Living Labs, nos polos de inovação de Mirandela, Douro, Covilhã e Elvas. Além disso, serão desenvolvidas ações de demonstração, workshops, um catálogo de inovação do interior e formação sobre proteção de propriedade intelectual com o objetivo de incentivar a incorporação de soluções inovadoras nos setores empresariais dessas regiões.

Com início previsto para outubro, e com uma duração de 24 meses, o projeto conta com um investimento total elegível superior a 740 mil euros, financiado pelo COMPETE2030 – Programa Temático Inovação e Transição Digital. Para o InPP, este projeto é uma oportunidade estratégica para reforçar a sua missão como centro de valorização e transferência de tecnologia, impulsionando a aplicação prática do conhecimento científico para promover o desenvolvimento sustentável.

Esta iniciativa confirma o compromisso do InPP com a inovação aberta e sustentável, integrando ciência, tecnologia e desenvolvimento regional para responder aos desafios e potencialidades do interior do país.

EVENTOS

Inseto vetor da Xylella é atraído ou repelido por diferentes plantas aromáticas consoante o sexo do adulto e a distância a que se encontra da fonte de óleos essenciais.

Lavandula angustifolia Foto: JLPC/ Wiki

Já se sabia que a nefasta Xylella fastidiosa “gostava” de Lavandula spp.; afinal, foi numa planta de alfazema que a presença da bactéria em Portugal foi confirmada pela primeira vez, em janeiro de 2019. Uma equipa de cientistas concluiu entretanto que os machos do inseto vetor da Xylella na Europa são atraídos, a longa distância, pelos óleos essenciais da alfazema.

“O controlo sustentável dos vetores é uma parte essencial das estratégias de gestão de pragas”, recordam os responsáveis pelo projeto europeu XF-ACTORS. Os resultados do estudo citado podem contribuir para o desenvolvimento de abordagens e ferramentas inovadoras, alternativas ao uso de pesticidas sintéticos, para o controlo do inseto Philaenus spumarius, vetor da Xylella fastidiosa na Europa – essencial para controlar a disseminação da bactéria.

A equipa verificou que o sistema olfativo periférico do P. spumarius capta os compostos orgânicos voláteis presentes nos óleos essenciais do pelargónio (também chamado entre nós gerânio ou sardinheira) Pelargonium graveolens, da Cymbopogon nardus (parente da erva-príncipe), que produz a citronela, e da Lavandula angustifolia (antes officinalis), a alfazema. Mas o efeito desta deteção depende da “dose” e da distância.

A qualquer distância, tanto a alfazema como o pelargónio repeliram as fêmeas. Já os machos foram atraídos pelo gerânio e repelidos pela citronela. A curta distância, tanto a alfazema como a citronela se mostraram repelentes tanto para fêmeas como machos.

Pode consultar o artigo científico original aqui.

In celebration of the International Day of Women and Girls in Science, some of InnovPlantProtect’s women researchers share the reasons they became scientists.

“I became a scientist for the thrill of being able to discover something new every day and a plant scientist in particular with the dream of producing plants resistant to pathogens, avoiding the need for chemical pesticides. A win-win solution to reduce the environmental impacts of agriculture and the production costs to small farmers.”

Cristina Azevedo, PhD researcher, Head of the New Biopesticides Department

“Ever since I was a child, I always felt drawn to nature, particularly at the beach, where I would explore sea life, but also at my grandparents’ vegetable garden, where I loved to play. The fact that my mother is really passionate about nature, particularly about plants and birds, also played a role when I decided to apply for Biology. On top of that, there’s my desire to understand the world around me; being a scientist allows me to ask questions and work towards an answer, and that moment when you discover something new in the lab is still beyond thrilling.”

Cláudia Rato da Silva, PhD researcher, Protection of Specific Crops Department

“I have had a passion for technology and science since childhood, so I decided to pursue my career in a computer science discipline in which Artificial Intelligence is one the great research fields, which could help to solve complex problems of nearly every field. ‘The human brain cannot deal with terabytes but Machine Learning can!’ Hence I was inspired to do research in this field.”

Manisha Sirsat, PhD researcher, Department of Data Management and Risk Analysis

Cláudia Almeida Silva
Cátia Patrício
Ana Cláudia Silva

“When I was younger, I used to ask my parents ‘Why this happens?’ or ‘Why this works the way it does?’ Most of the questions were ‘Why?’ and my parents didn’t know how to answer, so they encouraged me to go look for it. From then on, I didn’t ask my parents anymore. I would search for the answer. That feeling did not disappear as I grew up. So, during my school years, I always searched for the answer to the question ‘Why?’. When I was in 12th grade, I had to choose my college degree and it was very difficult to choose between all the available courses, but I knew that it would be related to science, because 99% of the questions that you ask, Science can answer it. And that was the moment that I decided to become a scientist – to search for the answers to my questions. Science is a part of our life, Science is in everything, with Science you can change the world.”

Cláudia Almeida Silva, MSc researcher, Department of New Formulations and Matrices for the Application of Biopesticides

“I decided to become a scientist when my father got sick, and I knew that I should contribute to science to help answer the questions that still had no answers. This profession showed me that there are many things that we already know but, on the other hand, there is much more that we need to discover and learn. The idea that small discoveries that you can make can lead to the solution of big problems is gratifying to me.”

Cátia Patrício, MSc Researcher, Department of New Biopesticides

“As an undergraduate, I started collaborating in a Nematology laboratory at the University where I was studying. There began my passion for science, and particularly for phytopathology. Since then, I have been gaining more knowledge and working in this topic, and it is a great pleasure for me to be able to keep on following this career at the InnovPlantProtect CoLab, with such a prodigious team of women and men scientists.”

Ana Cláudia Silva, MSc Researcher, Department of New Biopesticides

“I didn’t always want to become a scientist. One thing I did know was that I had been forever fascinated with my surroundings, nature at its finest. And there was this random driving force that made me question things, as though I felt an overwhelming need to pursue all the answers.  Why is everything the way it is? Why is that leaf falling from the tree? Questioning, and an overall endless curiosity, that’s what made me become ‘sort-of-a-scientist’”.

Maria Miguel Pires, MSc Researcher, Department of New Biopesticides

“Since childhood, I have always been fascinated with nature, how plants survive on rainy days, how the dough rises, how the grape juice that I could drink turns into something that I was not allowed to… at the end of the day, how life makes sense! So, I wanted to know more and more, and that curiosity made me pursue life sciences.”

Diana Pimentel, PhD researcher/ Biostatistics Technician, Department of Data Management and Risk Analysis

“Isn’t it fascinating how the tiniest organisms can affect a whole ecosystem? And, even more so, to understand how they work and how we can fight or improve them? This feeling was what made me pursue a scientific career. Science is non-stop challenges but is also non-stop knowledge and progress.”

Jordana Branco, MSc researcher, Department of New Biopesticides

Diana Sousa

“I have always loved nature and helping people, in order to always contribute to a more sustainable world and better health for all people. I confess that I was also fascinated by the investigation, due to CSI. Ahahah And that´s why I became a scientific researcher, always ready to promote a better world.”

Diana Sousa, MSc researcher, Department Protection of Specific Crops

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O XfSTOP visa desenvolver uma solução para proteger o olival contra a bactéria Xylella fastidiosa. O projeto é liderado pelo Departamento de Novos Biopesticidas do InnovPlantProtect – Departamento 1, dirigido pela investigadora Cristina Azevedo.

A equipa está agora a iniciar o trabalho de laboratório, com o objetivo de tentar isolar péptidos (pequenos aminoácidos) inibidores do crescimento do agente patogénico bacteriano Xylella fastidiosa. “Estabelecemos colaboração com investigadores em diferentes países, através dos quais obtivemos DNA genómico de diferentes isolados [estirpes] de Xylella, e estamos em vias de isolar os genes que codificam para as proteínas de virulência contra as quais queremos selecionar os péptidos”, explica Cristina Azevedo.

Isolamento de gene de Xylella fastidiosa (estirpe LM10)

A diretora do Dep. 1 adianta que a equipa está igualmente “a dar início ao isolamento de endófitos [organismos que vivem no interior de um hospedeiro] bacterianos presentes no xilema de variedades de oliveira cultivadas na região do Alentejo (Cobrançosa e Arbequina) e de uma variedade italiana que é resistente à Xylella (Leccino), provenientes da Herdade de Reguengo, pertencente ao INIAV, polo de Elvas”.

O acrónimo do projeto, XfSTOP, representa “Abordagem integrada à gestão da doença para o biocontrolo da Xylella fastidiosa nas oliveiras”. A oliveira tem uma enorme importância económica em Portugal, em particular no Alentejo. O biopesticida a desenvolver utilizará um micro-organismo capaz de coexistir no mesmo ambiente da Xylella, no interior da planta, para que produza um composto biológico capaz de eliminar a bactéria. Este mecanismo será sustentável, amigo do ambiente e não tóxico.

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