O InPP marcou presença no Encontro com orizicultores e técnicos(as) em Portugal, promovido pela EDAF, que decorreu no dia 5 de março, no Pólo de Inovação de Salvaterra de Magos, em Santarém.
A Diretora de Biosoluções do InPP, Cristina Azevedo, integrou o painel de oradores convidados, tendo apresentado a comunicação intitulada “A problemática da Pyricularia na cultura do arroz”. A apresentação incidiu sobre os principais desafios fitossanitários associados a esta doença, que continua a constituir uma das maiores ameaças à produção de arroz a nível mundial e também em Portugal.
O encontro reuniu produtores, técnicos e especialistas da fileira do arroz, proporcionando um espaço de partilha de conhecimento e debate sobre soluções atuais e em desenvolvimento para o controlo da piriculariose. Foram igualmente abordados outros temas relevantes para a sustentabilidade e produtividade da cultura, nomeadamente a gestão da fertilização.
A participação do InPP neste tipo de iniciativas reforça o compromisso da instituição com a inovação, a transferência de conhecimento e o desenvolvimento de soluções sustentáveis para a agricultura nacional.
O InPP agradece à EDAF e ao COTArroz o convite e a organização deste importante encontro, esperando que esta colaboração continue a fortalecer-se no futuro.
O projeto TomaBioTec arrancou em janeiro com o objetivo de desenvolver e validar soluções inovadoras que contribuam para uma produção de tomate de indústria mais sustentável, eficiente e alinhada com os desafios atuais do setor agroalimentar, através da integração de biotecnologia e tecnologias digitais.
A iniciativa visa avaliar, em condições reais de campo, a eficácia e a eficiência de uma biosolução com propriedades bioprotetoras e/ou bioestimulantes, desenvolvida pelo InnovPlantProtect (InPP), que poderá contribuir para melhorar a qualidade e a produtividade da cultura do tomate de indústria.
Os ensaios decorrem no Alentejo e na Extremadura espanhola e combinam métodos agronómicos tradicionais com tecnologias avançadas, como drones, sensores multiespectrais e modelos de inteligência artificial. Esta abordagem permite uma monitorização detalhada da saúde da cultura, da presença de pragas e doenças e do impacto do bioproduto ao longo de todo o ciclo produtivo.
O projeto “TomaBioTec: Novas soluções biológicas e digitais para a proteção e fertilização da cultura do tomate” é liderado pelo InPP, em colaboração com o Centro Tecnológico Nacional Agroalimentario Extremadura (CTAEX) e o Grupo Cordeiro, e foi selecionado como um dos vencedores da 7.ª edição do Programa Promove, da Fundação “la Caixa”, em parceria com o Banco BPI e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), na categoria de projetos-piloto inovadores.
Este projeto reforça a aposta em soluções biológicas e digitais como motores de uma agricultura mais sustentável, competitiva e baseada em evidência científica, com impacto direto para produtores e indústria.
O InnovPlantProtect (InPP) esteve presente no XVI Congresso Nacional do Milho, que integrou também o 2.º Encontro das Culturas Cerealíferas, organizado pela ANPROMIS, em colaboração com a ANPOC e a AOP. O evento decorreu nos dias 11 e 12 de fevereiro, no CNEMA, em Santarém, reunindo especialistas nacionais e internacionais para debater os principais desafios do setor.
António Saraiva, Diretor Executivo do InPP, participou no painel “Produção de Cereais: Que desafios técnicos se nos colocam?”, onde destacou o papel determinante da investigação na resposta aos desafios emergentes da produção cerealífera, num contexto de crescente pressão demográfica, ambiental e económica.
“É com orgulho que hoje, ao fim de sete anos, temos 28 investigadores a trabalhar a tempo inteiro nesta temática, dos quais 12 doutorados, com experiência em culturas como o arroz, que tem sido central no nosso trabalho”, afirmou, sublinhando o caráter multifuncional e internacional das equipas do InPP.
O responsável salientou ainda que o trabalho desenvolvido vai além do arroz, abrangendo também o milho, através de projetos em curso e novos grupos operacionais focados em problemas emergentes da cultura. Entre as iniciativas em destaque está uma candidatura ao Horizonte Europa centrada no desenvolvimento de variedades melhoradas e mais resilientes.
Para António Saraiva, a antecipação é chave para o sucesso: “Estes desafios não podem esperar muito tempo para serem discutidos ou resolvidos. Quanto mais cedo anteciparmos as questões, mais fáceis, eficazes e económicas serão as soluções.”
Num debate que assinalou também os 40 anos de integração de Portugal na Europa e o papel da Política Agrícola Comum na coesão da União Europeia, ficou clara uma mensagem transversal: “A alteração climática é a maior ameaça que temos.”
O InPP reafirma assim o seu compromisso com a inovação, a ciência e o desenvolvimento de soluções sustentáveis para o futuro das culturas cerealíferas.
O InnovPlantProtect (InPP) participa pela primeira vez na 56.ª edição da AGRO – Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação, que se realiza de 21 a 24 de março, no Altice Fórum de Braga. A feira profissional agrícola junta os principais agentes dos setores agrícola e agroalimentar, com o objetivo de promover o debate e a partilha de conhecimento sobre a economia circular, gestão de recursos naturais, passando pela inovação na produção agrícola e alimentar. O InPP estará presente com stand próprio que pretende ser um espaço de networking que dará a conhecer as soluções inovadoras de base biológica e digital que tem disponíveis para a proteção de culturas contra pragas e doenças.
Créditos das imagens: Altice Forum Braga
O laboratório colaborativo (CoLAB) vai receber os visitantes no stand n.º F88, entre as 10h00 e as 20h00, para dar a conhecer a sua atividade, os produtos e serviços de base biológica e digital concretos que têm para oferecer ao setor agrícola e ao mercado e os vários projetos em curso. Ao longo dos quatro dias da feira, alguns dos investigadores do InPP estão no stand para demonstrar aos visitantes as várias valências do CoLAB de Elvas, que tem desenvolvido inovação que espera contribuir para a sustentabilidade dos sistemas agrícolas.
Outros temas e serviços em destaque serão a análise de microbioma, o desenvolvimento de estratégias para a obtenção de plantas mais resistentes a pragas e doenças e de modelos de risco, os serviços de identificação e diagnóstico molecular, os serviços de estabelecimento e manutenção de plantas in vitro, os serviços de genotipagem de variedades de plantas, a aplicação da inteligência artificial e da análise de imagens de drone em montado para desenvolver ferramentas de deteção precoce de vários fungos, a monitorização e diagnóstico de pragas em diversas culturas, bem como da bactéria Xyllela fastidiosa, os sistemas de suporte à decisão baseados em SIG, entre muitos outros.
Para mais informações sobre a AGRO Braga, aceda aqui.
A AGRO, uma das maiores feiras do setor agrícola, a mais importante do Norte do país, e a única feira portuguesa a integrar a Eurasco – European Federation of Agricultural Exhibitions and Show Organizers, é promovida anualmente. No ano de 2023, a feira organizada pela InvestBraga – Agência para a Dinamização Económica e do Município de Braga, contou com mais de 200 expositores e recebeu a visita de mais de 45 mil visitantes.
Ricardo Pinheiro e os restantes candidatos do Partido Socialista (PS), pelo círculo eleitoral de Portalegre, à Assembleia da República, estiveram esta quarta-feira, 6 de março, de visita ao InnovPlantProtect (InPP), em Elvas, com o objetivo, não só de conhecerem as instalações e equipamentos tecnológicos do laboratório colaborativo, mas também de partilharem informações e trocarem ideias sobre como estão a decorrer os trabalhos da Agenda Mobilizadora InsectERA.
A comitiva foi recebida pelo diretor executivo do InPP, Pedro Fevereiro, e por Daniel Murta, diretor geral e presidente do Conselho de Administração da EntoGreen.
A visita teve início com uma conversa informal e descontraída entre todos/as os/as envolvidos/as. Daniel Murta fez a abertura da visita, começando por fazer a apresentação sumária da agenda mobilizadora, identificando os objetivos, bem como o compromisso entre as 42 entidades envolvidas, com objetivo principal de criar um novo setor bioindustrial em Portugal usando os insetos como ferramenta para o desenvolvimento de novos serviços e produtos em áreas como a alimentação animal e humana, indústria cosmética, ou dos bioplásticos e como ferramentas de biorremediação, através da criação de soluções de valorização de resíduos orgânicos.
O presidente do Conselho de Administração da EntoGreen, líder da agenda, enfatizou também o financiamento de 43 milhões de euros e a importância que esta terá para o distrito de Portalegre, para a região do Alentejo e para o país, destacando os 50 novos postos de trabalho que foram criados na região, no âmbito da agenda.
O CEO da EntoGreen adiantou que a agenda InsetERA “tem a ambição de fomentar a economia circular, alavancar o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras à base de insetos para o mercado e construir novas fábricas, que vão converter bagaço de azeitona em fertilizantes, proteínas e óleos, através da utilização de insetos”.
Recorde-se que o bagaço de azeitona é um subproduto poluente e preocupante para os produzores de azeite, que pode ser transformado em soluções nutricionais para plantas e animais. Daniel Murta prossegue com a com a descrição do processo: “E o melhor de tudo é que parte deste bagaço pode mesmo voltar ao solo que gerou as azeitonas, na forma de fertilizantes orgânicos que enriquecem o solo, fechando o ciclo de nutrientes que de outra forma seriam desperdiçados.”
O CEO da EntoGreen aproveitou a ocasião para apelar à continuação do trabalho conjunto com o governo para a execução da agenda e alertou ainda para o “repensar do prolongamento da data de conclusão” daquela, uma vez que a data estipulada, aquando da aceitação da candidatura do projeto, “pode colocar em causa o sucesso da Agenda”.
Já o diretor executivo do InPP começou por enfatizar a equipa de mais de 40 investigadores, de várias nacionalidades, que trabalham no laboratório colaborativo elvense e deu a conhecer a inovação em torno da proteção de plantas e os desafios que a agricultura enfrenta para reduzir o uso de insecticidas na agricultura nacional e europeia, como exigido pelo Pacto Ecológico Europeu (European Green Deal, na língua inglesa).
A comitiva seguiu para a estufa, recuperada no final do ano passado, onde foi recebida por Leonor Martins, investigadora do departamento de Proteção de Culturas Específicas do InPP, que explicou o trabalho que tem sido desenvolvido pela equipa para avaliar como é que estes produtos finais, que são derivados de insetos, produzem produtos de elevado valor, entre eles, para a proteção das plantas e dos solos.
O InPP lidera o eixo InFrass, um dos 9 eixos da Agenda, e que visa utilizar os insetos como ferramenta para a criação de novos fertilizantes orgânicos, sustentáveis e de elevada qualidade, adaptados aos desafios agrícolas do futuro.
A visita terminou com a visita aos laboratórios do CoLAB, nos quais foi possível conhecer Hamza Chammem, investigador do departamento de Formulações e Desenvolvimento de Processos, de origem tunísina, que se mudou com a família para Elvas, para começar a trabalhar no InPP. O Hamza está a desenvolver até ao nível de “proof of concept” ou protótipo, formulações para entregar agentes de proteção biológicos, destinados à proteção de culturas contra pragas e doenças.
Ricardo Pinheiro mostrou-se entusiasmado com as instalações e com o trabalho desenvolvido pela equipa do InPP no âmbito da InsectERA. O candidato considerou como “muito importante” a campanha do PS visitar o CoLAB e assegurou que este é um projeto de “valor acrescentado na economia local” e afirmou ainda ficar “muito satisfeito” por perceber que é possível, a partir do Alto Alentejo e de Elvas, neste caso, serem “desenhados projetos desta dimensão”.
A diretora do departamento de Novos Biopesticidas do InnovPlantProtect, Cristina Azevedo, participa no próximo “MED às 4as”, a 6 de março, uma mesa-redonda organizada pelo MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, com o tema “Da investigação à aplicação: o caminho do conhecimento desde as instituições de I&D até à Indústria”.
A mesa-redonda pretende aprofundar a compreensão dos caminhos de implementação da inovação tecnológica desenvolvida nas instituições públicas e privadas de forma que no futuro possamos otimizar os processos associados aos pedidos de proteção e manutenção dos direitos de propriedade intelectual e industrial. A ideia é contribuir para que os investigadores possam explorar o potencial comercial das suas ideias e resultados, fazer contactos com a indústria, e expandir o impacto da pesquisa promovendo a transição das suas descobertas e invenções do laboratório e do campo para os benefícios da vida real.
Para além de Cristina Azevedo, a mesa-redonda juntará ainda Vanda Rebelo, chefe da Divisão de Gestão de Atividades Científicas da Universidade de Évora, Bruno Medronho, investigador do MED na Universidade do Algarve, e Susana Filipe, diretora executiva do Laboratório Associado CHANGE, especialistas nas diversas áreas da tecnologia, desde a investigação, à produção e licenciamento de patentes para explorar a estratégia de construir uma ligação eficaz entre a inovação e a utilidade, que revigore a transferência de conhecimento entre a universidade, a indústria e a sociedade. A moderação ficará a cargo de Patrick Materatski, investigador do MED.
A sessão decorre presencialmente na Sala de Conferências do Pólo da Mitra, na Universidade de Évora, entre as 14h e 15h, mas também é possível assistir via Zoom.
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