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Seminário destacou contributo dos CoLABs para o futuro da inovação agrícola e agroalimentar

O InnovPlantProtect (InPP) promoveu, no passado dia 11 de junho, o seminário “Seis anos de inovação: O caminho dos CoLABs para o futuro dos setores agrícola e agroalimentar”, no âmbito da Feira Nacional da Agricultura (FNA), em Santarém.

O evento reuniu, pela primeira vez de forma expressiva, seis Laboratórios Colaborativos (CoLABs) com intervenção direta nos setores agrícola e agroalimentar: InnovPlantProtect, CoLAB4Food, FeedInov CoLAB, Food4Sustainability, MORE CoLAB e SmartFarmCoLAB.

O programa incluiu duas mesas-redondas. Na primeira, dedicada ao tema “Inovação em Ação: Os Resultados e Impactos dos CoLABs na Agricultura e Agroalimentação”, participaram representantes de cada CoLAB, que apresentaram casos de sucesso e projetos desenvolvidos, com destaque para a intervenção do gestor de inovação do InnovPlantProtect, Paulo Madeira, que partilhou os resultados alcançados pelo InPP no desenvolvimento de soluções para uma agricultura mais sustentável.

A segunda mesa-redonda, sob o tema “Parcerias para o Futuro: Como os CoLABs Estão a Impulsionar a Inovação no Setor Agrícola e Agroalimentar”, contou com a participação de empresas e associações parceiras, que evidenciaram a importância da colaboração com os CoLABs. Entre os intervenientes esteve Pedro Viterbo, gerente da Fertiprado, parceiro do InnovPlantProtect, acompanhado por representantes das entidades Sense Test, Associação Portuguesa Dos Industriais De Alimentos Compostos Para Animais (IACA), Building Global Innovators (BGI), DEIFIL Technology e TeroMovigo.

O seminário encerrou com um momento de reflexão conjunta, que contou com intervenções de todos os diretores executivos dos CoLABs presentes, incluindo o diretor executivo do InnovPlantProtect, António Saraiva, que sublinharam a importância da cooperação e da articulação estratégica entre os Laboratórios Colaborativos, reforçando o compromisso coletivo com a inovação e o desenvolvimento sustentável dos setores agrícola e agroalimentar.

Ao longo do seminário, ficou patente a relevância das sinergias entre ciência, inovação e mercado, bem como a necessidade de reforçar o financiamento e garantir condições para a continuidade e o crescimento destes Laboratórios Colaborativos, cujos impactos já são visíveis no ecossistema agrícola e agroalimentar nacional.

Este encontro constituiu um importante momento de partilha de experiências e de reforço do trabalho colaborativo, traçando um caminho conjunto para um futuro mais competitivo, sustentável e inovador para a agricultura e agroalimentar em Portugal.

CoLABs em destaque na FNA: Inovação e Impacto para a Agricultura e Agroalimentar

O InnovPlantProtect (InPP) promove o seminário “Seis anos de inovação: O caminho dos CoLABs para o futuro dos setores agrícola e agroalimentar”, já no próximo dia 11 de junhoa partir das 09h30 e até às 11h00, no palco central no Espaço InsectERA, localizado nos Claustros Centrais no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém.

O seminário pretende apresentar os resultados práticos e o impacto real de seis Laboratórios Colaborativos (CoLABs) em Portugal – InnovPlantProtect, Colab4Food, FeedInov, Food4Sustainability, MORE e SmartFarmCoLAB. Estas infraestruturas de interface são pilares essenciais do Sistema Nacional de Inovação (SNI) e têm um papel crescente e essencial nas dinâmicas de inovação para a agricultura e a agroalimentar.

O evento contará com a participação de elementos das equipas e de parceiros de cada um dos CoLABs, que falarão da sua visão em relação às mais valias destas entidades de interface e inovação, do ponto de vista de quem colabora diretamente com elas.

A iniciativa, que se insere na Feira Nacional da Agricultura (FNA) 2025, que este ano tem como tema “Biosoluções”, e será o palco para explorar as inovações que estão a moldar o futuro do setor, reúne diferentes representantes do ecossistema de inovação, para mostrar o papel dos CoLAB no estímulo à transferência de conhecimento e disponibilização de inovação para a agricultura e a agroalimentar em Portugal, criação de valor e de fixador de recursos humanos altamente qualificados no território nacional.

Conheça o programa completo na imagem abaixo.

As inscrições para o evento são gratuitas, mas obrigatórias devido à capacidade limitada do espaço. Garanta a sua presença preenchendo o formulário disponível aqui.

Contamos com a sua presença para uma manhã de partilha e debate sobre o futuro da inovação nos setores agrícola e agroalimentar!

InPP participa na FNA25

Estamos em contagem decrescente para a Feira Nacional de Agricultura (FNA), uma das maiores feiras agrícolas do país!

É já de 7 a 15 de junho que o InPP vai estar na 61ª edição da Feira Nacional de Agricultura, que se realiza no CNEMA – Centro Nacional de Exposições, em Santarém.

O tema da edição deste ano é “Biosoluções”e pretende destacar a importância das soluções e tecnologias inovadoras no setor agroalimentar e na promoção de práticas mais sustentáveis e eficientes.

A FNA reúne agricultores, empresários e especialistas dos setores agroalimentar, pecuário e agrícola e é um excelente espaço para aumentar a nossa rede de contactos, trocar conhecimentos e apresentar as mais recentes tendências e soluções agrícolas que a nossa equipa tem desenvolvido.

Vai poder encontrar-nos no stand nº.18, à entrada do Espaço dos claustros, dedicado à Agenda InsectERA, entre as 10h e as 20h.

Venha visitar-nos. Esperamos por si!

EVENTOS

Biotecnologia: revolução agrícola “ao virar da esquina”

Nature Plants sublinha vantagens das novas técnicas de edição do genoma mas alerta para três aspetos cruciais que ainda é necessário colmatar.

“O rápido desenvolvimento das biotecnologias de plantas está a moldar de forma profunda o melhoramento de culturas e a catalisar a próxima revolução na agricultura”, escreve-se num editorial recém-publicado pela Nature Plants, intitulado Engenharia de culturas de nova geração (Next-generation crop engineering).

O melhoramento de culturas já não tem de estar dependente das mutações que ocorrem naturalmente e as variações geradas de modo artificial podem ser a matéria-prima para um melhoramento adicional, advoga-se no referido texto. “Um espectro muito mais alargado do espaço fenotípico está pronto para exploração, permitindo o desenvolvimento de fenótipos ideais adaptados aos ambientes heterogéneos da Terra, ou até do Espaço”, defendem os autores do artigo, concluindo que “uma nova revolução agrícola movida pela biotecnologia pode estar já ao virar da esquina”.

Imagem: Francesco Gallarotti/ Unsplash

O editorial refere a promessa e as vantagens das novas técnicas de edição do genoma, nomeadamente face ao melhoramento clássico, mas não só. E alerta para três fatores cruciais que ainda estão em falta para conseguir níveis elevados de variação através da edição genética: 1) uma melhor compreensão dos reguladores-chave para genes importantes do ponto de vista evolutivo ou do desenvolvimento; 2) conseguir dissecar redes de genes que controlam fenótipos de interesse e redes reguladoras em cis que afetam a expressão dos genes; 3) estabelecer procedimentos de transformação e regeneração estáveis e eficientes, para a maioria das espécies.

A menos que a edição genética in planta seja desenvolvida rapidamente, o melhoramento baseado na edição de genes será incapaz de beneficiar espécies recalcitrantes. É ainda recordada a existência de estratégias alternativas para a engenharia de culturas de nova geração, como a transfeção de RNA viral em spray, que permite o ajuste temporário características agronómicas sem modificação do material genético.

Medidas atualizadas contra o greening dos citrinos

A DGAV divulgou as novas exigências para a produção e comercialização cítricolas, por causa da praga da psila africana dos citrinos.

Os requisitos técnicos para a produção e comercialização de citrinos e outras rutáceas em local livre de Trioza erytreae, inseto vetor da doença citrus greening, foram atualizados e publicados recentemente pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

As rutáceas são uma família de árvores onde o género Citrus impera do ponto de vista do valor económico. O citrus greening, greening dos citrinos, doença de Huanglongbing ou ainda enverdecimento dos citrinos é causado pela psila africana dos citrinos (Trioza erytreae), inseto vetor que provoca também estragos diretos nos citrinos.

“Atendendo à deteção de Trioza erytreae em algumas regiões do país e dado o alargamento já ocorrido da zona infestada por este inseto, procurou-se acautelar um conjunto de condições para assegurar a continuidade da produção e da comercialização de material de propagação citrícola em regiões onde a praga esteja presente”, explicam os responsáveis da DGAV no documento. A atualização foi motivada pela “experiência entretanto adquirida” e pela nova legislação em vigor: Anexo VIII do Regulamento de Execução (UE) 2019/2072 e Portaria n.º 142/2020.

A Trioza erytreae é uma praga de quarentena em território nacional. 

Na zona demarcada da T. erytreae, além da obrigatória declaração de plantas-mãe ou de viveiro, as plantas de citrinos e outras rutáceas devem ser produzidas “num local com proteção física completa contra este inseto”, tendo sido alvo de duas inspeções oficiais no último ciclo vegetativo, sem apresentar sintomas da praga.

Para a comercialização, as plantas devem também ser mantidas num local com proteção física completa contra este inseto “e ser provenientes de áreas isentas (fora de zonas infestadas e zonas tampão) ou de viveiros localizados em zonas demarcadas”, entre outros requisitos, que visam garantir a não ocorrência de infestação.

O InPP tem um projeto de cooperação com a DGAV, de participação na task force de fitossanidade e para apoio ao plano de luta biológica com vista a controlar a Trioza erytreae.

Imagem de destaque: mac231/ Pixabay

Genomic prediction to increase agricultural productivity

Researchers at InPP are developing machine learning methods for predicting phenotypic traits from genetic information of key crops. The project is led by Manisha Sirsat, from the Data Management and Risk Analysis Department, which is headed by Ricardo Ramiro, in collaboration with the Protection of Specific Crops Department, headed by Paula Oblessuc.

Over the last decade, machine learning has become part of our everyday lives, when it suggests the next song you should listen to or the restaurant you should go to. This branch of artificial intelligence is focused on building models and applications that can learn from data, in order to predict a particular outcome. For this to be possible, large amounts of data are necessary which, until recently, would preclude its application in most fields of biology. However, in the last 20 years, biology has become a data-intensive discipline, due to the revolution brought by high-throughput systems for fields as disparate as genomics and microscopy. Thus, machine learning methods are now being applied to a wide range of biological questions.

At InPP, the team is taking advantage of the availability of high-throughput genomic and phenotypic data for key phenotypes of important crops (e.g. wheat genomes and yield) and using this data to develop machine learning models that can predict the phenotype from the genotype. This approach is termed Genomic Prediction. “The aim is to develop an advanced genomic prediction tool which uses genome-wide genetic markers to predict complex traits”, states Manisha Sirsat. “This will allow us to identify genetic markers that can increase agricultural productivity and that can accelerate plant breeding programs”, adds Ricardo Ramiro.

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