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O InnovPlantProtect (InPP) esteve presente no Encontro Ciência 2025 em Lisboa, no Campus da Nova SBE, para participar na sessão paralela “Proteção de Culturas para Uma só Saúde, e Sustentabilidade Alimentar e Ambiental”.

O Encontro Ciência realizou-se de 9 a 11 de julho, no Campus da NOVA SBE, em Carcavelos, e teve como mote “Ciência, Inovação e Sociedade”. O maior encontro de ciência e tecnologia de Portugal foi palco de promoção e discussão do impacto científico, social, cultural e económico da investigação em Portugal, explorando a interseção entre ciência, inovação e sociedade, para inspirar novas ideias e fomentar colaborações transformadoras.

O diretor do Departamento de Gestão de Dados e Análise de Risco, Ricardo Ramiro, e a diretora do Departamento de Novos Biopesticidas, Cristina Azevedo, apresentaram alguns resultados dos seus trabalhos, nesta sessão co-moderada pelo diretor executivo, António Saraiva.

Durante a sessão foram apresentadas duas soluções importantes para o setor agrícola, desenvolvidas pela nossa equipa:

  • iCountPests – uma app inovadora que utiliza IA para detetar e contar pragas com precisão e rapidez, em fotos de armadilhas cromotrópicas.
  • InPP 2 – um biofungicida de largo espectro, capaz de combater a Botrytis cinerea, o fungo responsável pela podridão cinzenta no tomate.

Os CoLAB MORE Colab – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação e Sfcolab – Laboratório Colaborativo para a Inovação Digital na Agricultura, estiveram também presentes na sessão paralela, bem como a GREEN-IT, para discutir como a ciência e a inovação podem enfrentar os desafios das alterações climáticas e promover sistemas agrícolas mais sustentáveis.

No dia 30 de junho, o InnovPlantProtect (InPP) marcou presença no encontro “7 anos de CoLABs: impactos e perspectivas”, que reuniu decisores políticos, especialistas do ecossistema de inovação português, líderes de diferentes setores, representantes de entidades públicas e privadas e os representantes dos 41 Laboratórios Colaborativos (CoLAB), no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

O encontro, organizado pelo Fórum dos Laboratórios Colaborativos (FCoLAB), teve como objetivo refletir sobre o impacto do trabalho desenvolvido pelos diferentes CoLAB’s aos longos dos últimos 7 anos, assim como abordar as perspetivas futuras e identificação de estratégias que permitam potenciar o contributo da investigação científica e da inovação na economia e na sociedade.

Esta iniciativa foi uma oportunidade para dar a conhecer os produtos, serviços e soluções desenvolvidas pelos CoLAB ao longo dos últimos sete anos, evidenciando o seu contributo para a inovação, a competitividade e a sustentabilidade em diversos setores da economia. A aplicação lançada recentemente pelo InPP, a iCountPests, que permite a contagem automática de pragas a partir de imagens de armadilhas, reduzindo o tempo investido na monitorização e permitindo criar um histórico das pragas, esteve também em destaque.

O evento contou com as intervenções do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, do Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, de Manuel Heitor, do IN+ Center for Innovation, Technology and Policy Research e antigo Ministro da Ciência e Inovação, António Grilo, Presidente da ANI, entre outros.

Na sua intervenção, o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, salientou aquele que é o propósito da ciência a nível nacional: “Esperamos que a ciência criada em Portugal gere inovação. Mais do que tecnologia, a inovação é a resposta para os problemas da sociedade. Vocês são o agente de mudança!”.

Durante a sessão, foram também apresentados os principais indicadores de atividade e impacto comprovado dos primeiros sete anos de atividade dos CoLABs, e debatidas perspetivas multissetoriais sobre o seu papel no ecossistema nacional de ciência e inovação, com foco em temas como o impacto socioeconómico, a internacionalização, a competitividade empresarial, a inovação tecnológica e a sustentabilidade.

Os indicadores de atividade e o impacto dos 7 anos de atividade, traduzem-se em:

  • Mais de 260 projetos aprovados
  • Mais de 1300 empregos qualificados criados
  • 19M€ em receita fiscal gerada
  • Mais de 900 interações com empresas
  • 33 pedidos de patente (10 concedidas)
  • 680 artigos científicos publicados

Os dois painéis da tarde contaram com a participação de empresas, parceiros e entidades gestoras, que refletiram sobre o impacto gerado até ao momento e apresentaram propostas para maximizar o contributo dos CoLAB no longo prazo, tanto na economia como na sociedade portuguesa.

Numa altura em que se discutem as opções de financiamento base para os CoLABs, este evento é de capital importância. A área da proteção das culturas, em particular, precisa de mais investimento na inovação. Realizar este evento foi importante para trazer ao debate este assunto que é urgente e de grande importância estratégica.

O InPP esteve também presente na área de exposição, recebendo visitas de peso, incluindo o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, o Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, a Secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, a Presidente da FCT, Madalena Alves, o Presidente da Agência Nacional de Inovação, António Grilo, o Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos e a Diretora Executiva da Ciência Viva, Ana Noronha.

Créditos das imagens: InnovPlantProtect – Inês Ferreira



O InnovPlantProtect (InPP) promoveu, no passado dia 11 de junho, o seminário “Seis anos de inovação: O caminho dos CoLABs para o futuro dos setores agrícola e agroalimentar”, no âmbito da Feira Nacional da Agricultura (FNA), em Santarém.

O evento reuniu, pela primeira vez de forma expressiva, seis Laboratórios Colaborativos (CoLABs) com intervenção direta nos setores agrícola e agroalimentar: InnovPlantProtect, CoLAB4Food, FeedInov CoLAB, Food4Sustainability, MORE CoLAB e SmartFarmCoLAB.

O programa incluiu duas mesas-redondas. Na primeira, dedicada ao tema “Inovação em Ação: Os Resultados e Impactos dos CoLABs na Agricultura e Agroalimentação”, participaram representantes de cada CoLAB, que apresentaram casos de sucesso e projetos desenvolvidos, com destaque para a intervenção do gestor de inovação do InnovPlantProtect, Paulo Madeira, que partilhou os resultados alcançados pelo InPP no desenvolvimento de soluções para uma agricultura mais sustentável.

A segunda mesa-redonda, sob o tema “Parcerias para o Futuro: Como os CoLABs Estão a Impulsionar a Inovação no Setor Agrícola e Agroalimentar”, contou com a participação de empresas e associações parceiras, que evidenciaram a importância da colaboração com os CoLABs. Entre os intervenientes esteve Pedro Viterbo, gerente da Fertiprado, parceiro do InnovPlantProtect, acompanhado por representantes das entidades Sense Test, Associação Portuguesa Dos Industriais De Alimentos Compostos Para Animais (IACA), Building Global Innovators (BGI), DEIFIL Technology e TeroMovigo.

O seminário encerrou com um momento de reflexão conjunta, que contou com intervenções de todos os diretores executivos dos CoLABs presentes, incluindo o diretor executivo do InnovPlantProtect, António Saraiva, que sublinharam a importância da cooperação e da articulação estratégica entre os Laboratórios Colaborativos, reforçando o compromisso coletivo com a inovação e o desenvolvimento sustentável dos setores agrícola e agroalimentar.

Ao longo do seminário, ficou patente a relevância das sinergias entre ciência, inovação e mercado, bem como a necessidade de reforçar o financiamento e garantir condições para a continuidade e o crescimento destes Laboratórios Colaborativos, cujos impactos já são visíveis no ecossistema agrícola e agroalimentar nacional.

Este encontro constituiu um importante momento de partilha de experiências e de reforço do trabalho colaborativo, traçando um caminho conjunto para um futuro mais competitivo, sustentável e inovador para a agricultura e agroalimentar em Portugal.

EVENTOS

O InnovPlantProtect (InPP) estará presente na terceira edição do Encontro Anual de Laboratórios Colaborativos (CoLAB), organizada pela Agência Nacional de Inovação (ANI), cujo objetivo é promover e monitorizar as atividades e a evolução progressiva dos 41 CoLABs atualmente reconhecidos, assim como o seu desenvolvimento no contexto de estratégias de investigação e inovação regionais, nacionais e europeias, e que vai decorrer na Universidade do Algarve, no Campus da Penha, entre os dias 6 e 7 de dezembro.

O 3.º Encontro Anual de Laboratórios Colaborativos pretende debater a evolução das atividades dos CoLAB e a sua integração na dinâmica dos ecossistemas regionais, durante a transição para um novo ciclo de financiamento de base, no âmbito da Missão Interface e do Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PRR). Este evento contará com a apresentação dos principais resultados obtidos durante 2022 e os highlights da rede nacional de CoLAB.

O evento contará com a presença de Joana Mendonça, Presidente da ANI, Madalena Alves, Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), João Mendes Borga, Membro da Direção da ANI, e Paulo Águas, reitor da Universidade do Algarve. Nesta edição participaram ainda empresas, decisores políticos e peritos nacionais e internacionais.

Neste evento serão debatidos diversos temas de grande impacto como os desafios da população cada vez mais envelhecida, a transformação digital, a crise energética, a economia circular com novos modelos de negócio para um futuro sustentável, as perspetivas portuguesas dos CoLAB e a plataforma da Missão de Interface, entre outros.

Todas as sessões vão decorrer exclusivamente em inglês e serão transmitidas em direto, através do canal de Youtube da ANI aqui.

A ANI é a entidade que acompanha a implementação da agenda de investigação e inovação de todos os CoLAB. O processo de reconhecimento dos Laboratórios Colaborativos é assegurado pela FCT.

A gafa, ou antracnose, é uma doença do olival, causada por várias espécies de fungos do género Colletotrichum, tais como Colletotrichum accutatum, C. nymphaeae ou C. godetiae [1,2].  Os sintomas aparecem tipicamente nas azeitonas em maturação e incluem: manchas acastanhadas/negras com depressão, desitratação e queda precoce. Em casos extremos pode-se verificar desfoliação e morte de ramos [3].  A presença de azeitonas doentes tem também uma influencia negativa na qualidade do azeite, aumentando a acidez e baixando a estabilidade oxidativa do azeite [4].

Azeitona com gafa/antracnose. Fonte: Olive Times

A gafa é considerada a principal doença no olival em Portugal e é uma das doenças que vai ser monitorizada no projeto AlViGen. Para podermos monitorizar as estirpes de Colletotrichum presentes no olival e retirar informação útil dessa monitorização, precisamos ter uma associação entre o genoma e o fenótipo dessas estirpes. Dessa forma, quando aplicarmos a vigilância genómica ao Colletotrichum e identificarmos um determinado genótipo, poderemos identificar também as suas caracteristicas fenotípicas. Por exemplo, a sua virulência ou padrão de resistência a fungicidas.

Para podermos ter esta associação entre a genética e o fenótipo do Colletotrichum, estamos a trabalhar em conjundo com o grupo de Rosário Félix, professora da Universidade de Évora, no isolamento e caracterização de estirpes de Colletotrichum isolados por todo o país. Como tal, vimos pedir ajuda da comunidade para que nos envie amostras de azeitona para que possamos caracterizar o Colletotrichum presente no vosso olival!

O processo é muito simples:

1.  Coloque 10 azeitonas num saco (de uma única variedade) na altura da mudança de cor (com ou sem sintomas)

2. Preencha o questionário para caracterizar a amostra, utilizando o seu telemóvel (ver abaixo).

3. Escreva o código de amostra no saco (código gerado durante o preenchimento do formulário)

4. Coloque o saco numa caixa ou envelope almofadado e envie para:
Maria do Rosário Félix
Laboratório de Virologia Vegetal, sala 108, Edificio Santos Júnior
Núcleo da Mitra, Universidade de Évora 7000-083 Évora

Formulário de recolha de dados para telemóvel

De modo a que possamos recolher dados acerca do local da amostragem e do tipo de exploração, pedimos a quem nos enviar amostras que preencha também um questionário através do telemóvel.

iPhones

Recolha os dados usando o formulário google que pode aceder no seu browser, através de: https://forms.gle/688GGnJC6qYHC3Lk9

Telemóveis Android

Recolha os dados usando a aplicação ODK collect, cujo download pode ser feito gratuitamente na Google Play Store em: https://play.google.com/store/apps/details?id=org.odk.collect.android&hl=en&gl=US

Uma vez instalada a aplicação, pode aceder ao formulário com o QR code abaixo, através de dois métodos: carregue em “Configurar com código QR” e use a câmara para adicionar o QR code abaixo. Alternativamente, faça download do QR code e depois de carregar em “Configurar com código QR”, carregue nos três pontos (canto superior direito) e em “Importar QR Code”. A partir daqui terá carregado o QR code e bastará carregar em “Formulário em Branco” para começar a adicionar os dados da sua amostra.

Referências

1. Materatski, P., Varanda, C., Carvalho, T., Dias, A. B., Campos, M. D., Rei, F., & Félix, M. D. R. (2018). Diversity of Colletotrichum species associated with olive anthracnose and new perspectives on controlling the disease in Portugal. Agronomy, 8(12), 301.

2. Talhinhas, P., Mota‐Capitão, C., Martins, S., Ramos, A. P., Neves‐Martins, J., Guerra‐Guimarães, L., … & Oliveira, H. (2011). Epidemiology, histopathology and aetiology of olive anthracnose caused by Colletotrichum acutatum and C. gloeosporioides in Portugal. Plant Pathology, 60(3), 483-495.

3. Talhinhas, P., Sreenivasaprasad, S., Neves-Martins, J., & Oliveira, H. (2005). Molecular and phenotypic analyses reveal association of diverse Colletotrichum acutatum groups and a low level of C. gloeosporioides with olive anthracnose. Applied and Environmental Microbiology, 71(6), 2987-2998.

4. Carvalho, M. T., Simões-Lopes, P., & Monteiro da Silva, M. J. (2008). Influence of different olive infection rates of Colletotrichum acutatum on some important olive oil chemical parameters. In V International Symposium on Olive Growing 791 (pp. 555-558).

Nos dias 16 e 17 de novembro, o InnovPlantProtect (InPP) participou no Seminário de Lançamento do Programa de Cooperação Transfronteiriça Interreg Espanha-Portugal – POCTEP 2021-2027, que decorreu entre os dias 16 e 17 de novembro, no Centro de Exposições e Congressos na cidade Ayamonte, em Espanha.

Pedro Fevereiro, diretor executivo do InPP, iLaria Marengo, Diretora de Departamento, Manisha Sirsat, investigadora do InPP, e Bruno Orrico, gestor de projeto, marcaram presença no seminário do POCTEP2127, o maior programa transfronteiriço da União Europeia (UE) aprovado pela Comissão Europeia, que pretendeu dar a conhecer todas as novidades deste novo ciclo de financiamento (com um orçamento de mais de 320 milhões de euros) e destacar a importância dos projetos transfronteiriços para alcançar territórios mais globais, tecnológicos, inclusivos e sustentáveis.

Com um programa diversificado, que contou com a participação da Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira, e do Diretor da Unidade de Política Regional, Rui Inácio, e com espaços para networking, a iniciativa foi uma excelente ocasião para a troca de experiências e esclarecimento de dúvidas.

Saiba mais sobre o seminário POCTEP aqui.

O Interreg é um dos principais instrumentos da UE que apoia a cooperação através das fronteiras.