Novo Laboratório Colaborativo desenvolve novas soluções biológicas para tornar culturas mediterrânicas mais produtivas

Novo Laboratório Colaborativo desenvolve novas soluções biológicas para tornar culturas mediterrânicas mais produtivas

Para além de produtos – biopesticidas e novas plantas resistentes a pragas e doenças -, o InPP desenvolve serviços que permitirão não apenas seguir a progressão de pragas como criar modelos que ajudem a prever a evolução dessas pragas (por exemplo, quando é que eclodem e quando é que afetam as plantas). Desenvolverá também métodos eficientes de diagnóstico de pragas que aparecem numa determinada exploração agrícola e para a quais ainda existem escassos serviços em Portugal.

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Constituído por cinco departamentos com atividades distintas, este Laboratório Colaborativo desenvolve compostos não tóxicos de base biológica (também designados biopesticidas) para controlar pragas e doenças para as quais não existem soluções no mercado e que afetam sobretudo as culturas permanentes e anuais estabelecidas em Portugal e noutros países com clima mediterrânico, como o arroz, o milho, o trigo, o tomate, a vinha, o olival e a pera.

O InPP também utilizará a tecnologia da edição do genoma para desenvolver variedades de plantas resistentes ao ataque de doenças. E prestará serviços que permitirão seguir a progressão de novas pragas e doenças e criar modelos que ajudem a prever, a diagnosticar e a monitorizar a evolução dessas pragas e doenças.

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Nesta fase de instalação, o InPP está a desenvolver soluções para o controlo de doenças com características distintas:

a Xyllela fastidiosa, uma bactéria que se instala nos vasos condutores das plantas lenhosas, atacando sobretudo o lenho das árvores de fruto;
a ferrugem amarela, que ataca o trigo e outros cereais
A piriculariose que ataca o arroz
E a estenfiliose que ataca a pera rocha.
Em breve, o InPP abordará também as seguintes pragas:

a Drosófila suzukii, que afeta vários frutos;
a Diabrótica, uma lagarta que ataca as raízes do milho;
a traça da Guatemala, cujas larvas constroem galerias nos tubérculos da batata;
o percevejo marmoreado ou percevejo asiático, uma praga instalada nos EUA e que na Europa, por exemplo em Itália, está a ser preocupante por já ter causado importantes estragos nas culturas – muitas pessoas consideram-na a praga do século XXI.

Novo Laboratório Colaborativo desenvolve novas soluções biológicas para tornar culturas mediterrânicas mais produtivas

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A alimentação é um direito, mas não é uma garantia. Porquê? Porque quer nos países em desenvolvimento, quer nos países desenvolvidos, como Portugal, existem pragas e doenças que podem destruir 40% a 60% da produção agrícola mundial. Além disso, os produtos químicos de síntese como os pesticidas e inseticidas, usados para as controlar, estão a ser retirados do mercado por imposições legislativas. E é aqui que está a importância das atividades do InPP.