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InPP participa no Dia de Campo InovMilho’26 com intervenção sobre o vírus do nanismo no milho

A participação do investigador Nuno Faria, da subárea de Monitorização Inteligente de Pragas e Doenças, centrou-se nos desafios associados ao vírus do nanismo e no trabalho desenvolvido pelo InPP para compreender a sua ocorrência, acompanhar os seus vetores e contribuir para estratégias de proteção mais eficazes.

O InnovPlantProtect (InPP) esteve presente no Dia de Campo InovMilho’26, organizado pela ANPROMIS, que decorreu no passado dia 2 de setembro, na Estação Experimental António Teixeira (INIAV), em Coruche.

O investigador do InPP Nuno Faria, da subárea de Monitorização Inteligente de Pragas e Doenças, participou como orador na sessão “Produção de milho em Portugal: que condicionantes e oportunidades se nos colocam?”, com uma intervenção dedicada ao tema “Vírus do nanismo: como minimizar os seus impactos?”.

Compreender a ocorrência do vírus no território

A ocorrência e dispersão de agentes causadores de doenças na cultura do milho constituem um dos desafios que o InPP procura compreender através da monitorização e análise das populações presentes no território nacional.

Neste âmbito, a equipa está a estudar a prevalência do vírus do nanismo nas populações de milho, acompanhando a sua ocorrência numa área que se estende desde a região de Coimbra até ao Alentejo.

Este trabalho permite recolher informação sobre a distribuição do vírus e contribuir para um conhecimento mais aprofundado da sua presença na cultura do milho em diferentes regiões.

Monitorizar os vetores para antecipar a dispersão

Para além da presença do vírus, a investigação do InPP incide também sobre as dinâmicas populacionais dos seus vetores.

O acompanhamento destas populações ao longo dos anos permitirá identificar tendências e padrões na sua ocorrência. A informação obtida poderá, posteriormente, contribuir para o desenvolvimento de modelos preditivos capazes de apoiar a compreensão da dispersão do vírus no território.

A possibilidade de antecipar onde e quando poderão surgir condições favoráveis à disseminação do vírus poderá contribuir para uma abordagem mais preventiva à proteção da cultura.

Identificar variedades menos suscetíveis

Paralelamente, a equipa do InPP está interessada em identificar variedades de milho menos suscetíveis ao vírus, procurando compreender quais poderão apresentar menor impacto perante a sua presença.

A identificação de materiais vegetais com menor suscetibilidade poderá constituir uma componente importante de futuras estratégias de proteção, complementando outras medidas de monitorização e gestão.

O trabalho desenvolvido pelo InPP nesta área procura, assim, conjugar monitorização, conhecimento epidemiológico e identificação de soluções que possam contribuir para uma gestão mais eficaz dos problemas fitossanitários na cultura do milho.

Um espaço de encontro entre ciência e setor produtivo

O Dia de Campo InovMilho’26 reuniu cerca de 260 participantes de todo o país, proporcionando um espaço de encontro e partilha entre a comunidade científica e académica, o setor produtivo e as empresas ligadas à fileira do milho.

Ao longo da iniciativa foram apresentadas técnicas, tecnologias e trabalhos de investigação relacionados com os desafios e oportunidades da cultura do milho em Portugal, promovendo a transferência de conhecimento e a criação de sinergias entre diferentes intervenientes do setor.

A participação do InPP nesta iniciativa permitiu dar a conhecer o trabalho que está a ser desenvolvido na área da monitorização inteligente de pragas e doenças, reforçando a importância da investigação aplicada para responder aos desafios fitossanitários que se colocam à agricultura nacional.

O InPP agradece à sua associada ANPROMIS o convite para participar no Dia de Campo InovMilho’26 e a oportunidade de partilhar o trabalho desenvolvido nesta área.

Veja o vídeo institucional do Dia de Campo InovMilho’26, disponibilizado pela ANPROMIS aqui.

Investigadores do InPP partilham conhecimento sobre o futuro da proteção de plantas em Summer School internacional

Dois investigadores do InnovPlantProtect participaram como oradores na International Summer School 2026, em Berlim, onde apresentaram diferentes perspetivas sobre o desenvolvimento de biossoluções e formulações para uma proteção das culturas mais segura e sustentável.

Os investigadorees do InnovPlantProtect (InPP), Tiago Amaro e Alexandra Machado, participaram, enquanto oradores, na International Summer School 2026 – “Soft Multiphase Materials for Next Generation Bio-pesticides: From Lab to Field”, que decorreu em Berlim, no âmbito da rede doutoral europeia BIOMAC-BP.

Realizada no Seminaris CampusHotel Berlin, a iniciativa reuniu investigadores e especialistas de diferentes áreas em torno do desenvolvimento de novas soluções para a proteção das culturas, promovendo a partilha de conhecimento e a colaboração entre diferentes disciplinas científicas.

Duas perspetivas sobre o futuro da proteção das culturas

Durante a manhã de 18 de setembro, Tiago Amaro, investigador da subárea de Proteção de Plantas do InPP, apresentou a sessão “Beyond Synthetic Pesticides: Next-Generation Biosolutions for Crop Protection”.

A apresentação abordou o potencial das biossoluções de nova geração enquanto alternativas aos pesticidas sintéticos, refletindo sobre novas abordagens para responder aos desafios atuais da proteção das culturas.

Também Alexandra Machado, investigadora da subárea de Agroformulações, participou como oradora, com a apresentação “Great Bioactives are Worthless Without Great Formulations”.

A intervenção destacou a importância das formulações no desenvolvimento de soluções baseadas em compostos bioativos. Para que um bioativo promissor possa traduzir-se numa solução eficaz e com potencial de aplicação no campo, a formulação desempenha um papel determinante, contribuindo para o seu desempenho, estabilidade e aplicabilidade.

As duas intervenções evidenciaram, assim, a complementaridade entre diferentes áreas de investigação e diferentes etapas no desenvolvimento de soluções para a proteção das culturas: desde a identificação e desenvolvimento de novas biossoluções até à sua formulação para uma aplicação eficaz.

Ciência que se partilha além-fronteiras

A participação de Tiago Amaro e Alexandra Machado enquanto oradores nesta Summer School internacional permitiu ao InPP reforçar a sua presença em redes científicas europeias e contribuir para a discussão em torno do futuro da proteção de plantas.

Mais do que uma oportunidade de partilha de conhecimento, estes momentos permitem criar novas ligações, promover a colaboração científica e aproximar diferentes áreas de investigação, contribuindo para o desenvolvimento de soluções mais seguras, eficazes e sustentáveis para a agricultura.

É também através da circulação do conhecimento — entre investigadores, instituições e áreas científicas — que a investigação pode continuar a transformar-se em inovação com aplicação no campo.

Inovar juntos. Proteger melhor.

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InnovPlantProtect em destaque no programa CNN Inovação

O trabalho desenvolvido pelo InnovPlantProtect (InPP) esteve recentemente em destaque no programa CNN Inovação, numa emissão dedicada à investigação e inovação desenvolvidas no CoLAB e à sua ligação ao setor agrícola.

Ao longo do episódio, foi possível conhecer melhor a missão do InPP e o trabalho das nossas equipas no desenvolvimento de biosoluções e soluções digitais para a proteção das culturas, desde a investigação em laboratório até à validação e aplicação em contexto agrícola.

A participação no programa permitiu também destacar uma das dimensões fundamentais do trabalho do InPP: a colaboração com o setor empresarial e com os produtores agrícolas, essencial para transformar conhecimento científico em soluções que respondam a desafios concretos da agricultura.

Um dos exemplos apresentados foi a colaboração com a Fertiprado, que ilustra como a proximidade entre ciência e empresas pode contribuir para o desenvolvimento e aplicação de soluções inovadoras na proteção das culturas.

Para além das entrevistas, a equipa de produção acompanhou diferentes dimensões do trabalho desenvolvido no CoLAB, com imagens dos laboratórios, estufa, câmaras climáticas e atividades realizadas em contexto de campo, permitindo mostrar o percurso da investigação desde o desenvolvimento científico até à sua aplicação.

Esta participação representa uma importante oportunidade para dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelo CoLAB a um público mais alargado e reforçar a importância da ciência, da inovação e da colaboração para responder aos desafios atuais e futuros do setor agrícola.

Agradecemos à CNN Portugal pela oportunidade de partilhar o trabalho e a missão do InPP, à Bubble Creative Studio pela produção do episódio e à Fertiprado pela disponibilidade e colaboração ao longo deste projeto.

Veja o episódio completo do CNN Inovação, e conheça melhor o trabalho que desenvolvemos para contribuir para uma agricultura mais sustentável, inovadora e resiliente.

EVENTOS

Combate à doença da podridão radicular dos trevos

1ª saída de campo InPP - Fertiprado
Primeira saída de campo InPP / Fertiprado, junto ao rio Guadiana, a sudoeste de Elvas

CoLab InPP e Fertiprado recolhem as primeiras amostras de trevo-da-pérsia e do agente patogénico que ataca esta planta, utilizada no Alentejo e em Elvas para a produção de pastos destinados a alimentar gado criado em liberdade.

O laboratório colaborativo InnovPlantProtect (InPP) vai desenvolver uma solução tecnológica, baseada em produtos existentes no mercado, para proteger prados de trevo-da-pérsia (Trifolium resupinatum) contra a podridão radicular. A iniciativa resulta de uma parceria assinada a 2 de dezembro de 2020 com a Fertiprado, empresa associada do InPP.

Esta leguminosa forrageira está particularmente adaptada – em particular as variedades da Fertiprado – à produção de pastos em Portugal e países com invernos semelhantes ao português. No Alentejo e em Elvas, o trevo-da-pérsia é sobretudo utilizado como alimento para gado criado em liberdade, “devido ao seu alto teor em proteína e à sua capacidade de retenção do azoto atmosférico”, sublinha Pedro Fevereiro, diretor executivo do InPP.

A ação visa isolar e identificar o agente causador da podridão radicular. A necessidade foi reconhecida pela Fertiprado, que, ao longo dos anos, tem vindo a registar o aumento da incidência desta doença nos seus prados, em particular nos que são utilizados para produção de semente. Na segunda semana de janeiro, fitopatologistas do InPP efetuaram a primeira saída de campo, acompanhados por Ana Barradas, diretora de Investigação e Desenvolvimento da Fertiprado, para recolherem amostras de trevo-da-pérsia e do agente patogénico que o ataca.

O trabalho encontra-se na fase inicial e a identificação da espécie/ estirpe causal da doença está prevista para entre março e abril de 2021, adianta Pedro Fevereiro. Numa segunda fase, proceder-se-á à “sequenciação do seu genoma e a identificação molecular da estirpe”. A terceira fase consistirá na “testagem e identificação da melhor solução baseada no revestimento das sementes com um biopesticida”.

A investigação na área agroalimentar de âmbito nacional tem um nome: INIAV

O INIAV-Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária é um dos associados fundadores do InnovPlantProtec. Nesta entrevista a Oeiras Valley, Nuno Canadas enumera os elementos diferenciadores da instituição a que preside e enfatiza o seu posicionamento dentro do sistema científico e tecnológico nacional. Veja a Parte I e a Parte II da entrevista.

Depois da nova era, que futuro para a genómica?

A nova era na genómica começou há 20 anos, com a publicação do primeiro esboço do genoma humano. E agora, qual o caminho a seguir? Esta é a questão que dois especialistas em genómica vão tentar responder numa conversa online em direto, esta segunda-feira, às 19h00.

Desde que teve início a nova era na genómica, há 20 anos, muita coisa mudou: os custos de sequenciamento do DNA baixaram, a terapia génica está de volta, os limites éticos estão a ser levados até ao limite pela edição de genes, novas tecnologias como célula única e a transcriptoma estão a encaminhar os investigadores para descobertas genómicas.

Até onde o campo da genómica avançou nos últimos 20 anos não está em questão. O que está em discussão agora é saber o que se seguirá a partir daqui. Com a evolução alcançada, qual é o rumo a seguir? Qual é o caminho que se deveria seguir?

Dia 14, às 19h00, num encontro online organizado pela publicação norte-americana Genetic Engineering & Biotechnology News, dois especialistas em genómica do The National Human Genome Research Institute (NHGRI) e os autores do plano estratégico 2020, concluído recentemente, vão olhar para o passado da genómica, analisando altos e baixos, e vão tentar descortinar o seu futuro. Para os autores do plano estratégico 2020, “a visão da genómica nunca foi tão clara” e o futuro, dizem, está na “administração responsável” e no aumento da diversidade.

Para participar registe-se aqui.