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Estamos em contagem decrescente para a Feira Nacional de Agricultura (FNA), uma das maiores feiras agrícolas do país!

É já de 7 a 15 de junho que o InPP vai estar na 61ª edição da Feira Nacional de Agricultura, que se realiza no CNEMA – Centro Nacional de Exposições, em Santarém.

O tema da edição deste ano é “Biosoluções”e pretende destacar a importância das soluções e tecnologias inovadoras no setor agroalimentar e na promoção de práticas mais sustentáveis e eficientes.

A FNA reúne agricultores, empresários e especialistas dos setores agroalimentar, pecuário e agrícola e é um excelente espaço para aumentar a nossa rede de contactos, trocar conhecimentos e apresentar as mais recentes tendências e soluções agrícolas que a nossa equipa tem desenvolvido.

Vai poder encontrar-nos no stand nº.18, à entrada do Espaço dos claustros, dedicado à Agenda InsectERA, entre as 10h e as 20h.

Venha visitar-nos. Esperamos por si!

O InnovPlantProtect (InPP) participou na Feira Nacional de Olivicultura (FNO 25) em Campo Maior, de 23 a 25 de maio, apresentando as suas mais recentes inovações biológicas e digitais para a proteção de culturas, incluindo projetos focados em biopesticidas para doenças do olival e deteção precoce de fungos causadores da gafa, e monitorização de insetos vetores da bactéria Xylella fastidiosa, que ataca o olival. O CoLAB de Elvas esteve presente com stand próprio para demonstrar as suas valências e o impacto da sua investigação na sustentabilidade agrícola, convidando produtores, técnicos e investigadores a conhecer as suas soluções inovadoras de base biológica e digital e a participar ativamente na discussão dos desafios do setor.

O laboratório colaborativo (CoLAB) recebeu os visitantes no stand n.º 14, localizado na área temática no Jardim Municipal de Campo Maior, para dar a conhecer a sua atividade, os projetos em curso que estão a desenvolver soluções para as principais doenças do olival, as patentes já submetidas, as apps para gestão agrícola e os produtos e serviços de base biológica e digital que têm para oferecer ao setor agrícola e ao mercado. Ao longo dos três dias da feira, alguns dos investigadores do InPP estiveram no stand para demonstrar aos visitantes as várias valências do CoLAB de Elvas, que tem desenvolvido inovação que espera contribuir para a sustentabilidade dos sistemas agrícolas.

O InPP deu a conhecer o projeto ValorCannBio, que está a transformar a biomassa que não é aproveitada na indústria da produção de canábis com fins medicinais para desenvolver biopesticidas eficazes e sustentáveis contra a gafa e a tuberculose, responsáveis por dizimar colheitas inteiras, levando a perdas económicas severas e comprometendo a qualidade dos alimentos. O impacto deste projeto será sentido no concelho de Elvas, onde o projeto se está a desenvolver, mas é expectável que este se alargue a toda a região de produção do olival de Trás-os-Montes ao Algarve, onde estão a aumentar as quebras de produção devido a estas doenças. O projeto AlViGen foi também um dos protagonistas e está a usar tecnologia de ponta para detetar e identificar as estirpes dos fungos causadores da gafa, muito antes de os sintomas se tornarem visíveis. A equipa do projeto tem utilizado armadilhas para recolher esporos que circulam no ar que permitem monitorizar a presença dos fungos, o que pode dar uma vantagem importante aos agricultores na prevenção de infeções e na proteção das suas culturas, reduzindo perdas de produção.

O projeto SNM_XylellaVt, liderado pela DRAPCENTRO e no qual o InPP participa ativamente, esteve também em destaque na FNO. O SNM_XylellaVt está a monitorizar os insetos vetores da bactéria Xyllela fastidiosa, em particular a cigarrinha das espumas, inseto responsável por transmitir a bactéria, que ataca várias culturas agrícolas e florestais, nomeadamente o olival. A equipa do projeto está a desenvolver novas ferramentas, como os modelos de previsão de risco que, na presença da bactéria, seja nas plantas ou nos insetos vetores, permitam ao Serviço Nacional de Avisos Agrícolas (SNAA) alertar, em tempo real, sobre os níveis económicos de ataque (NEA) para estes insetos, permitindo, assim prevenir a infeção das principais culturas. No âmbito deste projeto, a equipa desenvolveu ainda uma plataforma online na qual é possível os cidadãos reportarem o avistamento de espumas, que constituem sinais da presença dos insetos vetores da X. fastidiosa, ajudando assim a mapear a sua distribuição temporal e espacial e a planear medidas de combate a esta bactéria.

A FNO, organizada em conjunto pela Câmara Municipal de Campo Maior e pelo Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL), é um evento que pretende valorizar a olivicultura nacional, e em particular o azeite português, dinamizando a economia local e reunindo profissionais do setor – produtores, técnicos, ou investigadores – de todo o país para discutir desafios e tendências do setor Olivícola e Oleícola português.

Créditos de imagens: InnovPlantProtect

Each year, crop diseases cause devastating losses in agricultural production, threatening food security and the livelihoods of millions of farmers. In the heart of Alentejo, an innovative project is harnessing the power of genomics to help combat these invisible threats. The AlViGen Project, with the participation of InnovPlantProtect researchers Rute Rego and João Bilro, is paving the way for a new era of crop surveillance and protection.

The Problem and the Solution

“Yellow rust in wheat and olive quick decline syndrome are real scourges for farmers,” explains Rute Rego, a researcher at AlViGen. “These diseases can decimate entire harvests, leading to severe economic losses and compromising food quality.”

But AlViGen is not limited to observing the problem. The team is using cutting-edge technology to detect and identify the strains of fungi that cause these diseases, long before the symptoms become visible.

“We use traps to collect spores circulating in the air,” Rute continues. “These traps allow us to monitor the presence of fungi in real-time, which gives us an important advantage in preventing infections.”

But the magic happens in the laboratory, where the team extracts the DNA from the spores and performs advanced genomic analyses, using powerful DNA sequencing technology based on the metabarcoding method, carried out with cutting-edge technology like the portable Nanopore sequencer.

Rute Rego, a researcher at InnovPlantProtect, analyzes samples of the fungus causing olive quick decline syndrome as part of the AlViGen project.

Unraveling the Genetic Code of Fungi

To better explain what metabarcoding is and its advantage in detecting the presence of species or strains of fungi that cause diseases in crops, the researcher gives the example of a bag full of different types of grains – rice, beans, corn – being analyzed by the reader. “Metabarcoding is like placing a unique label (a ‘barcode’) on each type of grain. Then, you can mix all the grains in a single sample, and by reading the labels, you can identify the quantity of each type of grain present.'”

In the case of AlViGen, this technique allows for the analysis of multiple fungal species simultaneously (in multiple samples), each with its own genetic ‘barcode,’ and to ‘identify exactly which fungi are present, even in small quantities,'” the researcher explains.

And what is the practical impact of this method for monitoring and predicting disease? The AlViGen project researcher can identify, with high precision, the moment when the pathogenic agent begins to appear in the field, which makes it possible to alert farmers in real-time about the risk of disease. Producers can adopt preventative measures and apply the necessary products to avoid infection, contributing to a rapid and effective response in disease prevention.

The Timeline of Fungal Evolution

AlViGen’s research is not limited to identifying the microorganisms harmful to crops; it also seeks to understand their evolution and diversity. João Bilro, another researcher on the project, is dedicated to studying the phylogeny of the Colletotrichum fungus, a microorganism responsible for causing olive anthracnose or blight, a disease that affects olive groves in Portugal. This disease mainly affects the olives, which compromises the quality of the olive oil.

“Phylogeny is crucial for understanding how the different strains of Colletotrichum are related and how they have evolved over time,” João explains. “Just as a family tree traces the history of a family, showing how members are related to each other, phylogenetic trees reveal the evolutionary relationships between the different strains of this fungus. Each branch of the tree represents an evolutionary lineage, and the nodes indicate common ancestors. By comparing the DNA sequences of these strains, we can reconstruct their evolutionary history, identifying which are genetically closer or more distant, and thus infer characteristics such as virulence or resistance to fungicides,” he reveals.

This knowledge allows researchers to identify patterns of dissemination and adaptation of the fungus, which is fundamental for developing more effective strategies to contain and/or reduce the damage this fungus causes to Portuguese olive groves.

“Um dos desafios da nossa investigação é a grande diversidade genética do Colletotrichum,” admite João. “No entanto, ao desvendar os seus segredos evolutivos, estamos a abrir caminho para o desenvolvimento de métodos de deteção e controlo mais precisos e direcionados.”

Left photo: João Bilro, a bioinformatician at InnovPlantProtect, studying the phylogeny of the Colletotrichum fungus within the scope of the AlViGen project; Right photo: Rute Rego and João Bilro discuss ideas about the AlViGen project.

The Future of Agriculture Starts Here

The AlViGen Project aims to have a significant impact on the agricultural landscape, especially in Alentejo, a region with a strong agricultural tradition. By providing farmers with early detection tools and precise information about the microorganisms that cause crop diseases, the project intends to aid in decision-making, allowing farmers to protect their crops and reduce production losses.

“Our ultimate goal is to empower farmers with the knowledge and tools they need to protect their crops sustainably,” states Rute. “We believe that genomic surveillance is a key tool for the future of crop protection.”

João Bilro agrees and adds, “Continuous research is fundamental to keep up with the evolution of harmful microorganisms and to develop new, consistently effective control strategies. In the future, we hope to expand the scope of AlViGen to include other microorganisms and crops, and to make genomic surveillance an accessible tool for all farmers.”

Science at the Service of Agriculture

The AlViGen Project, supported by the Promove Program of the “la Caixa” Foundation, in partnership with Banco BPI and the Foundation for Science and Technology (FCT), is an inspiring example of how science and technology can be applied to solve real-world problems and transform agriculture. By unraveling the genetic secrets of crop microorganisms, Rute Rego and João Bilro are paving the way for a safer, more sustainable, and resilient agriculture.

The fight against crop diseases continues, but with AlViGen, farmers can finally see the enemy before it becomes visible.

EVENTOS

O novo espaço do InnovPlantProtect (InPP), que envolveu um investimento de 2,8 milhões de euros, foi esta quinta-feira, dia 28 de julho, pelas 14h30, oficialmente inaugurado no edifício do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) – Polo de Elvas, em Elvas, com a presença de 120 convidados.

A sessão de inauguração contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, da secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira, do secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, e do vereador da Câmara Municipal de Elvas (C.M. Elvas), Hermenegildo Rodrigues, que esteve em representação do Presidente da C.M. Elvas.

Ana Abrunhosa começou por felicitar e agradecer a toda a equipa do InPP pelo trabalho que tem desenvolvido e realçou que “para fazer investigação de qualidade, em qualquer lugar e não apenas nas geografias tidas como as mais habituais, é necessário providenciar a disponibilidade de recursos humanos altamente qualificados nas áreas a investigar, instalações adequadas, equipamentos de ponta e tecnologia de última geração” e, de acordo com a ministra, “o InPP apresenta todas estas condições”.

A ministra da Coesão Territorial sublinhou o papel das “condições de trabalho e de salário justas”, como fatores adicionais que contribuem para que o InPP seja um projeto de “excelência”, que “tem tudo o que é preciso para realizar as suas aspirações científicas” e alertou ainda para a “importância que os fundos europeus têm tido e têm que continuar a ter para projetos como este: um projeto de desenvolvimento regional que se baseia num casamento que queremos que seja feliz entre o conhecimento, a investigação, as empresas e a comunidade”. 

Elvira Fortunato evidenciou a relevância do InPP e da sua missão de “trabalhar ativamente para encontrar soluções práticas, inovadoras e sustentáveis numa área tão importante e vital como é a da agricultura e da preservação do ambiente e dos recursos naturais” no atual contexto nacional e mundial e acrescentou ainda que o InPP “trata-se de um encontro de vontades de vários intervenientes nacionais e internacionais, de fazer mais e melhor ciência, de oferecer à sociedade mais tecnologia e inovação e de transformar o conhecimento em soluções práticas que melhorem a vida das pessoas.”

“Precisamos de todos os atores, de todos os investigadores e de todas as instituições como as que se juntam hoje em torno deste laboratório colaborativo”, salientou a ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e concluiu a sua intervenção com uma mensagem de força para toda a equipa do InPP: “Que esta seja uma casa onde o vosso trabalho se consolide e fortifique por muitos anos. O vosso sucesso será o sucesso de todos”.

Já Isabel Ferreira destacou a importância das áreas de atuação do InPP, sobretudo no “contexto que vivemos pandémico e de uma guerra que mostrou cada vez mais a importância do setor agroalimentar, como resposta às situações de emergência e de crise. E, portanto, esta abordagem que o InPP faz de focalizar a sua intervenção numa fase anterior ainda à propria produção, e assumir este papel fundamental de trazer conhecimento científico de excelência que existe nestas temáticas, e sobretudo neste tema da luta contra pragas e doenças que afetam as maiores e mais importantes culturas agrícolas.”

A secretária de Estado do Desenvolvimento Regional desejou um “caminho de sucesso” e sublinhou a importância do financiamento, nomeadamente o “financiamento competitivo, de prestação de serviços, para que os CoLABs sejam cada vez mais autossustentáveis”.

Rui Martinho destacou o trabalho que tem sido desenvolvido pela equipa do InPP, nomeadamente no controlo e erradicação da Xylella fastidiosa e na mitigação do efeito do fogo bacteriano, que “constituem ameaças muito significativas para a nossa atividade produtiva”.

“Estamos perante uma organização [o InPP] que tem um papel central no desenvolvimento da agricultura, no desempenho económico e ambiental das nossas explorações agrícolas e, pela sua composição, assegurará a necessária transferência de conhecimento para o setor e para as empresas e entidades com intervenção no processo produtivo”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural.

Por último, Hermenegildo Rodrigues, começou a sua intervenção expressando o “orgulho do Município em fazer parte deste projeto, como parceiro privilegiado, reconhecendo as mais valias que traz para esta região, essencialmente agrícola, e simultaneamente permitir através do conhecimento científico, dar-nos a conhecer ao mundo”.

O vereador da C.M. Elvas assinalou ainda, com “enorme satisfação e orgulho”, o primeiro pedido provisório de patente submetido no passado dia 21 de julho pela equipa do InPP, que considerou “um passo de enorme missão deste laboratório que tenho a certeza que será apenas o primeiro de muitos”.

Após a sessão de inauguração, foi realizada a apresentação do CoLAB por parte de Margarida Oliveira, presidente do Conselho de Administração do InPP, e de Pedro Fevereiro, diretor executivo.

Pedro Fevereiro começou por agradecer a todos os convidados presentes e congratulou os associados pelo “caminho percorrido”, considerando-os mesmo como “a alma da instituação”, sem os quais, de acordo com o CEO, “não seria possível construir o que construímos”. O diretor executivo agradeceu ainda às entidades financiadoras e promotoras, a toda a equipa, bem como aos clientes do InPP “pela confiança demonstrada”, e às instituições que aceitaram fazer parcerias e colaborações com o CoLAB.

Segundo Pedro Fevereiro, o InPP “tem de desenvolver inovação, tem de protegê-la e de entregá-la a quem seja capaz de a colocar no mercado”. Um dos objetivos estratégicos do InPP passa por criar propriedade industrial, através do desenvolvimento de produtos novos que sejam patenteáveis e, posteriormente, entregues às empresas e colocados no mercado, permitindo assim gerar valor.

Durante a sua intervenção, o diretor executivo referiu ainda o financiamento inicial de cerca de sete milhões de euros, dos quais 2,8 milhões foram utilizados para modernizar as infraestruturas e os equipamentos, que “dão a oportunidade de desenvolver produtos inovadores”, e destacou os 110 mil euros que resultaram da atividade do InPP em 2021, um valor que será “largamente ultrapassado” em 2022.

Pedro Fevereiro terminou a sua intervenção com os olhos postos no futuro. De acordo com o CEO, o futuro da instituição passará por manter a equipa, garantir a sustentabilidade financeira do InPP e atrair financiamento público e privado para o CoLAB e criar serviços que vão de encontro às necessidades dos clientes e que solucionem os seus problemas.

O evento terminou com uma visita às novas instalações.

O InPP deu início às obras das instalações definitivas no edifício do INIAV Elvas, associado fundador no InPP, a 18 de janeiro de 2021, e está agora a funcionar em pleno, depois de concluída toda a remodelação do edifício e de instalados todos os equipamentos. A inauguração marca assim uma nova etapa do InPP, em que se pretende dar continuidade ao desenvolvimento de novos produtos (novos biopesticidas e novas plantas resistentes) e serviços prestados aos agricultores, bem como ao nível social e regional, na medida em que se posiciona como um polo de atração de investimento para a região do Alentejo e impulsiona também a criação de emprego qualificado e a densificação do Interior do país.

Este é um marco fundamental na história do InPP, dos seus associados, membros dos órgãos sociais e parceiros, e uma ferramenta essencial para o futuro da instituição, sendo central na afirmação da missão de desenvolver soluções inovadoras, biológicas e digitais, para promover modos de produção agrícola mais seguros, sustentáveis e produtivos, ajustáveis às variações introduzidas pelas alterações climáticas na região do Alentejo.

Investigadores do InnovPlantProtect (InPP) acabam de submeter, a dia 21 de julho de 2022, o primeiro pedido provisório de patente para a proteção industrial de uma estirpe bacteriana, isolada da natureza e ecologicamente segura, que apresenta uma elevada eficiência no controlo do fogo bacteriano.

O fogo bacteriano é uma doença causada pela bactéria Erwinia amylovora, que afecta várias espécies vegetais, em particular da família das rosáceas, nomeadamente pereiras e macieiras, e que tem tido um impacto negativo enorme nos pomares de pêra rocha e de maçã em Portugal, pois não existem soluções eficientes para o seu controlo.

“Este é o primeiro de vários produtos de origem biológica inovadores em desenvolvimento no InnovPlantProtect. Estamos certos que este e outros agentes biológicos em desenvolvimento neste CoLab terão um impacto determinante na proteção das culturas mediterrânicas e no alcançar dos objetivos do Pacto Ecológico europeu”, afirma Pedro Fevereiro, Diretor Executivo do InPP.

Exemplar de planta de pereira com a doença fogo bacteriano, causada pela bactéria Erwinia amylovora

O InPP vê aprovadas duas agendas mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial – Propostas para a Economia do Futuro” nas quais participa: InsectERA e Pacto da Bioeconomia Azul. 

A agenda InsectERA, a que equivale um investimento total de € 57 milhões, pretende aplicar os conceitos da economia circular à indústria dos insetos. A ideia é devolver subprodutos da agroindústria, e alguns resíduos agropecuários e urbanos, à cadeia de valor, sob a forma de soluções nutricionais para pessoas, animais e plantas, bem como novas soluções industriais, da cosmética aos bioplásticos. O consórcio é liderado pelo INGREDIENT ODYSSEY, S.A.

A agenda Pacto da Bioeconomia Azul, liderada pela Inovamar, e que corresponde a um investimento total de € 220 milhões, visa reindustrializar a bioeconomia azul através da criação de novos modelos económicos assentes no aproveitamento de biorrecursos marinhos, criando também o primeiro hub europeu de bioeconomia azul.

A informação é pública e pode ser consultada no site do IAPMEI — Agência para a Competitividade e Inovação, I. P.