Já está disponível a iCountPests, uma nova aplicação desenvolvida pelo InnovPlantProtect para apoiar a monitorização de pragas agrícolas através da análise automática de imagens captadas em campo.
A app utiliza inteligência artificial para contabilizar automaticamente pragas presentes em armadilhas adesivas, permitindo obter resultados rápidos e fiáveis diretamente no telemóvel.
Pensada para produtores e técnicos agrícolas, a iCountPests contribui para uma monitorização mais eficiente e precisa, reduzindo o tempo associado às contagens manuais e apoiando a tomada de decisão na proteção das culturas.
O funcionamento é simples:
Captar uma imagem da armadilha
Analisar automaticamente
Consultar resultados organizados e acessíveis
A app permite ainda acompanhar a evolução das pragas ao longo do tempo, facilitando a gestão e o registo da informação no terreno.
A monitorização de pragas é uma tarefa essencial na gestão agrícola, mas continua a depender, em muitos casos, de processos manuais demorados e sujeitos a erro.
A pensar nesta realidade, o InnovPlantProtect irá lançar brevemente a iCountPests, uma aplicação inovadora que utiliza inteligência artificial para automatizar a contagem de pragas a partir de imagens captadas no campo.
Com a iCountPests, será possível obter resultados rápidos e fiáveis, contribuindo para uma tomada de decisão mais informada e eficiente na proteção das culturas.
A aplicação estará brevemente disponível, sendo direcionada a produtores agrícolas e técnicos que procuram otimizar o tempo dedicado à monitorização e melhorar a precisão dos dados recolhidos.
Uma nova tecnologia de revestimento biológico de sementes desenvolvida pelo InnovPlantProtect (InPP), em colaboração com a Fertiprado, poderá vir a transformar o desempenho de pastagens e forragens, contribuindo para sistemas agrícolas mais eficientes e sustentáveis.
Baseada em compostos derivados de algas, esta solução inovadora apresenta efeito bioestimulante e foi concebida para atuar desde as fases iniciais do desenvolvimento das plantas. Os ensaios realizados demonstraram resultados promissores ao nível da estimulação da nodulação em leguminosas, do crescimento vegetativo e da resistência das plantas a condições adversas, com impacto positivo no valor nutricional do pasto.
Este desenvolvimento resulta de um percurso de investigação conjunta que decorreu ao longo de cinco anos, refletindo o compromisso contínuo do InPP em transformar conhecimento científico em soluções com aplicação prática no setor agrícola. A tecnologia encontra-se atualmente em processo de patenteamento e representa um marco relevante no pipeline de inovação do laboratório.
Para a Fertiprado, parceiro estratégico neste projeto, esta tecnologia constitui uma alternativa aos revestimentos tradicionais baseados em compostos sintéticos, reforçando a aposta em soluções mais sustentáveis e alinhadas com as necessidades futuras da agricultura.
O desenvolvimento desta solução insere-se na Agenda Mobilizadora Pacto da Bioeconomia Azul, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), iniciativa que promove a valorização de recursos marinhos através da criação de novos produtos e tecnologias. Como parte do processo de valorização da tecnologia, foi assinado um memorando de entendimento com vista à sua futura exploração comercial.
Num contexto em que a procura por biosoluções agrícolas continua a crescer, iniciativas colaborativas como esta demonstram o papel fundamental da investigação aplicada na resposta aos desafios da sustentabilidade e da produtividade agrícola.
Investigação com impacto no setor agrícola
O trabalho desenvolvido pelo InPP evidencia o valor da colaboração entre ciência e indústria, permitindo acelerar processos de inovação e criar soluções ajustadas às necessidades reais do setor agrícola.
A parceria com empresas constitui um dos pilares estratégicos do InPP, promovendo a transferência de conhecimento científico e o desenvolvimento de tecnologias que contribuem para sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis.
O Ciência 2023 – Encontro com a Ciência e Tecnologia em Portugal está de volta!
Entre os dias 5 e 7 de julho, Aveiro vai acolher o Encontro Ciência, que decorre no Campus Universitário de Santiago da Universidade de Aveiro, sob o mote “Ciência e Oceano para além do horizonte”.
No dia 5, o InnovPlantProtect (InPP) estará presente no Ciencia2023pt, com a participação de Pedro Fevereiro, diretor executivo, na sessão “Inovação, sustentabilidade e segurança alimentar: qual o posicionamento e o roadmap dos CoLABs do sector Agro?”, que decorre no anfiteatro 23.1.7, entre as 11h15 e as 12h45.
A sessão junta os laboratórios colaborativos (CoLABs) da área da Agricultura – o InPP, o FeedInov CoLab, o Food4Sustainability, o SmartFarmCoLAB and CoLAB VINES&WINES -, para debater quais os percursos tecnológicos e estratégicos que os CoLABs têm definido para dar respostas às necessidades e exigências do setor agrícola.
A Sessão será estruturada tendo um “Keynote speaker” internacional, seguida de uma mesa-redonda moderada por um(a) jornalista, com a presença dos 5 CoLabs e abertura da discussão ao público assistente. Dos resultados esperados releva-se a identificação das inovações em progresso e o entendimento e eventual ajuste das linhas estratégicas desenvolvidas e a desenvolver, bem como uma maior eficiência na interação entre os Colabs da área da Agricultura.
Esta quarta-feira, dia 28 de junho, recebemos no InPP a visita do Centro Tecnológico Nacional Agroalimentario Extremadura (CTAEX).
O diretor executivo do InPP, Pedro Fevereiro, e os diretores de cada um dos departamentos, deram a conhecer o nosso laboratório colaborativo (CoLAB), a investigação científica, inovação e projetos desenvolvidos nos seus departamentos, bem como as instalações e equipamentos tecnológicos do CoLAB.
No passado dia 8 de maio, o InPP também visitou as instalações do CTAEX), localizado em Badajoz.
As visitas foram um passo importante para identificar, fortalecer e estabelecer futuras oportunidades para colaborações e parcerias entre as duas instituições.
Um agradecimento especial ao CTAEX pela visita.
Ana Cláudia Silva, gestora de projeto no CTAEX, Pedro Fevereiro, diretor executivo do InPP, Antonio Sánchez e Enrique Flores, também gestores de projeto no CTAEX (da esquerda para a direita)
A diretora do departamento de Monitorização e Diagnóstico de Pragas e Doenças do InnovPlantProtect (InPP), iLaria Marengo esteve em Ponte de Sor, em Portugal, e em Alcúescar, em Espanha, nos dias 26 e 27 de junho, para apresentar os resultados alcançados pelo projeto “IA aplicada a um sistema de previsão e deteção precoce de Phytophthora cinnamomi em ecossistemas de montado/ dehesa”.
Nas duas sessões, que contaram com produtores de cortiça locais e técnicos florestais, houve ainda espaço para falar acerca do papel da tecnologia digital e da inteligência artificial na saúde das plantas e para debater quais as principais preocupações e desafios dos proprietários e técnicos de campo no que diz respeito à utilização da tecnologia na sanidade vegetal.
Este projeto, iniciado em Maio de 2021, utilizou a inteligência artificial como uma aliada no combate à doença da tinta, causada pelo microrganismo Phytophthora cinnamomi que vive no solo e que ataca as raízes das árvores. Por meio da análise de imagens de drones aliada à inteligência artificial, o projeto conseguiu mapear árvores saudáveis e não saudáveis e fornecer aos agricultores informações valiosas para implementar uma gestão preventiva nos campos agrícolas.
As duas sessões foram organizadas pelo InPP, em parceria com a Associação Agro-Florestal da Região de Ponte de Sor (AFLOSOR) e o Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura (Cicytex), ambos parceiros do projeto, juntamente com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I. P. (INIAV) e a Associação de Criadores de Porco Alentejano (ACPA).
O projeto, liderado pelo Departamento de Monitorização e Diagnóstico de Pragas e Doenças do InPP, foi um dos vencedores da 3ª edição do Programa Promove 2020 da la Caixa“ Foundation”, in collaboration with BPI Bank e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).