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iCountPests em campo: demonstração prática da app de monitorização de pragas agrícolas

No próximo dia 2 de junho, o InnovPlantProtect (InPP), com o apoio da ATEVA, promove uma sessão de demonstração da iCountPests, uma aplicação móvel que facilita e acelera a monitorização de pragas agrícolas através da análise automática de imagens captadas no campo.

A iniciativa decorre durante a manhã na Herdade das Servas (Estremoz), e é direcionada a produtores e técnicos agrícolas, proporcionando uma oportunidade para conhecer a aplicação em contexto real e perceber o seu potencial para uma monitorização de pragas mais eficiente, rápida e informada na vinha.

Durante a sessão, os participantes poderão:

  • conhecer as funcionalidades da aplicação
  • perceber como funciona a análise automática de imagens
  • assistir a uma demonstração prática em campo da utilização da iCountPests
  • explorar o potencial da ferramenta no apoio à tomada de decisão agrícola

Lançada recentemente, a iCountPests utiliza inteligência artificial para automatizar a contagem de pragas através de imagens captadas com o telemóvel, reduzindo o tempo associado às contagens manuais e contribuindo para uma monitorização mais eficiente e informada.

Com um foco inicial na vinha, a aplicação permite monitorizar a cigarrinha-verde e a traça-dos-cachos, estando prevista a integração futura de novas pragas e culturas agrícolas.

BannerDivulgacao iCountPests

Programa:

Receção dos participantes | 09H30

Apresentação sobre as pragas cigarrinha-verde (Jacobiasca lybica) e traça-dos-cachos (Cryptoblabes gnidiella) | 10H00

Nuno Faria | Investigador da área de Monitorização Inteligente de Pragas e Doenças

Apresentação da app iCountPests | 10H20

Ricardo Ramiro | Diretor da área de Ciência dos Dados e Bioinformática

Coffee break e momento de networking 10H45

Demonstração da app em ambiente real 11H00

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia. Para garantir uma experiência prática e próxima dos participantes, as vagas são limitadas a 30 participantes. Para se inscrever basta preencher o formulário disponível aqui.

Marque na sua agenda e junte-se a nós! Teremos todo o gosto em recebê-lo/a!

📅 Data: 2 de junho de 2026
🕙 Hora: 10h00
📍 Local: Herdade das Servas, Estremoz

Esta ação é realizada no âmbito do projeto BioLivingLABS: Bioeconomia ao serviço da sustentabilidade dos territórios do interior, cofinanciado pelo COMPETE 2030, que visa aproximar a ciência das empresas e dos produtores, transformando os resultados da investigação em soluções práticas e sustentáveis que tragam valor económico e ambiental aos territórios de baixa densidade das regiões Norte, Centro e Alentejo. 

O consórcio integra cinco instituições de investigação e inovação – o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), o Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação (MORE CoLAB), o InnovPlantProtect e o Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água (AquaValor).

iCountPests: nova app para monitorização automática de pragas já disponível

Já está disponível a iCountPests, uma nova aplicação desenvolvida pelo InnovPlantProtect para apoiar a monitorização de pragas agrícolas através da análise automática de imagens captadas em campo.

A app utiliza inteligência artificial para contabilizar automaticamente pragas presentes em armadilhas adesivas, permitindo obter resultados rápidos e fiáveis diretamente no telemóvel.

Pensada para produtores e técnicos agrícolas, a iCountPests contribui para uma monitorização mais eficiente e precisa, reduzindo o tempo associado às contagens manuais e apoiando a tomada de decisão na proteção das culturas.

O funcionamento é simples:

  1. Captar uma imagem da armadilha
  2. Analisar automaticamente
  3. Consultar resultados organizados e acessíveis

A app permite ainda acompanhar a evolução das pragas ao longo do tempo, facilitando a gestão e o registo da informação no terreno.

Saiba mais sobre a iCountPests aqui.

Brevemente disponível: nova app iCountPests vai transformar a monitorização de pragas

A monitorização de pragas é uma tarefa essencial na gestão agrícola, mas continua a depender, em muitos casos, de processos manuais demorados e sujeitos a erro.

A pensar nesta realidade, o InnovPlantProtect irá lançar brevemente a iCountPests, uma aplicação inovadora que utiliza inteligência artificial para automatizar a contagem de pragas a partir de imagens captadas no campo.

Com a iCountPests, será possível obter resultados rápidos e fiáveis, contribuindo para uma tomada de decisão mais informada e eficiente na proteção das culturas.

A aplicação estará brevemente disponível, sendo direcionada a produtores agrícolas e técnicos que procuram otimizar o tempo dedicado à monitorização e melhorar a precisão dos dados recolhidos.

Saiba mais sobre a iCountPests aqui.

EVENTOS

Um cheirinho a alfazema…

Inseto vetor da Xylella é atraído ou repelido por diferentes plantas aromáticas consoante o sexo do adulto e a distância a que se encontra da fonte de óleos essenciais.

Lavandula angustifolia Foto: JLPC/ Wiki

Já se sabia que a nefasta Xylella fastidiosa “gostava” de Lavandula spp.; afinal, foi numa planta de alfazema que a presença da bactéria em Portugal foi confirmada pela primeira vez, em janeiro de 2019. Uma equipa de cientistas concluiu entretanto que os machos do inseto vetor da Xylella na Europa são atraídos, a longa distância, pelos óleos essenciais da alfazema.

“O controlo sustentável dos vetores é uma parte essencial das estratégias de gestão de pragas”, recordam os responsáveis pelo projeto europeu XF-ACTORS. Os resultados do estudo citado podem contribuir para o desenvolvimento de abordagens e ferramentas inovadoras, alternativas ao uso de pesticidas sintéticos, para o controlo do inseto Philaenus spumarius, vetor da Xylella fastidiosa na Europa – essencial para controlar a disseminação da bactéria.

A equipa verificou que o sistema olfativo periférico do P. spumarius capta os compostos orgânicos voláteis presentes nos óleos essenciais do pelargónio (também chamado entre nós gerânio ou sardinheira) Pelargonium graveolens, da Cymbopogon nardus (parente da erva-príncipe), que produz a citronela, e da Lavandula angustifolia (antes officinalis), a alfazema. Mas o efeito desta deteção depende da “dose” e da distância.

A qualquer distância, tanto a alfazema como o pelargónio repeliram as fêmeas. Já os machos foram atraídos pelo gerânio e repelidos pela citronela. A curta distância, tanto a alfazema como a citronela se mostraram repelentes tanto para fêmeas como machos.

Pode consultar o artigo científico original aqui.

“Science can answer 99% of the questions you ask”

In celebration of the International Day of Women and Girls in Science, some of InnovPlantProtect’s women researchers share the reasons they became scientists.

“I became a scientist for the thrill of being able to discover something new every day and a plant scientist in particular with the dream of producing plants resistant to pathogens, avoiding the need for chemical pesticides. A win-win solution to reduce the environmental impacts of agriculture and the production costs to small farmers.”

Cristina Azevedo, PhD researcher, Head of the New Biopesticides Department

“Ever since I was a child, I always felt drawn to nature, particularly at the beach, where I would explore sea life, but also at my grandparents’ vegetable garden, where I loved to play. The fact that my mother is really passionate about nature, particularly about plants and birds, also played a role when I decided to apply for Biology. On top of that, there’s my desire to understand the world around me; being a scientist allows me to ask questions and work towards an answer, and that moment when you discover something new in the lab is still beyond thrilling.”

Cláudia Rato da Silva, PhD researcher, Protection of Specific Crops Department

“I have had a passion for technology and science since childhood, so I decided to pursue my career in a computer science discipline in which Artificial Intelligence is one the great research fields, which could help to solve complex problems of nearly every field. ‘The human brain cannot deal with terabytes but Machine Learning can!’ Hence I was inspired to do research in this field.”

Manisha Sirsat, PhD researcher, Department of Data Management and Risk Analysis

Cláudia Almeida Silva
Cátia Patrício
Ana Cláudia Silva

“When I was younger, I used to ask my parents ‘Why this happens?’ or ‘Why this works the way it does?’ Most of the questions were ‘Why?’ and my parents didn’t know how to answer, so they encouraged me to go look for it. From then on, I didn’t ask my parents anymore. I would search for the answer. That feeling did not disappear as I grew up. So, during my school years, I always searched for the answer to the question ‘Why?’. When I was in 12th grade, I had to choose my college degree and it was very difficult to choose between all the available courses, but I knew that it would be related to science, because 99% of the questions that you ask, Science can answer it. And that was the moment that I decided to become a scientist – to search for the answers to my questions. Science is a part of our life, Science is in everything, with Science you can change the world.”

Cláudia Almeida Silva, MSc researcher, Department of New Formulations and Matrices for the Application of Biopesticides

“I decided to become a scientist when my father got sick, and I knew that I should contribute to science to help answer the questions that still had no answers. This profession showed me that there are many things that we already know but, on the other hand, there is much more that we need to discover and learn. The idea that small discoveries that you can make can lead to the solution of big problems is gratifying to me.”

Cátia Patrício, MSc Researcher, Department of New Biopesticides

“As an undergraduate, I started collaborating in a Nematology laboratory at the University where I was studying. There began my passion for science, and particularly for phytopathology. Since then, I have been gaining more knowledge and working in this topic, and it is a great pleasure for me to be able to keep on following this career at the InnovPlantProtect CoLab, with such a prodigious team of women and men scientists.”

Ana Cláudia Silva, MSc Researcher, Department of New Biopesticides

“I didn’t always want to become a scientist. One thing I did know was that I had been forever fascinated with my surroundings, nature at its finest. And there was this random driving force that made me question things, as though I felt an overwhelming need to pursue all the answers.  Why is everything the way it is? Why is that leaf falling from the tree? Questioning, and an overall endless curiosity, that’s what made me become ‘sort-of-a-scientist’”.

Maria Miguel Pires, MSc Researcher, Department of New Biopesticides

“Since childhood, I have always been fascinated with nature, how plants survive on rainy days, how the dough rises, how the grape juice that I could drink turns into something that I was not allowed to… at the end of the day, how life makes sense! So, I wanted to know more and more, and that curiosity made me pursue life sciences.”

Diana Pimentel, PhD researcher/ Biostatistics Technician, Department of Data Management and Risk Analysis

“Isn’t it fascinating how the tiniest organisms can affect a whole ecosystem? And, even more so, to understand how they work and how we can fight or improve them? This feeling was what made me pursue a scientific career. Science is non-stop challenges but is also non-stop knowledge and progress.”

Jordana Branco, MSc researcher, Department of New Biopesticides

Diana Sousa

“I have always loved nature and helping people, in order to always contribute to a more sustainable world and better health for all people. I confess that I was also fascinated by the investigation, due to CSI. Ahahah And that´s why I became a scientific researcher, always ready to promote a better world.”

Diana Sousa, MSc researcher, Department Protection of Specific Crops

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Combate à Xylella fastidiosa já chegou ao laboratório

O XfSTOP visa desenvolver uma solução para proteger o olival contra a bactéria Xylella fastidiosa. O projeto é liderado pelo Departamento de Novos Biopesticidas do InnovPlantProtect – Departamento 1, dirigido pela investigadora Cristina Azevedo.

A equipa está agora a iniciar o trabalho de laboratório, com o objetivo de tentar isolar péptidos (pequenos aminoácidos) inibidores do crescimento do agente patogénico bacteriano Xylella fastidiosa. “Estabelecemos colaboração com investigadores em diferentes países, através dos quais obtivemos DNA genómico de diferentes isolados [estirpes] de Xylella, e estamos em vias de isolar os genes que codificam para as proteínas de virulência contra as quais queremos selecionar os péptidos”, explica Cristina Azevedo.

Isolamento de gene de Xylella fastidiosa (estirpe LM10)

A diretora do Dep. 1 adianta que a equipa está igualmente “a dar início ao isolamento de endófitos [organismos que vivem no interior de um hospedeiro] bacterianos presentes no xilema de variedades de oliveira cultivadas na região do Alentejo (Cobrançosa e Arbequina) e de uma variedade italiana que é resistente à Xylella (Leccino), provenientes da Herdade de Reguengo, pertencente ao INIAV, polo de Elvas”.

O acrónimo do projeto, XfSTOP, representa “Abordagem integrada à gestão da doença para o biocontrolo da Xylella fastidiosa nas oliveiras”. A oliveira tem uma enorme importância económica em Portugal, em particular no Alentejo. O biopesticida a desenvolver utilizará um micro-organismo capaz de coexistir no mesmo ambiente da Xylella, no interior da planta, para que produza um composto biológico capaz de eliminar a bactéria. Este mecanismo será sustentável, amigo do ambiente e não tóxico.

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