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InnovPlantProtect representou setor Agroalimentar na apresentação do estudo de impacto socioeconómico dos CoLABs

Os Laboratórios Colaborativos geraram 261,6 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB) em Portugal. Saiba como o InnovPlantProtect e os parceiros do setor estão a transformar a ciência em valor real para o campo.

Já está disponível para consulta e download o estudo integral “Impacto Socioeconómico dos Laboratórios Colaborativos (CoLABs)”. Promovido pelo Fórum dos Laboratórios Colaborativos (FCoLAB), em parceria com a Porto Business School (PBS), o relatório quantifica e valida o contributo destas estruturas como pontes determinantes entre o conhecimento científico e as necessidades concretas do tecido empresarial.

Os Números do Impacto Nacional

Os resultados demonstram que o investimento na inovação colaborativa apresenta um retorno sólido para a economia e para a sociedade civil. Entre os principais indicadores destacados pelo estudo, destacam-se:

  • Criação de Valor: Os CoLABs foram responsáveis pela geração de 261,6 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB) em Portugal.
  • Sustentabilidade do Emprego: Foram sustentados 2.178 postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos.
  • Retorno do Investimento Público: Entre 2021 e 2025, o investimento público de 115 milhões de euros traduziu-se numa receita pública estimada em 92,8 milhões de euros (cerca de 81% do financiamento recebido).
  • Capacidade de Mobilização: Só no âmbito do PRR, os CoLABs mobilizaram mais de 300 milhões de euros em inovação colaborativa e captaram mais de 28 milhões de euros em projetos Horizon Europe.

O Papel Estratégico do Setor Agroalimentar e Florestal

O estudo dedica especial atenção a áreas críticas para a resiliência do país, reconhecendo o papel dos CoLABs na valorização do conhecimento e na transferência de tecnologia no setor Agroalimentar e Florestal. Atualmente, esta área estratégica integra oito Laboratórios Colaborativos que trabalham de forma complementar para responder aos desafios da sustentabilidade, segurança alimentar e adaptação às alterações climáticas:

“Os resultados deste estudo demonstram que os CoLABs geram impacto económico real e têm um papel decisivo na ligação entre conhecimento científico e aplicação prática. No setor agroalimentar e florestal, esta missão é especialmente importante, porque os desafios ligados à sanidade vegetal, sustentabilidade dos sistemas produtivos e adaptação às alterações climáticas exigem inovação colaborativa e soluções com aplicação prática.”— António Saraiva, Diretor Executivo do InnovPlantProtect.

Como infraestruturas de interface, estas oito entidades — InnovPlantProtect (InPP), MORE CoLAB, FeedInov, Smart Farm CoLAB, Food4Sustainability, Vines & Wines, ForestWISE e Colab4Food — atuam em contextos de incerteza técnica ou falhas de mercado, capacitando o tecido empresarial com soluções que de outra forma estariam fora do alcance do mercado produtor tradicional.

Convidamos todos os nossos parceiros, produtores, investigadores e agentes do setor a analisar o documento na íntegra para compreender a evolução do ecossistema de inovação em Portugal.

Documentos para Download:

Clique nos links abaixo para aceder aos ficheiros em formato PDF/Digital: 📥 Descarregar Estudo Completo (PBS)

iCountPests em campo: demonstração prática da app de monitorização de pragas agrícolas

No próximo dia 2 de junho, o InnovPlantProtect (InPP), com o apoio da ATEVA, promove uma sessão de demonstração da iCountPests, uma aplicação móvel que facilita e acelera a monitorização de pragas agrícolas através da análise automática de imagens captadas no campo.

A iniciativa decorre durante a manhã na Herdade das Servas (Estremoz), e é direcionada a produtores e técnicos agrícolas, proporcionando uma oportunidade para conhecer a aplicação em contexto real e perceber o seu potencial para uma monitorização de pragas mais eficiente, rápida e informada na vinha.

Durante a sessão, os participantes poderão:

  • conhecer as funcionalidades da aplicação
  • perceber como funciona a análise automática de imagens
  • assistir a uma demonstração prática em campo da utilização da iCountPests
  • explorar o potencial da ferramenta no apoio à tomada de decisão agrícola

Lançada recentemente, a iCountPests utiliza inteligência artificial para automatizar a contagem de pragas através de imagens captadas com o telemóvel, reduzindo o tempo associado às contagens manuais e contribuindo para uma monitorização mais eficiente e informada.

Com um foco inicial na vinha, a aplicação permite monitorizar a cigarrinha-verde e a traça-dos-cachos, estando prevista a integração futura de novas pragas e culturas agrícolas.

BannerDivulgacao iCountPests

Programa:

Receção dos participantes | 09H30

Apresentação sobre as pragas cigarrinha-verde (Jacobiasca lybica) e traça-dos-cachos (Cryptoblabes gnidiella) | 10H00

Nuno Faria | Investigador da área de Monitorização Inteligente de Pragas e Doenças

Apresentação da app iCountPests | 10H20

Ricardo Ramiro | Diretor da área de Ciência dos Dados e Bioinformática

Coffee break e momento de networking 10H45

Demonstração da app em ambiente real 11H00

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia. Para garantir uma experiência prática e próxima dos participantes, as vagas são limitadas a 30 participantes. Para se inscrever basta preencher o formulário disponível aqui.

Marque na sua agenda e junte-se a nós! Teremos todo o gosto em recebê-lo/a!

📅 Data: 2 de junho de 2026
🕙 Hora: 10h00
📍 Local: Herdade das Servas, Estremoz

Esta ação é realizada no âmbito do projeto BioLivingLABS: Bioeconomia ao serviço da sustentabilidade dos territórios do interior, cofinanciado pelo COMPETE 2030, que visa aproximar a ciência das empresas e dos produtores, transformando os resultados da investigação em soluções práticas e sustentáveis que tragam valor económico e ambiental aos territórios de baixa densidade das regiões Norte, Centro e Alentejo. 

O consórcio integra cinco instituições de investigação e inovação – o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), o Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação (MORE CoLAB), o InnovPlantProtect e o Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água (AquaValor).

iCountPests: nova app para monitorização automática de pragas já disponível

Já está disponível a iCountPests, uma nova aplicação desenvolvida pelo InnovPlantProtect para apoiar a monitorização de pragas agrícolas através da análise automática de imagens captadas em campo.

A app utiliza inteligência artificial para contabilizar automaticamente pragas presentes em armadilhas adesivas, permitindo obter resultados rápidos e fiáveis diretamente no telemóvel.

Pensada para produtores e técnicos agrícolas, a iCountPests contribui para uma monitorização mais eficiente e precisa, reduzindo o tempo associado às contagens manuais e apoiando a tomada de decisão na proteção das culturas.

O funcionamento é simples:

  1. Captar uma imagem da armadilha
  2. Analisar automaticamente
  3. Consultar resultados organizados e acessíveis

A app permite ainda acompanhar a evolução das pragas ao longo do tempo, facilitando a gestão e o registo da informação no terreno.

Saiba mais sobre a iCountPests aqui.

EVENTOS

InPP inaugura novas instalações hoje em Elvas

O novo espaço do InnovPlantProtect (InPP), que envolveu um investimento de 2,8 milhões de euros, foi esta quinta-feira, dia 28 de julho, pelas 14h30, oficialmente inaugurado no edifício do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) – Polo de Elvas, em Elvas, com a presença de 120 convidados.

A sessão de inauguração contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, da secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira, do secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, e do vereador da Câmara Municipal de Elvas (C.M. Elvas), Hermenegildo Rodrigues, que esteve em representação do Presidente da C.M. Elvas.

Ana Abrunhosa começou por felicitar e agradecer a toda a equipa do InPP pelo trabalho que tem desenvolvido e realçou que “para fazer investigação de qualidade, em qualquer lugar e não apenas nas geografias tidas como as mais habituais, é necessário providenciar a disponibilidade de recursos humanos altamente qualificados nas áreas a investigar, instalações adequadas, equipamentos de ponta e tecnologia de última geração” e, de acordo com a ministra, “o InPP apresenta todas estas condições”.

A ministra da Coesão Territorial sublinhou o papel das “condições de trabalho e de salário justas”, como fatores adicionais que contribuem para que o InPP seja um projeto de “excelência”, que “tem tudo o que é preciso para realizar as suas aspirações científicas” e alertou ainda para a “importância que os fundos europeus têm tido e têm que continuar a ter para projetos como este: um projeto de desenvolvimento regional que se baseia num casamento que queremos que seja feliz entre o conhecimento, a investigação, as empresas e a comunidade”. 

Elvira Fortunato evidenciou a relevância do InPP e da sua missão de “trabalhar ativamente para encontrar soluções práticas, inovadoras e sustentáveis numa área tão importante e vital como é a da agricultura e da preservação do ambiente e dos recursos naturais” no atual contexto nacional e mundial e acrescentou ainda que o InPP “trata-se de um encontro de vontades de vários intervenientes nacionais e internacionais, de fazer mais e melhor ciência, de oferecer à sociedade mais tecnologia e inovação e de transformar o conhecimento em soluções práticas que melhorem a vida das pessoas.”

“Precisamos de todos os atores, de todos os investigadores e de todas as instituições como as que se juntam hoje em torno deste laboratório colaborativo”, salientou a ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e concluiu a sua intervenção com uma mensagem de força para toda a equipa do InPP: “Que esta seja uma casa onde o vosso trabalho se consolide e fortifique por muitos anos. O vosso sucesso será o sucesso de todos”.

Já Isabel Ferreira destacou a importância das áreas de atuação do InPP, sobretudo no “contexto que vivemos pandémico e de uma guerra que mostrou cada vez mais a importância do setor agroalimentar, como resposta às situações de emergência e de crise. E, portanto, esta abordagem que o InPP faz de focalizar a sua intervenção numa fase anterior ainda à propria produção, e assumir este papel fundamental de trazer conhecimento científico de excelência que existe nestas temáticas, e sobretudo neste tema da luta contra pragas e doenças que afetam as maiores e mais importantes culturas agrícolas.”

A secretária de Estado do Desenvolvimento Regional desejou um “caminho de sucesso” e sublinhou a importância do financiamento, nomeadamente o “financiamento competitivo, de prestação de serviços, para que os CoLABs sejam cada vez mais autossustentáveis”.

Rui Martinho destacou o trabalho que tem sido desenvolvido pela equipa do InPP, nomeadamente no controlo e erradicação da Xylella fastidiosa e na mitigação do efeito do fogo bacteriano, que “constituem ameaças muito significativas para a nossa atividade produtiva”.

“Estamos perante uma organização [o InPP] que tem um papel central no desenvolvimento da agricultura, no desempenho económico e ambiental das nossas explorações agrícolas e, pela sua composição, assegurará a necessária transferência de conhecimento para o setor e para as empresas e entidades com intervenção no processo produtivo”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural.

Por último, Hermenegildo Rodrigues, começou a sua intervenção expressando o “orgulho do Município em fazer parte deste projeto, como parceiro privilegiado, reconhecendo as mais valias que traz para esta região, essencialmente agrícola, e simultaneamente permitir através do conhecimento científico, dar-nos a conhecer ao mundo”.

O vereador da C.M. Elvas assinalou ainda, com “enorme satisfação e orgulho”, o primeiro pedido provisório de patente submetido no passado dia 21 de julho pela equipa do InPP, que considerou “um passo de enorme missão deste laboratório que tenho a certeza que será apenas o primeiro de muitos”.

Após a sessão de inauguração, foi realizada a apresentação do CoLAB por parte de Margarida Oliveira, presidente do Conselho de Administração do InPP, e de Pedro Fevereiro, diretor executivo.

Pedro Fevereiro começou por agradecer a todos os convidados presentes e congratulou os associados pelo “caminho percorrido”, considerando-os mesmo como “a alma da instituação”, sem os quais, de acordo com o CEO, “não seria possível construir o que construímos”. O diretor executivo agradeceu ainda às entidades financiadoras e promotoras, a toda a equipa, bem como aos clientes do InPP “pela confiança demonstrada”, e às instituições que aceitaram fazer parcerias e colaborações com o CoLAB.

Segundo Pedro Fevereiro, o InPP “tem de desenvolver inovação, tem de protegê-la e de entregá-la a quem seja capaz de a colocar no mercado”. Um dos objetivos estratégicos do InPP passa por criar propriedade industrial, através do desenvolvimento de produtos novos que sejam patenteáveis e, posteriormente, entregues às empresas e colocados no mercado, permitindo assim gerar valor.

Durante a sua intervenção, o diretor executivo referiu ainda o financiamento inicial de cerca de sete milhões de euros, dos quais 2,8 milhões foram utilizados para modernizar as infraestruturas e os equipamentos, que “dão a oportunidade de desenvolver produtos inovadores”, e destacou os 110 mil euros que resultaram da atividade do InPP em 2021, um valor que será “largamente ultrapassado” em 2022.

Pedro Fevereiro terminou a sua intervenção com os olhos postos no futuro. De acordo com o CEO, o futuro da instituição passará por manter a equipa, garantir a sustentabilidade financeira do InPP e atrair financiamento público e privado para o CoLAB e criar serviços que vão de encontro às necessidades dos clientes e que solucionem os seus problemas.

O evento terminou com uma visita às novas instalações.

O InPP deu início às obras das instalações definitivas no edifício do INIAV Elvas, associado fundador no InPP, a 18 de janeiro de 2021, e está agora a funcionar em pleno, depois de concluída toda a remodelação do edifício e de instalados todos os equipamentos. A inauguração marca assim uma nova etapa do InPP, em que se pretende dar continuidade ao desenvolvimento de novos produtos (novos biopesticidas e novas plantas resistentes) e serviços prestados aos agricultores, bem como ao nível social e regional, na medida em que se posiciona como um polo de atração de investimento para a região do Alentejo e impulsiona também a criação de emprego qualificado e a densificação do Interior do país.

Este é um marco fundamental na história do InPP, dos seus associados, membros dos órgãos sociais e parceiros, e uma ferramenta essencial para o futuro da instituição, sendo central na afirmação da missão de desenvolver soluções inovadoras, biológicas e digitais, para promover modos de produção agrícola mais seguros, sustentáveis e produtivos, ajustáveis às variações introduzidas pelas alterações climáticas na região do Alentejo.

Investigadores do InPP submetem o primeiro pedido provisório de patente

Investigadores do InnovPlantProtect (InPP) acabam de submeter, a dia 21 de julho de 2022, o primeiro pedido provisório de patente para a proteção industrial de uma estirpe bacteriana, isolada da natureza e ecologicamente segura, que apresenta uma elevada eficiência no controlo do fogo bacteriano.

O fogo bacteriano é uma doença causada pela bactéria Erwinia amylovora, que afecta várias espécies vegetais, em particular da família das rosáceas, nomeadamente pereiras e macieiras, e que tem tido um impacto negativo enorme nos pomares de pêra rocha e de maçã em Portugal, pois não existem soluções eficientes para o seu controlo.

“Este é o primeiro de vários produtos de origem biológica inovadores em desenvolvimento no InnovPlantProtect. Estamos certos que este e outros agentes biológicos em desenvolvimento neste CoLab terão um impacto determinante na proteção das culturas mediterrânicas e no alcançar dos objetivos do Pacto Ecológico europeu”, afirma Pedro Fevereiro, Diretor Executivo do InPP.

Exemplar de planta de pereira com a doença fogo bacteriano, causada pela bactéria Erwinia amylovora

InPP vê aprovadas duas Agendas Mobilizadoras do PRR

O InPP vê aprovadas duas agendas mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial – Propostas para a Economia do Futuro” nas quais participa: InsectERA e Pacto da Bioeconomia Azul. 

A agenda InsectERA, a que equivale um investimento total de € 57 milhões, pretende aplicar os conceitos da economia circular à indústria dos insetos. A ideia é devolver subprodutos da agroindústria, e alguns resíduos agropecuários e urbanos, à cadeia de valor, sob a forma de soluções nutricionais para pessoas, animais e plantas, bem como novas soluções industriais, da cosmética aos bioplásticos. O consórcio é liderado pelo INGREDIENT ODYSSEY, S.A.

A agenda Pacto da Bioeconomia Azul, liderada pela Inovamar, e que corresponde a um investimento total de € 220 milhões, visa reindustrializar a bioeconomia azul através da criação de novos modelos económicos assentes no aproveitamento de biorrecursos marinhos, criando também o primeiro hub europeu de bioeconomia azul.

A informação é pública e pode ser consultada no site do IAPMEI — Agência para a Competitividade e Inovação, I. P.