O InnovPlantProtect (InPP) promove o seminário “Seis anos de inovação: O caminho dos CoLABs para o futuro dos setores agrícola e agroalimentar”, já no próximo dia 11 de junho, a partir das 09h30 e até às 11h00, no palco central no Espaço InsectERA, localizado nos Claustros Centrais no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém.
O seminário pretende apresentar os resultados práticos e o impacto real de seis Laboratórios Colaborativos (CoLABs) em Portugal – InnovPlantProtect, Colab4Food, FeedInov, Food4Sustainability, MORE e SmartFarmCoLAB. Estas infraestruturas de interface são pilares essenciais do Sistema Nacional de Inovação (SNI) e têm um papel crescente e essencial nas dinâmicas de inovação para a agricultura e a agroalimentar.
O evento contará com a participação de elementos das equipas e de parceiros de cada um dos CoLABs, que falarão da sua visão em relação às mais valias destas entidades de interface e inovação, do ponto de vista de quem colabora diretamente com elas.
A iniciativa, que se insere na Feira Nacional da Agricultura (FNA) 2025, que este ano tem como tema “Biosoluções”, e será o palco para explorar as inovações que estão a moldar o futuro do setor, reúne diferentes representantes do ecossistema de inovação, para mostrar o papel dos CoLAB no estímulo à transferência de conhecimento e disponibilização de inovação para a agricultura e a agroalimentar em Portugal, criação de valor e de fixador de recursos humanos altamente qualificados no território nacional.
Conheça o programa completo na imagem abaixo.
As inscrições para o evento são gratuitas, mas obrigatórias devido à capacidade limitada do espaço. Garanta a sua presença preenchendo o formulário disponível aqui.
Contamos com a sua presença para uma manhã de partilha e debate sobre o futuro da inovação nos setores agrícola e agroalimentar!
Estamos em contagem decrescente para a Feira Nacional de Agricultura (FNA), uma das maiores feiras agrícolas do país!
É já de 7 a 15 de junho que o InPP vai estar na 61ª edição da Feira Nacional de Agricultura, que se realiza no CNEMA – Centro Nacional de Exposições, em Santarém.
O tema da edição deste ano é “Biosoluções”e pretende destacar a importância das soluções e tecnologias inovadoras no setor agroalimentar e na promoção de práticas mais sustentáveis e eficientes.
A FNA reúne agricultores, empresários e especialistas dos setores agroalimentar, pecuário e agrícola e é um excelente espaço para aumentar a nossa rede de contactos, trocar conhecimentos e apresentar as mais recentes tendências e soluções agrícolas que a nossa equipa tem desenvolvido.
Vai poder encontrar-nos no stand nº.18, à entrada do Espaço dos claustros, dedicado à Agenda InsectERA, entre as 10h e as 20h.
O InnovPlantProtect (InPP) participou na Feira Nacional de Olivicultura (FNO 25) em Campo Maior, de 23 a 25 de maio, apresentando as suas mais recentes inovações biológicas e digitais para a proteção de culturas, incluindo projetos focados em biopesticidas para doenças do olival e deteção precoce de fungos causadores da gafa, e monitorização de insetos vetores da bactéria Xylella fastidiosa, que ataca o olival. O CoLAB de Elvas esteve presente com stand próprio para demonstrar as suas valências e o impacto da sua investigação na sustentabilidade agrícola, convidando produtores, técnicos e investigadores a conhecer as suas soluções inovadoras de base biológica e digital e a participar ativamente na discussão dos desafios do setor.
O laboratório colaborativo (CoLAB) recebeu os visitantes no stand n.º 14, localizado na área temática no Jardim Municipal de Campo Maior, para dar a conhecer a sua atividade, os projetos em curso que estão a desenvolver soluções para as principais doenças do olival, as patentes já submetidas, as apps para gestão agrícola e os produtos e serviços de base biológica e digital que têm para oferecer ao setor agrícola e ao mercado. Ao longo dos três dias da feira, alguns dos investigadores do InPP estiveram no stand para demonstrar aos visitantes as várias valências do CoLAB de Elvas, que tem desenvolvido inovação que espera contribuir para a sustentabilidade dos sistemas agrícolas.
O InPP deu a conhecer o projeto ValorCannBio, que está a transformar a biomassa que não é aproveitada na indústria da produção de canábis com fins medicinais para desenvolver biopesticidas eficazes e sustentáveis contra a gafa e a tuberculose, responsáveis por dizimar colheitas inteiras, levando a perdas económicas severas e comprometendo a qualidade dos alimentos. O impacto deste projeto será sentido no concelho de Elvas, onde o projeto se está a desenvolver, mas é expectável que este se alargue a toda a região de produção do olival de Trás-os-Montes ao Algarve, onde estão a aumentar as quebras de produção devido a estas doenças. O projeto AlViGen foi também um dos protagonistas e está a usar tecnologia de ponta para detetar e identificar as estirpes dos fungos causadores da gafa, muito antes de os sintomas se tornarem visíveis. A equipa do projeto tem utilizado armadilhas para recolher esporos que circulam no ar que permitem monitorizar a presença dos fungos, o que pode dar uma vantagem importante aos agricultores na prevenção de infeções e na proteção das suas culturas, reduzindo perdas de produção.
O projeto SNM_XylellaVt, liderado pela DRAPCENTRO e no qual o InPP participa ativamente, esteve também em destaque na FNO. O SNM_XylellaVt está a monitorizar os insetos vetores da bactéria Xyllela fastidiosa, em particular a cigarrinha das espumas, inseto responsável por transmitir a bactéria, que ataca várias culturas agrícolas e florestais, nomeadamente o olival. A equipa do projeto está a desenvolver novas ferramentas, como os modelos de previsão de risco que, na presença da bactéria, seja nas plantas ou nos insetos vetores, permitam ao Serviço Nacional de Avisos Agrícolas (SNAA) alertar, em tempo real, sobre os níveis económicos de ataque (NEA) para estes insetos, permitindo, assim prevenir a infeção das principais culturas. No âmbito deste projeto, a equipa desenvolveu ainda uma plataforma online na qual é possível os cidadãos reportarem o avistamento de espumas, que constituem sinais da presença dos insetos vetores da X. fastidiosa, ajudando assim a mapear a sua distribuição temporal e espacial e a planear medidas de combate a esta bactéria.
A FNO, organizada em conjunto pela Câmara Municipal de Campo Maior e pelo Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL), é um evento que pretende valorizar a olivicultura nacional, e em particular o azeite português, dinamizando a economia local e reunindo profissionais do setor – produtores, técnicos, ou investigadores – de todo o país para discutir desafios e tendências do setor Olivícola e Oleícola português.
O InPP e o CEPAAL formalizaram um protocolo de parceria com o objetivo de apoiar os associados do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo na proteção das respetivas culturas de olival.
As duas entidades vão colaborar no desenvolvimento de estratégias para solucionar os desafios colocados por pragas e doenças às empresas agrícolas associadas do Centro. A parceria prevê também o fornecimento de serviços laboratoriais e digitais pelo InPP aos produtores do CEPAAL, mediante contratos específicos.
O InPP passou a integrar o grupo de observadores da Plataforma de Tecnologia Europeia (European Technology Platform, ou ETP) ‘Plants for the Future’, que representa o canal da inovação na área da ciência de plantas e da agricultura. A Plant ETP pretende estimular a investigação e a inovação através da promoção do diálogo entre indústria, academia e comunidade agrícola, de modo a beneficiar produtores e consumidores finais.
As ETP constituem parcerias público-privadas reconhecidas pela Comissão Europeia e são consideradas instrumentais na transferência de conhecimento, impulsionadoras de inovação e promotoras de competitividade a nível europeu.
“Todas as novas tecnologias aplicadas ao melhoramento [de plantas] resultam do desenvolvimento do conhecimento científico e respetiva aplicação a uma prática que vem de há 10 mil anos”, defendeu o diretor executivo do InPP, no decorrer do webinar “Debates em Biotecnologia: da Agricultura à Bioeconomia”. “A capacidade que temos de melhorar as plantas de forma a que produzam o que necessitamos não é algo que aparece de repente”, recordou Pedro Fevereiro, na sessão intitulada “A biotecnologia na agricultura e na agroindústria”.
O evento, organizado a 7 de junho pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e pela Associação Portuguesa de Bioindústria (P-BIO), no âmbito da Feira Nacional de Agricultura 2021 e das BIOMEET Sessions 2021, foi em grande parte dedicado ao impacto da (falta de) regulamentação europeia para as novas técnicas genómicas (NTG). “Somos atualmente capazes de intervir pontualmente de forma a efetuar alterações de modo semelhante ao que acontece na Natureza”, explica Pedro Fevereiro. O CEO do InPP lembra que estas NTG derivam da capacidade atual que temos de sequenciar genomas de todos os organismos, e em particular dos vegetais – o que nos permite saber em que ponto temos de atuar, de forma a alterar características das plantas para que se comportem como pretendemos, seja com um aumento de produtividade, um aumento da tolerância a fatores ambientais, etc..
As NTG permitem também uma adaptação muito mais regional às necessidades dos produtores e consumidores. “Uma das grandes diferenças é que não introduzimos novas sequências de DNA nas plantas, ou introduzimos sequências muito pequeninas”. Para Pedro Fevereiro, a preocupação com a biodiversidade é mesmo uma falsa questão, uma vez que sempre procurámos plantas mais adaptáveis e “o que pode afetar a biodiversidade são as más práticas agrícolas”. Para um CoLab como o InPP, que se dedica ao desenvolvimento de tecnologias bioinspiradas para a proteção de culturas, as NTG são as mais avançadas para gerir o genoma das plantas de forma a que resistam a pragas e doenças, nomeadamente emergentes, no contexto da redução do uso de fitofármacos tradicionais.
Um dos aspetos que está consagrado na diretiva dos OGM, que data de 2001, é que a legislação devia ser ajustada em conformidade com a evolução e a prática destas técnicas, recorda o diretor do InPP, concluindo que “devíamos ter começado há dez anos”. Até porque só as NTG permitirão dar resposta atempada às solicitações dos consumidores.
Os três oradores deste painel, moderado pelo secretário-geral da CAP, Luís Mira, foram unânimes: a comunicação sobre as NTG tem de ser mais eficaz do que a referente aos organismos geneticamente modificados (OGM) na década de 1990, e tem de chegar à população em geral, concordam a subdiretora-geral da Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV), e Pedro Queiroz, diretor-geral da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA). Paula Carvalho, que referiu o caso do trigo na Alemanha e em França que já atingiu a estagnação em termos de capacidade de produção, espera mesmo “que a adaptação legislativa europeia não demore muito tempo”.
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