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InPP apresenta resultados do SP6 – Agricultura na sessão final do projeto Algae Vertical

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O InPP participou na reunião final do projeto Algae Vertical, realizada no Instituto Superior de Agronomia, onde foram apresentados os principais resultados e foi feito um balanço daquela que foi a maior iniciativa dedicada às algas integrada no Pacto da Bioeconomia Azul.

Na qualidade de líder do subprojeto SP6 – Agricultura, o InPP apresentou os principais resultados alcançados no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor agrícola baseadas em biomassa de algas, em colaboração com diversos parceiros do consórcio. A apresentação esteve a cargo de Cristina Azevedo, diretora da área de Biosoluções do InPP.

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Cinco soluções inovadoras para a agricultura

Ao longo de quatro anos de trabalho colaborativo, o SP6 – Agricultura permitiu o desenvolvimento de cinco soluções baseadas em algas, destinadas a responder a desafios concretos do setor agrícola:

  • Dois bioestimulantes
  • Dois bioprotectores para o controlo de doenças das plantas
  • Um modulador da microbiota do solo para promoção da saúde do solo

Estas soluções foram concebidas para aplicação em várias culturas agrícolas relevantes para o setor, contribuindo para práticas de produção mais sustentáveis, eficientes e resilientes.

Um marco para o InPP e para o setor das algas

A participação na sessão final do Algae Vertical representa um momento particularmente significativo para o InPP, enquanto entidade líder do SP6 – Agricultura e parceira ativa numa iniciativa que reuniu 37 entidades e mobilizou um investimento de 44 milhões de euros.

O projeto demonstrou o potencial das algas como recurso estratégico para o desenvolvimento de novas biosoluções agrícolas, reforçando a ligação entre investigação, inovação e aplicação industrial.

“Mais do que o encerramento de um projeto, este momento representa um reconhecimento da capacidade de coordenação científica e tecnológica do nosso CoLAB em projetos de grande escala, bem como do nosso compromisso com o desenvolvimento de biosoluções inovadoras para a agricultura.”, sublinha António Saraiva, diretor executivo do InPP.

O diretor executivo assinala ainda o resultado de quatro anos de colaboração intensa entre parceiros científicos e empresariais, que criaram “bases sólidas para futuras oportunidades de valorização das algas na agricultura.”

Portugal reforça posição no setor das algas

O projeto Algae Vertical demonstrou a capacidade nacional para desenvolver tecnologias, processos e aplicações inovadoras em torno das algas, abrangendo áreas como a alimentação humana, aquicultura, agricultura, nutracêuticos e cosmecêuticos, e posicionando Portugal como um dos países com maior capacidade de desenvolvimento tecnológico neste domínio.

O InPP felicita todos os parceiros envolvidos pelo trabalho realizado ao longo destes quatro anos e pelos resultados alcançados, que contribuem para reforçar a competitividade e a sustentabilidade da bioeconomia azul em Portugal.

Sessão Tree Talkers reúne produtores e técnicos para conhecer tecnologia de monitorização florestal

No passado dia 17 de junho, a Herdade de Rui Vaz, em Avis, recebeu a sessão prática “Tree Talkers: Sensores IoT que permitem compreender a fisiologia das árvores”, uma iniciativa promovida pelo InnovPlantProtect, no âmbito do projeto BioLivingLABs.

A ação reuniu produtores, académicos, técnicos e representantes de diferentes entidades interessados em conhecer uma tecnologia inovadora de monitorização florestal capaz de recolher e transmitir, em tempo real, informação detalhada sobre o estado fisiológico das árvores e as condições ambientais envolventes.

A sessão teve início com um conjunto de apresentações técnicas dedicadas à gestão sustentável do montado e da floresta mediterrânica, ao funcionamento dos sensores Tree Talkers e à interpretação dos dados recolhidos pela tecnologia.

Seguiu-se uma demonstração prática em campo, durante a qual os participantes puderam observar os sensores instalados numa área florestal, compreender os parâmetros monitorizados e visualizar exemplos de resultados obtidos em condições reais.

Os Tree Talkers permitem monitorizar indicadores como o crescimento das árvores, o fluxo de seiva, a disponibilidade hídrica e outras variáveis ambientais relevantes, contribuindo para uma melhor compreensão da resposta das árvores a diferentes fatores de stress e apoiando uma gestão florestal mais informada e sustentável.

A sessão ficou ainda marcada pela participação ativa dos presentes, que colocaram diversas questões sobre as potencialidades da tecnologia e as suas aplicações em contexto florestal.

O InnovPlantProtect agradece a todos os participantes pela sua presença e interesse, bem como à Herdade de Rui Vaz pela disponibilidade para acolher a iniciativa.

Sobre o projeto BioLivingLABs

A ação foi realizada no âmbito do projeto BioLivingLABS: Bioeconomia ao serviço da sustentabilidade dos territórios do interior, cofinanciado pelo COMPETE 2030, que visa aproximar a ciência das empresas e dos produtores, transformando os resultados da investigação em soluções práticas e sustentáveis que tragam valor económico e ambiental aos territórios de baixa densidade das regiões Norte, Centro e Alentejo.

O consórcio integra cinco instituições de investigação e inovação – o Instituto Politécnico de Bragança, o Instituto Politécnico de Castelo Branco, o Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação (MORE), o Laboratório Colaborativo InnovPlantProtect e o Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água (AquaValor).

Demonstração da iCountPests reúne produtores e técnicos agrícolas em Estremoz

O InnovPlantProtect realizou, no passado dia 2 de junho, a ação “iCountPests em Campo: demonstração prática da app de monitorização de pragas agrícolas”, que decorreu na Herdade das Servas, em Estremoz.

A iniciativa contou com a participação de 23 produtores, técnicos agrícolas e outros profissionais do setor interessados em conhecer o potencial da tecnologia digital e da inteligência artificial aplicada à monitorização de pragas. Ao longo da manhã, os participantes tiveram oportunidade de assistir à apresentação da iCountPests e de acompanhar uma demonstração prática da aplicação em contexto real.

A demonstração prática permitiu mostrar o funcionamento da aplicação em contexto real, desde a captura das imagens até à obtenção dos resultados, evidenciando o potencial da tecnologia para simplificar processos de monitorização, reduzir o tempo dedicado às contagens manuais e apoiar a tomada de decisão no campo.

O momento de demonstração em vinha proporcionou ainda uma oportunidade de interação entre os participantes e a equipa de desenvolvimento, promovendo a troca de experiências e a discussão sobre os desafios atuais da monitorização de pragas e da digitalização da agricultura.

O que disseram os participantes

“A app é simples de utilizar e permite poupar tempo na monitorização.”, destacou Nuno Chegadinho, ATEVA – Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo. Uma das funcionalidades da app que Nuno considera mais interessante é “conseguir manter um histórico das observações e acompanhar a evolução das populações ao longo do tempo.”

“É uma ferramenta com potencial para apoiar o trabalho diário dos técnicos no terreno.”, sublinhou Ricardo X, Herdade das Servas.

O InnovPlantProtect agradece a todos os participantes pela presença e interesse demonstrado nesta iniciativa.

Agradecemos igualmente à ATEVA – Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo, pelo apoio na divulgação da ação junto dos seus associados e da comunidade vitivinícola, e à Herdade das Servas, pela disponibilidade e colaboração na realização da demonstração em contexto real.

A ação foi realizada no âmbito do projeto BioLivingLABS: Bioeconomia ao serviço da sustentabilidade dos territórios do interior, cofinanciado pelo COMPETE 2030, que visa aproximar a ciência das empresas e dos produtores, transformando os resultados da investigação em soluções práticas e sustentáveis que tragam valor económico e ambiental aos territórios de baixa densidade das regiões Norte, Centro e Alentejo.

O consórcio integra cinco instituições de investigação e inovação – o Instituto Politécnico de Bragança, o Instituto Politécnico de Castelo Branco, o Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação (MORE), o Laboratório Colaborativo InnovPlantProtect e o Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água (AquaValor).

Saiba mais sobre a iCountPests aqui.

EVENTOS

InnovPlantProtect participou no 3.º Encontro de Laboratórios Colaborativos

O InnovPlantProtect (InPP) marcou presença no 3.º Encontro Anual de Laboratórios Colaborativos (CoLAB), organizado pela Agência Nacional de Inovação (ANI), que aconteceu nos dias 6 e 7 de Dezembro, na Universidade do Algarve, em Faro.

No segundo dia do encontro, Pedro Fevereiro, Diretor Executivo do InPP integrou o painel “Saving Planet A for future generations – Pitching Session & Discussion”, no qual apresentou as principais atividades desenvolvidas pelo CoLAB, bem como, os indicadores de realização, as cooperações nacionais e internacionais e os principais desafios e oportunidades para os próximos anos.

Estes encontros são fulcrais para a partilha de conhecimento, experiências e de necessidades comuns, pelo que é de extrema relevância nacional o trabalho colaborativo desenvolvidos pelos CoLABs.

De acordo com a ANI, os CoLAB permitiram a criação de 639 empregos altamente qualificados, mais 13,7% do que em 2020, dos quais 32% eram doutorados, um valor que se traduz em 107% do objetivo para 2022. Os CoLABs agregam atualmente 295 entidades associadas, nomeadamente 173 empresas e 122 entidades não empresariais, sendo que, desde a sua criação, representam 72,4 milhões de euros de investimento.

Vídeo da intervenção do Diretor executivo do InPP na 3ª edição do Encontro de CoLABs.

O encontro teve transmissão via streaming. Pode (re)ver o encontro na íntegra no canal de YouTube da ANI aqui.

Saiba mais sobre os dois dias do evento na página da ANI aqui.

InnovPlantProtect na revista Sábado

Na Revista SÁBADO, um artigo intitulado “Tomate contra o cancro” conta com uma entrevista, realizada pela jornalista Susana Lúcio, ao diretor executivo do InnovPlantProtect (InPP) Pedro Fevereiro.

Pedro Fevereiro aborda o tema das culturas geneticamente modificadas, e fala sobre a sua evolução e segurança, das restrições europeias aos organismos geneticamente modificados (OGM), bem como do movimento antitransgénicos, a pretexto da aprovação de cultivo do tomate roxo nos Estados Unidos.

O diretor executivo explica que a maior parte dos alimentos que ingerimos e que existem no mercado não existem na Natureza: “O tomate era um fruto pequeno, esverdeado, que produzia toxinas para se defender dos predadores. Alterámos o tamanho e reduzimos a toxicidade”.

E será que há razão para duvidarmos dos alimentos OGM? A resposta é clara: “Há 20 anos, desde que saíram para o mercado, que não há um relato de incidentes de saúde pública com OGM”, salienta Pedro Fevereiro.

O CEO do InPP deixa ainda um alerta: “Sem a biotecnologia (…) e sem as técnicas de melhoramento das plantas, que inclui os OGM, não vamos conseguir alimentar a população mundial.”

Leia o artigo na íntegra aqui.

InnovPlantProtect na revista Sábado

Créditos de imagem: Revista Sábado

InnovPlantProtect visitou Agrotecnio

Pedro Fevereiro, diretor executivo do InnovPlantProtect (InPP), visitou o centro de investigação Agrotecnio, localizado em Lleida, na Catalunha, em Espanha, nos dias 1 e 2 de dezembro. A visita ao centro de excelência nas áreas da agricultura, produção animal e tecnologia alimentar, teve como objetivo discutir propostas de cooperação entre as duas instituições, em particular, em relação ao combate à doença do arroz: a piriculariose.

Pedro Fevereiro, diretor executivo do InPP, apresenta o CoLAB no centro de investigação Agrotecnio, em Lleida, na Catalunha.

Durante a visita, que decorreu a convite de Paul Christou, membro do Conselho Consultivo da Unidade de Investigação GREEN-IT do ITQB NOVA, e de Teresa Capell, docente na Universidade de Lleida, o diretor executivo deu a conhecer o InPP e as diferentes áreas de investigação que estão a ser exploradas pelos cinco departamentos do laboratório colaborativo.

A equipa do InPP tem trabalhado no desenvolvimento de biopesticidas contra a piriculariose do arroz, uma das doenças que mais afeta este cereal em todo o mundo e também em Portugal, e que é causada pelo fungo Magnaporthe oryzae. No âmbito do projeto BlaSTOP – Desenvolver soluções integradas para combater a piriculariose do arroz têm sido recolhidas amostras nas bacias do Mondego, Tejo/Sorraia e Sado, com o objetivo de isolar e de caracterizar do ponto de vista genético as culturas de microrganismos presentes, de modo a conhecer a atual diversidade genética de Magnaporthe oryzae em Portugal.