{"id":6075,"date":"2022-02-27T13:32:00","date_gmt":"2022-02-27T13:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/iplantprotect.pt\/?p=6075"},"modified":"2025-06-24T10:51:21","modified_gmt":"2025-06-24T10:51:21","slug":"o-innovplantprotect-tem-de-desenvolver-solucoes-para-a-agricultura-nacional-mas-comercializaveis-a-escala-global","status":"publish","type":"eventos","link":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/eventos\/o-innovplantprotect-tem-de-desenvolver-solucoes-para-a-agricultura-nacional-mas-comercializaveis-a-escala-global\/","title":{"rendered":"\u201cInnovPlantProtect has to develop solutions for national agriculture that can be marketed on a global scale\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Com 15 polos espalhados pelo pa\u00eds e um p\u00e9 em seis laborat\u00f3rios colaborativos, o presidente do Instituto Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o Agr\u00e1ria e Veterin\u00e1ria v\u00ea no InnovPlantProtect, com sede no Polo de Elvas, um bra\u00e7o complementar que refor\u00e7a a liga\u00e7\u00e3o do INIAV \u00e0 ind\u00fastria. O grande impacto do CoLAB? Chegar\u00e1, garante Nuno Canada, quando conseguir colocar no mercado mol\u00e9culas ou solu\u00e7\u00f5es de base biol\u00f3gica para a prote\u00e7\u00e3o de plantas e p\u00f3s-colheita, que resolvam os problemas nacionais mas que possam ser comercializadas \u00e0 escala global.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja o v\u00eddeo no nosso canal no&nbsp;<a href=\"https:\/\/youtu.be\/W44kGeXJzWo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Texto: Eva Ceia\/ InnovPlantProtect<br \/><em>Fotografia: Joaquim Miranda<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/easb4aajaue.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/JM061021JoaquimMiranda_01187_scaled-1024x576.jpg?strip=all&resize=654%2C366\" alt=\"\" class=\"wp-image-6076\" width=\"654\" height=\"366\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia do laborat\u00f3rio colaborativo InnovPlantProtect (InPP) para o Instituto Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o Agr\u00e1ria e Veterin\u00e1ria (INIAV)?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O INIAV \u00e9 uma estrutura de \u00e2mbito nacional, que tem 15 polos, ao longo do pa\u00eds, com v\u00e1rias \u00e1reas cient\u00edficas tem\u00e1ticas, e que desenvolve atividade nas \u00e1reas da agricultura e alimenta\u00e7\u00e3o, das florestas e da biodiversidade, e tamb\u00e9m na \u00e1rea do desenvolvimento do territ\u00f3rio, em particular dos meios rurais. \u00c9 a maior estrutura nacional de investiga\u00e7\u00e3o nestas \u00e1reas. O INIAV posiciona-se na interface entre o sistema cient\u00edfico nacional e as empresas, as organiza\u00e7\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o e o territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem por isso um grande foco na dimens\u00e3o da transfer\u00eancia de conhecimento e tecnologia. Nessa \u00f3ptica, v\u00ea com muito interesse o aparecimento destes arranjos colaborativos, quer os centros de compet\u00eancias, quer os laborat\u00f3rios colaborativos, e tem, desde a sua origem, apoiado a constitui\u00e7\u00e3o destas estruturas. O INIAV apoiou a constitui\u00e7\u00e3o de 22 centros de compet\u00eancias e de seis laborat\u00f3rios colaborativos, uma vez que s\u00e3o estruturas que v\u00e3o refor\u00e7ar o ecossistema nacional de investiga\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o, nesta componente de transfer\u00eancia de conhecimento e tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo a prote\u00e7\u00e3o de plantas uma das \u00e1reas centrais de atividade do INIAV, o InnovPlantProtect vem complementar a nossa atividade e refor\u00e7ar esta componente de liga\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas. Da\u00ed o grande interesse que tivemos em apoiar e fazer parte deste laborat\u00f3rio colaborativo quando apareceu o programa Interface.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Porque \u00e9 que o InPP foi instalado no Polo de Elvas do INIAV?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Polo de Elvas \u00e9 um dos 15 polos do INIAV. \u00c9 um dos polos mais relevantes em termos nacionais e tem uma grande relev\u00e2ncia regional; nesta \u00e1rea da inova\u00e7\u00e3o e da investiga\u00e7\u00e3o, \u00e9 a estrutura mais relevante daquela regi\u00e3o. Tem uma atividade de forte liga\u00e7\u00e3o ao setor, \u00e0s v\u00e1rias cadeias de valor \u2013 aos cereais, \u00e0s leguminosas, \u00e0s pastagens. Tem tamb\u00e9m j\u00e1 uma tradi\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m de trabalhar em estreita articula\u00e7\u00e3o com o setor, de criar arranjos colaborativos. Est\u00e1 sediado no Polo de Elvas o Centro Nacional de Compet\u00eancias para as Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas do Sector Agroflorestal, o CEREALTECH nos cereais, e o InPP veio aparecer como mais um complemento \u00e0 atividade que j\u00e1 est\u00e1 a ser desenvolvida em Elvas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo um territ\u00f3rio de baixa densidade populacional e tendo os laborat\u00f3rios colaborativos [CoLAB] como um dos objetivos centrais a contrata\u00e7\u00e3o de pessoas altamente qualificadas, \u00e9 tamb\u00e9m uma oportunidade de levar estas pessoas para aquela regi\u00e3o; e, adicionalmente, houve um grande apoio da C\u00e2mara de Elvas em toda esta instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"6078\" src=\"https:\/\/easb4aajaue.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/JM061021JoaquimMiranda_01211_scaled-1024x683.jpg?strip=all&resize=800%2C534\" alt=\"\" class=\"wp-image-6078\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" data-id=\"6080\" src=\"https:\/\/easb4aajaue.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/JM061021JoaquimMiranda_01206_scaled-1024x576.jpg?strip=all&resize=800%2C450\" alt=\"\" class=\"wp-image-6080\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9, al\u00e9m disso, a import\u00e2ncia do InPP para a regi\u00e3o alentejana?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A import\u00e2ncia tem aqui duas dimens\u00f5es. O facto de estarmos a contratar mais recursos muito qualificados, que trazem as suas fam\u00edlias para a regi\u00e3o, vai criar a fixa\u00e7\u00e3o de pessoas, direta e indireta, e riqueza na regi\u00e3o, que \u00e9 um aspeto central. A outra dimens\u00e3o \u00e9 que, embora a atividade deste CoLAB, sendo um laborat\u00f3rio de interface com a ind\u00fastria farmac\u00eautica, tenha um impacto global, ter uma atividade de relev\u00e2ncia nacional e internacional a ser desenvolvida em Elvas tamb\u00e9m vai, em termos de notoriedade e de promo\u00e7\u00e3o daquela regi\u00e3o, ser um aspeto relevante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ind\u00fastria fitofarmac\u00eautica essa que ter\u00e1 de fazer uma transi\u00e7\u00e3o\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora a ideia central deste laborat\u00f3rio colaborativo seja desenvolver mol\u00e9culas de base biol\u00f3gica para prote\u00e7\u00e3o de plantas e para p\u00f3s-colheita, e outro tipo de solu\u00e7\u00f5es alternativas de base biol\u00f3gica, dada a parceria com estas empresas que fazem parte do CoLAB, s\u00e3o identificados os problemas nacionais mais relevantes neste dom\u00ednio e o objetivo \u00faltimo \u00e9 desenvolver solu\u00e7\u00f5es que interessem \u00e0 agricultura nacional, mas que tenham capacidade de ser comercializadas \u00e0 escala global. O mercado nacional \u00e9 pequeno; estas solu\u00e7\u00f5es, por si s\u00f3, n\u00e3o s\u00e3o sustent\u00e1veis se forem s\u00f3 vendidas no mercado nacional. \u00c9 preciso pensar global e nacional de forma combinada.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>S\u00f3 faz sentido ter o laborat\u00f3rio colaborativo se houver uma estreita articula\u00e7\u00e3o com as empresas.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Como v\u00ea em concreto a participa\u00e7\u00e3o das empresas no CoLAB? Acha que a estrat\u00e9gia seguida permite que o InPP desenvolva a sua atividade em conjunto com elas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O programa Interface criou os CoLAB precisamente para serem estruturas de interface com as empresas \u2013 muito orientados para a ind\u00fastria, em particular. Neste caso concreto do InPP, h\u00e1 dois parceiros \u00e2ncora industriais, a Bayer e a Syngenta. S\u00f3 faz sentido ter o laborat\u00f3rio colaborativo se houver uma estreita articula\u00e7\u00e3o com as empresas. Neste caso, al\u00e9m das empresas, h\u00e1 ainda organiza\u00e7\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o, que \u00e9 algo que a maior parte dos laborat\u00f3rios colaborativos n\u00e3o tem.<\/p>\n\n\n\n<p>Este conjunto permite um trabalho de estreita articula\u00e7\u00e3o entre parceiros \u00e2ncora, o sistema cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico nacional \u2013 como a NOVA, a Universidade de \u00c9vora [U\u00c9vora], o INIAV \u2013 e estas empresas, para identificar quais s\u00e3o os problemas mais importantes para o pa\u00eds e, quando se concebem as solu\u00e7\u00f5es, tentar cas\u00e1-las com a comercializa\u00e7\u00e3o \u00e0 escala global. Este \u00e9 um dos fatores cr\u00edticos de sucesso mais relevantes para a sustentabilidade deste laborat\u00f3rio colaborativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A sustentabilidade do CoLAB vai passar muito pela capacidade de colocar isto no terreno. A equipa do laborat\u00f3rio tem de ser capaz de passar a interagir de forma muito pr\u00f3xima com os departamentos de ID&amp;I [Investiga\u00e7\u00e3o, Desenvolvimento &amp; Inova\u00e7\u00e3o] da Bayer e da Syngenta, para, neste dom\u00ednio dos biopesticidas e das mol\u00e9culas de base biol\u00f3gica para p\u00f3s-colheita&nbsp; e outro tipo de solu\u00e7\u00f5es que permitam reduzir o uso de fitof\u00e1rmacos, desenvolver as tais solu\u00e7\u00f5es complementares ao que esses departamentos de ID&amp;I j\u00e1 est\u00e3o a fazer. A um n\u00edvel de TRL [Technology Readiness Levels] mais baixos, pr\u00e9-competitivos, que depois possam evoluir j\u00e1 dentro das empresas para fases mais pr\u00f3ximas do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Que outros fatores s\u00e3o cr\u00edticos para o sucesso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As estruturas do programa Interface t\u00eam tr\u00eas componentes de financiamento: o que \u00e9 dado pelos apoios do Estado, muito para pagar recursos humanos; o desenvolvimento de ID&amp;I \u00e0 medida com empresas; e outra dimens\u00e3o que s\u00e3o os projetos de investiga\u00e7\u00e3o competitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os projetos de investiga\u00e7\u00e3o competitivos que o CoLAB possa desenvolver para n\u00e3o estar a concorrer com os parceiros \u00e2ncora dever\u00e3o ser cons\u00f3rcios que os parceiros sozinhos tenham dificuldade em promover. Este \u00e9 outro fator cr\u00edtico de sucesso. Os laborat\u00f3rios colaborativos de maior sucesso est\u00e3o a conseguir faz\u00ea-lo e este tamb\u00e9m ter\u00e1 de conseguir, para ser sustent\u00e1vel. O facto de termos empresas e parceiros do sistema cient\u00edfico juntos, como este laborat\u00f3rio tem, permite ter uma liga\u00e7\u00e3o muito forte com as empresas e ter muita massa cr\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta combina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma vantagem comparativa muito grande para concorrer, por exemplo, a projetos europeus, no \u00e2mbito do Horizonte 2020 e agora do Horizonte Europa. E tamb\u00e9m no \u00e2mbito de grandes projetos nacionais: programas mobilizadores, as agendas para a reindustrializa\u00e7\u00e3o&#8230; Estes grandes cons\u00f3rcios s\u00e3o uma capacidade \u00fanica que os laborat\u00f3rios colaborativos podem ter e que ajuda a conferir sustentabilidade neste terceiro eixo da investiga\u00e7\u00e3o competitiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Programas como o Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia, as agendas para a reindustrializa\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o pontuais&#8230; Mas do ponto de vista menos pontual, os projetos europeus no \u00e2mbito do Horizonte Europa v\u00e3o ser uma oportunidade em que Portugal normalmente entra e em que os parceiros entram como parceiros \u2018menores\u2019; e os CoLAB, pela sua constitui\u00e7\u00e3o, podem ter massa cr\u00edtica para serem l\u00edderes de um cons\u00f3rcio europeu, ou para serem grandes parceiros num cons\u00f3rcio europeu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um fator diferenciador, onde os parceiros sozinhos t\u00eam dificuldades. A NOVA, a U\u00c9vora, o INIAV, embora estejam em v\u00e1rios projetos europeus, t\u00eam mais dificuldade em liderar um projeto europeu, ou estar numa posi\u00e7\u00e3o de for\u00e7a num projeto europeu, do que um CoLAB, pela grande massa cr\u00edtica que pode ter e, sobretudo, pelo seu cariz mais empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" data-id=\"6082\" src=\"https:\/\/easb4aajaue.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/JM061021JoaquimMiranda_01207_scaled-683x1024.jpg?strip=all\" alt=\"\" class=\"wp-image-6082\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" data-id=\"6084\" src=\"https:\/\/easb4aajaue.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/JM061021JoaquimMiranda_01215_scaled-683x1024.jpg?strip=all\" alt=\"\" class=\"wp-image-6084\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Porque \u00e9 que a equipa do CoLAB ainda n\u00e3o est\u00e1 a interagir de forma estreita com as empresas? O que falta?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os laborat\u00f3rios colaborativos permitem esse trabalho conjunto pr\u00e9-competitivo de empresas, mas o foco \u00e9 colocar produtos ou servi\u00e7os no mercado, n\u00e3o \u00e9 fazer investiga\u00e7\u00e3o fundamental. E quem sabe aquilo que precisa de ser colocado no mercado s\u00e3o as empresas que v\u00e3o faz\u00ea-lo. Esse trabalho entre os departamentos de ID&amp;I das empresas e os CoLAB \u00e9 muito importante porque, do lado da empresa, o interlocutor \u00e9 muito importante; se for um interlocutor de uma \u00e1rea que n\u00e3o \u00e9 da investiga\u00e7\u00e3o, tem uma perce\u00e7\u00e3o e uma sensibilidade diferentes do que um interlocutor do departamento de I&amp;I.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um caminho que j\u00e1 est\u00e1 a ser feito, mas h\u00e1 a necessidade de refor\u00e7ar esta componente, eventualmente no posicionamento estrat\u00e9gico do CoLAB. Obviamente que, sendo empresas concorrentes, t\u00eam as suas reservas. Mas h\u00e1 TRL mais baixos, pr\u00e9-competitivos, onde \u00e9 poss\u00edvel ser muito mais eficiente trabalhando num modelo desta natureza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E esse caminho&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acho que este \u00e9 um caminho que vai ter de ser feito; \u00e9 incontorn\u00e1vel para a sustentabilidade do CoLAB. Se o laborat\u00f3rio colaborativo fizer coisas que os parceiros j\u00e1 est\u00e3o a fazer acaba por n\u00e3o ser sustent\u00e1vel e o volume de neg\u00f3cios \u00e9 muito menor. Num desenvolvimento de investiga\u00e7\u00e3o \u00e0 medida para uma grande empresa, os montantes contratualizados s\u00e3o gigantes. Ou se falarmos de projetos do Horizonte Europa, os montantes s\u00e3o muito diferentes do que num projeto da FCT [Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e a Tecnologia] ou de um Programa Operacional regional.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje o CoLAB est\u00e1 em fase de instala\u00e7\u00e3o mas, se pensarmos em daqui a cinco, dez anos, o objetivo \u00e9 passar a ser autossustent\u00e1vel do ponto de vista econ\u00f3mico-financeiro; ter capacidade de pagar a toda a equipa, de alargar a equipa, ter verbas para reinvestir&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A NOVA, a U\u00c9vora, o INIAV, embora estejam em v\u00e1rios projetos europeus, t\u00eam mais dificuldade em liderar um projeto europeu, ou estar numa posi\u00e7\u00e3o de for\u00e7a num projeto europeu, do que um CoLAB, pela grande massa cr\u00edtica que pode ter e, sobretudo, pelo seu cariz mais empresarial.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 o principal papel do INIAV no InPP?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O INIAV \u00e9 a principal estrutura do pa\u00eds nesta \u00e1rea, uma vez que tem os laborat\u00f3rios nacionais de refer\u00eancia para a prote\u00e7\u00e3o de plantas. H\u00e1 uma rede europeia de laborat\u00f3rios de refer\u00eancia, que s\u00e3o os laborat\u00f3rios de primeira linha em cada \u00e1rea; a Comiss\u00e3o Europeia reconhece apenas um em cada estado-membro. Depois, trabalham em rede com os dos outros estados-membros, para garantir que a compet\u00eancia t\u00e9cnica, os equipamentos e sobretudo os resultados que saem de um laborat\u00f3rio destes em Portugal s\u00e3o exatamente iguais aos que saem na Alemanha, na Holanda ou noutro s\u00edtio qualquer.<\/p>\n\n\n\n<p>O INIAV tem todos os laborat\u00f3rios nacionais de refer\u00eancia para as doen\u00e7as e pragas das plantas agr\u00edcolas e florestais. Tamb\u00e9m tem uma atividade muito relevante na investiga\u00e7\u00e3o, quer seja na \u00e1rea mais laboratorial, quer seja usando ferramentas digitais para dete\u00e7\u00e3o mais precoce das doen\u00e7as&#8230; E depois tem ainda mais duas \u00e1reas muito relevantes. Uma \u00e9 o melhoramento gen\u00e9tico, um dos fatores relevantes para Elvas; \u00e9 a partir de Elvas que s\u00e3o coordenados todos os programas nacionais de melhoramento de plantas e a quest\u00e3o da resist\u00eancia \u00e0s doen\u00e7as \u00e9 um dos fatores. E depois a quest\u00e3o da susentabilidade: ter variedades de plantas que permitam o uso mais eficiente dos recursos e tamb\u00e9m exijam menos fitof\u00e1rmacos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo o INIAV a principal organiza\u00e7\u00e3o nacional a trabalhar nesta \u00e1rea, \u00e9 muito importante para enquadrar o InPP no ecossistema e dar-lhe o <em>spin<\/em> certo, e ajud\u00e1-lo a ser de facto complementar \u00e0quilo que existe \u2013 \u00e9 isso que torna o ecossistema mais forte, mais diverso, com maior capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e, no fundo, com maior capacidade de resposta para os problemas que o pa\u00eds tem neste dom\u00ednio. Problemas esses que est\u00e3o muito relacionados com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e a globaliza\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o a surgir cada vez mais doen\u00e7as e pragas das plantas, existentes ou emergentes, em particular as doen\u00e7as transmitidas por insetos, ou pragas causadas pelos pr\u00f3prios insetos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 uma \u00e1rea absolutamente central para a sustentabilidade das v\u00e1rias fileiras agr\u00edcolas do pa\u00eds. O INIAV pode ajudar neste enquadramento, nesta complementaridade e nesta integra\u00e7\u00e3o do CoLAB no ecossistema e nas v\u00e1rias fileiras agr\u00edcolas com que o INIAV se relaciona.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acha que o INIAV e o InPP t\u00eam conseguido colaborar bem?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu diria que \u00e9 um processo de aprendizagem. Esta quest\u00e3o dos arranjos colaborativos \u00e9 nova em Portugal. Eu estive pessoalmente envolvido na g\u00e9nese de todos os arranjos colaborativos, quer os laborat\u00f3rios colaborativos, quer os centros de compet\u00eancia, nesta \u00e1rea. Em 2014, come\u00e7\u00e1mos a criar os primeiros centros de compet\u00eancia e agora, mais recentemente, os CoLAB. E quando se criaram os primeiros centros de compet\u00eancia, os investigadores e os interlocutores das empresas nem conseguiam falar a mesma l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um processo de aprendizagem conjunto, \u00e9 um caminho que est\u00e1 a ser feito. E a boa viv\u00eancia entre os v\u00e1rios parceiros do CoLAB, e a atividade e sustentabilidade do CoLAB passam muito pela capacidade precisamente de fazer coisas complementares \u00e0s que os parceiros j\u00e1 fazem, explorando as complementaridades e sinergias.<\/p>\n\n\n\n<p>O <em>mainstream<\/em> deste CoLAB \u00e9 produzir mol\u00e9culas de base biol\u00f3gica para prote\u00e7\u00e3o de plantas e p\u00f3s-colheita, ou solu\u00e7\u00f5es que permitam reduzir drasticamente o uso de mol\u00e9culas de s\u00edntese para estas \u00e1reas, que \u00e9 algo que os parceiros individualmente n\u00e3o t\u00eam capacidade para fazer. Ainda h\u00e1 um caminho longo para fazer, que exige alguma aprendizagem, alguma reorganiza\u00e7\u00e3o de todos os envolvidos. Acredito que vamos l\u00e1 chegar.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/easb4aajaue.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/JM061021JoaquimMiranda_01219_scaled-1024x683.jpg?strip=all&resize=639%2C426\" alt=\"\" class=\"wp-image-6086\" width=\"639\" height=\"426\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Que outros desafios se colocam ao InPP?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os laborat\u00f3rios colaborativos s\u00e3o estruturas de interface com as empresas, t\u00eam de estar orientados para o que possa ser colocado no mercado, em tempos que possam ser interessantes para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos de assumir que existem limita\u00e7\u00f5es legais na Europa ao uso da gen\u00f3mica e, num contexto de inova\u00e7\u00e3o de grande proximidade com o mercado, tentar trabalhar nelas \u00e9 perder ades\u00e3o \u00e0 realidade. N\u00e3o \u00e9 esse o posicionamento de um laborat\u00f3rio colaborativo. Eu n\u00e3o digo que uma universidade, que faz investiga\u00e7\u00e3o fundamental, n\u00e3o continue a trabalhar nestas mat\u00e9rias, porque se calhar daqui a uns anos v\u00e3o surgir solu\u00e7\u00f5es que certamente ser\u00e3o \u00fateis. Mas, no caso concreto do CoLAB, acho que s\u00e3o limita\u00e7\u00f5es que podem demorar muito tempo a ser resolvidas e que, do ponto de vista da sustentabilidade, podem ser um passo que n\u00e3o \u00e9 o mais adequado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em senso lato, a ideia de trabalhar no dom\u00ednio da inova\u00e7\u00e3o num laborat\u00f3rio colaborativo \u00e9 pegar em coisas que j\u00e1 est\u00e3o mais maduras e transform\u00e1-las em solu\u00e7\u00f5es concretas, que possam ser colocadas no mercado no curto, m\u00e9dio prazo, mas que sejam desde logo apelativas para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual ser\u00e1, na sua opini\u00e3o, o impacto mais importante do InPP?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O InnovPlantProtect est\u00e1 a trabalhar numa \u00e1rea muito relevante para a sustentabilidade e portanto pode ter a\u00ed um grande impacto. O grande impacto vai ser quando o CoLAB conseguir p\u00f4r no mercado mol\u00e9culas ou solu\u00e7\u00f5es de base biol\u00f3gica para a prote\u00e7\u00e3o de plantas e p\u00f3s-colheita, que resolvam estes problemas graves que temos e que nos interessam muit\u00edssimo neste caminho para termos uma produ\u00e7\u00e3o de alimentos mais sustent\u00e1vel, mas que possam ser comercializadas \u00e0 escala global. Somos um pa\u00eds pequeno; n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel colocar uma nova mol\u00e9cula no mercado para ser vendida s\u00f3 em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea central de atividade deste CoLAB \u00e9 fundamental para o pa\u00eds e para a Europa, n\u00e3o s\u00f3 atualmente, mas do ponto de vista prospetivo, uma vez que se prev\u00ea que cada vez existam mais problemas relacionados com a prote\u00e7\u00e3o das plantas e mais dificuldade em usar fitof\u00e1rmacos de s\u00edntese. Est\u00e1 tamb\u00e9m muito enquadrada nos dois grandes eixos da Europa para os pr\u00f3ximos dez anos \u2013 uma Europa mais verde e uma Europa mais digital \u2013 e nos grandes objetivos do <em>Green Deal<\/em> e do <em>Farm to Fork<\/em>. O que \u00e9 mais uma raz\u00e3o de motiva\u00e7\u00e3o e garantia de que o laborat\u00f3rio tem pernas para andar.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Entrevista publicada em primeira m\u00e3o pela&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/www.vidarural.pt\/entrevista\/o-innovplantprotect-tem-de-desenvolver-solucoes-para-a-agricultura-nacional-mas-comercializaveis-a-escala-global\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vida Rural<\/a><em>, edi\u00e7\u00e3o janeiro 2022.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com 15 polos espalhados pelo pa\u00eds e um p\u00e9 em seis laborat\u00f3rios colaborativos, o presidente do Instituto Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o Agr\u00e1ria e Veterin\u00e1ria v\u00ea no InnovPlantProtect, com sede no Polo de Elvas, um bra\u00e7o complementar que refor\u00e7a a liga\u00e7\u00e3o do INIAV \u00e0 ind\u00fastria. O grande impacto do CoLAB? Chegar\u00e1, garante Nuno Canada, quando conseguir colocar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6076,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","categories":[271],"tags":[],"class_list":["post-6075","eventos","type-eventos","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/eventos\/6075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/eventos"}],"about":[{"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/eventos"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/eventos\/6075\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18372,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/eventos\/6075\/revisions\/18372"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}