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Na viticultura, cada pequena decisão tem impacto: no solo, na saúde das plantas e na qualidade das uvas que estão na base do vinho que chega à nossa mesa. Já o futuro da viticultura pode depender de uma única biosolução. Ou de cem. No VINNY, um projeto europeu ambicioso, do qual o InPP faz parte, investigadores de dez países procuram bioativos capazes de travar as doenças da vinha — e, ao mesmo tempo, reduzir a dependência de agroquímicos de síntese. O que está em jogo não é apenas ciência: é a sustentabilidade desta fileira.

O objetivo do projeto VINNY é simples, mas transformador: desenvolver e implementar soluções eficazes, sustentáveis e adaptáveis às necessidades dos viticultores de vários países europeus, criando biopesticidas e biofertilizantes amigos do ambiente, aliados a tecnologias avançadas de nanoencapsulamento, para reduzir a dependência de químicos convencionais e promover um ecossistema mais saudável e uma viticultura circular.

E no centro desta missão, está uma peça essencial da engrenagem: o trabalho diário dos investigadores que procuram respostas invisíveis ao olho humano — como é o caso de Tiago Amaro, investigador do InPP.

Créditos das imagens: Projeto VINNY

À Procura dos Guardiões da Videira

O caminho para estas novas biosoluções começa no campo, com a videira. O trabalho inicial do Tiago Amaro, arrancou em setembro de 2024 e foca-se em identificar e isolar microrganismos naturalmente presentes nas próprias videiras, em amostras recebidas dos parceiros em Portugal, Espanha, Áustria e Dinamarca.

De uvas, varas ou fragmentos lenhosos, chegam ao laboratório pequenos mundos microscópicos que podem conter as armas naturais necessárias para combater três importantes ameaças para a vinha, com impacto direto na rentabilidade da exploração agrícola:
• A podridão cinzenta (Botrytis cinerea) e o mofo azul (Penicillium expansum): Fungos que causam doenças de pós-colheita, afetando, no caso das uvas para vinho, a qualidade do vinho e inviabilizando por completo a comercialização das uvas de mesa.
• Os tumores da videira: Causados pela bactéria Allorhizobium vitis, esta doença afeta a planta em campo, provocando a queda das folhas e a diminuição da produção de uva.

Tiago Amaro, investigador do InnovPlantProtect, a identificar e isolar bactérias, no âmbito do projeto VINNY. Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira

Após o isolamento dos microrganismos, o Tiago dedica-se à criação de bibliotecas de bactérias. O que é uma ‘Biblioteca de Bactérias’? No contexto da investigação, uma biblioteca de bactérias é uma coleção organizada e catalogada de bactérias isoladas de diferentes fontes. Permite aos cientistas testar cada estirpe de bactérias contra patógenos específicos, constituindo um vasto catálogo de potenciais ‘super-heróis’ biológicos para a proteção vegetal.

Este rastreio rigoroso, que já deu origem à análise de mais de 190 bactérias desta biblioteca, é a primeira linha de defesa. A equipa seleciona as melhores candidatas com potencial para serem usadas como agentes de controlo biológico contra as doenças em estudo.

O Poder da Colaboração Europeia

E se a solução para proteger as vinhas portuguesas estiver escondida numa uva dinamarquesa? Ou numa bactéria isolada em Espanha? Um dos aspetos mais empolgantes do projeto é a sua dimensão verdadeiramente colaborativa, onde investigadores de dez países estão a trabalhar em paralelo, partilhando respostas, desafios e microrganismos em busca de biosoluções eficazes para toda a Europa.

Todas as soluções encontradas vão ser partilhadas, todas as soluções vão ser testadas por todos os parceiros e vai ser possível construir uma ‘biblioteca de soluções’ contra as várias doenças da vinha“, enfatiza o investigador Tiago Amaro.

A partilha de bactérias e de extratos de diferentes ecossistemas (Portugal, Espanha, Dinamarca e Áustria) é crucial. Uma bactéria eficaz na Dinamarca pode ser a chave para proteger as vinhas portuguesas, e vice-versa. Este intercâmbio de soluções biológicas, um dos pilares inovadores do projeto, permite explorar a biodiversidade microbiana para além das fronteiras nacionais. O InPP tem o papel fundamental de testar, em uvas, as soluções descobertas tanto pela nossa equipa como pelos restantes parceiros nacionais e europeus.

Esta diversidade de testes é uma aposta no futuro: microrganismos que não se revelem eficazes contra as doenças da vinha podem ser a solução para patologias de outras culturas.

Foto da esquerda: Tiago Amaro, investigador do InPP, a observar uma folha de videira, cultura alvo do projeto VINNY, Foto da direita: Plantas de videira em vaso na estufa do InPP, preparadas para testar as soluções encontradas pelos vários parceiros do VINNY. Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira

O Verdadeiro Teste: Do Laboratório ao Campo

Após a seleção em laboratório, o próximo passo – a formulação das bactérias mais promissoras – será realizada em Portugal e Espanha, na Universidade do Minho e na Universidade Politécnica da Catalunha. Mas, é na fase de testes em campo, que reside o maior desafio da ciência da proteção das plantas, porque mesmo resultados brilhantes em laboratório podem falhar no terreno. A formulação é o processo que transforma uma bactéria em produto — estável, aplicável e compatível com as necessidades do agricultor.

O Tiago Amaro sublinha a resiliência necessária:

  • A Incerteza do Campo: Muitas vezes, soluções promissoras em laboratório ou em estufa não apresentam a mesma eficácia quando aplicadas no campo, devido às variáveis ambientais (clima, solo, etc.).
  • O Fator Tempo: Doenças como a Allorhizobium vitis podem demorar a desenvolver-se, ou a infeção pode ser pouco relevante em certos anos, o que dificulta a obtenção de conclusões robustas.
  • O Ciclo Agrícola: É necessário testar a formulação em campo durante três a cinco anos consecutivos, registando todas as variações observadas. Com apenas uma colheita por ano, este processo exige paciência e persistência.

No total, desde a descoberta de uma bactéria promissora até à criação de um produto formulado, comprovadamente eficaz e pronto para o mercado, podem passar cerca de 10 anos — um verdadeiro teste à resiliência de qualquer cientista.

Soluções personalizadas: a nova exigência da agricultura moderna

O desafio final é garantir que os ensaios sejam relevantes para a realidade do produtor. A tendência atual no setor agrícola é a procura por soluções personalizadas, adaptadas às condições específicas das explorações: “Para cada campo e para cada agricultor, tem de haver uma solução”, projeta o investigador.

Esta abordagem personalizada exige mais ciência, mais rigor e mais conhecimento local — exatamente o que o VINNY procura construir.

Uma Europa unida pela ciência e pela vinha

O InPP integra este consórcio, composto por 19 parceiros de dez países, e liderado pela Universidade do Minho e financiado pelo programa Horizonte Europa.

Juntos, procuram responder a uma pergunta que poderá moldar o futuro da viticultura europeia: Será possível encontrar biosoluções eficazes para todos os países parceiros?

A resposta ainda está a ser escrita — nos laboratórios, nas vinhas experimentais, nos campos de diferentes climas e geografias.
E é feita de pequenas descobertas, muitas frustrações e um enorme compromisso com a ciência.

Porque proteger a vinha do futuro não é apenas uma ambição técnica.
É um compromisso cultural, económico e ambiental.
E o VINNY está a ajudar a desenhar esse futuro — um microrganismo de cada vez.

Workshop final destacou três anos de investigação dedicados à deteção precoce de patógenos em culturas como o trigo e o olival.

O projeto AlViGen chegou à sua reta final, concluindo três anos de investigação focados na vigilância genómica de doenças agrícolas. Os resultados agora apresentados prometem reforçar a capacidade de resposta do setor agrícola do Alentejo face a ameaças fitossanitárias emergentes.

No dia 23 de outubro, decorreu o workshop final do projeto, reunindo investigadores, produtores e técnicos para partilhar resultados e refletir sobre o futuro da vigilância genómica na agricultura portuguesa.

Um polo pioneiro de vigilância genómica

Durante o AlViGen, foi criado o primeiro polo de vigilância genómica do Alentejo, uma infraestrutura com capacidade para detetar precocemente doenças em culturas estratégicas como o trigo e o olival. Este avanço marca um passo decisivo rumo a uma agricultura mais precisa, sustentável e baseada em ciência.

Resultados e contributos científicos

Com recurso a ferramentas moleculares inovadoras, a equipa do projeto conseguiu:

  • Identificar fungos patogénicos antes de surgirem sintomas visíveis nas plantas;
  • Caracterizar estirpes de ferrugem amarela, relacionando-as geneticamente com outras conhecidas a nível global;
  • Detetar genes de resistência no trigo às estirpes atualmente presentes em Portugal;
  • Desenvolver métodos de diagnóstico capazes de distinguir as diferentes espécies do fungo causador da gafa no olival.

Durante o workshop, foi ainda sublinhado o potencial da análise da comunidade de fungos transportada pelo ar como ferramenta de alerta precoce para múltiplos patógenos, permitindo uma gestão mais eficaz e preventiva das doenças das culturas.

Da investigação à aplicação prática

O evento terminou com um debate sobre como transformar os resultados do AlViGen num serviço de deteção e aviso acessível ao setor agrícola. A iniciativa reflete o compromisso conjunto entre ciência, inovação e produção, com vista a proteger a agricultura nacional dos desafios do futuro.

Parcerias e agradecimentos

O InnovPlantProtect agradece a todos os parceiros e financiadores do projeto:
Universidade de Évora, John Innes Centre, INIAV, De Prado, CERSUL, Fundação Eugénio de Almeida, Herdade Torre das Figueiras, Almojanda, Herdade do Malheiro, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), Fundação “la Caixa”, Banco BPI e Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira

O InPP participou na reunião de arranque do projeto europeu PROSPER, realizada nos dias 2 e 3 de outubro, em Pavia, Itália. Estiveram presentes a diretora do Departamento de Monitorização e Diagnóstico, Ilaria Marengo, e o gestor de projeto, Bruno Orrico.

O principal objetivo do PROSPER é transformar a agricultura europeia, valorizando leguminosas “órfãs” altamente resilientes — culturas esquecidas, mas cheias de potencial para enfrentar os desafios climáticos e alimentares do futuro.

O projeto promove práticas sustentáveis, inovadoras e adaptadas a diferentes realidades agrícolas.

Durante os dois dias, 27 parceiros de 13 países reuniram-se para apresentações, discussões profundas e conversas estratégicas sobre os próximos passos do projeto.

Estamos entusiasmados com o que vem a seguir, certos de que esta jornada será mais do que uma colaboração — será uma verdadeira cooperação dentro de uma equipa excecional.

Junte-se a nós e fique a par de todas as novidades do Projeto PROSPER!

EVENTOS

Discover the latest advances in project WhYRust, regarding fungal epidemiology and population structure studies, data collection and model validation of a warning system, and identification of wheat genes involved in YR resistance.

Supporting the Portuguese wheat breeding program in the climate change scenario is the purpose of the WhYRust project. Yellow rust (YR), caused by Puccinia striiformis f. sp. tritici (Pst), is one of the most destructive diseases for wheat (Triticum ssp.), with global annual losses of US$ 979 million. Planting resistant cultivars is the most effective, economic, and environmental-friendly way to control diseases. Among other things, WhYRust aims to identify the wheat’s genome areas associated with resistance or susceptibility to YR, a major threat to this cereal.

InnovPlantProtect, namely through its Department of Protection of Specific Crops – Department 2, leads this project, with the participation of INIAV Elvas and ITQB NOVA, and the collaboration of ANPOC and CERSUL. We are (1) studying the fungus epidemiology in Portugal, evaluating the fungal pathogenesis mechanisms by (2) sequencing the fungus genome, (3) investigating its transcriptome during plant interaction and (4) proteome of secreted proteins under conditions of low versus high temperature, (5) performing genome-wide association studies to identify resistance genes in the plant, and (6) developing genomic prediction models through machine learning in order to support precision breeding.

As far as fungal epidemiology and population structure studies are concerned, the quarantine enforced by COVID-19 in the first trimester of 2020 imposed some difficulties, but some wheat infected leaves were sampled in the 2019/2020 season. New sampling will be performed for the 2020/2021 season. Collected spores are being used to isolate single pustules, which will be further used to identify the specific fungus races.

Germination of YR fungus spores (called urediniospores) in vitro conditions (by Miguel Teixeira and Cláudia Rato)
Sampling app, by iLaria Marengo

InPP’s Department 2 is also collaborating with Department 4 (Monitoring and Diagnosis). Portuguese agronomists are going to be trained on data collection and model validation of a yellow rust warning system. The goal is to use Open Data Kit (ODK), an open source software for (android) mobile devices that uses a form designed by InPP (Dep. 4) to collect data in the field and offline. The submission of the data to the InPP server is made once back to the office, when Internet connectivity is available. The app not only speeds up the data collection but also improves its management and accessibility.

Regarding the identification of wheat genes involved in YR resistance, the first field trial for the evaluation of disease symptoms in a panel of 250 wheat accessions of INIAV’s breeding pool has been sown in the INIAV Elvas field. The crop of common or bread wheat (Triticum aestivum) is checked by the team every week, to remove weeds and check accessions status.

Disease evaluation will begin as soon as first symptoms develop. Image analysis of infected leaves will be performed to identify the percentage of pustules per leaf. This experiment will be performed in three consecutive years, and the data will be used to access the genetic and phenotypic variability within this panel and for future genome-wide association studies.

Field work by researchers Miguel Teixeira, Asmae Jlilat, Ana Miguel Reis, Diana Acácio, Flavio Storino, Diana Sousa and Hadi Sheikhnejad

For 2021, we also expect the most prevalent YR fungus race will have its genome sequenced and potential virulent factors will be identified by in silico analysis.

© 2021 InnovPlantProtect, All rights reserved

Acelerar a inovação tecnológica e criar novas soluções sustentáveis para a proteção de culturas agrícolas contra pragas, doenças e infestantes, simultaneamente protegendo os ecossistemas, é o objetivo da nova colaboração entre a Syngenta Crop Protection, associada do InnovPlantProtect (InPP), e a Insilico Medicine, especializada em inteligência artificial (IA) e deep learning.

A parceria “transformará ainda mais a agricultura, fornecendo aos agricultores em todo o mundo as ferramentas necessárias para produzir alimentos saudáveis, nutritivos, acessíveis e cultivados de forma sustentável da maneira mais eficiente, ao mesmo tempo em que minimiza o impacto ambiental”, sublinha em comunicado Camilla Corsi, head de Crop Protection Research da Syngenta.

A sólida e comprovada experiência da Insilico Medicine na utilização de IA e deep learning para desenvolver, sintetizar e validar novas substâncias ativas promete “transformar o desenvolvimento de novas soluções que ajudam a manter as plantas seguras, desde a plantação à colheita”, salienta a Syngenta. A segurança dos produtos agrícolas e a proteção da saúde humana, a curto e longo prazo, estão também no topo das prioridades.

Saiba mais em https://bit.ly/3rjheJH

Doze associados fundadores, a equipa do InnovPlantProtect e todos os que contribuíram para fazer nascer este jovem CoLab estão hoje de parabéns: há dois anos, registava-se em notário, em Elvas, a constituição formal do InPP.

A 24 de janeiro de 2019, num tempo pré-pandémico, foi assinada a escritura pública de constituição do laboratório colaborativo InnovPlantProtect – Associação, em Elvas. Hoje, uma equipa altamente qualificada já completa, as obras em andamento e os projetos em curso marcam o segundo aniversário da constituição formal do laboratório colaborativo, que conta com doze sócios fundadores.

Embora sob as restrições que a crise de Covid-19 impõe a todos a nós, 2021 promete ser auspicioso. “Começam a estar criadas as condições para que a direção, cuidada e dedicada, consiga atingir os resultados ambicionados”, considera o presidente da Câmara Municipal de Elvas (CME), associada do InnovPlantProtect (InPP). “Agora, é ‘mãos à obra’”, observa Nuno Mocinha.

Admitindo que “tem sido uma tarefa hercúlea montar o CoLab”, o presidente da direção da Casa do Arroz não tem dúvidas de que “valeu a pena” e que o InPP “vai ficar no mapa”. “Tem tudo para dar certo”, assegura Pedro Monteiro. “Para nós, o CoLab é o nosso seguro para o futuro. É um laboratório que representa uma grande oportunidade para a defesa da cultura do arroz em Portugal.”

A grande satisfação com a qualidade do quadro técnico é partilhada pela CME, o CEBAL e a Fertiprado – e pelo diretor executivo do InPP e “homem do leme”, Pedro Fevereiro. “O alto profissionalismo, dedicação de todos os profissionais que o compõem e a sua grande organização colocam esta instituição no mapa das grandes organizações de relevo internacionais, na área da proteção de plantas”, afirma Liliana Marum, investigadora do CEBAL. “O CEBAL, como sócio fundador, parabeniza o InnovPlantProtect pelo excelente trabalho desenvolvido e pela missão de grande importância para com a sustentabilidade da agricultura nacional”.

“Apesar de ainda se encontrar numa fase de instalação, a excelente equipa entretanto já constituída pelo Professor Pedro Fevereiro cria fundadas expetativas no sucesso dos importantes projetos já em curso no laboratório colaborativo InnovPlantProtect”, assevera Ana Barradas, diretora de I&D da Fertiprado. A empresa tem já em desenvolvimento com o InPP o projeto Pythium, cuja finalidade é “identificar o organismo patológico causador da podridão radicular e encontrar uma solução para o eliminar”.

“O CoLab é o nosso seguro para o futuro.”
Pedro Monteiro, Casa do Arroz

“É com muito orgulho que a Fertiprado é associado fundador do CoLab InnovPlantProtect e com muita satisfação que celebramos, já, o seu 2º aniversário”, conclui Ana Barradas. “Ao fim de dois anos, o CoLab tem uma equipa de 38 colaboradores, a grande maioria com graus académicos elevados, muito motivados e competentes. É uma equipa de quem se espera que faça a diferença no panorama da inovação na agricultura e que consiga responder ao desafio de desenvolver biopesticidas e serviços que reduzam o impacto das pragas e doenças nas culturas mediterrânicas”, sublinha Pedro Fevereiro.

“A nossa resiliência reside e residirá no facto de termos criado um ambiente de trabalho amigável e interativo, que queremos manter e ampliar”, defende o CEO do InPP, que apostou neste projeto “porque é uma forma de participar na transferência do conhecimento académico para a vida real, por um lado, e de participar na construção de soluções para uma agricultura mais produtiva e sustentável, por outro”.

Para Pedro Fevereiro, o 2º aniversário da constituição do CoLab significa sobretudo que a instituição sobreviveu à fase inicial de instalação, “que ainda não terminou, mesmo apesar da situação pandémica em que vivemos”. “Significa que aquilo em que apostámos tem ainda condições para progredir e se desenvolver. O processo prévio de constituição foi um esforço de uma equipa que soube colocar o interesse comum à frente das agendas individuais e que soube encontrar um caminho para tornar viável este projeto”, sublinha o diretor executivo.

“O CoLab tem uma equipa de 38 colaboradores muito motivados e competentes.”
Pedro Fevereiro, CEO do InPP

No contexto atual, o maior desafio “é manter a equipa ativa e atuante, enquanto esperamos pela possibilidade de ter todos a trabalhar no mesmo local e em condições adequadas para desenvolver os projetos que já temos em mãos” – desiderato que Pedro Fevereiro espera ver atingido dentro de seis meses. “Outro desafio é criar uma instituição moderna e de referência num território afastado dos grandes centros.” Para Nuno Mocinha, o InnovPlantProtect representa, de facto, “um salto qualitativo na afirmação de Elvas como polo de investigação no contexto nacional e uma especial parceria entre a academia, as empresas e o poder local”.

Os 38 membros da equipa do InnovPlantProtect, em janeiro de 2021.

O principal objetivo agora é “desenvolver projetos nacionais e internacionais na área da proteção de culturas, que tenham a capacidade de apresentar soluções o mais brevemente possível, garantindo o equilíbrio financeiro do CoLab”, defende Pedro Fevereiro. As novas soluções de base biológica para proteção de plantas contra pragas e doenças constituem “um mercado que deverá duplicar nos próximos cinco anos a nível internacional e que terá por certo uma enorme expansão na União Europeia à luz do Pacto Ecológico Europeu e das Estratégias ‘Do Prado ao Prato’ e da ‘Biodiversidade’”, recorda Felisbela Torres de Campos, responsável pela Sustentabilidade Regulatória e Empresarial na Syngenta Portugal, associada do InPP.

“Este laboratório colaborativo está no caminho certo: o da sustentabilidade da agricultura”, salienta Felisbela Campos, que considera o CoLab uma parceria estratégica para a Syngenta e também em virtude da forte aposta da companhia na I&D de soluções biológicas para a agricultura”. Além disso, “o InnovPlantProtect posiciona Portugal como criador de tecnologias para resolver problemas fitossanitários específicos da agricultura portuguesa, o que contribuirá certamente para reduzir a dependência nacional de tecnologias estrangeiras e garantirá à partida uma maior eficácia das soluções encontradas”.

“Congratulamo-nos com esta parceria e com o seu potencial para acelerar a inovação para os agricultores e a Natureza”.
Felisbela Torres de Campos, Syngenta Portugal

“O CEBAL, como sócio fundador, parabeniza o InnovPlantProtect pelo excelente trabalho desenvolvido e pela missão de grande importância para com a sustentabilidade da agricultura nacional”, concorda Liliana Marum, investigadora do centro de biotecnologia sediado em Beja.

Os sócios fundadores do InPP são o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, a Câmara Municipal de Elvas, a Universidade Nova de Lisboa, a Syngenta Crop Protection, o Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-alimentar do Alentejo, a Casa do Arroz, a Bayer Crop Science, a Universidade de Évora, a Fertiprado, a Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas, a Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, e a Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo.

Por Rita Hasse Ferreira
24 de janeiro de 202
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