{"id":4313,"date":"2021-08-04T14:03:39","date_gmt":"2021-08-04T14:03:39","guid":{"rendered":"https:\/\/iplantprotect.pt\/?p=4313"},"modified":"2025-06-24T10:51:21","modified_gmt":"2025-06-24T10:51:21","slug":"we-need-to-reduce-the-impact-of-climate-change-on-the-alentejo","status":"publish","type":"eventos","link":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/eventos\/temos-de-reduzir-a-afetacao-do-alentejo-pelas-alteracoes-climaticas\/","title":{"rendered":"\u201cWe have to reduce the impact of climate change on the Alentejo\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a reitora da Universidade de \u00c9vora, institui\u00e7\u00e3o associada do InnovPlantProtect, a participa\u00e7\u00e3o no CoLAB de Elvas era \u201cimprescind\u00edvel\u201d e um passo que a institui\u00e7\u00e3o tinha de dar. Ana Costa Freitas, que vai de bicicleta para o trabalho e recebe alunos no gabinete, considera os laborat\u00f3rios colaborativos instrumentais para fazer reviver o Interior com emprego qualificado. Quanto \u00e0 biotecnologia de plantas, \u00e9 perent\u00f3ria: n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel alimentar toda a popula\u00e7\u00e3o sem a gen\u00f3mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja o v\u00eddeo no nosso canal no <a href=\"https:\/\/youtu.be\/RQDoCeE4FZ0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Texto: Eva Ceia\/ InnovPlantProtect<br \/><em>Fotografia: Joaquim Miranda<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/easb4aajaue.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Scaled_JM130521Joaquim-Miranda_00681-1024x683.jpg?strip=all&resize=608%2C405\" alt=\"\" class=\"wp-image-4314\" width=\"608\" height=\"405\"\/><figcaption>Ana Costa Freitas, reitora da Universidade de \u00c9vora, fotografada por Joaquim Miranda.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Porque \u00e9 que a Universidade de \u00c9vora (U\u00c9) se fez associada do laborat\u00f3rio colaborativo InnovPlantProtect (InPP)?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Universidade de \u00c9vora n\u00e3o estava no cons\u00f3rcio inicial. Quando soube que havia o cons\u00f3rcio, falei com o reitor da Universidade NOVA e disse-lhe que est\u00e1vamos interessados em fazer parte do Laborat\u00f3rio. Disse, ali\u00e1s, \u2018n\u00f3s temos de entrar\u2019. Eu acho que estes laborat\u00f3rios colaborativos s\u00e3o o passo seguinte da estrat\u00e9gia e das pol\u00edticas p\u00fablicas de ci\u00eancia. S\u00e3o um passo \u00e0 frente daquilo que tivemos anteriormente: come\u00e7\u00e1mos pelos centros de investiga\u00e7\u00e3o, depois os laborat\u00f3rios associados e agora os  CoLAB, que t\u00eam as empresas envolvidas no processo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considero ali\u00e1s que os CoLAB s\u00e3o uma ideia interessante e vanguardista, e o facto de estarem dispersos no territ\u00f3rio \u00e9 fundamental, at\u00e9 porque n\u00e3o reconhe\u00e7o no Governo muitas pol\u00edticas para o Interior. Ainda assim, reconhe\u00e7o no Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia [<em>Tecnologia<\/em>&nbsp;e Ensino Superior] mais pol\u00edticas para o Interior. Em suma, \u00e9 fundamental termos nestes locais capacidade de emprego, e de emprego qualificado. E depois porque a Universidade de \u00c9vora tem na sua g\u00e9nese uma forte influ\u00eancia das \u00e1reas da agricultura e da biologia; tivemos uma grande liga\u00e7\u00e3o com a Esta\u00e7\u00e3o [de Melhoramento de Plantas] em Elvas. [O InPP tem sede no INIAV Elvas, tamb\u00e9m associado do CoLAB].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A U\u00c9 j\u00e1 estava na g\u00e9nese, ou j\u00e1 era associada, de outros CoLAB. O que \u00e9 que o InPP acrescenta \u00e0 Universidade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9ramos [associados] de nenhum nesta \u00e1rea. E esta \u00e1rea \u00e9 important\u00edssima para a Universidade de \u00c9vora, para a regi\u00e3o e para o pa\u00eds. \u00c9 uma \u00e1rea fulcral no nosso funcionamento porque faz parte de n\u00f3s. Por exemplo, o nosso maior centro de investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 o MED [Instituto Mediterr\u00e2neo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento]. \u00c9 uma \u00e1rea, como todas as \u00e1reas da ci\u00eancia, que deve ser cada vez mais transversal, o que implica muitos investigadores. \u00c9 uma \u00e1rea da qual n\u00e3o pod\u00edamos ficar de fora. Era necess\u00e1rio dar este passo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fala da biotecnologia de plantas, da prote\u00e7\u00e3o de culturas&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As duas \u2013 a prote\u00e7\u00e3o de culturas e a biotecnologia de plantas \u2013, visto que, mais do que o laborat\u00f3rio em si, \u00e9 todo um processo. H\u00e1 o solo, as plantas, a prote\u00e7\u00e3o da planta, (&#8230;) Apesar do laborat\u00f3rio estar mais focado na prote\u00e7\u00e3o de culturas mediterr\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para n\u00f3s e no imediato, o Mediterr\u00e2neo \u00e9 uma \u00e1rea de elei\u00e7\u00e3o; depois, a parte da sustentabilidade deste ecossistema \u00e9 muito importante. A tudo isto liga-se a necessidade que temos de reduzir a o uso intensivo dos recursos. Esse \u201cbocadinho\u201d que est\u00e1 no InPP est\u00e1 em toda a fileira na qual a Universidade de \u00c9vora tem muito interesse, muito impacto e muito trabalho desenvolvido. Por isso repito, era imprescind\u00edvel que estiv\u00e9ssemos [no CoLAB].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Concretamente, neste momento, em que consiste o papel da U\u00c9vora neste projeto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Temos uma investigadora que est\u00e1 especificamente ligada ao CoLAB, que \u00e9 a Maria Ros\u00e1rio F\u00e9lix, quej\u00e1 tinha trabalhado v\u00e1rias vezes com o Pedro Fevereiro [diretor executivo do InPP]. Sei que t\u00eam v\u00e1rios projetos em colabora\u00e7\u00e3o; um deles \u00e9 uma vacina para proteger plantas, mais particularmente as oliveiras da <em>Xylella fastidiosa<\/em> (uma bact\u00e9ria da classe das <em>Gammaproteobacterias).<\/em> A Ros\u00e1rio tem feito um trabalho muito bom e era importante alargar a sua rede de contactos. As Universidades ditas pequenas t\u00eam grupos de investiga\u00e7\u00e3o geralmente mais pequenos; e que, obviamente, temos de alargar, para consolid\u00e1-los ainda mais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universidade pequena?&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o contexto das universidades portuguesas&#8230; Geralmente, as universidades localizadas no Litoral t\u00eam acima de vinte mil alunos, enquanto as universidades localizadas no Interior t\u00eam cerca de oito a nove mil. Nos \u00faltimos anos, regist\u00e1mos um aumento do n\u00famero de alunos e isso \u00e9 bastante positivo. No que respeita a mestrados e doutoramentos, s\u00e3o mais dif\u00edceis de captar, mas a Universidade de \u00c9vora tem conseguido resultados muitos positivos; por exemplo, temos mais ou menos a mesma percentagem que a Universidade de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, temos imensas vantagens. Tem vantagens para os alunos porque t\u00eam uma liga\u00e7\u00e3o muito mais forte com os docentes, muito maior proximidade&#8230; Recebo e-mails de alunos, recebo alunos aqui no meu gabinete; n\u00e3o \u00e9 vulgar os reitores fazerem isto nas universidades ditas grandes. Temos muitos bons grupos de investiga\u00e7\u00e3o, temos muitos centros classificados com \u201cexcelente e \u201cmuito bom\u201d, mas formar um grupo de investiga\u00e7\u00e3o e crescer torna-se mais dif\u00edcil. Porque h\u00e1 menos gente aqui, portanto, as pessoas t\u00eam de se deslocar; depois t\u00eam de arranjar casa, fixar-se no territ\u00f3rio&#8230; E na investiga\u00e7\u00e3o, o emprego ainda n\u00e3o \u00e9 um emprego fixo. Atualmente temos cem investigadores mas, com contrato permanente, n\u00e3o temos muitos. A maior parte t\u00eam contrato a seis anos, renov\u00e1vel, obviamente, continuam nos seus projetos&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, o facto de os grupos serem mais pequenos \u00e9 mais exigente. Em Portugal, nos \u00faltimos dez, vinte anos \u00e9 que come\u00e7amos a reconhecer a import\u00e2ncia das redes de investiga\u00e7\u00e3o. N\u00f3s t\u00ednhamos em Portugal, infelizmente \u2013 isto \u00e9 uma opini\u00e3o particular \u2013, demasiadas \u201cquintinhas de investiga\u00e7\u00e3o\u201d e competindo muito uns com os outros. Hoje, essa quest\u00e3o est\u00e1 mais atenuada. O alargar destas redes de investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante porque um grupo pequeno dificilmente se afirma internacionalmente. A Universidade \u00e9 pequena em n\u00famero, n\u00e3o \u00e9 pequena em qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/easb4aajaue.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Scaled_JM130521Joaquim-Miranda_00682-1024x576.jpg?strip=all&resize=800%2C450\" alt=\"\" data-id=\"4741\" data-link=\"https:\/\/iplantprotect.pt\/2021\/08\/temos-de-reduzir-a-afetacao-do-alentejo-pelas-alteracoes-climaticas\/ana-costa-freitas-reitora-da-universidade-de-evora-2\/\" class=\"wp-image-4741\"\/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/easb4aajaue.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Scaled_JM130521Joaquim-Miranda_00663-1024x683.jpg?strip=all&resize=800%2C534\" alt=\"\" data-id=\"4743\" data-full-url=\"https:\/\/iplantprotect.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Scaled_JM130521Joaquim-Miranda_00663.jpg\" data-link=\"https:\/\/iplantprotect.pt\/2021\/08\/temos-de-reduzir-a-afetacao-do-alentejo-pelas-alteracoes-climaticas\/ana-costa-freitas-reitora-da-universidade-de-evora-3\/\" class=\"wp-image-4743\"\/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No caso do InPP, como v\u00ea a participa\u00e7\u00e3o das empresas? Acha que a estrat\u00e9gia seguida permite o desenvolvimento de uma atividade em conjunto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Espero que sim. N\u00f3s estamos envolvidos noutros CoLAB, no Laborat\u00f3rio Colaborativo em Transforma\u00e7\u00e3o Digital (DTx), com sede no Minho, que t\u00eam tido projetos com algumas empresas e t\u00eam empresas na sua constitui\u00e7\u00e3o, que \u00e9 obrigat\u00f3rio. Do InPP, tenho tido um pouco mais de <em>feedback<\/em>, nomeadamente at\u00e9 mesmo da autarquia. Estamos no princ\u00edpio. H\u00e1 v\u00e1rios aspetos que considero importantes: o corpo de investigadores que j\u00e1 t\u00eam, o fixar dessas pessoas em Elvas e a liga\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas \u2013 eu acho que \u00e9 fundamental e tem sido bem-sucedido. Por outro lado, o InPP teve um aspeto dif\u00edcil, que foi n\u00e3o ter instala\u00e7\u00f5es. As obras est\u00e3o para acabar em breve, o que vai ser um passo importante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>N\u00f3s temos a Fertiprado e duas grandes empresas, a Syngenta Crop Protection e a Bayer CropScience. Acha poss\u00edvel empresas e laborat\u00f3rio colaborarem efetivamente?<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu acho que sim. A base dos laborat\u00f3rios colaborativos \u00e9 darem resposta a problemas colocados pelas empresas e acho muito interessante o modelo de ter grandes e pequenas empresas envolvidas no Laborat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Neste momento temos um projeto com a Fertiprado, para uma solu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, de identifica\u00e7\u00e3o e combate a um agente patog\u00e9nico que ataca o trevo-da-p\u00e9rsia&#8230;<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Creio que as grandes empresas ir\u00e3o procurar uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, \u2018n\u00f3s precisamos disto\u2019, e a Fertiprado quer desenvolver solu\u00e7\u00f5es. As pequenas empresas em Portugal precisam de se \u2018habituar\u2019 a que a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para o modelo de neg\u00f3cio que est\u00e3o a desenvolver. Isso a meu ver \u00e9 o que falta. Se n\u00e3o fosse assim, ter\u00edamos mais emprego de doutorados nas empresas. Ainda n\u00e3o h\u00e1 o reconhecimento da necessidade de apostarem na investiga\u00e7\u00e3o. Por isso \u00e9 \u00f3timo que essa transforma\u00e7\u00e3o esteja a acontecer, quer dizer que estamos a conseguir fazer aquilo que eu acho que os CoLAB t\u00eam como fim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tendo em conta que uma Syngenta ou uma Bayer j\u00e1 t\u00eam os seus pr\u00f3prios departamentos de I&amp;D montados, o que \u00e9 que o CoLAB pode oferecer-lhes?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um laborat\u00f3rio de investiga\u00e7\u00e3o pode sempre oferecer uma base que \u00e9 o conhecimento. Infelizmente, o conhecimento n\u00e3o \u00e9 muito valorizado no nosso pa\u00eds. As pessoas s\u00f3 valorizam o conhecimento quando o transformam num retorno financeiro. E o conhecimento \u00e9 muito mais do que isso. As grandes empresas, quando necessitarem, sabem que t\u00eam uma base de conhecimento, que \u00e9 sempre importante. Nem que seja para discutir problemas. \u00c9 fazerem uso do conhecimento. E isso para eles, para essas empresas, \u00e9 importante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/easb4aajaue.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Scaled_JM130521Joaquim-Miranda_00678-1024x683.jpg?strip=all&resize=800%2C534\" alt=\"\" data-id=\"4745\" data-link=\"https:\/\/iplantprotect.pt\/2021\/08\/temos-de-reduzir-a-afetacao-do-alentejo-pelas-alteracoes-climaticas\/ana-costa-freitas-reitora-da-universidade-de-evora-4\/\" class=\"wp-image-4745\"\/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/easb4aajaue.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Scaled_JM130521Joaquim-Miranda_00689-1024x683.jpg?strip=all&resize=800%2C534\" alt=\"\" data-id=\"4747\" data-full-url=\"https:\/\/iplantprotect.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Scaled_JM130521Joaquim-Miranda_00689.jpg\" data-link=\"https:\/\/iplantprotect.pt\/2021\/08\/temos-de-reduzir-a-afetacao-do-alentejo-pelas-alteracoes-climaticas\/ana-costa-freitas-reitora-da-universidade-de-evora-5\/\" class=\"wp-image-4747\"\/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Esta \u00e1rea, da biotecnologia e das novas t\u00e9cnicas gen\u00f3micas (NTG) aplicadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de culturas, \u00e9 problem\u00e1tica em termos de regulamenta\u00e7\u00e3o. No final de abril, a Comiss\u00e3o Europeia reconheceu que a legisla\u00e7\u00e3o aprovada em 2001 para os organismos geneticamente modificados (OGM) n\u00e3o serve e prometeu abrir um di\u00e1logo alargado. Como v\u00ea este futuro&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema da Uni\u00e3o Europeia [UE] \u00e9 que s\u00e3o 27 pa\u00edses que t\u00eam todos de se p\u00f4r em acordo. N\u00f3s queixamo-nos muito do tempo que demoram as decis\u00f5es da UE, mas n\u00e3o h\u00e1 mais ningu\u00e9m no mundo que tenha que ter os acordos aprovados por 27 chefes de Estado e de Governo. \u00adEssa discuss\u00e3o vai ser feita, mas \u00e9 complicada. Poderemos, para acelerar, pegar na discuss\u00e3o ao contr\u00e1rio; ou seja, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel eventualmente alimentar toda a popula\u00e7\u00e3o se n\u00e3o usarmos a gen\u00f3mica. Temos de ver pelo lado mais positivo. Agora, vai demorar tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas tamb\u00e9m acho que \u00e9 um bom passo. \u00c9 um passo que era inevit\u00e1vel. O contr\u00e1rio \u00e9 que era estranho. \u00c9 ci\u00eancia. \u00c9 evid\u00eancia cient\u00edfica, ponto. A dificuldade de termos pol\u00edticas p\u00fablicas, sejam elas quais forem, baseadas em evid\u00eancia cient\u00edfica\u2026 se fosse assim, \u00e9ramos todos mais felizes. Eu acho que \u00e9ramos, porque a ci\u00eancia \u00e9 a \u00fanica coisa que pode promover um desenvolvimento sustent\u00e1vel, \u00e9 a base cient\u00edfica das coisas. E n\u00f3s estamos a ver \u201cassassinatos\u201d \u00e0 sustentabilidade diariamente. E depois temos estes casos, que s\u00e3o uma venda \u00e0 frente dos olhos. \u00c9 n\u00e3o querer ver para al\u00e9m disto. E n\u00e3o conseguir interpretar o problema pelo lado cient\u00edfico; nem querer, que \u00e9 pior ainda. Porque politicamente pode ser incorreto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Acha que o InPP vai conseguir vencer este desafio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acho que sim. \u00c9 tudo uma quest\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e de comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 um bocado um modelo de comunica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 nada que n\u00e3o se fa\u00e7a. Para j\u00e1, a sigla OGM n\u00e3o pode ser usada, ponto. A partir da\u00ed, praticamente tudo \u00e9 permitido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Acha que h\u00e1 um grande trabalho a fazer em termos de comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica? No sentido de explicar que as NTG n\u00e3o s\u00e3o o que t\u00ednhamos h\u00e1 20 anos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se n\u00f3s explicarmos o proveito que as coisas t\u00eam\u2026 \u00c9 preciso um trabalho de comunica\u00e7\u00e3o muito forte, que \u00e9 fundamental, porque \u00e9 o futuro. N\u00e3o pode ser de outra maneira. A comunica\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia tem mais desafios porque n\u00e3o se pode comunicar ci\u00eancia com palavras cient\u00edficas. Temos de ter um modelo de discurso que chegue \u00e0s pessoas. Eu tenho assistido quase que extasiada a todo o problema da Covid-19. S\u00f3 o facto de o primeiro-ministro dizer que fala com os cientistas e nenhum lhe diz exatamente se deve desconfinar ou n\u00e3o\u2026 N\u00e3o lhe pode dizer exatamente! Mesmo que pudesse, essa ser\u00e1 sempre uma decis\u00e3o pol\u00edtica. Ele pode ouvir quem quiser e no fim tem de decidir, tendo absorvido o m\u00e1ximo de conhecimento poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Qual acha que ser\u00e1 o impacto mais importante do InPP?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bom, os resultados da investiga\u00e7\u00e3o de certeza que t\u00eam impacto, mas t\u00eam impacto a longo prazo. Para mim, o importante \u00e9 fazer reviver estas cidades. O facto de j\u00e1 terem 38 pessoas que vivem l\u00e1, que t\u00eam uma maneira de pensar diferente, que n\u00e3o est\u00e3o acabrunhadas pela solid\u00e3o\u2026 e Elvas \u00e9 um caso at\u00e9 particular, porque tem a cidade de Badajoz ao lado\u2026 Eu acho que vai ser muito importante fazer reviver estes territ\u00f3rios. Os territ\u00f3rios do Interior do Alentejo s\u00e3o um ter\u00e7o do pa\u00eds, ao qual o pa\u00eds n\u00e3o liga. N\u00e3o t\u00eam gente. \u00c9vora tem cerca de 50.000 habitantes, e \u00c9vora \u00e9 a mais populosa \u2013 elege tr\u00eas deputados, Portalegre dois, Beja outros tr\u00eas; e a tend\u00eancia \u00e9 diminuir. N\u00e3o t\u00eam impacto nenhum nos resultados eleitorais. Considero que a lei eleitoral devia de ser alterada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As pol\u00edticas p\u00fablicas, mal, s\u00e3o a curto prazo. E o retorno em termos eleitorais, aqui, \u00e9 muito pequeno. Eu acho lindamente a rede de Metro em Lisboa mas n\u00e3o h\u00e1 transportes no Alentejo. \u00c9 mais \u201cbarato\u201d para um aluno que viva em Estremoz ir estudar para Lisboa, do que vir de Estremoz para \u00c9vora. E quem diz Estremoz, que est\u00e1 a 46 km, diz Viana do Alentejo, que est\u00e1 a cerca de 30 km. N\u00f3s n\u00e3o temos verdadeiramente uma rede de transportes. Devia-se investir nessa \u00e1rea mas n\u00e3o \u00e9 rent\u00e1vel, h\u00e1 pouca gente\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso acho que esse \u00e9 o grande impacto do inPP: mais pessoas a dizer que se pode viver, e bem, no Alentejo, e o Alentejo ter para oferecer condi\u00e7\u00f5es, que tem, important\u00edssimas, de qualidade de vida. Para lhe dar um exemplo, venho sempre de bicicleta para a Universidade. N\u00f3s temos boas condi\u00e7\u00f5es de vida, \u00e9 preciso \u00e9 que o territ\u00f3rio seja capaz de oferecer \u00e0s pessoas empregos, habita\u00e7\u00e3o\u2026 porque se n\u00e3o tivermos empregos e habita\u00e7\u00e3o para as pessoas qualificadas, elas n\u00e3o v\u00eam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O InnovPlantProtect \u00e9 um projeto que considero estruturante para a regi\u00e3o e para o pa\u00eds<\/p><cite>Ana Costa Freitas<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O InPP \u00e9 o \u00fanico CoLAB dedicado \u00e0 biotecnologia para a prote\u00e7\u00e3o de culturas. Que outros desafios tem pela frente?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00fanico desafio realmente importante \u00e9 o \u00eaxito. Tem que ter \u00eaxito. Para conseguirmos que funcione bem \u00e9 preciso garantirmos que v\u00e3o ter \u00eaxito; o que depende de n\u00f3s at\u00e9 certa medida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E a f\u00f3rmula para o \u00eaxito?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 preciso que o retorno para as empresas seja importante e que as pessoas realmente se possam fixar. \u00c9 importante garantir que as pessoas gostam do que est\u00e3o a fazer, est\u00e3o a fazer algo que consideram \u00fatil e que se querem manter. Um bom investigador tem paix\u00e3o pelo que faz, \u201cgosta mesmo daquilo\u201d e tem uma curiosidade inata. Veja por exemplo o \u00eaxito que os Laborat\u00f3rios de Estado tiveram no princ\u00edpio e depois estagnaram, porque deixaram de ter investimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 preciso nunca esquecermos isto: o modelo da investiga\u00e7\u00e3o em ci\u00eancia em Portugal \u2013 e esse \u00e9 um modelo que vai ligar \u00e0s empresas e, portanto, tem-se esperan\u00e7a que as empresas comecem a investir tamb\u00e9m \u2013 \u00e9 competitivo: o Estado n\u00e3o financia convenientemente a investiga\u00e7\u00e3o e por esse motivo temos de garantir verbas para investiga\u00e7\u00e3o. N\u00e3o considero que seja absolutamente um mau modelo, mas \u00e9 competitivo. \u00c9 preciso que as pessoas mantenham o entusiasmo para conseguirem estar sempre a candidatar-se a projetos. Este \u00e9 um dos grandes desafios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como reage \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio Vida Rural &#8220;Investimento que Marca&#8221; 2021 ao InPP?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O facto de este CoLAB ser considerado \u201co investimento mais relevante no \u00faltimo ano no setor agr\u00edcola e agroindustrial nacional\u201d refor\u00e7a a sua real import\u00e2ncia a n\u00edvel nacional. O InnovPlantProtect \u00e9 um projeto que considero estruturante para a regi\u00e3o e para o pa\u00eds, pois \u00e9 fundamental em termos de investiga\u00e7\u00e3o, de capacidade de emprego, e de emprego qualificado numa atividade crucial para a nossa economia como \u00e9 o caso da agricultura, e numa regi\u00e3o em que a urg\u00eancia da cria\u00e7\u00e3o de emprego qualificado \u00e9 estruturante. Este pr\u00e9mio \u00e9, consequentemente, muito merecido, mas \u00e9 tamb\u00e9m desafiante. Criaram-se expectativas muito elevadas que temos a obriga\u00e7\u00e3o de cumprir para corresponder ao desafio que abra\u00e7\u00e1mos e que s\u00f3 pode ser ganhador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>Entrevista publicada em primeira m\u00e3o pela <\/em><a href=\"https:\/\/www.vidarural.pt\/entrevista\/temos-de-reduzir-a-afetacao-do-alentejo-pelas-alteracoes-climaticas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vida Rural<\/a><em>, edi\u00e7\u00e3o agosto 2021.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>Atualizado em 4\/11\/2021<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>For the rector of the University of \u00c9vora, participation in the Elvas CoLAB was \u201cessential\u201d and a step that the institution had to take. Ana Costa Freitas is clear: it is not possible to feed the entire population without genomics.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":4314,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","categories":[271],"tags":[],"class_list":["post-4313","eventos","type-eventos","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/eventos\/4313","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/eventos"}],"about":[{"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/eventos"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/eventos\/4313\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18402,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/eventos\/4313\/revisions\/18402"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4314"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/iplantprotect.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}