Como podemos compreender melhor o estado de saúde das árvores e antecipar situações de stress hídrico ou ambiental?
No próximo dia 17 de junho, o InnovPlantProtect promove a sessão prática “Tree Talkers: Sensores IoT que permitem compreender a fisiologia das árvores”, uma iniciativa que permitirá conhecer uma tecnologia inovadora para monitorização florestal em tempo real.
Os Tree Talkers são um sistema avançado de sensores IoT capaz de recolher continuamente diversos dados sobre a fisiologia das árvores, como crescimento radial, velocidade do fluxo da seiva, densidade da copa, estabilidade das árvores, bem como informação sobre as condições ambientais envolventes.
Esta tecnologia permite acompanhar o estado de saúde das árvores e compreender melhor o funcionamento dos ecossistemas florestais, apoiando uma gestão mais informada e sustentável.
Durante a sessão, os participantes terão oportunidade de
Conhecer a tecnologia TreeTalkers e as suas aplicações;
Visualizar exemplos de resultados obtidos através da monitorização contínua das árvores;
Compreender como os dados recolhidos podem apoiar a gestão florestal;
Assistir a uma demonstração prática em campo, numa floresta de sobreiros.
Receção dos participantes| 09H30
Presentations | 10H00
Conter a desertificação com a gestão e conservação do montado e da floresta mediterrânica caducifólia
TreeTalker Cyber: o sensor IoT que ouve as mudanças nas árvores
No interior da árvore. Compreender o stress através dos dados
O que as árvores nos dizem: dos dados à informação
Beberete e momento de networking | 11H30
Demonstração em campo | 11H45
A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia. Para se inscrever basta preencher o formulário disponível here.
Marque na sua agenda e junte-se a nós! Teremos todo o gosto em recebê-lo/a!
📅 Data: 17 de junho de 2026 🕙 Hora: 10h00 📍 Local: Herdade de Rui Vaz, Avis
Esta ação realiza-se no âmbito do projeto BioLivingLABS: Bioeconomy at the service of the sustainability of inland territories, cofinanciado pelo COMPETE 2030, que visa aproximar a ciência das empresas e dos produtores, transformando os resultados da investigação em soluções práticas e sustentáveis que tragam valor económico e ambiental aos territórios de baixa densidade das regiões Norte, Centro e Alentejo.
O consórcio integra cinco instituições de investigação e inovação – o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), the Polytechnic Institute of Castelo Branco (IPCB), o Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação (MORE CoLAB), o InnovPlantProtect e o Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água (AquaValor).
Os Laboratórios Colaborativos geraram 261,6 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB) em Portugal. Saiba como o InnovPlantProtect e os parceiros do setor estão a transformar a ciência em valor real para o campo.
Já está disponível para consulta e download o estudo integral “Impacto Socioeconómico dos Laboratórios Colaborativos (CoLABs)”. Promovido pelo Fórum dos Laboratórios Colaborativos (FCoLAB), em parceria com a Porto Business School (PBS), o relatório quantifica e valida o contributo destas estruturas como pontes determinantes entre o conhecimento científico e as necessidades concretas do tecido empresarial.
Os Números do Impacto Nacional
Os resultados demonstram que o investimento na inovação colaborativa apresenta um retorno sólido para a economia e para a sociedade civil. Entre os principais indicadores destacados pelo estudo, destacam-se:
Criação de Valor: Os CoLABs foram responsáveis pela geração de 261,6 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB) in Portugal.
Sustentabilidade do Emprego: Foram sustentados 2.178 postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos.
Retorno do Investimento Público: Entre 2021 e 2025, o investimento público de 115 milhões de euros traduziu-se numa receita pública estimada em 92,8 milhões de euros (cerca de 81% do financiamento recebido).
Capacidade de Mobilização: Só no âmbito do PRR, os CoLABs mobilizaram mais de 300 milhões de euros em inovação colaborativa e captaram mais de 28 milhões de euros em projetos Horizon Europe.
O Papel Estratégico do Setor Agroalimentar e Florestal
O estudo dedica especial atenção a áreas críticas para a resiliência do país, reconhecendo o papel dos CoLABs na valorização do conhecimento e na transferência de tecnologia no setor Agroalimentar e Florestal. Atualmente, esta área estratégica integra oito Laboratórios Colaborativos que trabalham de forma complementar para responder aos desafios da sustentabilidade, segurança alimentar e adaptação às alterações climáticas:
“Os resultados deste estudo demonstram que os CoLABs geram impacto económico real e têm um papel decisivo na ligação entre conhecimento científico e aplicação prática. No setor agroalimentar e florestal, esta missão é especialmente importante, porque os desafios ligados à sanidade vegetal, sustentabilidade dos sistemas produtivos e adaptação às alterações climáticas exigem inovação colaborativa e soluções com aplicação prática.”— António Saraiva, Diretor Executivo do InnovPlantProtect.
Como infraestruturas de interface, estas oito entidades — InnovPlantProtect (InPP), MORE CoLAB, FeedInov, Smart Farm CoLAB, Food4Sustainability, Vines & Wines, ForestWISE e Colab4Food — atuam em contextos de incerteza técnica ou falhas de mercado, capacitando o tecido empresarial com soluções que de outra forma estariam fora do alcance do mercado produtor tradicional.
Convidamos todos os nossos parceiros, produtores, investigadores e agentes do setor a analisar o documento na íntegra para compreender a evolução do ecossistema de inovação em Portugal.
No próximo dia 2 de junho, o InnovPlantProtect (InPP), com o apoio da ATEVA, promove uma sessão de demonstração daiCountPests, uma aplicação móvel que facilita e acelera a monitorização de pragas agrícolas através da análise automática de imagens captadas no campo.
A iniciativa decorre durante a manhã na Herdade das Servas (Estremoz), e é direcionada a produtores e técnicos agrícolas, proporcionando uma oportunidade para conhecer a aplicação em contexto real e perceber o seu potencial para uma monitorização de pragas mais eficiente, rápida e informada na vinha.
Durante a sessão, os participantes poderão:
conhecer as funcionalidades da aplicação
perceber como funciona a análise automática de imagens
assistir a uma demonstração prática em campo da utilização da iCountPests
explorar o potencial da ferramenta no apoio à tomada de decisão agrícola
Lançada recentemente, a iCountPests utiliza inteligência artificial para automatizar a contagem de pragas através de imagens captadas com o telemóvel, reduzindo o tempo associado às contagens manuais e contribuindo para uma monitorização mais eficiente e informada.
Com um foco inicial na vinha, a aplicação permite monitorizar a cigarrinha-verde e a traça-dos-cachos, estando prevista a integração futura de novas pragas e culturas agrícolas.
Programa:
Receção dos participantes | 09H30
Apresentação sobre as pragas cigarrinha-verde (Jacobiasca lybica) e curl moth (Cryptoblabes gnidiella) | 10H00
Nuno Faria | Investigador da área de Monitorização Inteligente de Pragas e Doenças
Apresentação da app iCountPests | 10H20
Ricardo Ramiro | Diretor da área de Ciência dos Dados e Bioinformática
Coffee break e momento de networking | 10H45
Demonstração da app em ambiente real | 11H00
A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia. Para garantir uma experiência prática e próxima dos participantes, as vagas são limitadas a 30 participantes. Para se inscrever basta preencher o formulário disponível here.
Marque na sua agenda e junte-se a nós! Teremos todo o gosto em recebê-lo/a!
📅 Data: 2 de junho de 2026 🕙 Hora: 10h00 📍 Local:Herdade das Servas, Estremoz
Esta ação é realizada no âmbito do projeto BioLivingLABS: Bioeconomy at the service of the sustainability of inland territories, cofinanciado pelo COMPETE 2030, que visa aproximar a ciência das empresas e dos produtores, transformando os resultados da investigação em soluções práticas e sustentáveis que tragam valor económico e ambiental aos territórios de baixa densidade das regiões Norte, Centro e Alentejo.
O consórcio integra cinco instituições de investigação e inovação – o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), the Polytechnic Institute of Castelo Branco (IPCB), o Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação (MORE CoLAB), o InnovPlantProtect e o Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água (AquaValor).
Beyond strategy: The secret ingredient of innovation
On the road to success, organizations define strategies, plan every step and invest in crucial resources such as selling services and products, applying for projects, drawing up solid business plans and protecting intellectual property. However, there is an element that is often overlooked, but which is fundamental to the flourishing of innovation: serendipity. But what exactly is this mysterious force and why is it so vital to the advancement of agriculture and so many other areas?
When chance opens doors: The power of unplanned discovery
Serendipity is the art of finding something valuable when you're looking for something else. It's the unintentional discoveries that arise from unexpected situations. Throughout history, some of the most transformative innovations have not been the result of a rigorous plan, but rather a chance encounter with the unknown. While deliberate research and methodical experimentation are pillars of scientific and technological progress, openness to the unexpected proves to be a powerful catalyst. When researchers cultivate this openness, they often stumble upon revelations that have the potential to revolutionize entire industries, transform technologies and expand our understanding of the world around us.
A close look at “error”: The genesis of an innovative biofungicide
Today, we unveil the surprising and inspiring story of Maria Miguel, a talented researcher from InPP's New Biopesticides Department, whose acumen turned a chance event into a priceless discovery: a broad-spectrum biofungicide capable of combating the Botrytis cinerea, the relentless fungus responsible for the devastating gray rot disease in tomato plants. This pathology represents one of the biggest phytosanitary challenges in tomato cultivation, especially when grown in greenhouses, causing significant losses to producers if it is not controlled in good time.
From discard to discovery: The insight of a researcher
The journey of this discovery began in a setting familiar to any researcher: the observation of Petri dishes, used to grow cultures of cells or microorganisms. On Maria Miguel's plates, colonies of the fungus Botrytis cinerea were growing, intentionally introduced there for study. However, something else caught her eye: one of the plates was contaminated by mold, and curiously, a clear area surrounded this intruder. Instead of discarding the plate and dismissing it as mere contamination, Maria Miguel decided to investigate the reason behind the clear area. Her curiosity revealed that the mold had a surprising ability to prevent the growth of Botrytis cinerea in its vicinity.
“Sometimes we look at something and think it's a mistake. The truth is that in a failure there can be something good,” the researcher shares. The excitement and enthusiasm of a researcher realizing that what at first glance seemed like an obstacle, a negative result, could actually be an opportunity, is contagious. For Maria Miguel, this “mistake” turned into a serendipitous discovery with enormous potential.
Maria Miguel, a researcher at InPP's New Biopesticides Department, who turned an unexpected event into a discovery that changed the course of her work: a broad-spectrum biofungicide to combat gray rot in tomato plants.
Beyond chance: The active ingredients of scientific discovery
As the history of this biofungicide shows, the world of science is full of examples of discoveries that came out of the blue. One of the most famous cases is Alexander Fleming's discovery of penicillin in 1928. While observing Petri dishes, Fleming noticed that a mold was producing a substance that eliminated bacteria Staphylococcus aureus around him. He identified the mold as Penicillium notatum and named his revolutionary antibiotic penicillin. Penicillin ended up becoming an extremely important medicine for fighting infections.
However, chance is not the only protagonist of these important revelations. “Sometimes we have to follow our intuition and be able to prove ourselves right or wrong,” explains Maria Miguel. In addition to intuition, a generous dose of curiosity, an open mind to accept unexpected results, solid scientific knowledge and the ability to see and move on to further research into surprising results play a crucial role in the alchemy of discovery.
The discovery ecosystem: Fostering an environment conducive to innovation
There are other ingredients that contribute to the recipe for scientific success:
Creativity: The ability to generate new perspectives, concepts, questions or solutions, and the willingness to explore existing ideas in a new light.
Flexibility: The courage to venture into unknown territory without the fear of failure, thus increasing the chances of serendipitous encounters.
But no discovery flourishes in isolation. At InPP, the strong team spirit and culture of collaboration transcend departmental boundaries. The case of Maria Miguel's discovery is testimony to this synergy, as she herself acknowledges: “My colleagues opened doors so that I could do my research”.
To foster innovation, organizations need to cultivate an environment that encourages open discussions and connects people from different areas of knowledge and life experiences, without judgment; that encourages curiosity and receptiveness to new experiences; and that promotes an incessant quest to improve scientific knowledge, the fertile ground where serendipity can germinate.
Sowing the future: The impact of a discovery and the path of research
Although Maria Miguel is about to embark on a new journey, boosted by a prestigious Marie Skłodowska-Curie PhD scholarship - a program that supports the careers of researchers and promotes excellence and innovation in research - her legacy at InPP is already flourishing. Her groundbreaking discovery is opening promising new doors for future research in the field of crop protection, demonstrating how sometimes it is in the unexpected that the potential to transform our world lies.
In the March issue of Fruits, vegetables and flowers you will find the opinion article entitled “The role of InnovPlantProtect in Organic Farming: Paths to sustainable and efficient solutions”, in which the executive director of InnovPlantProtect (InPP), António Saraiva, reveals how our CoLAB is contributing to the success of organic farming.
“By boosting research, collaboration and knowledge sharing, InPP is helping to solve the central challenges of this practice [organic farming], allowing it to expand and enhancing the supply of agricultural products to consumers. The solutions developed by InPP make organic farming a more viable option for producers,” says the executive director.
Read the full article and find out how we are shaping the future of agriculture.
We thank Frutas, legumes e flores magazine for its recognition and reiterate our commitment to the agriculture of the future.
Imagine a future where drones and artificial intelligence work together to protect your vineyards. That's what the AI4Leafhopper project is making a reality!
Manisha Sirsat, a researcher on the AI4Leafhopper team, has developed two artificial intelligence models that analyze the aerial images captured by our latest generation drone... and these models make it possible:
geolocation of each vine
to know if there are vine failures
quickly identify “sick” vines”
optimize the application of treatments
The result? Growers can have a detailed view of the health of their vineyards, detect problems early and make more informed decisions.
AI4Leafhopper is a project led by InPP and funded by the ICAERUS Horizon Europe program, which began in April 2024 and ended on April 30 with a final meeting involving the six European projects approved in the 1st edition of the ICAERUS program's PULL applications. The project team presented the AI-based models for detecting and monitoring the impact of the green leafhopper on vineyards.