News & Events

white plant

NEWS

Uma nova tecnologia de revestimento biológico de sementes desenvolvida pelo InnovPlantProtect (InPP), em colaboração com a Fertiprado, poderá vir a transformar o desempenho de pastagens e forragens, contribuindo para sistemas agrícolas mais eficientes e sustentáveis.

Baseada em compostos derivados de algas, esta solução inovadora apresenta efeito bioestimulante e foi concebida para atuar desde as fases iniciais do desenvolvimento das plantas. Os ensaios realizados demonstraram resultados promissores ao nível da estimulação da nodulação em leguminosas, do crescimento vegetativo e da resistência das plantas a condições adversas, com impacto positivo no valor nutricional do pasto.

Este desenvolvimento resulta de um percurso de investigação conjunta que decorreu ao longo de cinco anos, refletindo o compromisso contínuo do InPP em transformar conhecimento científico em soluções com aplicação prática no setor agrícola. A tecnologia encontra-se atualmente em processo de patenteamento e representa um marco relevante no pipeline de inovação do laboratório.

Para a Fertiprado, parceiro estratégico neste projeto, esta tecnologia constitui uma alternativa aos revestimentos tradicionais baseados em compostos sintéticos, reforçando a aposta em soluções mais sustentáveis e alinhadas com as necessidades futuras da agricultura.

O desenvolvimento desta solução insere-se na Agenda Mobilizadora Pacto da Bioeconomia Azul, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), iniciativa que promove a valorização de recursos marinhos através da criação de novos produtos e tecnologias. Como parte do processo de valorização da tecnologia, foi assinado um memorando de entendimento com vista à sua futura exploração comercial.

Num contexto em que a procura por biosoluções agrícolas continua a crescer, iniciativas colaborativas como esta demonstram o papel fundamental da investigação aplicada na resposta aos desafios da sustentabilidade e da produtividade agrícola.

Investigação com impacto no setor agrícola

O trabalho desenvolvido pelo InPP evidencia o valor da colaboração entre ciência e indústria, permitindo acelerar processos de inovação e criar soluções ajustadas às necessidades reais do setor agrícola.

A parceria com empresas constitui um dos pilares estratégicos do InPP, promovendo a transferência de conhecimento científico e o desenvolvimento de tecnologias que contribuem para sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis.

O InPP participou no Fórum Nacional de Clubes Ciência Viva na Escola, que teve lugar no dia 27 de março, integrando a Mostra de Ciência e Tecnologia com um stand dedicado à proteção das plantas.

Neste espaço, foram apresentados diversos materiais demonstrativos, incluindo placas de Petri com fungos e bactérias, plantas, algas e exemplos de produtos formulados, com o objetivo de despertar o interesse e a curiosidade dos visitantes para a importância da saúde das plantas e da investigação científica nesta área.

Ao longo do dia, a Gestora de Comunicação, Inês Ferreira, e o Gestor de Inovação, Paulo Madeira, dinamizaram o contacto com o público visitante, explicando de que forma a investigação em proteção das plantas contribui para melhorar a proteção das culturas e promover uma agricultura mais resiliente e sustentável.

O Fórum Nacional de Clubes Ciência Viva na Escola decorreu no CNEMA, em Santarém, reunindo escolas, centros Ciência Viva, universidades, centros de investigação e diversas outras entidades, num encontro dedicado à ciência, tecnologia e inovação.

O InPP agradece a todos os visitantes que passaram pelo seu stand, destacando a importância destes momentos de partilha para promover o conhecimento científico junto da comunidade.

No dia 26 de março, o InPP participou numa sessão promovida pela Agência Nacional de Inovação (ANI), em Lisboa, que contou com a presença de uma comitiva da República Checa ligada ao setor das biotecnologias.

Em representação do InPP estiveram Cristina Azevedo, Diretora de Biosoluções, e Paulo Madeira, Gestor de Inovação, que apresentou a instituição e as suas principais áreas de atuação e competências.

A iniciativa teve como principal objetivo identificar oportunidades de cooperação entre entidades portuguesas e checas, nomeadamente nas áreas de transferência de tecnologia, codesenvolvimento, ensaios pré-clínicos e diagnósticos, coinvestimento e internacionalização da inovação.

A sessão contou com a participação de representantes de entidades relevantes da República Checa, incluindo Petra Kinzlova, CEO da Prague.bio, Katarina Psenakova, Head of Biology da PharmTheon, bem como representantes da Embaixada da República Checa e da Academia das Ciências da República Checa.

Este encontro contribuiu para reforçar o posicionamento do InPP na promoção de parcerias internacionais e no desenvolvimento de soluções inovadoras, evidenciando o compromisso contínuo da instituição em fortalecer redes de colaboração científica e tecnológica e em contribuir para o crescimento e internacionalização da inovação.

EVENTS

O InnovPlantProtect (InPP) tem colaborado com a GreenBE Pharma para desenvolver um software de planeamento de recursos de negócios: o CannBeTrace. A GreenBE Pharma é uma empresa especializada no cultivo e produção da planta de canábis medicinal para a Indústria Farmacêutica e o CannBeTrace permitirá monitorizar e gerir todos os processos de produção de canábis, desde o cultivo até a venda do produto.

A aplicação CannBeTrace começou a ser desenvolvida no final de abril de 2022 por Manisha Sirsat, investigadora do InPP, e Ricardo Ramiro, diretor do departamento de Gestão de Dados e Análise de Risco, e será utilizada pela GreenBe Pharm para automatizar e simplificar as atividades individuais em toda a organização. A app permitirá que a equipa aceda aos dados com mais facilidade e consiga gerir várias áreas, como produção, qualidade do produto, pragas ou nutrição e irrigação das plantas.

Futuras colaborações também envolverão a integração de dados de sensores IoT na aplicação (IoT=Internet of Things) ou o desenvolvimento de modelos de previsão de pragas e doenças, baseados em inteligência artificial.

Um agradecimentos especial a João Sena Janeiro, diretor executivo da GreenBE Pharma, Carlos Carola, agrónomo, e António Martins, software developer da GreenBE Pharma, pelas valiosas e inovadoras sessões de brainstorming em todas as etapas de desenvolvimento deste software.

No passado dia 29 de abril de 2023, o InnovPlantProtect (InPP), esteve em destaque no programa televisivo de âmbito nacional da RTP 2, “Faça Chuva Faça Sol”. O episódio emitido na RTP2 teve como protagonista a Associação Nacional da Indústria para a Proteção das Plantas (ANIPLA), associado do InPP, e no qual se deu a conhecer o projeto SmartFarm e o trabalho desenvolvido pelo nosso CoLAB e pelo SmartFarmCOLAB.

O mais recente episódio do programa “Faça Chuva Faça Sol” conta com um conjunto de reportagens e entrevistas que pretenderam dar a conhecer o projeto SmartFarm, uma quinta inteligente desenvolvida pela Anipla, através da qual os associados mostram todos os cuidados a ter no manuseamento de produtos fitofarmacêuticos, mas também onde se testam novas soluções de combate a pragas e doenças.

As novas soluções fitofarmacêuticas patenteadas, desenvolvidas pelo InPP, que podem ser adquiridas pelas empresas, estiveram também em destaque neste episódio. O programa emitido no passado sábado apresentou ainda a tecnologia que está a ser desenvolvida pelo laboratório colaborativo SmartFarmCOLAB, que ajuda a monitorizar culturas e prevenir a existência de problemas fitossanitários nas culturas, e visitou a produção de limões do agricultor Domingos dos Santos, no Oeste, que falou dos vários métodos de captura de insetos que utiliza, uma estratégia de proteção das plantas amiga do ambiente.

Assista here ao programa emitido na RTP2 no passado dia 29 de abril e descubra mais sobre o projeto SmartFarm e sobre o trabalho que temos desenvolvido.

O Faça Chuva Faça Sol é um programa de televisão, com periodicidade semanal, sobre a agricultura e a floresta em Portugal, onde se procura evidenciar os grandes projetos de referência e as novas formas de gestão agrícola, mostrando casos concretos, de norte a sul do país, Açores e Madeira, nas várias valências da agricultura contemporânea – da tradicional à inovadora, da tecnológica à transformadora.

Vídeo autopromocional do mais recente episódio do programa Faça Chuva Faça Sol, emitido na RTP 2, no passado sábado, dia 29 de abril de 2023.

O InnovPlantProtect (InPP) participou no Workshop regional sobre a implementação em Portugal dos laboratórios vivos da Missão Solo do programa do Horizonte Europa, que teve lugar no dia 21 de abril, na sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA Alentejo), em Évora.

O workshop, organizado em parceria pela CCDR Alentejo, University of Évora, Agência Nacional de Inovação (ANI) e a Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), pretendeu dar a conhecer a Missão Solo, esclarecer o conceito e critérios a que devem obedecer os “laboratórios-vivos” (living labs, em inglês) regionais e os clusters europeus elegíveis ao financiamento europeu, assim como debater possíveis abordagens e diferentes Living Labs sobre a saúde do solo que seria possível e desejável instalar no nosso país.

Para além das duas sessões plenárias que compunham o programa da iniciativa, a Ilaria Marengo e o Ricardo Ramiro, diretores de departamento do InPP, e a Manisha Sirsat, investigadora do InPP, tiveram a oportunidade de participar nas sessões paralelas “Culturas anuais” e “Pastagem, pecuária, sistemas silvo-pastoris” que promoveram o debate acerca do que está em falta para a criação dos laboratórios vivos na região dos participantes destas sessões, bem como acerca de quais devem ser as soluções ou passos a dar e quem podem ser os parceiros desta jornada.

A iniciativa juntou investigadores, agricultores, empresas agroalimentares, associações de consumidores, comunidades locais e administração pública.

O 2º workshop regional decorrerá já no próximo mês, dia 12 de maio, em Vila Real, para continuar a debater os desafios e as oportunidades da criação destes laboratórios vivos!

Os living labs podem ser definidos como espaços de teste de soluções inovadoras, onde múltiplas partes interessadas colaboram no desenvolvimento, prototipagem, validação e teste de novas tecnologias, serviços e respetivas aplicações em contexto real, em áreas delimitadas, com identidade local e reconhecíveis pelos cidadãos.

O objetivo da Missão Solos é ser um precursor, demonstrador e catalisador da transição para solos saudáveis em 2030, por meio de ações ambiciosas em 100 laboratórios vivos. O financiamento que será disponibilizado para a implementação da Missão Solos será uma grande oportunidade para as entidades portuguesas comprometidas com a saúde do solo.

Créditos de imagem: ©️UNAC