No dia 18 de setembro, o diretor executivo do InnovPlantProtect (InPP), António Saraiva, a diretora do Departamento de Novos Biopesticidas, Cristina Azevedo, e o investigador Luís Grilo marcaram presença no Dia Aberto “Os Cereais do Baixo Mondego”, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro), na Unidade Experimental do Bico da Barca, em Montemor-o-Velho.
O evento destacou as mais recentes inovações do Polo de Inovação de Coimbra, desde novas tecnologias aplicadas ao milho e ao arroz, até estratégias de fertilização, proteção e uso de bioestimulantes nestas culturas-chave do Baixo Mondego.
A nossa equipa acompanhou ainda ensaios com biofungicidas, incluindo o produto I21, desenvolvido com o nosso laboratório colaborativo, no combate à piriculariose em duas variedades de arroz, que está a ser patenteado.
Em entrevista à Revista Voz do Campo, Cristina Azevedo partilhou o trabalho que temos vindo a desenvolver na área das biosoluções.
O milho continua a ser a cultura arvense mais importante em Portugal, com um peso significativo na segurança alimentar e na indústria agroalimentar nacional. Envolvendo milhares de produtores e movimentando dezenas de milhões de euros por ano, a fileira enfrenta hoje desafios cada vez mais complexos no plano fitossanitário.
Entre pragas já conhecidas e doenças emergentes, destacam-se riscos que vão desde a lagarta-do-cartucho até ao Vírus do Nanismo Rugoso do Milho (MRDV), cuja presença tem aumentado em território nacional. Este vírus, transmitido pela cigarrinha do milho, pode comprometer de forma séria a produção, e encontra nas alterações climáticas condições cada vez mais favoráveis à sua disseminação.
No entanto, não é apenas o MRDV que preocupa. Estão a surgir novas ameaças que exigem vigilância, como o coleóptero Diabrotica virgifera ou o vírus MDMV (Maize Dwarf Mosaic Virus), já detetados em países vizinhos, e ainda infestantes tóxicas, como a figueira-do-inferno (Datura stramonium), que além de impactarem a produtividade representam riscos de saúde pública.
Perante esta realidade, a resposta passa por estratégias integradas e sustentáveis, combinando:
rotação de culturas e boas práticas agrícolas;
uso criterioso de inseticidas, para evitar resistências e impactos ambientais;
variedades resistentes ou tolerantes, sempre que disponíveis;
investigação e inovação tecnológica, incluindo novas ferramentas digitais de deteção precoce.
Como sublinha o investigador do InnovPlantProtect, Nuno Faria, no artigo intitulado “As principais pragas e doenças emergentes da cultura do milho em Portugal”, disponível na edição de Agosto da Revista Voz do Campo: “O panorama fitossanitário do milho em Portugal exige uma vigilância contínua, investimento em investigação e aplicação de estratégias integradas e sustentáveis, capazes de responder a uma realidade cada vez mais dinâmica e imprevisível.”
Para conhecer em detalhe os principais riscos atuais e medidas de mitigação, leia o artigo completo publicado na edição de agosto da Revista Voz do Campo (págs. 88-89), disponível nas bancas e online.
O InnovPlantProtect (InPP) tem o prazer de anunciar a publicação do pedido internacional de patente (PCT) relativo a uma estirpe de Bacillus velezensis com aplicação como bioestimulante para plantas. Esta inovação representa um marco significativo na investigação que desenvolvemos, com impacto direto na agricultura sustentável e na resiliência das culturas perante os desafios climáticos e ambientais.
Uma solução natural e eficaz
O bioestimulante desenvolvido pela nossa equipa foi cuidadosamente estudado e testado em diferentes culturas hortícolas, como tomate e alface, e em cereais, como o arroz. Os resultados obtidos demonstram o potencial desta tecnologia:
Maior desenvolvimento nas fases iniciais das culturas, promovendo arranques mais vigorosos e saudáveis.
Aumento da produtividade, evidenciado por uma maior biomassa fresca em alface e uma maior produção de frutos em tomate.
Respostas moleculares comprovadas, com análises que confirmam a ativação de genes associados às respostas da planta a diferentes tipos de stress abiótico.
Estes resultados reforçam a eficácia da estirpe de Bacillus velezensis como uma ferramenta de bioestimulação natural, capaz de potenciar o desempenho das culturas e contribuir para uma agricultura mais sustentável.
Do laboratório para o campo
Esta patente é mais um passo no compromisso do InPP em desenvolver soluções biotecnológicas inovadoras, sustentáveis e com aplicabilidade industrial. O objetivo é claro: apoiar os agricultores e empresas do setor a enfrentarem os desafios da produtividade, da qualidade e da resiliência das culturas, numa era em que a agricultura precisa de respostas sustentáveis e de alto impacto.
Procuramos parcerias estratégicas
Estamos atualmente à procura de novas parcerias com empresas e entidades do setor agrícola para levar esta tecnologia do laboratório para o campo. Acreditamos que a colaboração é a chave para transformar inovação científica em soluções práticas que beneficiem toda a cadeia de valor agrícola.
Se tem interesse em conhecer melhor esta tecnologia ou em explorar oportunidades de colaboração, fale connosco. Juntos podemos impulsionar uma agricultura mais produtiva, resiliente e sustentável.
Inovar juntos. Proteger melhor.
Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira (Fotos da esquerda para a direita: Sandra Caeiro e Rui Figueiras, investigadores do Departamento de Proteção de Culturas Específicas e Inês Mexia, investigadora do Departamento de Formulações e Desenvolvimento de Processos
O InnovPlantProtect (InPP) participou na segunda edição do Curso de Verão de Biotecnologia de Plantas, promovido pelo Centro de Informação de Biotecnologia (CiB), que aconteceu entre os dias 10 e 13 de julho, na cidade de Coimbra, com o mote a inovação para a sustentabilidade.
O InPP fez-se representar com a presença do diretor executivo do Innovplantprotect, Pedro Fevereiro, e a diretora do departamento de Proteção de Culturas Específicas, Sandra Correia, que estiveram como oradores na sessão teórica intitulada “Cultura de células para a produção de metabolitos”, que decorreu na manhã do dia 11 de julho, e no dia 12 de julho, penúltimo dia do evento, arrancou com a intervenção do diretor executivo focada no tema “O setor da biotecnologia verde em Portugal”.
O objetivo deste Curso de Verão, que conta também com o apoio do Centro de Ecologia Funcional (CEF) do Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra (UC), é divulgar as diferentes áreas da biotecnologia de plantas e o impacto que as ferramentas biotecnológicas podem ter na mitigação dos efeitos das alterações climáticas, bem como na produção de alimentos, com vista a assegurar a segurança alimentar.
A Comissão Nacional de Acompanhamento (CNA) do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) deslocou-se ao território do Alto Alentejo, no passado dia 4 de julho, para fazer um ponto de situação sobre a implementação dos projetos financiados pelo PRR na região e auscultar os diversos beneficiários finais sobre as suas preocupações, dificuldades e sugestões.
A reunião no InnovPlantProtect (InPP), seguida de uma visita guiada às instalações, visou o acompanhamento do projeto Missão Interface, financiado pelo PRR, destinado a garantir o financiamento público de base para o laboratório colaborativo (CoLAB), bem como dos projetos “+Valorcer – Valorizamos a organização da produção de cereais” e “SNM_XylellaVt – Sistema Nacional de Monitorização de Insetos Vetores da Xylella fastidiosa“, liderados pelo InPP, e dos projetos Pacto de Bioeconomia Azul e InsectERA, nos quais o CoLAB é parceiro.
A par disto também foi possível apresentar ao Presidente da CNA, Pedro Dominguinhos, a investigação científica e a inovação desenvolvida pelos cinco departamentos ao longo dos quatro anos de existência do CoLAB, alinhar estratégias para futuras candidaturas ao PRR, bem como evidenciar as mais-valias que o InPP está a trazer ao nível da fixação de postos de trabalho na região.
A comitiva teve ainda a possibilidade de conversar com alguns dos nossos investigadores sobre a sua carreira, o seu percurso académico e científico por várias universidades nacionais e estrangeiras, e ficar a conhecer o que os levou a mudarem-se para a cidade de Elvas.
Para além deste projeto, foram abordadas outras candidaturas já apresentadas ao PRR, com relevância para o território e que ainda aguardam aprovação, e adiantada a intenção de submissão de outras que se encontram em fase de elaboração.
O diretor executivo do InPP, Pedro Fevereiro, bem como os diretores de departamento, Cristina Azevedo, Sandra Correia, Ricardo Ramiro, iLaria Marengo e David Learmonth, receberam a comitiva.
No dia 5, o InnovPlantProtect (InPP) esteve presente no Ciência 2023 – Encontro com a Ciência e Tecnologia em Portugal, que contou com a participação de Pedro Fevereiro, diretor executivo do InPP, na sessão “Inovação, sustentabilidade e segurança alimentar: qual o posicionamento e o roadmap dos CoLABs do sector Agro?”, que decorreu pela primeira vez na cidade de Aveiro.
A sessão reuniu os laboratórios colaborativos (CoLABs) da área da Agricultura – o InPP, o FeedInov CoLab, o Food4Sustainability, o SmartFarmCoLAB e o CoLAB VINES&WINES -, para juntos debaterem quais os percursos tecnológicos e estratégicos que os CoLABs têm definido para dar respostas às necessidades e exigências do setor agrícola.
A Sessão foi estruturada tendo um “Keynote speaker” internacional, seguida de uma mesa-redonda moderada por um(a) jornalista, com a presença dos 5 CoLabs e abertura da discussão ao público assistente. Dos resultados esperados relevou-se a identificação das inovações em progresso e o entendimento e eventual ajuste das linhas estratégicas desenvolvidas e a desenvolver, bem como uma maior eficiência na interação entre os Colabs da área da Agricultura.
A iniciativa, que reuniu peritos e investigadores de diferentes áreas científicas, contou com a participação do Primeiro Ministro, António Costa, e com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, do ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, e da ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes. O Encontro foi encerrado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
A edição de 2023 do Encontro Ciência decorreu entre os dias 5 e 7 de julho, em Aveiro, no Campus Universitário de Santiago da Universidade de Aveiro, e foi dedicada ao tema “Ciência e o Oceano Para Além do Horizonte”, sendo focado no oceano e águas.
O Encontro Ciência é o maior evento anual na área da ciência e da tecnologia em Portugal, promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) em colaboração com a Agência Nacional de Cultura Científica e Tecnológica – Ciência Viva e, este ano, também com a Universidade de Aveiro. A iniciativa conta ainda com o apoio institucional da Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.
As instituições de I&D nacionais, nomeadamente unidades de I&D FCT, CoLABs, Laboratórios Associados e Laboratórios de Estado, todos os anos participam ativamente no programa científico do Encontro Ciência, através da participação nas múltiplas sessões temáticas paralelas, demonstrações de atividades de I&D e de pósteres dos estudantes de doutoramento.
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