Imagine um futuro onde drones e inteligência artificial trabalham juntos para proteger as suas vinhas. É isso que o projeto AI4Leafhopper está a tornar realidade!
A Manisha Sirsat, investigadora da equipa do AI4Leafhopper, desenvolveu dois modelos de inteligência artificial que analisam as imagens aéreas captadas pelo nosso drone de última geração… e estes modelos permitem:
geolocalização de cada videira
saber se há falhas de videiras
identificar rapidamente vinhas “doentes”
otimizar a aplicação de tratamentos
O resultado? Os produtores podem ter uma visão detalhada da saúde das suas vinhas, detetar problemas precocemente e tomar decisões mais informadas.
O AI4Leafhopper é um projeto liderado pelo InPP e financiado pelo programa Horizonte Europa ICAERUS, iniciado em abril de 2024 e que terminou a 30 de abril, com uma reunião final que envolveu os seis projetos europeus aprovados na 1ª edição das candidaturas PULL do programa ICAERUS. A equipa do projeto apresentou os modelos baseados em IA para detetar e monitorizar o impacto da cigarrinha-verde nas vinhas.
A equipa do projeto AI4Leafhopper, liderado pelo InnovPlantProtect, utilizou um drone de última geração para monitorizar o impacto da cigarrinha-verde nas vinhas dos nossos parceiros Reynolds Wine Growers e João Portugal Ramos. Embora os resultados mostrem que esta tecnologia avançada é mais eficaz na deteção de ataques em fases avançadas, estamos entusiasmados com o potencial desta ferramenta para fornecer dados valiosos para a gestão deste inseto nocivo.
Acreditamos que, com mais investigação, podemos refinar a nossa solução para detetar ataques precoces e prevenir danos significativos nas vinhas. Transformar a monitorização desta praga é onde queremos chegar, sempre com o objetivo de proteger as vinhas e garantir a qualidade da produção dos viticultores.
Nos próximos dias vamos desvendar tudo aquilo que o projeto AI4Leafhopper está a tornar realidade e como os drones e a inteligência artificial estão a trabalhar juntos para criar um futuro mais sustentável para a viticultura. Fique atento!
O AI4Leafhopper, financiado pelo programa Horizonte Europa ICAERUS, iniciado em abril de 2024, está agora na reta final. A fase de desenvolvimento do projeto que decorreu em campo já terminou e a etapa final é apresentar ao mercado as soluções desenvolvidas pela nossa equipa em solo português.
O novo espaço do InnovPlantProtect (InPP), que envolveu um investimento de 2,8 milhões de euros, foi esta quinta-feira, dia 28 de julho, pelas 14h30, oficialmente inaugurado no edifício do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) – Polo de Elvas, em Elvas, com a presença de 120 convidados.
A sessão de inauguração contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, da secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira, do secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, e do vereador da Câmara Municipal de Elvas (C.M. Elvas), Hermenegildo Rodrigues, que esteve em representação do Presidente da C.M. Elvas.
Ana Abrunhosa começou por felicitar e agradecer a toda a equipa do InPP pelo trabalho que tem desenvolvido e realçou que “para fazer investigação de qualidade, em qualquer lugar e não apenas nas geografias tidas como as mais habituais, é necessário providenciar a disponibilidade de recursos humanos altamente qualificados nas áreas a investigar, instalações adequadas, equipamentos de ponta e tecnologia de última geração” e, de acordo com a ministra, “o InPP apresenta todas estas condições”.
A ministra da Coesão Territorial sublinhou o papel das “condições de trabalho e de salário justas”, como fatores adicionais que contribuem para que o InPP seja um projeto de “excelência”, que “tem tudo o que é preciso para realizar as suas aspirações científicas” e alertou ainda para a “importância que os fundos europeus têm tido e têm que continuar a ter para projetos como este: um projeto de desenvolvimento regional que se baseia num casamento que queremos que seja feliz entre o conhecimento, a investigação, as empresas e a comunidade”.
Elvira Fortunato evidenciou a relevância do InPP e da sua missão de “trabalhar ativamente para encontrar soluções práticas, inovadoras e sustentáveis numa área tão importante e vital como é a da agricultura e da preservação do ambiente e dos recursos naturais” no atual contexto nacional e mundial e acrescentou ainda que o InPP “trata-se de um encontro de vontades de vários intervenientes nacionais e internacionais, de fazer mais e melhor ciência, de oferecer à sociedade mais tecnologia e inovação e de transformar o conhecimento em soluções práticas que melhorem a vida das pessoas.”
“Precisamos de todos os atores, de todos os investigadores e de todas as instituições como as que se juntam hoje em torno deste laboratório colaborativo”, salientou a ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e concluiu a sua intervenção com uma mensagem de força para toda a equipa do InPP: “Que esta seja uma casa onde o vosso trabalho se consolide e fortifique por muitos anos. O vosso sucesso será o sucesso de todos”.
Já Isabel Ferreira destacou a importância das áreas de atuação do InPP, sobretudo no “contexto que vivemos pandémico e de uma guerra que mostrou cada vez mais a importância do setor agroalimentar, como resposta às situações de emergência e de crise. E, portanto, esta abordagem que o InPP faz de focalizar a sua intervenção numa fase anterior ainda à propria produção, e assumir este papel fundamental de trazer conhecimento científico de excelência que existe nestas temáticas, e sobretudo neste tema da luta contra pragas e doenças que afetam as maiores e mais importantes culturas agrícolas.”
A secretária de Estado do Desenvolvimento Regional desejou um “caminho de sucesso” e sublinhou a importância do financiamento, nomeadamente o “financiamento competitivo, de prestação de serviços, para que os CoLABs sejam cada vez mais autossustentáveis”.
Rui Martinho destacou o trabalho que tem sido desenvolvido pela equipa do InPP, nomeadamente no controlo e erradicação da Xylella fastidiosa e na mitigação do efeito do fogo bacteriano, que “constituem ameaças muito significativas para a nossa atividade produtiva”.
“Estamos perante uma organização [o InPP] que tem um papel central no desenvolvimento da agricultura, no desempenho económico e ambiental das nossas explorações agrícolas e, pela sua composição, assegurará a necessária transferência de conhecimento para o setor e para as empresas e entidades com intervenção no processo produtivo”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural.
Por último, Hermenegildo Rodrigues, começou a sua intervenção expressando o “orgulho do Município em fazer parte deste projeto, como parceiro privilegiado, reconhecendo as mais valias que traz para esta região, essencialmente agrícola, e simultaneamente permitir através do conhecimento científico, dar-nos a conhecer ao mundo”.
Após a sessão de inauguração, foi realizada a apresentação do CoLAB por parte de Margarida Oliveira, presidente do Conselho de Administração do InPP, e de Pedro Fevereiro, diretor executivo.
Pedro Fevereiro começou por agradecer a todos os convidados presentes e congratulou os associados pelo “caminho percorrido”, considerando-os mesmo como “a alma da instituação”, sem os quais, de acordo com o CEO, “não seria possível construir o que construímos”. O diretor executivo agradeceu ainda às entidades financiadoras e promotoras, a toda a equipa, bem como aos clientes do InPP “pela confiança demonstrada”, e às instituições que aceitaram fazer parcerias e colaborações com o CoLAB.
Segundo Pedro Fevereiro, o InPP “tem de desenvolver inovação, tem de protegê-la e de entregá-la a quem seja capaz de a colocar no mercado”. Um dos objetivos estratégicos do InPP passa por criar propriedade industrial, através do desenvolvimento de produtos novos que sejam patenteáveis e, posteriormente, entregues às empresas e colocados no mercado, permitindo assim gerar valor.
Durante a sua intervenção, o diretor executivo referiu ainda o financiamento inicial de cerca de sete milhões de euros, dos quais 2,8 milhões foram utilizados para modernizar as infraestruturas e os equipamentos, que “dão a oportunidade de desenvolver produtos inovadores”, e destacou os 110 mil euros que resultaram da atividade do InPP em 2021, um valor que será “largamente ultrapassado” em 2022.
Pedro Fevereiro terminou a sua intervenção com os olhos postos no futuro. De acordo com o CEO, o futuro da instituição passará por manter a equipa, garantir a sustentabilidade financeira do InPP e atrair financiamento público e privado para o CoLAB e criar serviços que vão de encontro às necessidades dos clientes e que solucionem os seus problemas.
O evento terminou com uma visita às novas instalações.
O InPP deu início às obras das instalações definitivas no edifício do INIAV Elvas, associado fundador no InPP, a 18 de janeiro de 2021, e está agora a funcionar em pleno, depois de concluída toda a remodelação do edifício e de instalados todos os equipamentos. A inauguração marca assim uma nova etapa do InPP, em que se pretende dar continuidade ao desenvolvimento de novos produtos (novos biopesticidas e novas plantas resistentes) e serviços prestados aos agricultores, bem como ao nível social e regional, na medida em que se posiciona como um polo de atração de investimento para a região do Alentejo e impulsiona também a criação de emprego qualificado e a densificação do Interior do país.
Este é um marco fundamental na história do InPP, dos seus associados, membros dos órgãos sociais e parceiros, e uma ferramenta essencial para o futuro da instituição, sendo central na afirmação da missão de desenvolver soluções inovadoras, biológicas e digitais, para promover modos de produção agrícola mais seguros, sustentáveis e produtivos, ajustáveis às variações introduzidas pelas alterações climáticas na região do Alentejo.
Investigadores do InnovPlantProtect (InPP) acabam de submeter, a dia 21 de julho de 2022, o primeiro pedido provisório de patente para a proteção industrial de uma estirpe bacteriana, isolada da natureza e ecologicamente segura, que apresenta uma elevada eficiência no controlo do fogo bacteriano.
O fogo bacteriano é uma doença causada pela bactéria Erwinia amylovora, que afecta várias espécies vegetais, em particular da família das rosáceas, nomeadamente pereiras e macieiras, e que tem tido um impacto negativo enorme nos pomares de pêra rocha e de maçã em Portugal, pois não existem soluções eficientes para o seu controlo.
“Este é o primeiro de vários produtos de origem biológica inovadores em desenvolvimento no InnovPlantProtect. Estamos certos que este e outros agentes biológicos em desenvolvimento neste CoLab terão um impacto determinante na proteção das culturas mediterrânicas e no alcançar dos objetivos do Pacto Ecológico europeu”, afirma Pedro Fevereiro, Diretor Executivo do InPP.
Exemplar de planta de pereira com a doença fogo bacteriano, causada pela bactéria Erwinia amylovora
O InPP vê aprovadas duas agendas mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial – Propostas para a Economia do Futuro” nas quais participa: InsectERA e Pacto da Bioeconomia Azul.
A agenda InsectERA, a que equivale um investimento total de € 57 milhões, pretende aplicar os conceitos da economia circular à indústria dos insetos. A ideia é devolver subprodutos da agroindústria, e alguns resíduos agropecuários e urbanos, à cadeia de valor, sob a forma de soluções nutricionais para pessoas, animais e plantas, bem como novas soluções industriais, da cosmética aos bioplásticos. O consórcio é liderado pelo INGREDIENT ODYSSEY, S.A.
A agenda Pacto da Bioeconomia Azul, liderada pela Inovamar, e que corresponde a um investimento total de € 220 milhões, visa reindustrializar a bioeconomia azul através da criação de novos modelos económicos assentes no aproveitamento de biorrecursos marinhos, criando também o primeiro hub europeu de bioeconomia azul.
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