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InPP participa na Assembleia Geral dos 24 meses do projeto VINNY, reforçando o compromisso com a inovação sustentável na viticultura

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O InnovPlantProtect (InPP) marcou presença na Assembleia Geral dos 24 meses do projeto europeu VINNY, que decorreu nos dias 23 e 24 de junho em Viena e Klosterneuburg, na Áustria. A instituição foi representada por Cristina Azevedo, diretora da Área de Biosoluções, e por Tiago Amaro, investigador da subárea de Proteção de Plantas.

A reunião reuniu os parceiros do consórcio com o objetivo de avaliar o progresso alcançado ao longo dos primeiros dois anos do projeto, analisar os resultados obtidos e definir as próximas etapas para o desenvolvimento de soluções inovadoras que promovam uma viticultura mais sustentável, resiliente e competitiva.

Durante os primeiros 2 anos de implementação do VINNY, foram alcançados importantes marcos científicos e tecnológicos. Entre os principais destaques encontram-se a validação, em condições controladas, de compostos bioativos derivados da videira e de biofertilizantes de origem biológica, o desenvolvimento de novas tecnologias e metodologias de aplicação e o arranque dos ensaios em condições reais de campo, permitindo avaliar o desempenho das soluções em contexto produtivo.

A participação do InPP nesta Assembleia Geral constituiu também uma oportunidade para reforçar a colaboração com os restantes parceiros europeus, promover a partilha de conhecimento e discutir os desafios técnicos e científicos associados ao desenvolvimento de biosoluções inovadoras para o setor vitivinícola.

O segundo dia do encontro incluiu uma visita técnica às instalações da HBLA und BA für Wein- und Obstbau Klosterneuburg, onde os participantes acompanharam os ensaios em vinha e em estufa atualmente em curso. A visita permitiu conhecer de perto as atividades experimentais desenvolvidas pelos parceiros e promover a troca de experiências relativamente às diferentes abordagens de validação das soluções em ambiente real.

A Assembleia Geral terminou com o alinhamento das atividades previstas para a próxima fase do projeto, reforçando o compromisso do consórcio em acelerar a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis e de biosoluções seguras, eficazes e ambientalmente responsáveis para responder aos desafios atuais e futuros da viticultura europeia.

A participação do InPP neste encontro reflete o seu compromisso contínuo com a investigação, a inovação e a transferência de conhecimento, contribuindo ativamente para o desenvolvimento de biosoluções seguras, eficazes e amigas do ambiente que promovam uma agricultura mais sustentável e resiliente.

O projeto VINNY reúne um consórcio internacional de entidades de investigação, universidades, empresas e organizações do setor agrícola, que trabalham em conjunto no desenvolvimento de estratégias inovadoras para reduzir a dependência de produtos convencionais de proteção das culturas e potenciar a utilização de biosoluções na produção vitivinícola.

InPP apresenta resultados do SP6 – Agricultura na sessão final do projeto Algae Vertical

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O InPP participou na reunião final do projeto Algae Vertical, realizada no Instituto Superior de Agronomia, onde foram apresentados os principais resultados e foi feito um balanço daquela que foi a maior iniciativa dedicada às algas integrada no Pacto da Bioeconomia Azul.

Na qualidade de líder do subprojeto SP6 – Agricultura, o InPP apresentou os principais resultados alcançados no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor agrícola baseadas em biomassa de algas, em colaboração com diversos parceiros do consórcio. A apresentação esteve a cargo de Cristina Azevedo, diretora da área de Biosoluções do InPP.

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Cinco soluções inovadoras para a agricultura

Ao longo de quatro anos de trabalho colaborativo, o SP6 – Agricultura permitiu o desenvolvimento de cinco soluções baseadas em algas, destinadas a responder a desafios concretos do setor agrícola:

  • Dois bioestimulantes
  • Dois bioprotectores para o controlo de doenças das plantas
  • Um modulador da microbiota do solo para promoção da saúde do solo

Estas soluções foram concebidas para aplicação em várias culturas agrícolas relevantes para o setor, contribuindo para práticas de produção mais sustentáveis, eficientes e resilientes.

Um marco para o InPP e para o setor das algas

A participação na sessão final do Algae Vertical representa um momento particularmente significativo para o InPP, enquanto entidade líder do SP6 – Agricultura e parceira ativa numa iniciativa que reuniu 37 entidades e mobilizou um investimento de 44 milhões de euros.

O projeto demonstrou o potencial das algas como recurso estratégico para o desenvolvimento de novas biosoluções agrícolas, reforçando a ligação entre investigação, inovação e aplicação industrial.

“Mais do que o encerramento de um projeto, este momento representa um reconhecimento da capacidade de coordenação científica e tecnológica do nosso CoLAB em projetos de grande escala, bem como do nosso compromisso com o desenvolvimento de biosoluções inovadoras para a agricultura.”, sublinha António Saraiva, diretor executivo do InPP.

O diretor executivo assinala ainda o resultado de quatro anos de colaboração intensa entre parceiros científicos e empresariais, que criaram “bases sólidas para futuras oportunidades de valorização das algas na agricultura.”

Portugal reforça posição no setor das algas

O projeto Algae Vertical demonstrou a capacidade nacional para desenvolver tecnologias, processos e aplicações inovadoras em torno das algas, abrangendo áreas como a alimentação humana, aquicultura, agricultura, nutracêuticos e cosmecêuticos, e posicionando Portugal como um dos países com maior capacidade de desenvolvimento tecnológico neste domínio.

O InPP felicita todos os parceiros envolvidos pelo trabalho realizado ao longo destes quatro anos e pelos resultados alcançados, que contribuem para reforçar a competitividade e a sustentabilidade da bioeconomia azul em Portugal.

Sessão Tree Talkers reúne produtores e técnicos para conhecer tecnologia de monitorização florestal

No passado dia 17 de junho, a Herdade de Rui Vaz, em Avis, recebeu a sessão prática “Tree Talkers: Sensores IoT que permitem compreender a fisiologia das árvores”, uma iniciativa promovida pelo InnovPlantProtect, no âmbito do projeto BioLivingLABs.

A ação reuniu produtores, académicos, técnicos e representantes de diferentes entidades interessados em conhecer uma tecnologia inovadora de monitorização florestal capaz de recolher e transmitir, em tempo real, informação detalhada sobre o estado fisiológico das árvores e as condições ambientais envolventes.

A sessão teve início com um conjunto de apresentações técnicas dedicadas à gestão sustentável do montado e da floresta mediterrânica, ao funcionamento dos sensores Tree Talkers e à interpretação dos dados recolhidos pela tecnologia.

Seguiu-se uma demonstração prática em campo, durante a qual os participantes puderam observar os sensores instalados numa área florestal, compreender os parâmetros monitorizados e visualizar exemplos de resultados obtidos em condições reais.

Os Tree Talkers permitem monitorizar indicadores como o crescimento das árvores, o fluxo de seiva, a disponibilidade hídrica e outras variáveis ambientais relevantes, contribuindo para uma melhor compreensão da resposta das árvores a diferentes fatores de stress e apoiando uma gestão florestal mais informada e sustentável.

A sessão ficou ainda marcada pela participação ativa dos presentes, que colocaram diversas questões sobre as potencialidades da tecnologia e as suas aplicações em contexto florestal.

O InnovPlantProtect agradece a todos os participantes pela sua presença e interesse, bem como à Herdade de Rui Vaz pela disponibilidade para acolher a iniciativa.

Sobre o projeto BioLivingLABs

A ação foi realizada no âmbito do projeto BioLivingLABS: Bioeconomia ao serviço da sustentabilidade dos territórios do interior, cofinanciado pelo COMPETE 2030, que visa aproximar a ciência das empresas e dos produtores, transformando os resultados da investigação em soluções práticas e sustentáveis que tragam valor económico e ambiental aos territórios de baixa densidade das regiões Norte, Centro e Alentejo.

O consórcio integra cinco instituições de investigação e inovação – o Instituto Politécnico de Bragança, o Instituto Politécnico de Castelo Branco, o Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação (MORE), o Laboratório Colaborativo InnovPlantProtect e o Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água (AquaValor).

EVENTOS

Doença de Huanglongbing poderá ser mitigada com antioxidantes e giberelina

Investigadores encontraram evidências de que a Huanglongbing, também conhecida como citrus greening, é uma doença imunomediada, que poderá ser mitigada com antioxidantes e fito-hormonas de crescimento como a giberelina, levantando o véu sobre o mecanismo que provoca esta doença. O artigo referente a este estudo foi recentemente publicado na Nature Communications.

A doença de Huanglongbing, que afeta citrinos e plantas ornamentais, é causada pela bactéria Candidatus liberibacter spp., transmitida pela psila dos citrinos, um inseto vetor picador-sugador que também provoca lesões diretas consideráveis nas plantas. A psila africana (Trioza erytreae), vetor da bactéria Candidatus liberibacter africanus, está listada como praga de quarentena na Europa e a sua presença em Portugal tem estado a expandir-se. O citrus greening é considerado a doença mais grave para estas espécies de plantas a nível mundial.

A equipa do Citrus Research and Education Center da Universidade da Florida (EUA) mostra que a infeção de laranjeiras (Citrus sinensis) pela bactéria Candidatus liberibacter asiaticus induz uma resposta imunitária crónica sistémica no floema da planta, mimetizando doenças inflamatórias crónicas sistémicas do ser humano, que leva à morte das células que fazem parte do tecido floémico.

A conclusão de que se trata de uma fitopatologia imunomediada “ajuda a orientar a batalha contra esta doença infame”, afirmam os autores no referido artigo. Os investigadores consideram provável que abordagens hortículas que suprimam o stress oxidativo de plantas infetadas possam mitigar os danos, incluindo a utilização otimizada de hormonas vegetais de crescimento como a giberelina e os brassinosteróides, e também tratamentos com antioxidantes.

Imagem de destaque © UF/IFAS Citrus Research and Education Center

InnovPlantProtect celebra hoje 3.º aniversário

Membros da equipa do CoLAB de Elvas contam para a câmara o que os trouxe à raia e à “Rainha da Fronteira”, e o que os levou a aceitarem o desafio de construir o InPP.

Porque acredito num futuro mais sustentável

Joana Castro

24 de janeiro de 2022. 3º aniversário da assinatura da escritura pública de constituição do laboratório colaborativo InnovPlantProtect – Associação. What a journey! Parabéns a toda equipa, associados, membros dos órgãos sociais e parceiros que contribuíram e contribuem hoje para fazer nascer e crescer este jovem CoLAB.

Porque representava um enorme desafio para o meu regresso a Portugal

Cristina Azevedo

Porque as nossas vidas dependem das plantas

iLaria Marengo

Completarmos a equipa multilingue, multicultural e multidiversa de 39 pessoas que compõem hoje o InPP foi uma das grandes conquistas do último ano. Saiba o que nos trouxe até Elvas e porque decidimos apostar as nossas vidas profissionais e pessoais no desafio que é o InnovPlantProtect. Veja o vídeo no nosso canal do YouTube.

Para pôr em prática os conhecimentos adquiridos ao longo de mais de 12 anos no estrangeiro ao serviço do desenvolvimento científico do meu país

Cláudia Rato da Silva

“Construir uma nova instituição é sempre um desafio e um risco. Estes três anos mostraram isso mesmo: a necessidade de arriscar e de aceitar o desafio de ultrapassar dificuldade atrás de dificuldade”, reconhece Pedro Fevereiro, diretor executivo do “CoLAB de Elvas”. “O pilar que sustenta o InnovPlantProtect são as pessoas. E é ao conjunto das pessoas que aceitaram o desafio de vir construir que se deve a (sobre)vivência e o crescimento do InPP. Que vai continuar a crescer. Obrigado por isso.”

Pela chance de me fixar no país que eu escolhi para viver e morar numa cidade bonita como Elvas

Márcio Almeida

Para libertar as culturas de pragas utilizando inteligência artificial

Manisha Sirsat

Pela possibilidade de fazer o que gosto

Tiago Amaro

Para aplicar os conhecimentos adquiridos na indústria biofarmacêutica à descoberta de biopesticidas

Miguel Carvalho

Projeto dedicado ao montado, cofinanciado pela “la Caixa”, já está online

“IA aplicada a um sistema de previsão e deteção precoce de Phytophthora cinnamomi em ecossistemas de montado/ dehesa” é o nome do projeto vencedor da edição de 2020 do Programa Promove, que reúne o InnovPlantProtect (InPP), o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), o Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura (CICYTEX), a ACPA – Associação de Criadores de Porco Alentejano e a Aflosor – Associação Agro-Florestal da Região de Ponte de Sor. Agora já pode conhecer melhor esta iniciativa colaborativa, que ganhou uma página própria no site do InPP.

Com três áreas de estudo, duas em Portugal (concelhos de Avis e Ourique) e uma em Espanha (Alcuescar), o objetivo global é a aplicação de sistemas de monitorização e alerta em grandes manchas florestais, utilizando tecnologias digitais robóticas e de inteligência artificial (IA) em larga escala.

Este projeto é financiado no quadro do Promove – O Futuro do Interior, programa da Fundação “la Caixa” lançado em parceria com o BPI e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, com o objetivo de apoiar iniciativas inovadoras em domínios estratégicos para o desenvolvimento das regiões do Interior de Portugal.